A diversidade explica Israel(?)

13/05/2015 | Sociedade

Que Israel é um país diverso, todo mundo sabe. A diversidade da população israelense é sua marca. De maneira geral, o mundo enxerga o país como um lugar onde os diferentes estão em conflito. Quem está por aqui sabe que significante explicação do conflito pode ser medida em hectare, mas há aqueles que o enxerga por metro quadrado. Ainda assim, muito se opina mas poucos podem desenhar o mapa local e suas fronteiras.

Espero que possam me acompanhar. O assunto é diversidade, mas os mapas são quadrados. Na figura abaixo, apresento como o mundo enxerga essas terras, ou seus habitantes. Há aqueles que mudariam os tamanhos de cada lado, cada um com seus motivos. O mapa quadrado apresentado abaixo pode ser um problema em outras análises, mas em minha opinião, não nessa. Neste caso, o mapa quadrado ajuda a explicar como o mundo enxerga israelenses e palestinos.

É um pouco irônico o fato de que a são os extremistas judeus e árabes que corroboram a visão abaixo. São eles os que costumam descrever os mapas locais através de um prisma tão simplista. Eu concordo com o leitor, este quadrado é uma ofensa à geografia, mas ajuda no pensamento.

 

arabes-judeus

 

Outra perspectiva interessante é a dos judeus. Como os judeus enxergam Israel e sua diversidade? Há aqueles que se exaltam ao descrever um país formado por ashkenazim, sefaradim, mizrahim, etíopes, seculares, ortodoxos. Outros incluiriam os árabes no mapa, como exemplo de que árabes e judeus podem chegar a um entedimento e dividir um país. O país de fato deve se orgulhar em poder ser a casa de tantas culturas e expressões. Pode-se dizer que Israel é um país tolerante. Qual seria seu mapa neste caso?

O mapa quadrado complica o trabalho de descrever o que significa ser diverso por aqui. Na verdade não faz muito sentido. Estão envolvidos origem familiar, religião, opção política, opção sexual, cor da pele. Não necesariamente nesta orderm. O país que abriga é o mesmo que exclui. Se Israel é um país que cresceu incrivelmente, o seu desenvolvimento formidável foi acompanhado de divisões sociais. Diga-me seu nome, ele pode explicar bastante coisa.

Judeus do oriente dirão que abandonaram o respeito e riquezas para viver em cabanas no deserto. Judeus ortodoxos e suas grandes famílias vivem em sua comunidades e pouco querem entender sua volta. Os judeus liberais, hoje em dia não necessariamente ashkenazim, se direcionam à bolha Tel Aviv como exemplo de orgulho, onde o país se torna um recanto ocidental. A resposta (sionista) secular à religiosa Jerusalém.

Cito também o exemplo dos etíopes. Eles tem sua história particular e continuam a escrevê-la, são negros em país de brancos. São as primeiras gerações de africanos judeus (re)convertidos ao judaísmo tradicional. Assim como outros, buscam seu espaço dentro da diversidade. Nos últimos tempos tem tentado ganhar espaço no mapa social, antes estavam apenas presentes na esfera cultural. Não há vídeo sobre a população de Israel que não valorize sua presença. Os nossos judeus negros agora também querem entrar nas tabelas do Ministério da Educação. Que sua luta não seja em vão. Esses judeus provavalmente desenhariam um mapa bem diferente daquele que nós vemos.

Em uma série de textos, pretendo abordar a diversidade. Convido a todos que tem uma opinião formada sobre Israel e seus dilemas a estudar e apresentar-nos sua visão sobre sua visão. A ideia é entender a receita para saber como o bolo cresceu. A ideia é se aproximar de um maior entedimento sobre a tomada de decisões por aqui, pelo menos no nível de representação. Bem vindo ao ‘balagan’!

Artigos relacionados

Ver mais artigos

Comentários    ( 2 )

2 Responses to “A diversidade explica Israel(?)”

  • Marcelo Starec

    14/05/2015 at 02:05

    Oi David,
    Muito interessante o texto e a ideia de entender Israel sob o prisma da diversidade. Acredito que muita gente que conhece pouco Israel tem uma visão equivocada sobre esse aspecto, pois quem conhece Israel sabe que é um dos países com maior diversidade étnica e cultural do mundo – pode não ser perfeito, mas certamente é tolerante!….
    Abraços,
    Marcelo.

  • Maria Lucia

    14/05/2015 at 05:19

    Para mim é muito simples: EU LOVE ISRAEL até na diversidade!!!! eis aqui um livro que deve ser muito legal de ler…escrito por alguém que mora na Eretz…então nada faz mudar minha opinião: EU AMO ISRAEL!!! http://www.editoraevora.com.br/livro/os-israelenses.aspx