Partido Trabalhista (Avoda)

21/12/2012 | Eleições; Política

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Mifleget HaAvoda (Partido Trabalhista) é um partido de centro-esquerda que se auto define como social-democrata. O Avoda foi fundado em 1968 como resultado da fusão entre três partidos: Mapai – o principal partido israelense até então – Achdut HaAvoda e Rafi. Pretentendo voltar ao modelo de Estado de bem-estar social e enfatizando a chamada por justiça social, o pacote proposto pelo partido é a sua principal bandeira. Além disso, é a favor da retomada das negociações do processo de paz com os palestinos e outros países árabes, porém não abre mão dos grandes blocos de assentamentos, e de Jerusalém como capital indivisível de Israel.

Ao longo dos anos, o partido conseguiu eleger sete de seus líderes como primeiros-ministros do país, tendo o seu auge nas eleições de 1969 quando recebeu 55 mandatos na Knesset. No entanto, nas eleições para a Knesset de 2009, liderados por Ehud Barak, o Avoda teve seu pior resultado nas urnas ao conseguir apenas 13 cadeiras no parlamento. O partido não alcança a marca de 20 cadeiras desde 1999, quando teve o Primeiro-Ministro.

Muitos dos maiores líderes da história do país pertenceram ao Avoda (ou ao Mapai), como David Ben-Gurion, Berl Katznelson, Moshe Sharett, Igal Alon, Levi Eshkol, Itzhak Rabin, Shimon Peres, Golda Meir, Ehud Barak e outros.

Figuras em destaque

Isaac “Buji” Herzog, iniciou sua vida política em 2003. Já ocupou os cargos de Ministro do Bem-Estar Social,  Ministro da Moradia, Ministro do Turismo, entre outros. Hoje é o líder do partido e, por consequência, da oposição.

Shelly Yechimovich, ex-número um do partido, é jornalista e escritora e iniciou sua vida política em 2006. Sua atuação parlamentar é focada na proteção dos direitos dos trabalhadores e no enfraquecimento do poder da elite econômica. Stav Shaffir foi uma das líderes dos protestos sociais de 2011 e é a parlamentar mais jovem da história de Israel. Fez forte oposição na Comissão de Finanças, levando a decisão do orçamento à Suprema Corte de Justiça.

Como é decidida a lista?

Todos os filiados ao partido há pelo menos seis meses podem votar em até 10 nomes. A lista é constituida do mais para o menos votado nesta ordem. A eleição para o número 1 é feita em eleição separada. O número 7 é garantido ao presidente do partido. Há reserva de vagas para mulheres: a cada cinco nomes, pelo menos um deve ser do sexo feminino. Leia mais aqui.

Posições do Partido

Religião e Estado

Israel é o Estado judeu, e está imbuído de diversos valores judaicos. O governo deve promover a cooperação das várias correntes do judaísmo. O partido deseja uma maior liberdade religiosa dentro do Estado judeu e apoia a manutenção dos locais sagrados de todas as religiões.

O Avoda acredita que o Shabat seja o dia do descanso dos judeus, garantindo os direitos dos trabalhadores que não desejarem trabalhar neste dia, mas que, de acordo com o desejo de comunidades locais, o governo possa apoiar atividades de lazer. O Avoda apoia a criação do transporte público no Shabat em determinadas comunidades.

Política Econômica

O Avoda acredita que o Estado deve servir todos os seus cidadãos, portanto deve-se fortalecer o setor público e enfraquecer o privado. O pograma econômico do partido propõe o aumento do gasto público em setores básicos, como educação, saúde, moradia e transporte.

O programa também propõe uma política fiscal mais justa – o aumento dos impostos para os mais ricos e grandes empresas e aumento dos royalties sobre o uso de recursos naturais. Além disso, outro fundamento básico é incentivo às pequenas e médias empresas, assim como aos diveros setores industriais, gerando assim, um crescimento econômico que fortaleça a classe média e que beneficie a população como um todo.

Política Social

Caso o Avoda esteja no governo, o partido promete o aumento do salário mínimo, assim como uma maior fiscalização dos direitos trabalhistas. Junto a isso, deseja diminuir o valor dos alimentos e da moradia, através da construção de milhares de novas casas. Também propõe maior fiscalização sobre os preços dos alimentos e a diminuição do IVA (Imposto sobre valor acrescentado).

O partido visa fortalecer a saúde pública. Segundo o programa, todo cidadão receberá um seguro-saúde que cobre internações e tratamentos caseiros financiados pelo Estado. O Avoda também promete o acrésimo de 2.300 novas camas hospitalares para acabar com o fenômeno de “internação no corredor”.

Territórios e Processo de Paz

Crença no direito do povo palestino à autodeterminação. Deve-se seguir o caminho de Rabin e prosseguir as negociações com a Autoridade Palestina sem pré-condições, visando à criação de dois Estados.

As fronteiras serão estabelecidas nas negociações, e os assentamentos judaicos na Cisjordânia que não permanecerem sob a soberania israelense deverão ser desmantelados com compensação financeira.  Jerusalém seguirá sendo a capital do Estado de Israel. A cidade velha será administrada pelas três religiões. O Avoda se opõe ao direito de retorno dos refugiados palestinos, e propõe uma compensação financeira.

Educação

Assim como a saúde, também o setor de educação pública deve ser fortalecido. O Avoda propõe aumentar o orçamento deste setor em 10 bilhões de shkalim, oferecendo educação obrigatória e pública a partir dos dois anos de idade.

Segurança e exército

O Avoda não vê possibilidade nem coerência no diálogo com grupos de terror. O partido acredita em uma maior aproximação com os EUA, União Europeia, Egito e Jordânia como decisivo para se chegar a uma situação de paz e segurança.

Em relação ao alistamento militar para ultra-ortodoxos, partido acredita no caminho proposto por Ben-Gurion de alistar partem dos estudantes de academias rabínicas, e isentar outra parte.

Outras posições

O Avoda, como cita o neoliberalismo econômico adotado pelos últimos governos como uma das principais razões para a diminuição das aliot (imigração judaica para Israel). O partido tem um plano de captação de recursos públicos e investimento nos novos imigrantes.

Fontes

Site oficial do partido
Portal Walla
Portal Mako

Foto de capa retirada do site: http://www.haaretz.co.il/news/politi/1.2172323

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