Aumento drástico no terror vindo de Gaza

01/02/2014 | Conflito

Desde o começo de 2014, mais de 28 mísseis/foguetes foram lançados por terroristas de Gaza contra comunidades civis em Israel. Desses foguetes, quatorze atingiram o sul de Israel e cinco foram interceptados pelo sistema de defesa Domo de Ferro – foguetes que poderiam ter atingido zonas populosas nas redondezas da cidade de Ashkelon.

Foguetes lançados por terroristas de Gaza contra comunidades civis em Israel
Foguetes lançados por terroristas de Gaza contra comunidades civis em Israel | IDF

Em retaliação aos ataques, a força aérea israelense atacou diversos locais na Faixa de Gaza relacionados com ações terroristas, como uma fábrica de armas no norte da Faixa de Gaza e uma instalação de armazenamento de armas e explosivos no sul. Além disso, no começo do mês de janeiro, aviões da força aérea destruíram um pelotão de terroristas que estava em preparações finais para o lançamento de foguetes contra civis no sul de Israel.

Em operações recentes bem sucedidas, o Exército de Defesa de Israel neutralizou dois terroristas conhecidos de Gaza: Ahmed Saad (Jihad Islâmica Palestina) e Ahmed Zaanim (Frente Popular pela Liberação da Palestina). Ambos estavam altamente envolvidos no lançamento de foguetes contra comunidades civis em Israel, além de outros ataques contra forças do Exército de Defesa de Israel nas proximidades da cerca que faz fronteira entre Gaza e Israel.

Sistema Domo de Ferro em ação, evitando que os foguetes terroristas atinjam civis em Israel
Sistema Domo de Ferro em ação, evitando que os foguetes terroristas atinjam civis em Israel | IDF

Durante o último mês, três dispositivos explosivos improvisados foram armados próximos a cerca de segurança da fronteira de Gaza e detonados contra soldados do Exército de Israel para prevenir atividades necessárias na fronteira para garantir a segurança das comunidades israelenses adjacentes. Apesar do perigo potencial desses explosivos, a detonação dos mesmos não causou nenhum ferimento.

O porta-voz do exército, tenente coronel Peter Lerner, declarou com relação a escalada de violência: “Os terroristas que operam na Faixa de Gaza não manterão israelenses como reféns (dos seus foguetes). As bases terroristas de Gaza e a sua indústria da morte não ficarão imunes enquanto os nossos cidadãos são atacados. É nosso direito, responsabilidade e obrigação defender Israel da agressividade de Gaza”, concluiu.

Atualização: Na noite do dia 31 janeiro, durante o shabat, mais um foguete fora do normal foi disparado contra Israel – desta vez em direção a cidade turística de Eilat, no sul do deserto do Negev. O sistema Domo de Ferro interceptou o explosivo, salvando vidas de civis inocentes das garras do terrorismo.

Fonte: Porta-voz do Exército de Defesa de Israel

Comentários    ( 9 )

9 Responses to “Aumento drástico no terror vindo de Gaza”

  • Raul Gottlieb

    02/02/2014 at 15:04

    Pois é, Gabriel, os sinais são preocupantes.

    Li ontem que o governo da Palestina do Oeste (este deveria ser, a meu ver, o nome do Estado que está constituído em Gaza) retirou a força militar que policiava o disparo de foguetes não autorizados.

    Parece que eles estão mais uma vez apostando no confronto militar com Israel. Ficando claro que o confronto é militar, mas a vitória que o governo da Palestina do Oeste almeja é política – um novo ciclo de demonização de Israel.

    Quem sofre com esta opção dos governantes eleitos da Palestina do Oeste são os seus próprios eleitores. Mas isto não parece importar os governantes. O que realmente importa é mostrar para o mundo que os judeus são sanguinários e malvados.

    Isto é urgente para os Palestinos do Oeste pois só assim a sua economia parasitária (que depende da solidariedade internacional) se sustenta.

    Então lá vamos nós para um novo ciclo.

    Abraço, Raul

  • Marcelo Starec

    02/02/2014 at 16:51

    Gabriel,

    Infelizmente parece que o mundo pouco se importa quando tantos e tantos misseis são lançados CONTRA Israel, mas faz um barulhão quando Israel faz qualquer tipo de reação, inevitável, para se defender, que cause a morte de algum civil deles! A justificativa que eles tinham outrora era a “ocupação” de Gaza por israelenses. E agora, como eles tentam justificar esses atos covardes e brutais de enviar mísseis contra alvos civis?

    Abraço,
    Marcelo.

