Aos Cuidados do Atendimento do Leitor

06/05/2015 | Opinião; Sociedade

Sou cidadã brasileira e também israelense. Decidi por viver em Israel na década de 90, após uma viagem de estudos, pois me senti acolhida pelo país. Sensação, aliás, de todos os brasileiros que visitam Israel ou decidem morar aqui. Israel adora o Brasil. Israelenses adoram brasileiros. Nosso sotaque, nossa música, nossas comidas, nossa alegria.

É maravilhoso ser brasileiro em Israel.

Tenho três filhos, todos israelenses. Como se costuma fazer por aqui, eu e meu marido decidimos criar uma família em escadinha. Assim, as idades deles são muito próximas: 18, 20 e 21 anos. Isso significaria, no Brasil, que todos estariam na faculdade. Para mim, isso só quer dizer que todos estão servindo ao exército. Os três. Ao mesmo tempo.

Não creio que haja uma única mãe no Brasil que possa imaginar o que eu sinto.

Por que resolvi contar tudo isso? Por que um dos meus filhos foi convocado para participar da equipe de resgate formada pelos 260 israelenses que estão no Nepal prestando ajuda humanitária. Não tenho notícias dele, pois a telefonia está instável e eles se revezam em turnos longuíssimos. Conheço essa rotina: todos ali certamente já estão esgotados.

Não há previsão para sua volta. Nosso governo estima duas semanas, mas sabemos que não há como prever o fim de uma operação. Não há, também, como oferecer a eles segurança ou conforto. Todo mundo sabe o que acontece após esses desastres com tantos mortos: surgem epidemias devido à falência da infraestrutura, a população está instável, e li que houve ondas de violência.

E o meu filho lá. No meio daquele mundo de gente desesperada, ferida, ele está lá.

O incrível, e ninguém no Brasil está pensando nisso, é que meu filho não tem nada a ver com o Nepal. Nunca esteve lá, nem ele, nem ninguém de nossa família. Ele está lá porque o país que adotamos e que nos adotou, Israel, decidiu enviar ajuda humanitária e, obviamente, resgatar os israelenses que estavam ilhados no país.

Israel não deixa seus soldados para trás e nem os seus cidadãos. Inclusive os mais de 200 israelenses que estavam no Nepal no momento do terremoto, entre eles casais homossexuais com seus bebês recém-nascidos, frutos do processo de barriga de aluguel.

Israel foi raramente citado nas reportagens sobre a ajuda humanitária internacional atuante por lá, mesmo tendo sido o primeiro a aparecer com aviões, medicamentos, equipamentos, médicos, equipes de busca. Vi imagens emocionantes da equipe japonesa desembarcando no país. Da israelense não.

Nas primeiras reportagens da imprensa escrita, afirmava-se que Israel enviou equipe para RETIRAR bebês nepaleses; que Israel resgatou 20 mães nepalesas que estão prestes a dar a luz sem PREOCUPAR-SE com aquelas que em breve darão à luz seus bebês; que, com essa atitude, Israel mostra que não está preocupado com as demais mães de aluguel.

Como assim?

E me bate uma tristeza, e penso no meu filho, e vejo que não há o que fazer: mesmo quando Israel está acima de qualquer crítica ele é acusado e excluído. Nesses últimos três dias, a mídia conseguiu criar desviar a atenção do fato principal – estamos lá! – para criar comoção sobre um um processo absolutamente legal de reprodução humana e adoção. Não li matérias sobre os australianos, por exemplo, que são clientes muito melhores da Ásia nesse sentido. Também não li nenhuma crítica ao Elton John, que fez não um, mas dois filhos com esse sistema.

Sinto muito, prezada mídia, mas não entendo por quê as coisas são assim.

Esse texto fictício expressa a sensação de todo israelense que acompanha o noticiário internacional – o tratamento mesquinho da imprensa para com o país é infelizmente democrático.

