Eleições em Israel – 60 anos de manchetes do Yediot Acharonot

21/01/2013 | Eleições; Política

 

ELEIÇÕES EM ISRAEL 

– 50 ANOS DE MANCHETES – YEDIOT ACHARONOT –

Por: Yaron Drukman (19.01.2013)

Traduzido por: ConexaoIsrael.org

Amanhã, as massas vão marchar às urnas, os taxistas vão comemorar, o primeiro-ministro e seus adversários tirarão fotos, sorrirão com o envelope nas mãos, e também haverá algumas irregularidades. Tudo isso acontecerá no dia em que iremos escolher os nossos representantes na Knesset para os próximos anos.

A seção desta semana será dedicada às capas do jornal no dia seguinte das eleições.

 

Janeiro de 1949: Assembleia Constituinte

 (צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)

 

Cerca de meio milhão elegem a primeira Assembléia Constituinte – homens e mulheres, militares com 18 anos ou mais apareceram nas 940 mesas de votação abertas em todo o país, a fim de moldar através de seus votos a cara do novo Estado. O jornal, naquela época, saía de tarde, por isso a capa falava sobre o comparecimento às urnas.

Os jornalistas encontraram o Primeiro Ministro David Ben-Gurion e sua esposa Paula quando chegavam às urnas do Beit HaChinuch na rua Lassalle, em Tel-Aviv. Eles foram ficar de pé na fila, com os documentos de identidade em mãos. Os membros do Comitê de Eleitoral ficaram confusos, levantaram-se, sentaram-se e retornaram e levantaram-se, até que o Primeiro Ministro lhes disse: “Sentem-se, sentem-se, sigam trabalhando”. O presidenre da sessão convidou Ben-Gurion e sua esposa para passarem a frente da fila, e a votação foi interrompida sob aplausos dos eleitores.

Quem não votou nestas eleições foi ministro das Relações Exteriores, Moshe Shertok (mais tarde Sharet), que não tinha o direito de votar, por se encontrar no exterior no dia do registro. Ele acompanhou sua família às urnas quando dois judeus de barbas longas o detiveram na rua Shadar e perguntaram: “Você já rezou esta manhã, sr. ministro?” Sharet respondeu: “Rezo todos os dias pela paz em Israel”.

O líder do Cherut (maior partido da oposição) Menachem Begin chegou com sua esposa e seus dois filhos às urnas no Dizengoff 10, em Tel Aviv. A família ficou no fim da fila, que progredia lentamente. Jornalistas descobriram a presença de Begin e por 15 minutos atrasaram o processo de votação por estarem fotografando o “Futuro Líder da Oposição”. Quando convidado a furar fila para votar, Begin se recusou a fazê-lo e este ato lhe valeu o aplauso dos eleitores a sua frente. Quem teve pressa de votar nas primeiras eleições foram os soldados. Eles foram levados às urnas após um exercício matinal e 90% deles votaram antes das orações da manhã.

Julho de 1951: As eleições para a 2ª Knesset

 

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete do jornal: “cerca de 1/3 dos eleitores já votaram”

Os auto-falantes foram silenciados, as ruas foram limpas de pilhas de panfletos de propaganda política e 880 mil eleitores marcharam às urnas para cumprir seu dever cívico. A maioria das seções de votação nas grandes cidades foram abertas com grande atraso. Houve casos em que faltaram envelopes e carimbos, mas ainda assim a ordem reinou.

No país inteiro foi um dia de feriado. Com exceção de supermercados e restaurantes, permaneceram fechados a maioria dos estabelecimentos. Todos os taxis das grandes cidades foram contratados pelos partidos políticos e os eleitores tiveram de ir votar de ônibus, que circularam normalmente. Centenas de carros com as siglas dos vários partidos também circulavam e levavam os eleitores às urnas.

