O nosso salgadinho típico, que tem a cara de Israel, é feito de amendoim. Na verdade, não posso dizer que seja salgado, nem doce. Há gosto característico. Único. E também não existe meio termo. Ou gostam, ou odeiam.

Desde a tenra idade, os locais recebem de suas mães, que também ganhavam de suas respectivas, pacotinhos da guloseima para levar ao colégio. As progenitoras seriam loucas de dar salgadinhos ao seus rebentos? Na verdade, acreditam que a iguaria é nutritiva. Se a criança não come, um punhado daquilo já pode dar conta do recado.

Chamam de Bamba o alimento em questão, fabricado pela Osem. Em outras companhias, encontramos similares com alcunhas de Parpar, da Telma, e Shush, da Strauss-Elite. Existem de várias marcas menos conhecidas, mas sempre dizem Bamba, para todos.

Conheci o salgadinho em 1998. Provei, achei estranho, mas logo me viciei. Compro sempre o pacote grande, ou o tamanho família. Como em casa, levo ao cinema, no intervalo da faculdade. Minha infância não foi em Israel. Portanto, ao devorar muitos bambas, recupero o tempo perdido.

No início de 2010, criaram a versão com recheio de Halwa. Bah, impressionante! Até hoje, tem o gosto da primeira vez. É sensacional. Com chocolate, lançado na mesma época, não provei, porque não faz meu estilo.

Meses depois, a Osem se superou. Bamba com recheio de creme de Bamba. Chegaram à perfeição. Melhoraram o que era impossível melhorar. Cinco anos antes, eu havia experimentado cereal de Bamba, para tomar com leite. Foi durante o café da manhã, em uma pousada. Repeti oito vezes.

Não posso deixar de fora o Bamba Vermelho, que são bolinhas de morango muito artificiais. Aquilo já não é Bamba. Usaram o nome para tentar vender. Mesmo assim, compro de vez em quando por consideração.

Bamba é demais. Respeito quem não curte. Sobra mais para mim.

Foto da capa: Any Dana.

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