A equação da paz e o terrorismo palestino

04/12/2013 | Conflito; Política; Sociedade

“Acredito que o terrorismo não estatal ou oposicional é mais habitualmente definido como se segue: O terrorismo é o uso estratégico de violência e ameaças de violência por parte de um grupo de oposição política contra civis ou não-combatentes, e geralmente tem a intenção de influenciar públicos diversos.” (Goodwin, 2006, pg. 2028)

Não tenho dúvidas: Goodwin acredita que Hamas, Hezbollah e afins são terroristas. Em seu artigo, o autor usa ainda o termo terrorismo “revolucionário”, definindo-o como o uso da violência para mudar a ordem política, social ou econômica. Por que esses grupos recorrem à estratégia do terrorismo e quem são esses militantes que levam conflitos ao extremo?

Tenho dificuldade de entender aqueles que defendem o terrorismo, ou mesmo aqueles que baseiam seus argumentos no desespero de uma população oprimida. Ora, a pobreza e o desespero são fatores legítimos para a perpetuação do terrorismo? No entanto, o que realmente me preocupa é o fato de que o terrorismo está no topo da estratégia de resistência palestina. Já o terrorismo em si, não é uma invenção dos nossos vizinhos. O colega Amir Szuster abordou esse assunto em seu artigo: não há evidências fortes de que o terrorismo tem sua fonte única em massas pobres ou no puro desespero.

Assim afirma Martha Crenshaw (1981): “Terrorismo é um refúgio da elite quando as condições não são revolucionárias…terrorismo é mais provável de ocorrer onde a passividade da massa e a insatisfação da elite coincidem”. De acordo com a autora, o terrorismo é um recurso mais fácil e barato que estratégias baseadas em mobilização de massa, especialmente quando a repressão torna a mobilização difícil. Turk (1982) afirma: “Porque qualquer grupo pode adotar táticas de terror, é um engano imaginar ou (i) que o terrorismo é a arma dos fracos ou (ii) que os terroristas são sempre pequenos grupos de pessoas marginais – ou, no máximo, ‘lunáticos'(…) Terror é violência organizada, mas a natureza da organização não pode ser especificada na definição de terror.”

“Algumas das muitas investigações das origens socioeconômicas de insurgentes que se envolveram no terrorismo, na medida em que eles se preocupam em tratar de questões de causalidade, também apontam para um tipo de fraqueza como a fonte do terrorismo. Uma idéia dessa literatura é que pobres, de baixa escolaridade, essas pessoas são especialmente susceptíveis a se tornarem terroristas, por estarem desesperados por recursos, status ou poder, não têm a capacidade de utilizar outras estratégias para garantí-los. A evidência para esta afirmação, no entanto, é bastante fraca. Na verdade, como a tese de Crenshaw sugere, muitas pesquisas demonstram que os membros de grupos revolucionários  que praticam o terrorismo são tão prováveis, se não for mais provável, a vir de camadas sociais de elite, assim como de trabalhadores, ou de classe baixa (Krueger e Maleckova, 2003).”

Assim chegamos à primeira conclusão desse artigo: o terrorismo não é uma luta desestruturada e desesperada, muito menos um fenômeno da pobreza. Não há um fator social ou econômico que possa definir por completo a escolha do uso do terror contra populações civis. Não é fruto da ignorância vinda da falta de escolaridade ou de esperanças, quiçá de outro tipo de ignorância.

Vejo como um erro, no entanto, pensar que o Estado de Israel não tem alguma influência na estratégia extrema dos palestinos. Isto é, a repressão israelense seria um fator que impede a mobilização. Importante lembrar que o Hamas foi eleito pelo povo palestino e que, mesmo com independência e liberdade, não encontrou uma nova via de atuação. É um sinal de que a via terrorista é uma escolha moral. Além disso, inúmeras ONGs trabalham livremente na Cisjordânia e em Gaza sem limitações.

Mkhaimer Abusada, cientista político da Universidade Al Azhar (Cairo, Egito), afirma em artigo no New York Times que todas as tentativas do Hamas de conseguir um cessar-fogo duradouro são feitas apenas para se fortalecer, podendo assim tentar a conquista de todo o terrirório em discussão. Haveria interesse na reconciliação?

