A maquina do tempo do Rock Israelense – Mashina

11/12/2012 | Cultura e Esporte

Um grupo de amigos reuniu-se no exército, em meados da década de oitenta. Tocavam violão na base, passavam o tempo cantando e tirando onda.

A coisa foi se tornando séria. Um cara russo, soldado com eles, deu idéia de nome para a banda: Máquina do Tempo, ou seja Mashina Vremeni, na sua língua natal. O pessoal aprovou, mas simplificou para MASHINA, facilitando a pronúncia ao povo israelense.

Yuval Banai, Iggy Dayan, Michel Benson, Shlomi Bracha e Avner Hodorov, a formação clássica, estão juntos desde 1984, por aí, deram uma parada em 1995 e voltaram em 2003. São eles os reis do rock israelense, não os pioneiros, mas as majestades.

Interpretando som de qualidade dos anos 80, misturando música eletrônica com guitarras, acordeom, teclado e sax, os caras correram o mundo cantando em hebraico. Até ao Brasil foram, em 2008. Lotaram o tradicional Canecão, através de promoção do Habonim Dror-RJ.

Dentre vários sucessos, talvez o maior seja Rakevet Laila, o Trem da Noite. Inicialmente, Yuval Banai e Shlomi Bracha fizeram a melodia de forma imutável, mas a letra teve várias versões, até chegar à conhecida internacionalmente.

Sensibilidade, ou viagem total, para comparar a rua Dizengoff, cartão postal da cosmopolita Tel Aviv, a um trem noturno ao Cairo. Eles ainda recitam uma prece a Alá e frases em persa, gritadas sempre por uma multidão de fãs enlouquecidos, como um mantra da felicidade. “Guila GuilaKudja Budi….Guila Guila Tchicar Karde”.

Isso surgiu em uma brincadeira de infância de Yuval Banai, com um primo que vivia em Jerusalém. Ele sempre falava isso, e Yuval caía na gargalhada.

Anos mais tarde, com a música Rakevet Laila, em constante mutação, o mantra persa encaixou certinho.

É isso, galera. Com vocês, Mashina – Clique aqui para ouvir a música com tradução e transliteração para o português.

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Clip de 1985