Estima-se que o terremoto que atingiu o Nepal no último sábado, dia 25 de abril, deixará um saldo de 10 mil mortos. Israel foi o primeiro país a oferecer ajuda humanitária e a enviar o primeiro avião de resgate, já no dia seguinte à tragédia. O vôo levou uma delegação de médicos e paramédicos e trouxe de volta mais de 200 cidadãos israelenses resgatados.

Na segunda-feira, dois dias depois do terremoto, dois aviões da companhia aérea israelense El Al levaram ao Nepal outros 200 israelenses, entre médicos, sanitaristas e engenheiros, assim como 90 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos.

Nas próximas semanas, Israel manterá suas equipes de resgate para encontrar sobreviventes e prover-lhes tratamento médico. Um hospital de campanha foi montado (e doado), com 80 camas, duas salas de operação, 4 salas de UTI e especialistas em medicina neonatal.

Agora você, leitor, pode tirar suas próprias conclusões a respeito do que Israel está fazendo por lá.

 

Artigos relacionados

Ver mais artigos

Comentários    ( 28 )

28 Responses to “Aos Cuidados do Atendimento do Leitor”

  • Raul Gottlieb

    06/05/2015 at 12:43

    Muito bom, Miriam!
    Obrigado pelo texto.

    • Miriam Sanger

      06/05/2015 at 17:33

      Obrigada a você, leitor atento 🙂

    • zegeraldo

      12/05/2015 at 01:45

      PREZADA MIRIAN, MUITO BOA A SUA REFLEXÃO.
      AQUI NO BRASIL, A PRINCIPAL REDE DE TV FEZ COMO VC FALOU
      QUASE NADA SOBRE ISRAEL
      CONTUDO, EM MINHA COMUNIDADE FOMOS INFORMADOS DE TUDO, ATRAVÉS DO YOUTUBE-IDF.
      DAÍ A IMPORTANCIA DA IDF INFORMAR EM TEMPO REAL ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS, A MULTIPLICAÇÃO É IMEDIATA.
      SHALOM!!!

    • Miriam Sanger

      12/05/2015 at 10:03

      Olá, Geraldo!

      Isso é o que tentamos fazer no Conexão.

      Obrigada pela mensagem!

      Abraço,

      Miriam

  • Mario S Nusbaum

    06/05/2015 at 15:25

    Tomara que seu filho volte logo são e salvo Miriam. Aqui no Brasil a cobertura não foi tão ruim assim, mas entendo perfeitamente o que você quis dizer. De Israel cobra-se sempre 100 e critica-se se faz “apenas” 90.
    Isso dito, com exceção dos árabes e de anti-semitas óbvios, ninguém fala de Israel de uma maneira tão revoltante e abjeta quanto a esquerda israelense. Uma prova entre dezenas:
    “Haaretz, Israel’s hard-left-leaning paper of record, couldn’t help but point out that “once again, Israel is shining during a disaster thousands of miles away. But the people down the coast are another thing.” “Another Haaretz column insisted that “Disaster relief feeds the illusion that we can somehow be clever, creative and cooperative enough to make the world absolve us of everything else that is wrong with what we do.””

    Vou dividir meu post em dois.

    • Miriam Sanger

      06/05/2015 at 17:35

      Oi, Mario. Esse é um texto fictício. Usei essa forma de relato para, quem sabe, ajudar os brasileiros a se colocarem na pele dos israelenses. Estou certa de que escrevi em nome de muitos por aqui.
      Acho que a cobertura começou a melhorar depois que se tornou impossível ignorar a presença de Israel no Nepal.
      Obrigada pela participação!
      Miriam

  • Alex Strum

    06/05/2015 at 15:58

    Eu já tinha observado a falta de informações sobre a ajuda israelense na imprensa brasileira também.
    Revoltante.
    Parabéns pelo relato.
    Alex

    • Miriam Sanger

      06/05/2015 at 17:33

      Precisamos começar a falar mais sobre isso. Assim, em algum momento, quem sabe todos perceberão.
      Obrigada pela leitura.
      Miriam

  • Carlos Cohen

    06/05/2015 at 17:28

    “Sinto muito, prezada mídia, mas não entendo por quê as coisas são assim.”

