Em quem o povo votou?

26/01/2013 | Política

Enfim, as eleições aconteceram. Muita gente aqui em Israel já está falando sobre o governo que se formará (ou não) nas próximas três semanas. Teorias e mais teorias são lançadas sobre quem fará parte da coalizão governista, quem ficará de fora por vontade própria, quem será o preterido em detrimento de tal partido, quem certamente ficará na oposição, etc. Já se fala até mesmo sobre quanto tempo durará o próximo governo e o quais serão os conflitos internos gerados a partir da heterogeneidade da sua composição. Para mim, no entanto, é mais difícil fazer um prognóstico do que compreender o que aconteceu, e será com isto que eu me ocuparei nas próximas linhas.

Há diversas teorias que têm como objetivo explicar o porquê de determinados grupos sociais terem votado em cada partido. Eu, particularmente, considero difícil generalizar o comportamento de todos os eleitores e não pretendo observar o resultado das eleições como um reflexo de uma ação coletiva, pois o voto de cada um tem uma razão particular. Posso supor diversos comportamentos e condicioná-los ao clima político vivido pelo país nos últimos dias, e será isso o que farei agora. Tentarei também analisar os números finaos através do macro e do micro: começarei pelo resultado resultado final, e, posteriormente, tratarei dos resultados de cada partido.

Nesta semana eu escutei alguns comentários interessantes sobre as eleições, e gostaria de compartilha-los com vocês:

“O povo demonstrou que confia no Netanyahu e quer que ele permaneça no poder, mas também quer mudanças no seu modo de governar” – Eleitor do Likud.

“Descobri após estas eleições que o povo é bem menos de direita, mas muito mais burro que eu pensava. Votou num pop star.” – Eleitor do Chadash.

“As eleições mostram que o povo quer mudanças, mas não tão radicais assim, por isso não votou nos trabalhistas” – Eleitora do Yesh Atid.

“A verdade é que eu não sei se eu estou satisfeita ou insatisfeita com o resultado. Torci por uma derrota do Bibi, e de certa forma ela aconteceu. Mas o que se desenha é pior do que eu imaginava”. – Eleitora do Meretz.

Knesset 2013[1]

Partido Votos % Cadeiras +/–
LikudBeiteynu 884.631 23.32 31 –11
Yesh Atid 543.280 14.32 19 Novo
Avoda (Trabalhistas) 432.083 11.39 15 +2[2]
HaBait HaYehudi 345.935 9.12 12 +5
Shas 331.800 8.75 11 0
Yahadut HaTora 196.038 5.17 7 +2
HaTnua 189.168 4.99 6 Novo[3]
Meretz 172.382 4.54 6 +3
Raam-Ta’al 138.362 3.65 4 0
Chadash 113.610 3.00 4 0
Balad 96.926 2.56 3 0
Kadima 79.487 2.10 2 –26
Otzma LeIsrael 66.840 1.76 0 Novo
Am Shalem 45.691 1.20 0 Novo
Ale Yarok 43.725 1.15 0 0

Todas as análises acima são interessantes e dizem a verdade, de alguma forma. Não vou discordar de nenhuma delas, mas vou incluir alguns pontos que poderão torná-las menos lógicas. Observando a configuração atual da Knesset, podemos perceber de cara algumas modificações brutais. O Likud Beiteynu perdeu mais de ¼ de suas cadeiras. O novo partido Yesh Atid conquistou o número impressionante de 19 assentos. Os trabalhistas cresceram, na prática, sete assentos, mas simbolicamente só dois. Os nacionalistas religiosos (HaBait HaYehudi) quase dobraram a sua bancada. Os ultra-ortodoxos do Yahadut HaTora obtiveram uma votação recorde. A dissidência do Kadima e do AvodaHaTnua, obteve somente seis assentos. O Meretz dobrou a sua bancada. O Kadima foi reduzido a quase nada. Por pouco os ultra-radicais do Otzma LeIsrael ficaram de fora, assim como o interessante Am Shalem. E por fim, o Ale Yarok, a favor da legalização da maconha, obteve a sua maior votação até agora.

