A batalha de Lod

18/03/2015 | Conflito; História; Sionismo

Resenha do livro “My Promised Land: The Triumph and Tragedy of Israel”, de Ari Shavit.

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Começarei pela conclusão: o livro é muito bom, dou 4.5 estrelas (de 5), eu recomendaria a um amigo, e agora estou recomendando a vocês.

Ari Shavit é um jornalista israelense, escreve no jornal Haaretz, e já traduzimos alguns de seus artigos aqui no Conexão Israel (aqui e aqui). Em 2013 lançou seu livro “Minha Terra Prometida”, onde conta a história do Sionismo e do Estado de Israel, começando no final do século 19 com a visita de um bisavô inglês seu à Palestina sob domínio otomano, até os dias de hoje.

Cada capítulo do livro apresenta uma faceta da história da construção de Israel e Shavit nos brinda com uma variedade de tópicos e problemáticas, mostrando como é rica a história deste jovem país, e os tremendos desafios que enfrentou. Todos os capítulos são baseados em entrevistas com pessoas que fizeram parte da história contada no capítulo, ou quando trata-se de um dos primeiros (fim do século 19 e começo do século 20), baseia-se em uma extensa pesquisa das fontes.

Este último ponto é importantíssimo. Shavit não quer apresentar uma história imparcial dos fatos, muito pelo contrário. É a visão pessoal que constrói e contextualiza os acontecimentos.

O nome deste artigo faz alusão ao capítulo 5 do lívro, que foi o mais marcante para mim. Abaixo contarei mais sobre a Batalha de Lod, e antes de fazê-lo, comentarei brevemente outros capítulos interessantes.

Capítulo 7, O Projeto.
Shavit conta a história do projeto nuclear israelense, desde sua concepção com Ben-Gurion, até sua execução e implicações geopolíticas. Ele conversou com “o engenheiro”, que foi um dos líderes na construção do reator de Dimona, e preferiu permanecer anônimo nesta entrevista, um mês antes de sua morte.

Capítulo 8, Assentamento.
Esta é a história do movimento Gush Emunim, que após a Guerra de Yom Kipur de 1973, iniciou a construção de assentamentos na Cisjordânia, conquistada 6 anos antes na Guerra dos Seis Dias (1967). Inicialmente sob os auspícios do governo de esquerda liderado por Itzhak Rabin, e depois com o patrocínio do governo de Menachem Begin, o grupo cresceu e acabou por definir a colonização dos “territórios” o cerne da ideologia religiosa-nacionalista, até os dias de hoje.

Capítulo 11, J’Accuse.
Esta é a história de Aryeh Mahlouf Deri, hoje líder do partido ortodoxo sefaradita Shas. Chegou a Israel com 9 anos, vindo do Marrocos, e apesar da família não ser religiosa, foi mandado a internatos da rede ortodoxa para “se salvar” da pobreza e violência de seu entorno. Acabou por ser quase que adotado pelo grande rabino Ovadia Yossef, e em 1984 foi um dos fundadores do partido Shas. Shavit entrevista Deri, que lhe conta sua história e o caso de corrupção pelo qual foi condenado e pelo qual foi preso. Este capítulo é excelente para se entender a grande cicatriz que ficou na consciência coletiva dos judeus sefaraditas, que quando chegaram a Israel nos anos 1950 foram tratados como cidadãos de segunda classe. A bronca entre judeus sefaraditas e ashkenazitas existe até hoje, como pode-se ver na propaganda política do Shas para estas eleições de 2015.

Lod em 1920, com a catedral de São Jorge no meio.
Lod em 1920, com a catedral de São Jorge no meio.

A Batalha de Lod

É neste capítulo (número 5) em que Shavit conta a conquista de Lod por parte do recém formado exército israelense, em julho de 1948, durante a Guerra de Independência. O que tem de tão especial neste capítulo? Duas coisas. a) Em três dias Israel conquistou a cidade árabe de Lod, bem no meio do território, e expulsou todos seus habitantes. b) Eu era completamente ignorante a respeito deste evento em particular, e ignorante em geral com respeito à Guerra de Independência e as circunstâncias pelas quais centenas de milhares de árabes fugiram, foram expulsos, ou foram mortos. Foi a conjunção destes dois fatores a) e b) que me marcou tanto.

