Bennett sobre a retirada de Gaza

20/08/2014 | Conflito.

Coisas que aprendi da retirada de Gaza
(hoje à noite, exatamente nove anos atrás, começou a execução da operação de desconexão de Gaza.)
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Que foge do terror, o terror o persegue
Quem persegue o terror, viverá com segurança
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Nunca deve-se procurar desculpas do porque eu habito a minha terra: a resposta é que a terra é simplesmente minha.
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Aprendi que quem pergunta “o que nós temos que fazer lá, é perigoso”, descobrirá sempre que começam a perguntar-lhe a mesma coisa mesmo se ele morar em Tel Aviv.
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Aprendi que o Estado Palestino acabará com a economia israelense:
Ele acabará com o turismo, com os negócios, com o comércio. Ele fará subir as despesas de segurança, e nos colocará em isolação internacional.
Aquilo que um foguete lançado de Gaza a Yehud (perto do aeroporto) conseguiu fazer, poderá fazer um míssil antiaéreo da Samária, 6km do aeroporto Ben-Gurion, ou talvez até mesmo um míssil portátil lançado do ombro. Só que então o aeroporto não vai parar por apenas dois dias.

O que um túnel de Gaza não conseguiu fazer, conseguirá um túnel a Kfar Saba, eles farão túneis para a estrada número 6. Isso não é uma teoria, é causa e consequência. Isso não pode acontecer.

Nós temos um país que se desenvolveu maravilhosamente, 67 anos, destes, 50 com a Judeia e Samária [Cisjordânia], graças a eles. Nós não destruiremos tudo por fantasias messiânicas de paz com assassinos.
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Aprendi também não escutar o que dizem: “se eles nos atingirem, aí revidaremos, teremos legitimidade internacional” – o mundo despreza os fracos e aos que recuam. O status de Israel desde a fuga de Gush Katif [retirada de Gaza] se deteriorou como nunca antes.

De dentro das casas que evacuamos de Gush Katif nos atiraram agora, mas em nenhuma entrevista internacional da qual participei que me deparei com simpatia qualquer por causa disso. Pelo contrário.
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Aprendi a não acreditar de olhos fechados no que falam os especialistas em segurança, mesmo que eles sejam a maioria.

Não acreditar nos jornalistas, mesmo que eles sejam a maioria (a maioria apenas na tela da tv).
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Aprendi a amar o povo de Israel.

Eu vi as crianças de Gush Katif se arriscando e morrendo junto com todo o Povo de Israel, entregando suas almas por nosso destino na Segunda Guerra do Líbano e na guerra em Gaza:
Aprendi que não tenho outro povo, não tenho outro exército, que não há outro lugar para os judeus no mundo.
Que se não estivermos juntos, não existiremos.
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Depois da retirada de Gaza, e depois da Segunda Guerra do Líbano, entendi que eu não fico olhando de fora.

E aprendi que eu não estou disposto que novamente um judeu expulse outro judeu. Nunca.

Publicado por Naftali Bennett, Ministro da Economia, em sua página do facebook, no dia 5 de agosto de 2014.

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