Vou publicar aqui alguns resultados de pesquisas dos principais diários israelenses, às vésperas das eleições[4]:

Data

Fonte

Kadima

Likud-Beiteynu

Avoda

Shas

Yahadut HaTora

HaBait HaYehudi

Raam
-Ta’al

Chadash

Balad

Meretz

Yesh
Atid

Otzma
LeIsrael

HaTnua

18/01

Yedioth Achronot

2

32

17

11

6

12

4

4

3

6

13

2

8

17/01

Haaretz/

2

32

17

12

5

14

3

5

4

6

12

0

8

17/01

Israel HaYom

2

35

17

11

6

15

3

4

3

5

12

0

7

17/01

Maariv

3

37

15

12

6

14

3

4

3

7

8

2

5

Podemos perceber, de acordo com a tabela acima, que as pesquisas do Yediot Achronot e do Haaretz  já percebiam a maior queda do Likud-Beiteynu, e a pesquisa do Maariv notava que os trabalhistas não iriam muito longe. Com exceção do Yediot Achronot, todos os outros incluíam o HaBait HaYehudi como o terceiro maior bloco da Knesset. E o mais impressionante é que nenhuma das pesquisas conseguiu captar o crescimento do Yesh Atid. A do Maariv, inclusive, lhe deu menos da metade do seu resultado final.

Escutei de um economista que as pesquisas não podem falhar a este ponto, como falharam com o Yesh Atid. Para ele, a distância entre os números apontados pelas pesquisas e o resultado final é eminente, institutos de pesquisa não podem ter uma margem de erro de 30%. Aqui encontramos uma deixa para começarmos a nossa análise sobre o que aconteceu.

É difícil compreender o que o povo quer. O povo não é um consenso em eleições como esta. Para começar, devemos partir do princípio de que as eleições em Israel não são obrigatórias, e votaram somente 67,78% dos eleitores cadastrados. O número foi 1,5% mais alto do que em 2009, mas ainda assim não se pode dizer que as eleições reflitam uma mentalidade coletiva. Se todos os que não compareceram às urnas tivessem votado no Moreshet Avot, por exemplo (partido que recebeu apenas 461 votos), este terminaria as eleições com aproximadamente 36 assentos (mais de 32% dos votos) e muito provavelmente teria o seu líder indicado para 1º Ministro pelo Presidente Shimon Peres. Sendo assim, torna-se demagógico, a meu ver,  qualquer tentativa de análise generalista que se refira à “vontade do povo”. O povo deu várias mensagens distintas, e é isso o que começaremos a discutir.

Quando Likud e Israel Beiteynu decidiram concorrer em lista conjunta, a maioria dos analistas acusou um erro estratégico. Se o objetivo era conseguir mais votos, era provável que a união fosse um equívoco. Mas se o objetivo era assegurar-se de que os dois partidos formariam certamente o maior bloco da Knesset, o tiro foi certeiro. É impossível estimar quantos assentos teriam os dois partidos caso concorressem separadamente, mas, de fato, hoje ambos juntos têm disparado a maior bancada do parlamento. É natural que o governo perca popularidade quando, às vésperas das eleições, divulga um défict significativo no orçamento. A situação tende a se agravar quando o bloco tem um de seus líderes acusado de corrupção. Pode-se acrescentar, também, a rejeição de parte da opinião pública à forma como o governo comandou a Operação Pilar Defensivo e as manifestações recorrentes nos últimos dois verões (que levaram mais de 400 mil pessoas às ruas), exigindo justiça social. O objetivo era vencer as eleições, e foi o que aconteceu. Mas Libermann já anunciou que o acordo entre os dois partidos só se prolongará até março, ou seja, o Likud terá de segurar a casa com a menor bancada da história: 21 assentos. Mas, como eu disse, não analisarei o futuro.

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1. Bibi e Libermann: vencedores?