    • Gabriel Guzovsky

      02/02/2014 at 18:52

      Oi Marcelo,

      Realmente, o Hammas continua lutando contra a ocupação israelense da Palestina. Para o movimento extremista que controla a Faixa de Gaza, toda Israel é uma grande ocupação e no que depender deles, todos os judeus devem “voltar para a Europa”. Todo o discurso de “liberação da Palestina” tem duplo sentido – o Ocidente interpreta como a saída de Israel dos “territórios árabes” segundo a partilha da Palestina da ONU de 1947, já o mundo árabe (leia-se: seus monarcas ditadores absolutistas – assumidos ou não assumidos) interpreta como a saída de todos os judeus do Oásis de liberdade que criaram no meio do Oriente Médio.

      O pior é que com o dinheiro da piedade do mundo, esse movimento está endoutrinando novas gerações para o ódio e para o conflito – enquanto o Ocidente cai que nem patinho na história deles.
      Por sorte, com o advento da internet e o aumento da informação disponível para aquele que deseja se informar de verdade, está cada vez mais difícil manipular a informação com propaganda enganosa – mais pessoas estão sendo expostas a falta de liberdade de expressão e de jornalistas nos territórios sob comando das máfias terroristas. É muito fácil pro correspondente reportar desde Israel e falar mal de Israel – porque aqui ninguém vai matar ele, já lá na Palestina, quero ver abrir a boca pra criticar o Hammas e quanto tempo de vida lhe restará… O mais surreal é que o brasileiro vê Israel como o militar (a ditadura, o braço forte) e o hammas como os companheiros que lutam pela liberdade – quando na verdade é exatamente o contrário.

      Abraço!
      Gabriel

  • Marcelo Starec

    02/02/2014 at 19:29

    Oi Gabriel,

    Muito obrigado! A sua resposta foi realmente elucidativa e trouxe fatos que ajudam a compreender qual o verdadeiro motivo da ação do Hammas contra Israel!

    Abraço,
    Marcelo.

  • Raul Gottlieb

    02/02/2014 at 23:31

    Marcelo e Gabriel, Não deixem de ver o filme: http://www.youtube.com/watch?v=WDtrm65bNjs

    Principalmente do minuto 3:50 ao 4:05, onde o ministro da Palestina do Oeste fala da conquista do mundo pelo Islã, que é o objetivo final deles.

    A crença de que o problema está circunscrito aos territórios disputados da Palestina do Leste e os do Estado de Israel são delirantes, à luz deste filme. A conquista do mundo e nada menos que isto eh o objetivo declarado por eles sem nenhuma ambiguidade.

    No minuto 5:50 se vê o primeiro ministro da Palestina falando sobre o amor deles à morte, que supera o amor da vida do inimigo (o resto do mundo, como se ouviu antes) à vida.

    Ainda existem pessoas de bom coração que acreditam que um papel assinado por esta turma braba vai garantir alguma coisa. Eu já pensei isto, mas a realidade se mostrou cruel.

    As culturas não são iguais, elas não se equivalem! O mundo islâmico não eh democrático. Ele eh supremacista. Infelizmente os muçulmanos são os que mais sofrem com isto. Mas o sofrimento deles não muda os fatos objetivos. Temos que nos defender contra uma cultura baseada na Idade Media. Usando armas adequadas, eh claro.

    • Gabriel Guzovsky

      03/02/2014 at 10:32

      Obrigado Raul,

      Vou legendar o vídeo para Português e escrever um artigo a respeito, é muito triste o que está acontecendo em Gaza e se o mundo não acordar cedo vai ter Jihad no quintal de casa logo logo…
      O que as pessoas no Brasil tem que entender, é que se funcionar aqui – eles vão expandir a guerra deles para o resto do mundo. O que estão fazendo aqui é um laboratório militar.

      Mas cuidado – não podemos nos deixar odiar árabes ou muçulmanos e pensar que eles são todos “agentes secretos infiltrados” – esse é o combustível que esses extremistas estão buscando colocar fogo. Devemos ter muito cuidado para não ser antissemitas/antimuçulmanos, já que existem muito mais pessoas pacíficas dentro do mundo árabe e da religião muçulmana. O problema é que eles não tem voz hoje em dia e as ações dos extremistas ecoam muito mais forte pela mídia… A humilhação de pessoas pelo simples fato de serem muçulmanas só ajuda os propósitos maquiavélicos de sheiques absolutistas muito adinheirados que querem incitar a sua guerra santa pelo mundo livre.

      Outro ponto complicado (e levemente paranoico) é que na sociedade capitalista – o dinheiro fala, e na democracia – as massas falam. Os monarcas absolutistas têm ambos os meios, dinheiro ilimitado dos poços de petróleo e investimentos (em países ocidentais “inimigos”) e massas que agem de acordo com seus comandos (em países ocidentais “inimigos”). A Jihad nos países democráticos já começou faz tempo, é uma jihad “pacífica” que se der certo, será efetuada dentro dos próprios meios democráticos da sociedade, dentro de algumas gerações – nas próprias urnas de votos da América e Europa. Os sheiques têm todo o tempo do mundo, eles pensam a longo prazo, longo prazo mesmo – não estão pensando em cadências de 4 anos, mas em séculos… Eles estão criando o ódio agora com ações terroristas que causam reações como o “patriot act” por ex. – que complicou a vida de muitos muçulmanos nos EUA, além de muitas outras minorias – é uma medida que age de acordo com os propósitos dessa jihad, bem como o que acontece aqui em Israel nos check-posts… a humilhação pela qual o cidadão comum e inocente passa, joga em favor da continuação do ódio e do apoio das massas nas urnas quando chegar o momento.

