Baixo Guivatayim

Rio de Janeiro. Bairro do Leblon. Por questões geográficas, certo ponto é chamado de Baixo Leblon. Logo depois, também por estas características, na Gávea, há o Baixo Gávea. Casualmente, regiões de boemia, com barzinhos e pessoas pelas calçadas.

Ocorre que o termo “Baixo” passou a identificar locais que concentram agitos noturnos. Baixo Copacabana, Baixo Tijuca, Baixo Botafogo, entre outros.

Israel. Guivatayim, entre Tel Aviv e a minha Ramat Gan. Lá, na rua Katznelson, incluindo algumas transversais, existe uma sequência de pub’s que eu, modestamente, apelidei de Baixo Guivatayim. Trata-se de excelente opção para quem mora por esses lados. Tudo, ou quase, aberto durante os sete dias da semana.

Começo pelo Bogart, com dois lugares, um de frente para o outro. Petiscos acompanham boas cervejas, nacionais e internacionais. Os estabelecimentos são aconchegantes, com bom atendimento.

O Otto, internamente, lembra um pub antigo de kibutz. Balcão, mesinhas, decoração de madeira. Sexta à noite, abrem às 20h. Comida excelente, desde berinjela gratinada até pizza de vários sabores. O gerente, certa vez, me disse: façam aqui o jantar de shabat. Eu trago as velas.

No Anati, sentamos nas mesinhas da calçada. Meus cachorros, Albeneir e Cássia, foram bem tratados, o que eleva, e muito, a cotação. Promoção de cerveja 1+1 até 21h30min, servida bem gelada, pelo padrão brasileiro. Não é sempre que encontramos a bebida assim, por aqui. Pedi Hamburguer à Moda da Casa, com a carne no ponto. Gostei. Nem sempre a comida é o forte destes bares. Lá, podem chegar com fome.

Existem opções para tomar bons vinhos também. Eu experimentei no Django e acertei no alvo. Não sou enólogo, nem metido a sommelier. Portanto, se quero um Merlot, em vez de Carbenet ou Chardonnay, beleza. Havia cardápio vasto com harmonizações.

Nelson 33. Talvez o mais famoso. É mais restaurante do que bar, mas a galera também frequenta para beber e conversar. Pratos variados, clima jovem, mas costuma fechar um pouco mais cedo do que a concorrência.

Fecho com os caçulinhas do pedaço: Tipamara, com sua decoração despojada, bons drinks e cerveja barata, e Beaker, de mesas compridas, estilo balcão.

Em Israel, a questão de tudo fechar durante o Shabat acaba restringindo as possibilidades de diversão durante o final de semana. Não precisar sair do bairro para comer algo, ou espairecer, já eleva a qualidade de vida. O Baixo Guivatayim cumpre sua missão e atrai fãs de outras áreas.

Dedico o texto ao amigo Fábio Kahn, morador da cidade e frequentador assíduo. Aproveito para desafiar os amigos Bernardo Schanz, Gabriel Guzovsky, Rafael Stern e Yair Mau a escreverem sobre o Baixo Rechovot.

Links:

Anati https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1930042-d6155772-Reviews-Anati-Giv_atayim_Tel_Aviv_District.html

Otto
https://www.rest.co.il/rest/80163343/

Bogart
https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1930042-d3953788-r367414224-Bogart_Pub-Giv_atayim_Tel_Aviv_District.html

Nelson 33
https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1930042-d4133632-Reviews-Nelson_33-Giv_atayim_Tel_Aviv_District.html

Django
https://www.facebook.com/pages/Django-Wine-Bar/141689259369494?nr

Tipamara
https://www.rest.co.il/rest/80249428/

Beaker
https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g1930042-d10758539-r423837668-Beaker_Bar-Giv_atayim_Tel_Aviv_District.html

https://oglobo.globo.com/rio/bairros/baixos-se-espalham-pela-cidade-ganham-caracteristicas-proprias-18796138

Foto da capa: Arquivo Conexão Israel

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