O povo que parecia estar cansado do Likud, não votou nos trabalhistas. Estes, inclusive, não venceram em nenhuma das 10 maiores cidades do país (confira na tabela abaixo). O fracasso do Avoda, pela segunda vez consecutiva, não pode ser explicado somente a partir destas eleições. Há três razões principais que elucidam o momento do partido. A primeira, mais geral, tem a ver com a crise da esquerda israelense. Já escrevi sobre este tema e recomendo a leitura aqui. A segunda se deve ao afastamento do partido e dos movimentos sindicais (o número três da lista do partido, Eitan Cabel, recentemente foi derrotado nas eleições para a central sindical Histadrut HaOvdim), e do movimento kibutziano (pela primeira vez não havia nenhum representante do movimento entre os 10 primeiros da lista do Avoda). Finalmente, a terceira razão é referente à líder trabalhista, Shely Yechimovitch. Esta direcionou toda a sua campanha à luta contra a desigualdade social, cada vez mais flagrante no país, elaborando propostas e atraindo ao partido especialistas no assunto. A estratégia não seria equivocada se ela simplesmente não não houvesse negligenciado em sua retórica questões fundamentais, como o as negociações com os palestinos (bandeira clássica do partido) ou a separação entre religião e Estado. A população dificilmente escolhe um 1º Ministro, ou até um líder da oposição, que  se mostre omisso em relação a temas desta magnitude. Os trabalhistas, inclusive, mesmo tendo elaborado um plano de reformas econômicas bastante convincente, saíram-se com um péssimo resultado nas cidades mais pobres do país (veja as tabelas abaixo).

No parlamentarismo israelense, há uma tendência de que os partidos radicais de direita tendam a crescer quando o Likud está à frente nas pesquisas que antecedem ao pleito, assim como ocorre com os partidos mais à esquerda quando o Avodá lidera as sondagens. Esta estratégia é usada para impedir ou ao menos atenuar a influência dos partidos com visões políticas distintas do partido vencedor, mas que, devido às regras do jogo, farão parte da coalizão governista. Em 1992, quando os trabalhistas de Rabin elegeram 44 cadeiras na Knesset, o Meretz foi a terceira maior bancada com 12 assentos. Desta vez, percebendo que o Likud venceria as eleições, boa parte do eleitorado mais à direita votou em peso no HaBait HaYehudi, que conseguiu 12 cadeiras e certamente ocupará uma posição importante, caso integre a coalizão. O partido só não foi o grande vencedor simbólico destas eleições devido ao alcance de um número de assentos menor do que o esperado, além da surpreendente votação recebida pelo partido Yesh Atid.

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2. Lapid. Vencedor?

Yair Lapid, uma espécie de mistura entre William Bonner e Marília Gabriela da TV israelense, resolveu seguir o caminho do seu pai e se lançar à política. Percebendo que o eleitorado israelense tem dado mais importância à pessoa em detrimento do partido (leia mais aqui), Lapid formou uma lista de novatos na Knesset e resolveu lançar-se candidato sem o suporte de um partido tradicional. O Yesh Atid venceu em quase todas as cidades que compõem a região central (como Tel-Aviv), que concentram juntas quase a metade da população do país. Como explica-se o fracasso das pesquisas? As mesmas apontavam um número de indecisos de 20 a 25% dos que pretendiam votar. Parece que estes eleitores indecisos resolveram apostar em algo novo, algo que fosse uma opção aos velhos partidos e e à velha política que já há algum tempo não traz grandes mudanças. Lapid e seu partido foram bem sucedidos, abocanhando 19 assentos, formando a segunda maior bancada da casa.

Não vou me ater muto ao Shasque, como da última vez, elegeu o mesmo número de parlamentares com votos principalmente de judeus orientais pobres e de ultra-ortodoxos, nem aos partidos de eleitorado majoritariamente árabe, Raam-Ta’alBalad e Chadash (que também conta com ‘votos judaicos’), que conseguiram as mesmas poucas 11 cadeiras. A diferença, desta vez, é que o Meretz elegeu pela primeira vez em sua lista um parlamentar árabe (Issawi Frej, número cinco da lista do partido que elegeu seis cadeiras).