    A resposta é “simples” : antissemitismo.

    • Henrique Samet

      06/05/2015 at 17:58

      Eu vejo aqui perguntas ingênuas.
      Por que a “má vontade” da mídia? Complô universal?
      Eu acho que todo o mundo sabe a resposta
      Estes são os danos colaterais da política do atual governo.
      Não adianta chorar pela incompreensão no estilo “ninguém me ama”!
      Enquanto as coisas não mudarem a tendência vai ser piorar.

    • Miriam Sanger

      06/05/2015 at 18:35

      Olá, Henrique. Boa pergunta. Mas o maltrato da imprensa a Israel é bem mais antigo do que o atual governo, então não creio que dê para creditar a ele a má intenção da cobertura da mídia.
      Não se trata de chorar, mas de falar abertamente sobre o assunto, que só é discutido dentro da comunidade judaica. A população desatenta consome a informação distorcida sem se incomodar (e sem saber que o faz).
      Obrigada por nos escrever.
      Miriam

    • Henrique Samet

      06/05/2015 at 19:27

      Prezada Miriam
      A má vontade é diretamente proporcional aos acontecimentos. Do ufanismo de 1967 até os dias de hoje.
      A mídia expressou governos, a sociedade civil e a opinião pública. Quando na ONU só a Micronésia e os EUA votam a favor de Israel, convenhamos, a situação está preta e o isolamento de Israel quase no limite.
      Tenho respeito por sua preocupação de mãe mas a ação do governo de Israel no Nepal, apesar de benvinda,, não é de interesse somente humanitário , É uma ação política para resgatar a imagem . Quando o Brasil mandou a seleção de futebol brasileiro para o Haiti, também, depois de um terremoto, fez a mesma coisa. Você está reclamando de uma baixa repercussão mas o caso é de reflexão muito mai além deste fato isolado que faz parte de um todo.

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:41

      Olá, Henrique.
      Há muitos outros exemplos do caráter humanitário de Israel, que enviou resgate em diversas outros eventos trágicos internacionais (isso é inclusive um bom tema para uma próxima reportagem). Respeito sua opinião, mas não concordo que tenha sido uma ação política de resgate à imagem. O texto trata inclusive sobre isso: em nenhuma circunstância existe reconhecimento da atuação do país.
      Obrigada pela participação.
      Miriam

    • Carlos Cohen

      07/05/2015 at 01:29

      A Russia cria guerras e russos não são atacados mundo afora, a china faz o que faz com o Tibet e chineses não são hostilizados na Europa…os exemplos são diversos, mas somente judeus continuam sendo atacados repetidamente pelo mundo, o sionismo foi oficielmente comparado a racismo quando os governos de Israel eram de esquerda, querer colocar como bode expiatório o atual governo de Israel é não enxergar a realidade.

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:49

      Exatamente, Carlos. Mete-se o pau em uns, ignora-se outros. O maniqueísmo — ou se é absolutamente bom ou absolutamente mal, e Israel ganhou esse segundo papel — toma conta da imprensa e, consequentemente, do público.
      Esse é um aspecto da distorção que gostaria de ajudar a combater.
      Abraço,
      Miriam

    • Mario S Nusbaum

      07/05/2015 at 04:48

      Henrique, o que você disse FARIA sentido SE a imprensa em geral cobrisse da mesma maneira outros países que fazem coisas muito piores. Fora isso a questão aqui não tem NADA a ver com a política de nenhum governo.
      Desafio você a apontar reportagens sobre uma ação humanitária de qualquer outro país em que se façam ressalvas como as feitas pelo pasquim Haaretz. Se não ficou claro. explico melhor: uma coisa é criticar a política de um país, outra, muito diferente é misturar alhos com bugalhos para ataca-lo.
      “But not if the disaster strikes 70 kilometers down the coast from Tel Aviv”
      Se eu salvar alguém que está se afogando, seria razoável, justo, ressalvar que eu não ajudo um assassino que tentou me matar? “os danos colaterais da política do atual governo.” De novo, as críticas falam na “omissão” israelense em ajudar quem tem como objetivo a destruição de um país.

