Hadash

21/12/2012 | Eleições; Política

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O Hadash (em hebraico Novo, mas a sigla significa Frente Democrática pela Paz e Igualdade), fundado em 1976, é um partido formado por árabes e judeus, e se autoproclama uma lista árabe-judaica, além de admitir tendência marxista-leninista (por isso recusa o sionismo). Sua participação na Knesset foi sempre de três a cinco assentos.

O partido foi formado a partir da fusão do Rakah (Partido Comunista Israelense) com os Panteras Negras e outros socialistas independentes. Hoje o Maki (ex-Rakah) funciona como um partido independente dentro do Hadash, com decisões próprias.

As pesquisas de opinião geralmente incluem o Hadash no bloco chamado “partidos árabes”, devido ao fato de a grande maioria de seus eleitores não serem judeus. O partido, no entanto, cresceu dentro do eleitorado judaico após a candidatura de Dov Chanin para a prefeitura de Tel-Aviv em 2008, que, apesar de derrotado, se popularizou entre os acadêmicos e jovens de esquerda.

O partido ocupa após as Eleições 2013 o mesmo número de quatro assentos na Knesset que ocupava desde 2009. Neste ano concorrerá ao lado de Ra’am, Ta’al e Bal’ad na Lista Unificada.

Figuras em destaque

Iman Odeh, 40 anos, é o número 1 tanto do Hadash quanto da Lista Unificada. Ex-vereador de Haifa, é o secretário-geral do partido desde 2006.

Aidá Tuma-Suliman, número 2 do Hadash e 5 da Lista Unificada, é militante feminista, fundadora da organização “Mulheres contra a Violência”. Dov Chanin, único judeu da Lista Unificada, é membro do Maki desde 1980. Parlamentar desde 2006, Chanin recebeu 1/3 dos votos para a prefeitura de Tel-Aviv em 2008, . Número 3 da Lista do Hadash e número 8 da Lista Unificada.

Como a lista é decidida?

Os filiados elegem um conselho que decide a lista. Os candidatos devem escolher uma posição para postular-se, e, caso saiam derrotados, estão impedidos de concorrer em outra posição. Por exemplo: o postulante que se candidatar a número 1 e sair derrotado, não poderá mais concorrer a outra vaga na lista.

Posições do Partido

Religião e Estado

A favor da total separação entre religião e Estado. Pretende: tornar ilegal qualquer forma de coerção religiosa; combater o fanatismo religioso sectário; criar casamento e divórcio civis; reconhecer novas formas de organização familiares.

Política Econômica

Todos os governos anteriores investiram mais em guerras do que no bem estar da população. O Hadash visa um plano econômico com braço forte do Estado que tem como metas: cessar o gigantesco investimento militar que consome 15% do PIB; cancelar todas as privatizações já feitas; criação de áreas industriais estatais próximas a cidades árabes; realizar uma reforma tributária que aumente o degrau do teto tributário de 45 para 50%, dando ao Estado uma receita de 3 bilhões de dólares a mais.

Política Social

De tendência socialista, o Hadash prevê uma grande reforma nas políticas sociais do Estado. Algumas delas são: elevação do salário mínimo a 60% da renda média nacional (aumento urgente para 1.200 dólares); expansão do seguro-desemprego para 12 meses; encurtamento da jornada de trabalho para 35 horas de trabalho sem cortes no salário; assegurar que as oportunidades de emprego sejam iguais para todos; assegurar igualdade de salário para trabalhadores jovens; fornecer cidadania aos refugiados africanos; taxação fixa para remédios; plano de financiamento para aluguel e compra de imóveis; e desenvolvimento das regiões mais pobres do país.

Territórios e Processo de Paz

Não há justiça social sem paz e criação de um Estado palestino. A proposta é: a retirada do exército e dos colonos de todos os territórios ocupados em 1967; a criação de um Estado palestino que conviva em paz com Israel; Jerusalém dividida como capital dos dois Estados, com acordos de cooperação; solucionar o problema dos refugiados com base em resoluções da ONU; libertação de todos os prisioneiros palestinos;  desmilitarização de todo o Oriente Médio.

Educação

O partido tem um projeto para “educação igualitária”, que se baseia em: garantia de educação gratuita da creche à universidade; legislação de direitos da criança; reduzir as disparidades de orçamento entre as escolas; aumentar os salários dos professores; construir 9 mil novas salas de aula; reduzir o número máximo de alunos em sala de aula para 25; alimentação gratuita em escolas públicas; criação de um novo programa escolar de cidadania, que eduque contra o racismo e o militarismo; criar lei que proteja o direito à liberdade de expressão para todos os estudantes do ensino superior; construir uma universidade que lecione em árabe em Nazaré.

Segurança e exército

A política militarista de todos os que governaram o país é nociva. A proposta é a drástica diminuição do orçamento militar, inclusive no programa ilegal de desenvolvimento de armas nucleares.

O Hadash acredita no estabelecimento da paz com a Síria e o Líbano, a partir da devolução total dos territórios conquistados por Israel.

Outras posições

O Hadash considera a política do atual governo como fascista e militarista. O partido elaborou um projeto especial de democratização do sistema político israelense, que passa pelo plano econômico, como: plano de erradicação da pobreza; aumento de verbas para organizações locais; criação de leis antirracistas; um plano de igualdade de condições entre judeus e árabes; reconhecimento dos árabes-palestinos como minoria étnica em Israel; garantia dos direitos das mulheres; preservação do meio ambiente; etc.

Fontes

Portal Walla
Portal Mako
Site oficial do partido

Foto de capa retirada do site: http://hadash.org.il/

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