Ben- Gurion despertou muito cedo para exercer o seu direito democrático. Ele desceu do carro oficial acompanhado de sua esposa, filha e dois guarda-costas. A fila era pequena e o Primeiro Ministro dirigiu-se imediatamente à votação.

Em Haifa “dividiram-se famílias”. Houve um caso no bairro de Hadar em que o pai apareceu em uma lista de votação, enquanto que seu filho, que modificou seu sobrenome ao hebraico, apareceu em outra. E houve alguns casos excepcionais. O comitê de votação que consistia inteiramente de moradores iemenitas do novo bairro de Kiryat Haim (Haifa) anunciou à polícia que havia decidido por conta própria, em violação das instruções da Comissão Eleitoral Central, abrir a seção de votação às 8h, e exigiram guardas para manter a ordem. Os membros do Comitê explicaram sua decisão: as orações na sinagoga durariam mais tempo do que o habitual, pois eles decidiram rezar os Salmos para o sucesso das eleições.

Julho de 1955: A 3ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: As massas vão às urnas

Nestas eleições haviam mais de um milhão de eleitores registrados. Uma das menores seções de votação foi estabelecida em Sde Boker, para onde foram o Primeiro Ministro Ben-Gurion e sua esposa para votar já às 8h. O Ministro das Finanças Levi Eshkol foi o membro do governo que veio às urnas mais cedo, 7h30. O presidente e os outros ministros também votaram pela manhã desta quarta-feira.

O chefe de polícia do distrito de Rechovot e parlamentar Yizhar Smilansky (S. Yizhar) chegaram à seção às 05h45 para votar 15 minutos depois. Mas eles descobriram que alguém se adiantou. Quem madrugou mesmo foi Chaia Gordon, uma senhora de 100, que foi a primeira a realizar o seu direito democrático.

Na Vila dos Anciãos de Shaar Menashe, apresentou-se uma queixa contra um funcionário do local, alegando que este ameaçava os idosos que não votassem Alef (ou seja, no Mapai), dizendo que estes não receberiam comida no dia das eleições.

Novembro de 1959 – A 4ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Apesar do forte calor – grande participação”

Apesar do calor, houve uma participação maciça da população nas urnas de todo o país. Muitos aproveitaram o feriado para passear, alguns foram ao trabalho, e nos bairros ortodoxos a participação começou após as rezas matinais.

O comitê eleitoral regional de Tel Aviv colocava bandeirinhas em um mapa. No caso de que uma seção fosse fechada por perturbação da ordem, a bandeirinha era vermelha. Uma bandeirinha azul era colocada em caso de perturbação da ordem e sua restauração sem que ninguém fosse preso. Uma bandeirinha verde era colocada em caso de perturbação da ordem com prisões, e bandeirinha amarela em caso de que a perturbação à ordem fosse fora do prédio onde estava a urna.

Mas não seria possível sem problemas. Um dos que sofreu com os atrasos era o chefe do Banco de Israel, David Horowitz, que ficou na fila junto com usa esposa e filho na seção da escola Midreshet HaDarom. “Tenho que sair do país para a Convenção de Alimentos e Agricultura em Roma às 10h. Eu acho que atrasarei ao avião”, disse enquanto esperava na fila. E em Tiberíades foram à caça os ativistas dos partidos, em busca do voto dos idosos, cuja experiência os ensinava que o primeiro a os levar à seção eleitoral ganharia seu voto.

Agosto de 1961 – A 5ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Calor intenso na votação”

Também dessa vez as condições climáticas atrapalharam um pouco as eleições. Diversos partidos alistaram frotas de veículos para ajudar os seus eleitores a superar o calor, e em alguns casos a grande distância da seção eleitoral. O pátio na frente do teatro Habima ficou cheio de carros à disposição do Partido político Mapai. Do outro lado da cidade, centenas de carros trazidos pelo partido Mapam. Do quartel-general do partido Cherut saíram ônibus na direção de Eilat, Tzfat e Jerusalém para juntar eleitores registrados em Tel Aviv.