A conquista de Lod está bem documentada, e Shavit escolhe nos contar a história por meio de entrevistas com algumas pessoas que participaram do evento, principalmente de duas figuras. O primeiro é Shmaryahu Gutman, figura importantíssima do Sionismo do meio do século 20. O segundo é um combatente anônimo, de alcunha Bulldozer, uma espécie de Hércules judeu.

As primeiras páginas nos contam como o Sionismo tentou repetidas vezes colonizar o vale de Lod, e as primeiras tentativas fracassaram rotundamente. Entre elas, a fábrica de azeite de oliva Atid, uma colônia de artesãos e uma fazenda de agricultura experimental. O único projeto a vingar foi Ben Shemen, um orfanato criado pelo médico judeu-alemão Siegfried Lehmann em 1927, e que em 1946 contava com cerca de 500 jovens. O relacionamento entre Ben Shemen e os habitantes da cidade árabe de Lod era muito bom, e todos desfrutavam da boa convivência.

Depois desta introdução amena, a história rola ribanceira abaixo, às vezes os fatos são chocantes, às vezes revoltantes, muitas vezes ambos. É uma montanha russa que dá nó no estômago.

Em 1947, o sol já estava se pondo no Império Britânico, que em fevereiro decide terminar o seu mandato sobre a Palestina, depois de décadas manejando um conflito entre árabes e judeus. Logo com a Partilha da Palestina, em 29 de novembro do mesmo ano, uma guerra civil entre árabes e judeus irrompe, e finalmente em maio de 1948, com o fim do Mandato Britânico, Israel declara independência, e os exércitos árabes vizinhos a invadem, dando início à Guerra de Independência. Tenhamos em mente que é no contexto desta guerra existencial que os acontecimentos seguintes se passam.

Lod tinha uma posição estratégica muito importante, pois ficava bem no meio do país, e ali ficava o maior aeroporto da região (hoje aeroporto internacional Ben-Gurion). A liderança judaica entende que não se pode criar o país sem uma continuidade territorial.

Gutman, que era responsável pela unidade especial de inteligência do Palmach (forças de elite da milícia judaica), morava no kibutz Naan, vizinho à vila palestina de Sataria. Na primavera de 1948 ele participa de uma reunião com a liderança da vila. “Uma grande guerra está chegando,” diz Gutman, “e quando chegar, o kibutz Naan não poderá ficar ao seu lado e garantir o seu futuro.” Os vizinhos árabes entendem bem a mensagem, e na manhã seguinte os habitantes se mudam para Gaza.

Os árabes de Sataria foram expulsos ou fugiram por conta própria? E faz diferença? Gutman fez uso de pressão psicológica para conseguir fazer com que eles saissem dali.

Quando o exército está se preparando para tomar Lod, em 11 de julho de 1948, Gutman é designado como governador militar da cidade, logo que ela for conquistada. Ele pergunta a seu superior do Palmach e amigo íntimo, Yigal Allon, o que fazer com a população, e recebe a resposta que “Vê como as coisas vão indo, e então você decide. Faz o que você acha que é correto.”

A cidade é rapidamente controlada no dia 11 de julho pelo 3o regimento, e milhares de civis são presos na grande mesquita, na pequena mesquita e na catedral de São Jorge. No dia seguinte, dois tanques jordanianos entram na cidade por engano, e dão início a uma série de eventos trágicos. Soldados do 3o regimento são alvo de tiros perto da pequena mesquita, e respondem com balas a todo lado e granadas para dentro de casas. Bulldozer decide atirar uma bomba antitanque PIAT, não na direção do minarete, de onde vem os tiros, mas para uma das paredes da pequena mesquita, onde ele consegue escutar vozes de pessoas. Ele atira de uma distância de 6 metros, fica ferido no processo, e mata 70 civis.