      Na minha opinião, a agressão imediata desses movimentos não é o grande problema. O problema é o que essa agressão e especialmente o MEDO (por isso se chama terrorismo) causa a longo prazo nas liberdades dentro das sociedades democráticas – e como cria um ciclo de rivalidade e preconceito.

      Abraço,
      Gabriel

  • Marcelo Starec

    03/02/2014 at 21:58

    Oi Raul,
    Muito obrigado pelo link!…Informação extremamente relevante!
    Oi Gabriel,
    Concordo com ambas as visões, a sua e a do Raul, pois acho que se complementam. Acrescento ainda que considero a questão também ligada ao radicalismo, e acho que todo o radicalismo é ruim! O islã já foi até “moderno” e muito tolerante, na idade média. Mas ele “parou” no tempo e “regrediu”, enquanto que o Ocidente desenvolveu e colocou em prática conceitos de direitos, liberdades, justiça que são de inestimável valor para as pessoas, enquanto isso o povo, na maioria dos países islâmicos, prosseguiu sendo governado por tiranos, que realmente tem a sua agenda de longo prazo mas não estão nem aí para o seu próprio povo!

    Na verdade, para esses tiranos, os valores democráticos presentes no Ocidente e também fortemente em Israel, representam um risco, a longo prazo, de estes serem efetivamente destituídos do poder, de forma até violenta, pelo seu próprio povo. Assim, se eles tem uma agende do “quanto pior melhor”, e “vamos dominar o Mundo”, eles também correm o risco de ter as suas “cabeças à prêmio” quando os povos de seus países começarem a conhecer melhor o mundo, pela internet dentre outras formas e questionarem esse “modelo” de ditadores sanguinários que os dominam, em nome do islã. Nesse aspecto, a convivência, em geral boa, entre judeus e muçulmanos, dentro de Israel, pode servir como um bom exemplo para as massas do mundo muçulmano.

    Abraço,
    Marcelo.

  • Raul Gottlieb

    04/02/2014 at 16:14

    Sim, Gabriel.

    Existem muitos e muitos muçulmanos que abominam a cultura totalitária islâmica. É algo semelhante aos judeus, onde a maior parte (mais de 90%) não é adepto da cultura totalitária ultraortodoxa.

    E é claro que qualquer generalização é simplista e equivocada. Cada indivíduo tem o seu valor pessoal. Existem árabes sensíveis, democratas e que cultivam valores ocidentais. Mas eles não estão no comando de nenhum país árabe. E isto é uma tragédia.

    Porém, em nossos tempos de valorização estúpida do politicamente correto, é quase proibido apontar valores deletérios nas culturas. Sempre que você faz isto vem algum miolo mole para te acusar de “alguma-coisa-fóbico”, ou, quando o miolo mole é gentil, de ter um olhar pouco abrangente, limitado.

    O politica e estupidamente correto hoje é evitar fazer julgamentos. O pensamento influente sustenta que cada um tem os seus costumes todos ele se equivalem. Julgar é proibido. O ser humano ideal (para eles) imita o Google: é um cara bem informado, mas que não compara nada com nada, que não exerce critérios de valor.

    Não se concebe que o ser humano possa fazer julgamentos, escolhas. Que ele possa conhecer muito bem a cultura árabe e justamente por isto, detestar o seu viés tribal, machista, totalitário e sua aversão às responsabilidades individuais.

    Quem julga alguma coisa é taxado ou de ignorante e limitado (este é o olhar benevolente dos politicamente corretos) ou de racista, raivoso, fascista (este é o seu olhar com ódio).

    É triste, mas é assim que funciona.

    Um abraço,
    Raul

  • Marcelo Starec

    05/02/2014 at 02:19

    Raul e Gabriel,

    Apenas para mencionar algo de positivo no link acima, onde as lideranças realmente deixam muito claro o seu objetivo de conquistar o mundo, pela Jihad, ao menos esses tiranos utilizaram uma ou duas vezes a palavra “Israel” – acho que eu estou com um viés muito otimista, mas essa palavra era algo nunca usado por esses radicais. Apesar de toda a podridão demonstrada no vídeo, fica aqui essa pequena e talvez insignificante observação a respeito.

    Abraço,
    Marcelo.