O Meretz, que dobrou a sua bancada, investiu na propaganda anti-Bibi (se autodeclarando o único partido judaico que certamente ficaria na oposição), atacando os trabalhistas (falsos esquerdistas) e o HaTnua (infiéis, em alusão aos componentes da lista de Livni que trocam de partido frequentemente). Até duas semanas antes das eleições o Meretz estava cotado a eleger somente quatro cadeiras no parlamento, mas a campanha parece ter dado resultado. O partido cresceu em cima do Avoda e do HaTnua, de fato, seus principais alvos. As eleições de 2009 foram consideradas um desastre para o Meretz, e a conquista de seis assentos parece ter criado um clima de alívio dentro do partido. Livni, que chegou estar cotada a receber 11 assentos, terminou com seis. A parlamentar, antes popular por pelo bom trabalho executado como chanceler durante o governo Olmert, se impopularizou por ser considerada omissa quando líder da oposição. Mesmo representando uma alternativa mais forte do que Shaul Mofaz (líder do Kadima), o resultado de Livni sinalizou que o projeto dos centristas está em crise. Juntos, HaTnua e Kadima conseguiram somente oito assentos na Knesset, 20 a menos do que tinham antes.

Dados curiosos podemos ver nas tabelas abaixo. As duas primeiras são o percentual de votação nas 10 maiores cidades do país:

Média

Jerusalém Tel-Aviv Haifa Rishon LeTzion
Likud-Beiteynu 23,32% 20,51% 17,51% 26,11% 31,34%
Yesh Atid 14,32% 6,97% 20,80% 18,07% 22,93%
Avoda 11,39% 6,52% 16,83% 15,21% 13,56%
HaBait HaYeudi 9,12% 11,78% 4,28% 6,39% 6,65%
Shas 8,75% 15,56% 5,87% 3,41% 5,24%
Yahadut HaTora 5,17% 22,24% >1% 3,04% >1%
HaTnua 4,99% 2,07% 7,27% 7,18% 7,30%
Meretz 4,54% 4,44% 14,34% 5,19% 2,49%
Raam-Taal 3,65% >1% 1,16% >1% >1%
Chadash 3% >1% 1,66% 4,77% >1%
Balad 2,56% >1% >1% 1,95% >1%
Kadima 2,10% 1,08% 1,82% 1,73% 2,51%

 

Petach Tikvah Ashdod Beer-Sheva Holon Netanya Bnei Brak
Likud-Beiteynu 29,02% 36,14% 37,99% 30,84% 34,32% 4,03%
Yesh Atid 17,96% 10,32% 11,02% 19,64% 15,85% 1,16%
Avoda 11,07% 6,02% 8,47% 13,47% 9,36% 1,22%
HaBait HaYeudi 13,23% 7,09% 11,70% 6,24% 10,65% 3,56%
Shas 7,18% 16,90% 12,78% 11,21% 11,37% 25,40%
Yahadut HaTora 3,90% 10,01% >1% >1% 2,49% 59,85%
HaTnua 5,21% 3,80% 5,06% 6,42% 4,43% >1%
Meretz 2,35% 1,07% 1,75% 2,58% 1,87% >1%
Raam-Taal >1% >1% >1% >1% >1% >1%
Chadash >1% >1% >1% >1% >1% >1%
Balad >1% >1% >1% >1% >1% >1%
Kadima 2,00% 1,39% 1,78% 2,60% 1,90% >1%

Percebemos que os trabalhistas não venceram em nenhuma destas grandes cidades, e, juntos ao Meretz, tiveram resultados terríveis nos centros mais pobres do país (Ashdod e Beer Sheva, por exemplo). O discurso socialdemocrata não parece funcionar nas áreas mais desfavorecidas, onde habitam judeus de origem oriental (mizrachim), imigrantes da ex-URSS e etíopes. Estes três grupos, os mais carentes grosso modo da população judaica israelense, não se identificam com a esquerda por diversos fatores. Embora no passado os trabalhistas tenham alcançado bons resultados entre os judeus orientais, hoje parece estar muito distante uma boa votação da esquerda nestas cidades em desenvolvimento, mesmo que Yechimovitch se declare abertamente “de centro”.