Quando os companheiros de Bulldozer o veem ferido, uma ira toma conta deles e eles vão à pequena mesquita e metralham os sobreviventes. Qualquer pessoa vista em alguma casa da redondeza também é morta. Em trinta minutos, ao meio dia, 200 são massacrados. De noite, os soldados ordenam 8 árabes a cavar uma fossa para enterrar os 70 da pequena mesquita, e depois que terminaram, os mataram e enterraram seus corpos junto com os outros do massacre de antes.

Depois que a informação do massacre chegou ao quartel-general da operação, Allon perguntou a Ben-Gurion o que fazer com os árabes. “Deporte-os”. Horas depois, o oficial de operações Itzhak Rabin emite a seguinte ordem à brigada que controla a cidade: “Os habitantes de Lod devem ser expulsos rapidamente, não importa a idade”. Gutman, assim como fez em Sataria, usa de pressão psicológica para fazer com que os árabes fossem embora, sem precisar dar uma ordem expressa. A manipulação de Gutman funciona, e é a liderança árabe que implora para que ele deixe os árabes de Lod abandonarem a cidade. No dia 13 de julho, uma coluna de refugiados é direcionada ao Leste, para empurrar as tropas jordanianas para trás, limpando um grande território sem a necessidade de mais combate.

Shavit encerra o capítulo com a seguinte reflexão: ou rejeita-se o sionismo por causa de Lod, ou aceita-se o sionismo junto com Lod. “…Eu sei que se não fosse por eles, o Estado de Israel não existiria,” escreve referendo-se àqueles que participaram da batalha. “Se não fosse por eles, eu não teria nascido. Eles fizeram o trabalho sujo que permitiu meu povo, eu mesmo, minha filha e meus filhos, a viver.”

Soldado israelense em frente à pequena mesquita
Soldado israelense em frente à pequena mesquita

Por que contar esta história?

A história contada por Shavit, e muito sucintamente reproduzida acima por mim, é para dizer o mínimo, problemática. Ao longo de minha educação sionista no Brasil, eu jamais escutei algo remotamente parecido. Já tinha ouvido que “os árabes escolheram sair de suas casas, para voltarem depois da derrota israelense que certamente viria”. Conversei com alguns amigos israelenses, que estudaram em escolas públicas de Israel, e certamente nenhuma versão da história acima é ensinada aos alunos. A conversa que tive com eles foi tão interessante que renderá um outro artigo mais tarde.

É importante conhecê-la por alguns motivos. Primeiro, porque é verdade, aconteceu. Inúmeros judeus que participaram dos acontecimentos em Lod foram entrevistados, e baseado nisto Shavit nos trouxe sua versão dos fatos. O cético pode por em questão um ou outro detalhe, mas não desconfio do corpo do relato, conforme li no livro.

Em segundo lugar, é importante conhecer porque ela é relevante ao mito de criação do Estado Judeu. “Houve a partilha da Palestina na ONU em 1947, nós aceitamos, eles não. Em maio de 1948, fomos atacados por todos os lados, e saimos vitoriosos.” A história é muito mais complexa, e aprender sobre a conquista de Lod é, para mim, um primeiro passo para deixar de lado a visão romantizada, conforme a aprendi.

Finalmente, é importante conhecer porque essa não é apenas a história dos árabes que foram expulsos, mas também dos judeus que participaram da expulsão. Não adianta deixar de lado, essa história também é nossa. Imaginem só estudar a História do Brasil sem se falar sobre eventos trágicos e centrais da formação do país (pensem vocês no exemplo). Impossível.