O Presidente Yitzhak Ben Zvi votou no início da manhã nas urnas do Ginásio Rechavia. Em Mea Shearim eleitores de rostos barbados e segurando talit e tefilin nas mãos. “Hoje não estamos trabalhando”, explicaram. “Então, podemos sentar para ler um livro ou estudar o Talmud.”

Novembro de 1965 – A 6ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “250 mil militantes e dezenas de milhares de carros trazem as massas às urnas”

Para essas eleições, os votantes esperaram mais de quatro anos. Os partidos recrutaram cerca de 100 mil ativistas em todo o país. O dia do eleitor foi na verdade o grande dia para os taxistas. O preço de um taxi por um dia de trabalho variava entre 150 e 250 liras. Por conta disso, muitos dos taxistas ficaram em disposição dos partidos, e portanto muitos cidadãos tiveram dificuldade de conseguir um taxi para uma corrida comum.

Begin era então o líder do Gachal (Coalizão Cherut-Liberais), e se apressou para votar em Tel Aviv as 07:15 da manhã, mas teve que aguardar por meia hora a abertura das urnas. O prefeito de Tel Aviv, Mordechai Namir, e sua esposa, tiveram também que aguardar cerca de quinze minutos até que pudessem votar.

O sindicado dos marinheiros em Haifa recebeu telegramas das equipes dos navios israelenses no exterior, protestando o fato de não poderem votar. No porto de Haifa 7 navios foram ancorados para que a tripulação pudesse votar em urnas alocadas na praia. A empresa “Zim” fez arranjos especiais para transportar às urnas de Haifa a equipe do navio “Haifa”, que estava ancorado em Tel Aviv. No fim das eleições, voltaram os marinheiros ao navio para mais uma jornada no exterior.

Outubro de 1969 – A 7ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “A votação começou devagar – E em seguida se formaram filas na maioria das seções”

3335 urnas foram colocadas em todas as regiões de Israel e foram abertas para votação as 7:00 da manhã, ficando abertas até as 23:00.  O presidente Zalman Shazar votou cedo na seção ao lado da casa presidencial. A Primeira Ministra Golda Meir voltou por volta das 9h na Academia de Música de Jerusalém. Moshe Dayan votou cedo no bairro Tzahala em Tel Aviv, e já Begin votava na mesma hora em outra seção da cidade.

O Jornal Yediot Acharonot contou o que era permitido e o que era proibido no dia da eleição. Assim foi descrito:

Vocês terão que se abster de um prazer no dia das eleições, e é de tomar bebidas alcoólicas. É terminantemente proibido a venda de bebidas alc0ólicas para evitar que eleitores cheguem bêbados aos locais de votação. Se você decidiu votar cedo, fez bem, essa é uma boa hora. A experiência diz que de noite há mais votantes nas seções. Só poderá votar quem apresentar carteira de identidade. Não serão aceitos como documentos válidos “certidão de casamento” e ou certificado de reservista.

Dezembro de 1973 – A 8ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “As urnas foram abertas por todo o país à sombra das tensões crescentes nas fronteiras.

As eleições foram postergadas devido a guerra de Yom Kippur. Os eleitores se encaminharam às urnas na sombra de uma  grande tensão nas fronteiras. A urnas foram postas desde o topo do monte Hermon, até Jebel Atka, a Oeste do canal de Suez. Uma das urnas apenas pode chegar ao seu destino de helicóptero.

Os locais de eleição para os soldados israelenses foram colocadas em locais seguros para evitar danos por parte do inimigo. Dezoito urnas foram colocadas “nas costas” de 18 soldados, para que pudessem chegar aos lugares mais afastados.

Maio de 1977: A 9ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “As urnas foram abertas às 7h: os partidos movimentam diversos militantes e milhares de carros”

Os membros do comitê central eleitoral despertaram cedo e chegaram ao edíficio da Knesset às 5:00, porém encontraram os portões fechados e tiveram que aguardar uma hora inteira.