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3. Tel-Aviv, centro econômico do país.

A tabela abaixo mostra a votação em lugares distintos: Eilat (extremo sul do país), Nazaré (maior cidade árabe de Israel), Kibutz Maagan Michael (um dos maiores kibutzim do país), Maale Adumim (um dos maiores assentamentos judaicos na Cisjordânia), Rahat (maior cidade beduína de Israel) e Acre (cidade composta por judeus e árabes quase em pé de igualdade).

Eilat Nazaré Kibutz M. Michael Maale Adumim Rahat Acre
Likud-Beiteynu 30,23% 1,24% 3,81% 41,78% >1% 33,39%
Yesh Atid 17,78% >1% 18,24% 9,99% >1% 5,62%
Avoda 11,61% 1,91% 38,88% 4,52% >1% 6%
HaBait HaYeudi 9,17% >1% 1,80% 20,75% 1,04% 7,79%
Shas 8,04% >1% >1% 8,38% 1,40% 12,31%
Yahadut HaTora >1% >1% >1% 1,44% >1% >1%
HaTnua 8,30% >1% 5,81% 1,78% >1% 2,69%
Meretz 2,45% 1,51% 23,35% >1% >1% >1%
Raam-Taal >1% 15,50% >1% >1% 56,30% 7,64%
Chadash >1% 48,79% >1% >1% 5,51% 7,40%
Balad >1% 27,40% >1% >1% 29,84% 6,59%
Kadima 3,08% >1% 1% 1,35% >1% 3,26%

Vale a pena constatar que os trabalhistas foram os vencedores nos kibutzim, mas tiveram menos votos do que de costume. Percebe-se o altíssimo número de votos para o Likud-Beiteynu e para o HaBait HaYehudi em Maale Adumim, além de um grande número de votos para os partidos árabes em cidades árabes e beduínas. E em Acre vemos mais ou menos a influência do baixo percentual de votação dos árabes (menos que 50%).

Acredito que possamos tirar algumas conclusões destas eleições: (1) De certa forma, as pessoas votaram mais em partidos tradicionais do que nas últimas eleições. Basta olharmos o crescimento de partidos como o Meretz, o Avoda, o HaBait HaYehudi e o Yahadut HaTora e a queda do Kadima. O voto útil, um dos motivos pelas fracas votações de Meretz e Avoda em 2009[5], parece ter sido um recurso menos utilizado. (2) Parte da população está sedenta por algo novo, mas igualmente insatisfeita com o que vê. As velhas siglas, de certa forma, reconquistaram credibilidade, mas não tanto quanto se esperava. (3) O parlamentarismo israelense está dificultando a vitória de um grupo homogêneo. Cada vez é mais difícil que algum partido vença de fato as eleições. Os números de assentos foram deveras semelhantes, e se considerarmos que Likud e Israel Beiteynu se separarão em breve, teremos seis partidos com pelo menos 10 cadeiras no parlamento. A única certeza é a de que a opinião pública, se é que existe, está mais fragmentada do que nunca. O resto é teoria.

Notas:

[1] Tabela retirada, editada e traduzida do site Wikipédia.org.

[2] Os trabalhistas, na verdade, só tinham 8 assentos, pois o Ministro da Defesa Ehud Barak se retirou do partido e levou consigo outros 4 parlamentares.

[3] O HaTnua tinha em sua lista 14 parlamentares da lista do Kadima de 2009, mais dois importantes ex-membros dos trabalhistas.

[4] Igualmente retirado e traduzido do Wikipédia.org.

[5] Às vésperas das eleições o Kadima cresceu bastante nas pesquisas em 2009, “roubando” tradicionais eleitores de Meretz e Avoda que desejavam, antes de tudo, que o Likud não vencesse o pleito.

Fotos

Foto 1: Retirada do site: http://embassies.gov.il/Lisboa/NewsAndEvents/Newspic/441708901000100396220.jpg

Foto 2: Retirada do site: http://anneinpt.wordpress.com/2013/01/23/and-the-winner-is-yair-lapid/

Foto 3:  Retirada do site: http://english.tau.ac.il/