Por dizer muito menos que isto, há judeus ou israelenses escutando ofensas do tipo “self-hating jew”, traidor, “vai morar em Gaza pra ver o que é bom”. Dizem-lhes que “roupa suja se lava em casa”, para evitar de se tocar em pontos delicados em público, mostrando uma divisão entre o povo judeu, e dar “munição” aos que querem nos destruir. Tudo isso é uma imbecilidade. 1) A roupa que não se lava fora de casa permanece suja. 2) Quem quer nos destruir não precisa de munição alguma, eles já estão muito bem convencidos do que querem. 3) O “self-hating jew” que ousa falar destes assuntos ama muito mais o seu próprio povo do que aquele que quer calar os outros, porque ele se importa em fazer algo para melhorar.

O que este texto é? Em primeiro lugar, uma recomendação ao livro de Ari Shavit. Além disso, é um relato pessoal meu de como o livro questionou a narrativa israelense que eu tinha sobre a independência de Israel. Finalmente, este texto é um convite ao debate (civilizado), e um convite para aprendermos com aqueles que tem opiniões diferentes das nossas.

O que este texto não é? Ele não questiona o direito de Israel existir, tendo-se em vista os fatos relatados aqui. Ninguém questiona o direito dos EUA, do Brasil ou da China de continuarem sendo Estados-nação por causa de eventos problemáticos de sua história. Fazê-lo com Israel não se trata de uma crítica saudável, e sim antissemitismo. Este texto também não é exaustivo, muito pelo contrário. Eu fiz o resumo do resumo do que li no livro, e deixei de fora todo um contexto histórico, portanto, se vocês já conheciam a história da conquista de Lod, e acham que fiz um trabalho ruim, vocês provavelmente tem razão.

Recapitulando: o livro é muito bom, a batalha de Lod é apenas um dos capítulos, tem muito mais fora isso. Comprem o livro e comentem o que acharam. Mas não comprem o audiobook, a narração é péssima.


Imagens:
Pequena mesquita: Wikipedia
Imagem de capa, Lod e a catedral de São Jorge: Wikipedia

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Comentários    ( 8 )

8 Responses to “A batalha de Lod”

  • Carlos Cohen

    18/03/2015 at 15:04

    A fundação de Israel é marcada por guerras, e em guerras os dois lados matam e morrem, até 48 houveram diversos massacres perpretados pelos arabes da região também contra nós, não sou contra elucidar os fatos de ambos os lados, procurarei esse livro.

  • Alex Strum

    18/03/2015 at 21:55

    Caro Yair,
    Eu li este livro há alguns meses atrás quando foi indicado por um jornalista brasileiro não judeu na Folha, o Hélio Gaspari.
    Não lembrava exatamente deste capítulo mas o livro que procura mostrar os dois lados da questão, judaica e palestina, certamente reduz muito a mitologia romântica que nos ensinaram de como foi criado o Estado de Israel.
    Na minha opinião, nós judeus, temos um difícil dilema para resolver, ou queremos que israel seja um Estado do povo judeu, e nos dispomos, se necessário a “sujar” as mãos quando necessário (exemplo: Gaza) para consolidar esta situação; ou aceitamos a possibilidade de Israel se tornar um Estado binacional com suas possíveis consequencias.
    Não sou eleitor em Israel e nem sou grande admirador do Bibi, mas tem uma frase que ele diz e com a qual eu concordo e que resume o centro da questão: “durante séculos judeus foram perseguidos, expatriados, mortos, apenas por serem judeus. Isto NUNCA mais vai acontecer” (pressupondo que Israel é a barreira defensiva do povo judeu.
    Encerro este comentário dizendo que como sou da geração de logo após a segunda guerra, com todas as consequencias que isto trouxe, posso estar emocionalmente contaminado por esta situação e que apóio a criação de um Estado Palestino para o povo palestino.