  • Marcelo Starec

    06/05/2015 at 20:42

    Oi Miriam!
    Parabéns pelo belo texto! E parabéns também (se é que posso colocar desse modo…) por ter um filho arriscando a sua vida pelos nepaleses!!!….Quanto a mídia – a resposta é simples assim…Antissemitismo!…E isso pode ser provado pelos fatos ao longo do tempo…As pessoas não antissemitas (ou as vezes também as antissemitas, buscando desculpas para não assumir o que são…) ficam procurando justificativas para criticar Israel e o povo judeu….Eu acho que devemos mesmo levantar esses absurdos e fazer quem sabe as pessoas pensarem – quem diz que a “culpa” é do atual Primeiro Ministro pergunta-se – então o ataque generalizado à Israel em 1948, onde todo o Oriente Médio entrou no minúsculo Israel com o fim de exterminá-lo e “jogar os judeus ao mar” (um mais do que provável genocídio dos judeus que lá viviam!!!) – foi por “culpa” de quem???….Sim, nós judeus temos “culpa”, “culpa” por existir, “culpa” por sobreviver apesar de pela lógica isso ser algo que poderia ser visto como um milagre…Afinal, quem nasceu primeiro – o ovo ou a galinha? Ou, melhor dizendo, o antissemitismo ou o novo Estado Judeu?….Por que houve o Shoá, os partidos antissemitas na Europa no século XIX, a Inquisição (só para citar alguns exemplos) e a Guerra de 1948?…Sim, somos um povo pequeno e diferente, uma minoria que o mundo (com exceções, é claro!) nunca conseguiu aceitar e respeitar!!!….E quem sofre com tudo isso não é só o povo judeu, mas a intolerância de algum modo também atinge diversas outras minorias – Essa intolerância SIM é o grande inimigo da humanidade e é ela que precisa ser combatida – pois ela acaba sendo ruim para todos, no final, TODOS MESMO – até para aqueles que só pensam “um pouquinho diferente”!!!….A história prova isso…Mais uma vez, Miriam, parabéns pelo artigo e que o mundo pare, por um minuto que seja, para refletir sobre como deseja viver!!!……
    Abraços,
    Marcelo.

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:37

      Olá, Marcelo!
      O depoimento é fictício. O texto em primeira pessoa tinha como objetivo de mostrar os sentimentos da população local (isso sim é real). Foi a minha forma de mostrar, em parte, o que você colocou: a ignorância da intolerância e do preconceito.
      Abraço!
      Miriam

  • Evelyn Mamber

    06/05/2015 at 21:46

    Muito bem escrito . Estou de acordo com voce 1000%/ Logo nos primeiros dias depois do terremoto tb coloquei no Fb o quanto podia sob o que Israel esta fazendo e incrivel mesmo como as coisas sao nesse sentido.
    Te desjo tudo de bom e que seu filho volte em breve com saude e que sirva de orgulho a todos
    um abraco
    Evelyn

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:43

      Olá, Evelyn. O relato é fictício, pois não há nenhum brasileiro entre os enviados por Israel ao resgate. Foi apenas uma tentativa de sensibilizar os leitores ao caráter humano desse esforço.
      Obrigada pela mensagem carinhosa.
      Um abraço,
      Miriam

