Crítica: Gramática Íntima

24/06/2015 | Cultura e Esporte

Publicado originalmente no blog pessoal do autor: cinesempipoca.wordpress.com


intimate-grammar-originalHaDikduk HaPnimi (2010), do diretor israelense Nir Bergman (Asas Partidas), baseia-se em livro de mesmo nome do famoso escritor israelense David Grossman e tem o gostoso clima de “filme de verão da década de 1960” do excelente O Cupido.

Aaron é um garoto sensível e inteligente, mas sofre com sua baixa estatura e com a insensibilidade de seus pais, um casal de sobreviventes, amargurados pelo Holocausto, que se recusa a falar de sua tragédia aos filhos.

O garoto é criado sob pressão pela mãe, que conduz com mão de ferro todo o lar, inclusive o marido, cobiçado pelas vizinhas. À medida em que os anos passam, seus amigos crescem e Aaron se recusa a fazê-lo, interna e externamente. Boicota sua vida social ao não ingressar no movimento juvenil e não consegue declarar-se à menina que ama.

Gramática Íntima tem boas cenas, diálogos bem escritos e contrasta a inocência infantil diante da realidade do mundo adulto. É um filme leve, com muito humor, mas falta-lhe uma grande história.

Minha nota: 3/5

Comentários    ( 3 )

3 Responses to “Crítica: Gramática Íntima”

  • Marcelo Starec

    24/06/2015 at 08:46

    Oi Claudio,

    Não vi esse filme e nem li o livro, mas fiquei um tanto curioso após ler o seu artigo…Gostei de outro livro deste autor “a mulher que foge”…É uma história profunda e pesada, ao contrário do que consegui entender desta…Na vida pessoal dele, tenho muita pena dele pela perda de seu único filho, na Guerra contra o Hezbollah – o filho dele, pelo que entendi, levou um tiro do Hezbollah justamente no momento do cessar fogo, tendo sido o último soldado israelense a cair, sem necessidade, pois tudo já havia acabado naquele instante, mas ali foi perdida a vida de seu único filho, companheiro, confidente e creio que o David precisou e precisa ter uma força interior muito grande para continuar a viver e a escrever…..
    Abraços,
    Marcelo.

    • Claudio Daylac

      24/06/2015 at 18:06

      Olá, Marcelo!

      Obrigado por mais uma visita e mais um comentário.

      Recomendo este filme. É uma excelente opção para uma tarde chuvosa com a família, por exemplo. Eu o vi no cinema, ainda no Brasil, então é possível que esteja disponível para alugar.

      Sobre o David Grossman, o episódio da morte de seu filho nos últimos momentos da II Guerra do Líbano é realmente trágico, mas aquele não era são único filho. Ele tem outros dois, um dos quais está concluindo seu doutorado sobre (quem diria?!) o Brasil, na Universidade Hebraica de Jerusalém. Almocei com ele uma vez, boa gente.

      Um abraço!

  • Marcelo Starec

    24/06/2015 at 18:37

    Oi Claudio,

    Que bom!!!…Muito obrigado pela informação!…Vou tentar encontrar o filme!…Quer dizer, não que a trágica morte de seu filho Uri na Guerra contra o Hezbollah, no Líbano, possa deixar de ser uma dor muito grande para ele por ele ter outros filhos, mas eu erroneamente havia entendido ser este o único filho dele pelas informações que li e por uma entrevista que assisti com ele – mas fiquei menos triste ao saber que o David tem outros filhos e que, quem diria, um deles inclusive está estudando sobre o Brasil…Com certeza isso ajuda o David a continuar, a ir em frente!….
    Mais uma vez, obrigado pela informação – sempre aprendemos coisas novas por aqui!

    Abraço,
    Marcelo.