  • Marcelo Starec

    19/03/2015 at 08:09

    Oi Yair,
    Não vejo problema algum em falarmos abertamente que os judeus também são pessoas e não “santos”, ao contrário, essa utopia de considerar que todos os judeus tem de sempre ser “santos” é em meu entender também uma forma de antissemitismo. Fico com a frase da Golda Meir – prefiro receber criticas à condolências!…mas veja, o contexto aí não deixa de ser fundamental: Israel é minúsculo em tamanho, Lod é no centro e estratégico e os judeus foram de fato atacados por todos os lados, em 1948 e é fato, houve uma guerra existencial dentro de Israel e não fora!…Caso Israel não resistisse, teria havido um mais do que provável genocídio dos judeus que ali residiam. Sim, num contexto desses, infelizmente, nem sempre dá para ser perfeito e sobreviver, ao mesmo tempo. Não somos perfeitos, mas apesar de toda a hostilidade que sofremos, conseguimos fazer muito pela tolerância e coexistência com os árabes, que em Israel lhes foi dada a cidadania e os direitos e nos países árabes eles foram colocados (e ainda estão!) em campos de refugiados….ao contrário, os judeus foram expulsos do restante do Oriente Médio não em função de um problema existencial árabe, mas sim de mera intolerância e limpeza étnica mesmo!…mas isso tudo não nos exime da “culpa” por não termos sido perfeitos. Não somos, somos gente de carne e osso e infelizmente, dentro daquele contexto de uma luta existencial pela sobrevivência, tomamos atitudes que não são dignas de “santos”, mas de seres humanos normais……
    Abraços,
    Marcelo.

  • Celso Zilbovicius

    21/03/2015 at 04:51

    Yair,
    Devorei o livro rapidinho! De fato uma forma honesta de contar uma história, tantas vezes maquiada de grandes heróis e momentos épicos…
    Melhor conviver com a realidade boa e nem sempre tão boa…
    Bem melhor do que conviver com a tristeza de ver mais uma vez um governo fascista assumir esta história!
    Abraços

  • Raul Gottlieb

    21/03/2015 at 19:21

    Caro Yair

    Eu detestei o livro do Avi Shavit.

    A bem da verdade não detestei o livro todo, pois só consegui chegar até o capítulo da batalha de Lod. Depois dali achei que estava perdendo tempo e larguei a leitura. Talvez tenha perdido a melhor parte do livro, mas acho que não.

    Penso que falta uma dose cavalar de contexto no livro dele, além de honestidade histórica.

    O livro do Efraim Karsh “Palestine Betrayed” conta a batalha de Lod com mais detalhes. Se o Karsh não está inventando coisas, então o Shavit deixou de fora coisas importantes que mudam os motivos das ações e reações dos agentes daquele episódio.

    Como eu não li nenhuma crítica ao livro de Karsh que o acusa de ter inventado episódios, ainda me pergunto os motivos das omissões do Shavit. E todas as hipóteses que eu avento desqualificam o livro de Shavit.

    Também não gosto da forma com que ele lamenta o fim da vida tradicional dos árabes, que era muito precária e que não tinha a menor condição de sobreviver por muito tempo, como aconteceu em todo o Oriente Médio, de uma forma ou de outra.

    Finalmente, creio ser importante qualificar que a guerra de 1948 foi provocada pela negativa árabe de aceitar a possibilidade não apenas de um Estado judaico, mas de coexistir com judeus. Shavit passa por cima disto como se este fator fosse desimportante ou inexistente. E ele é fundamental.

    Enfim, o me conselho para quem ainda não leu o livro e que está interessado no assunto, que leia o livro de Efraim Karsh. http://yalepress.yale.edu/book.asp?isbn=9780300127270

    Abraço,
    Raul

  • Eduardo

    24/03/2015 at 10:53

    Parabéns pela coragem, Yair!
    A questão que se coloca, pra mim, é se esses refugiados não têm direito a retorno?

  • Rafael Stern

    26/03/2015 at 17:19

    Yoram Kaniuk faz um relato muito tenso também dessa batalha no seu livro “A Terra das Duas Promessas”, que escreveu com Emil Habibi. Ele estava lá, e conta como os habitantes árabes de Lod foram presos em campos de arame farpado e viram suas antigas casas serem invadidas pelos recém-chegados imigrantes sobreviventes do Holocausto.
    Ytzhak Rabin retrata em suas memórias esse episódio como um dos mais dolorosos de sua vida.

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