  • Marcelo Carvalho

    07/05/2015 at 01:14

    Ei Miriam! Parabenizo a iniciativo de Israel de prestar solidariedade a quem precisa disso no momento, sei que como mãe você está preocupada, perde noites de sono e etc., mas sinta-se honrada em ter um filho fazendo algo humano e solidário.
    Quanto a sua questão pela falta de reconhecimento do Brasil, acho um só um pouco injusto, o Brasil está num momento péssimo, o país está divido devido a ultimas eleições. Sei que não justifica, mas imagina, a condição de vida que estava melhorando no Brasil agora está num processo de declínio, as pessoas vivem em estado de nervos a todo momento e protestos são rotinas quase que diárias.
    Assim como você não estou no Brasil, mas acompanho tudo de fora e o máximo que eu posso para tentar entender o que está acontecendo no nosso país. O povo brasileiro está vivendo um momento de egocentrismo extremo, sendo que qualquer atitude solidaria com o outro que não seja brasileiro é hostilizada e até mesmo condenada.
    O melhor que posso dizer agora é: não se preocupe! O devido reconhecimento não necessariamente deve vir das mídias mundiais, mas sim de nós mesmos. O mais importante é que nós sintamos contentos conosco de estar fazendo a coisa certa. Acredito que a satisfação que seu filho terá ao voltar para casa será muito maior do que se o nome dele estivesse estampado numa folha de jornal. Acredito também que o povo nepalense está muito grato, mas completamente fora de condições de poder demostrar qualquer gratidão.
    Israel aos poucos vem tomando seu lugar no mundo. Pense que o povo Hebreu por muito tempo foi tratado somente como meras linhas em livros de história e geografia, agora é uma nação, forte e com tendencias a crescer ainda mais.
    Espero que entenda que a minha intenção não é julgar nem desmerecer o esforço de alguém – quem sou eu para tal feito. Mas sim tentar trazer um pouco do ponto de vista de quem está do outro lado. E também tentar lhe trazer algum conforto, pois imagino como deve ser os sentimentos de uma mãe na sua condição. Sua e de outras 199 mães dos outros solados.
    Miriam fique em paz, e concentre suas energias em seu filho, e nos que precisão no Nepal, porque no memento é o que importa. Um grande abraço.

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:47

      Olá, Marcelo.
      O texto é fictício, pois não há nenhum brasileiro participando do resgate. Minha intenção foi chamar a atenção ao caráter humano dessa ação. Creio que foi bem-sucedida 🙂
      Não houve nenhuma crítica ao povo brasileiro, mas tão somente à mídia. Não apenas à do Brasil, mas a de todo o mundo. Não sou partidária de “teorias da conspiração”, mas vivendo em Israel ficou fácil perceber no quanto o público é manipulado por informações desencontradas, incompletas, manipuladas, distorcidas.
      Como jornalista, tento contribuir com o fim desse desvio. Com sensibilidade e persistência — e leitores atentos como você –, isso será possível.
      Obrigada pela participação.
      Um abraço,
      Miriam

  • Maria Lucia

    07/05/2015 at 01:59

    Miriam …que lindo oque você escreveu!!! Obrigada de todo meu coração.

    • Miriam Sanger

      08/05/2015 at 13:49

      O que você escreveu também foi lindo 🙂
      Obrigada, Maria Lucia.
      Abraço,
      Miriam

  • Maria Lucia

    07/05/2015 at 02:15

    Infelizmente a realidade sobre a midia é isto mesmo que você colocou…. deve haver mais discussão sobre este assunto e ser mais divulgada esta questão da tendenciosidade da imprensa. Isto é fato histórico… e…quanto a imprensa romana provocou horrores. Não estou aqui a falar dos católicos…falo especificamente da imprensa catolica romana que provou ser disseminadora de grande mal naqueles dias. Oque foi tremendamente assimilado por gerações. É só buscar as literaturas ….sinto muito por minhas palavras…mas é a verdade.

  • João Americo Aguirre Oliveira

    10/05/2015 at 03:59

    Miriam, vi e ouvi entrevista de médico israelense no Nepal logo nos primeiros dias após o terremoto, de forma que, indiretamente, deduzi que Israel enviara ajuda, mas tens razão, nenhuma rede noticiou objetivamente o auxilio israelense. Desejo sorte e longa vida a teus filhos e a Israel.

    • Miriam Sanger

      10/05/2015 at 19:02

      Olá, João.
      Pois é. Israel enviou a maior equipe e foi o primeiro a chegar.
      Abraço e obrigada pela mensagem!
      Miriam
      PS: Como está comentado ao fim do texto, é fictício.