Shimon Peres e Begin foram questionados pelo “Yediot Acharonot” o que farão se forem eleitos para o cargo de primeiro-ministro. Peres contestou: “Instituirei um dia longo de estudos. Trabalharei para reduzir o número de ministérios do governo e fixá-los em 15”. Begin respondeu: “As duas tarefas mais urgentes que o novo governo deverá lidar serão: cuidar das relações entre Israel – Estados Unidos e contenção da inflação”. Ele prometeu “melhorar a situação de famílias com muitos filhos, instituir um dia longo de estudos e também cortar ministérios que não têm o direito de existir”.

Junho de 1981: A 10ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “As urnas foram abertas às 7h – Iniciaram-se as eleições para a décima Knesset: é esperada uma alta participação”

Quatro anos depois, novamente Peres e Begin se enfrentaram. Begin e sua esposa Aliza chegaram às 7:15 no colégio na rua Dubnov em Tel Aviv para votar. Ele vestiu um paletó azul e disse aos repórteres: “Graças à Deus, me sinto ótimo e também minha mulher sente-se melhor hoje”. Aliza Begin, que foi liberada há pouco tempo do hospital, disse: “Se vê que me sinto melhor?”

Quando Begin aproximou-se para votar, brincou com os membros do comitê eleitoral. “Por trás da cabine estão todas as siglas dos partidos, especialmente do partido que votarei?”, perguntou. Também Peres foi um dos primeiros eleitores na urna em Ramat Aviv. Juntamente com sua esposa Sonia, chegou ao colégio “Arazim”. A secretária da urna disse “só é possível colocar uma sigla no envelope”,
e Peres respondeu: “sim, e você também sabe qual é sigla que pretendo colocar”.

Julho de 1984: A 11ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)

 

4.589 urnas foram disponibilizadas ao longo do país e nelas estavam inscritas mais de 2 milhões de pessoas com direito a voto. Na urna de número 400 na rua Dubnov em Tel Aviv, aguardaram que Begin viesse votar. “Nós sabíamos que ele não viria”, disseram os membros do comitê. A filha de Begin sim chegou e disse aos fotógrafos que aguardavam: “Estão perdendo o tempo de vocês, ele não virá”.

O acontecimento incomum nas eleições ocorreu em Tiberíades, lá foi reportado que uma jovem correu nua pela rua como no dia do seu nascimento, e sobre seus seios haviam pequenos e redondos adesivos do Likud. Membros do Likud afirmaram que era uma provocação do Maarach, enquanto o partido de Peres afirmou que era propaganda eleitoral ilegítima do Likud.

Novembro de 1988, A 12ª Knesset

Manchete: "Hoje às 7 abriram-se as urnas."
Manchete: “Hoje às 7 abriram-se as urnas.”

A polícia investigou a suspeita de fraude nas eleições. A investigação foi lançada após o engenheiro de Haifa Arie Metzer contar que sua mãe idosa lhe dizer que já havia votado, apesar das eleições serem apenas no dia seguinte. O filho descobriu que ativistas de um partido visitaram sua mãe e outros idosos reclusos em suas casas por causa de fraqueza ou doença, e tomaram suas carteiras de identidade, prometendo votar por eles. Os ativistas deixaram nas casas uma foto do rabino de Lubavitch, prometendo que o rabino rezaria por eles para que se recuperassem. Também em Jerusalém houveram casos de pessoas que foram a casa de idosos prometendo votar por eles.

Junho de 1992, A 13ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Para a urna”

Chegou à Polícia denúncias sobre duas monitoras de organização de doentes mentais em Mevasseret Jerusalém. Consta que elas orientaram 11 internos a votar em certo candidato. As duas mulheres acompanharam os pacientes a uma das seções, também na hora de escolher o papelzinho. Outra versão diz que um deles teria perguntado às responsável: Onde está o dinheiro que vocês prometeram?

