De Toledo a Jerusalém

30/05/2015 | Cultura e Esporte

Viver em Israel e falar o hebraico realiza o sonho de milhares de judeus, mas não apagam suas raízes. Em casa, muitos mantiveram as línguas de seus antepassados, como forma de preservação cultural. Muitas vezes, por pura tradição familiar.

Yehoram Gaon nasceu em Jerusalém. Tem 75 anos. Seu pai, Moshe David, veio de Sarajevo. De lá, trouxe o Ladino, também conhecido como Judeu-Espanhol.

Cantor, ator, um verdadeiro showman consagrado. Até hoje, no ar. Em 1988, Gaon realizou obra prima, refazendo o caminho da família até sua terra natal.

O documentário musical “De Toledo a Jerusalém” é maravilhoso, por vários motivos. Primeiro, todo ele narrado em Ladino, pelo próprio Yehoram. Segundo, intercala histórias com clássicos do cancioneiro sefaradi. Terceiro, mostra a bela vida destes judeus, por várias partes do mundo, reconstruindo suas existências, após perseguições diversas.

Quarto, e principal, chega ao destino: Jerusalém. Se os antepassados eram obrigados a buscar novas moradas, com certa frequência, eles nunca deixavam de pensar na terra do coração.

“De Toledo a Jerusalém” é uma homenagem às trajetórias heróicas de pessoas que conservaram tradições e a unidade como povo e cultura. Yehoram Gaon teve esta sensibilidade. Emocionar, ao falar de coisas tristes. Fazer chorar de alegria, ao cantar a própria história.

Link Completo: https://www.youtube.com/watch?v=CaBP2IzgdkE

Foto da capa: Nelson Burd

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Comentários    ( 6 )

6 comentários para “De Toledo a Jerusalém”

  • Rita Burd

    30/05/2015 at 18:39

    Me senti homenageada. Cresci, me criei numa família em que sempre se ouvia o Ladino em casa, no Kal -Centro Hebraico- . Ladino é a nossa língua afetiva. Quando encontro minhas amigas e amigos sefaradies, fazemos questão de nombrar muestros padres/madres, papús/bavás, falando nem que seja uma saudação em Ladino.
    Todá rabá NB pelo presentão
    Rita

  • otavio zalewski

    30/05/2015 at 19:51

    Muito bom comentário Nelson, parabéns.

  • Marcelo Starec

    30/05/2015 at 22:35

    Nelson,

    O artigo é realmente tocante, leva o leitor a se sentir emocionado ao imaginar a história desses judeus que, após serem privados de seu Estado, por tantos e tantos séculos sempre foram obrigados a vagar, de tempos em tempos, por tantos lugares diferentes, mas sempre dizendo “ano que vem em Jerusalém”!!!……

    Abraço,
    Marcelo.

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