Maio de 1996: Eleições para a 14ª Knesset e ao Cargo de Primeiro Ministro

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Peres ou Bibi”

Pela primeira vez na história de Israel, votam para escolher com dois bilhetes: um para primeiro ministro e outro para o partido. Shimon Peres (Trabalhista) disse que vencerá e fará governo com muitos jovens. Binyamin Netanyahu tem a certeza da vitória e já se ocupa de tarefas governamentais.

Quem tentou nublar o dia das eleições foi a direção do Hamas, com planejamento de atentado, mas Mahmoud A-Zahar tranquilizou e disse que não haverá ataques, pois seu grupo não quer influenciar no resultado das eleições.

Maio de 1999: Eleições para a 15ª Knesset e ao Cargo de Primeiro Ministro

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Barak ou Netanyahu”

Desta vez, o enfrentamento se deu entre Netaniahu e Ehud Barak. No Likud prevaleceu um clima tenso e muitos membros importantes do partido disseram que Netaniahu não levou em conta a possibilidade de Itzhak Mordechai abandonar a disputa. Netaniahu demonstrou segurança e disse “vamos surpreender, pois vamos vencer. Não perderei. Vou vencer”. Barak afirmou que cabia aos eleitores definir “entre o meu caminho conciliador e o caminho segregador de Netanyahu”.

Fevereiro de 2001: Eleições ao Cargo de Primeiro Ministro

Pela primeira vez em Israel houve eleições apenas ao cargo de primeiro ministro, sem votação para a Knesset: Barak contra Ariel Sharon. Os membros da Avoda sabiam que o primeiro ministro (Barak) não tinha chance. “A situação é quase possível, apenas um milagre dos céus nos salvará”, disseram ativistas do partido. O vice-chefe do quartel-general do Likud, o general reformado Meir Dagan, disse que as 250 centrais do Likud estarão à disposição dos eleitores, bem como uma central em Metzudat Zeev, escritório geral do Likud.

Janeiro de 2003: A 16ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Dia da decisão: votamos”

Israel retorna ao sistema de voto único e contra Sharon apresentou-se o major-general Amram Mitzna. No partido Likud exigia-se “knockout”, enquanto no Avoda tentava-se evitar a derrota. O índice de participação nas eleições foi o menor da história israelense e o chefe da comissão eleitoral, o juiz Mishael Cheshin, disse haver a necessidade de se chegar a conclusões que considerem esse baixo índice. “Há países em que penalizam aquele que não vota”, declarou o juiz. “Eu começo a achar que talvez seja uma boa idéia.”

Março de 2006: A 17ª Knesset

(צילום: מתוך ארכיון ידיעות אחרונות)
Manchete: “Dia do eleitor”

Apenas 63% dos cidadãos com direito de voto foram votar , novamente o menor índice de votantes da história do país. A presidente da comissão eleitoral central, a juíza da suprema corte de justiça Dorit Beinisch, expressou sua decepção com a quantidade de votos tão baixa. A juíza declarou: “O povo precisa demonstrar mais a sua preocupação com o futuro do país, com suas decisões e participar no processo democrático”.

Fevereiro de 2009: A 18ª Knesset

Mesmo com o aumento da porcentagem de votantes em 2009, muitos israelenses ainda preferiram passar o dia nos shopping centers. No shopping da cidade de Kiryat Bialik, já não havia lugar para estacionar as 09:00 da manhã. Chaim, um cidadão de Kiryat Bialik disse naquele momento para o jornal Yediot Ahronot: “Se não vamos ter a Tzipi (Livni) mesmo hoje de noite e o Bibi vai ganhar de qualquer maneira – então, de consolo, pelo menos ganhamos perfumes com desconto. Não é?”

 (Foto: Arquivo do Jornal Yediot Acharonot)

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