Com relação ao argumento de que o terrorismo é uma resposta ao terrorismo de estado, não acredito que se aplique ao caso israelense. Primeiramente, porque terrorismo de estado não é um conceito certo para configurar a atuação israelense. O próprio Goodwin prefere não se aprofundar no tema nos artigos citados. Em segundo lugar, as políticas israelenses são guiadas pela vontade de manter a calma e as condições para o desenvolvimento econômico e a maioria dos momentos de tensão entre palestinos e israelenses vieram através do aumento de ataques a civis isralenses. Mais uma vez, a insatisfação palestina infelizmente nunca levou a ações que trouxessem melhorias no processo de paz. “(…) se eles estão respondendo ao terrorismo de estado, por que revolucionários não atingem apenas o estado? Terrorismo de Estado parece ser uma melhor explicação para uma estratégia de guerra de guerrilha (ou convencional) do que para uma estratégia de terrorismo.(Goodwin, 2006, pg. 2035)” O terrorismo seria uma escolha moral e ideológica, mais do que uma escolha estratégica. Fosse ele baseado em objetivos estratégicos, pode-se dizer que não é um objetivo muito eficiente. Ao menos não para as ambições nacionais do povo palestino em um potencial contexto de paz com israelenses.

 

Fontes:

GOODWIN, Jeff. A Theory of Categorical Terrorism. Social Forces, North Carolina, v. 84, n. 4, p.2027-2046, jun. 2006.

GOODWIN, Jeff. “The Struggle Made Me A Nonracialist”: Why There Was So Little Terrorism In The Aantiapartheid Struggle. Mobilization: An International Quarterly Review, v. 12, n. 2, p.193-203, jun. 2007.

Crenshaw, Martha. 1981. “The Causes of Terrorism.” Comparative Politics 13:379-99.

Turk, Austin T 1982. “Social Dynamics of Terrorism. ” Annals of the American Academy of Political and Social Science 436(1): 119-28.

Krueger, Alan B., and Jitka Maleckova. 2003. “Education, Poverty and Terrorism: Is There a Causal Connection?” Jo. 1997. “Further Submissions and Responses by the African National Congress to Questions

Foto do artigo: Uol

Comentários    ( 11 )

11 comentários para “A equação da paz e o terrorismo palestino”

  • Ana

    05/12/2013 at 12:25

    “Assim chegamos à primeira conclusão desse artigo: o terrorismo não é uma luta desestruturada e desesperada, muito menos um fenômeno da pobreza. Não há um fator social ou econômico que possa definir por completo a escolha do uso do terror contra populações civis”

    Nao, nao eh, nao quando discutimos questoes como “Por que raios “aquele povo” resolveu explodir as torres gemeas” ou “o que eh exatamente “lutar contra o imperialismo ianque no mundo”. No caso da “terrinha” aqui, entra a questao de “o que eh terror e o que eh resistencia”. Nos ocupamos os caras. Qualquer reacao violenta deles eh terror? Apunhalar um colono armado eh terror ou resistencia? Israel contiua ocupando e limpando etnicamente o West Bank a todo o vapor- bombardear Ashdod como resposta eh terror ou resistencia? Eu acho que essa eh uma questao dificilima de responder- e eu sou civil, e eu moro em Ashdod….Eh muito comodo para nos, que apesar dos pequenos perrengues de seguranca, vivemos nossa vidinha de “segundo mundo” com tranquilidade e prosperidade e nao temos nossas terras e casas sistematica e violentamente tomadas, dia apos dias, mes apos mes, ano apos ano.

    Para mim, colono eh alvo legitimo de resistencia. Sei que para alguns setores do Hamas eu sou colona tambem e eh nisso que se baseiam os argumentos “derruba quarteirao” anti-negociacao de Bibi, Liberman, Lapid e Cia, mas nao da para dissociar a violencia-terror-resistencia palestinos da ocupacao. Ainda nao, pelo menos….

    • Mario S Nusbaum

      07/12/2013 at 15:27

      Mal pude acreditar que li o que li Ana! São opiniões como essas que me fazem temer pelo futuro de Israel. Antes de prosseguir, é muito importante todos aqui saberem que sou
      CONTRA os assentamentos.

      “Qualquer reacao violenta deles eh terror?”
      Não, mas assassinar um bebe sim, principalmente esmagando a cabeça dele com um rifle

      “Israel contiua ocupando e limpando etnicamente o West Bank a todo o vapor”
      Veja isso:
      http://2.bp.blogspot.com/-QACErTDUGq8/UapXR7BdDAI/AAAAAAABYkM/e_NFiUD77oc/s1600/Ethnic+cleansing+Palestinian+style.jpg

      “nao temos nossas terras e casas sistematica e violentamente tomadas, dia apos dias, mes apos mes, ano apos ano.”
      Quando começou? Por que?

      “Para mim, colono eh alvo legitimo de resistencia. Sei que para alguns setores do Hamas eu sou colona tambem”
      Percebo que você começa a entender o que é o terrorismo palestino! Para o hamas quase que certamente eu também sou colono.

      “nisso que se baseiam os argumentos “derruba quarteirao” anti-negociacao de Bibi, Liberman, Lapid e Cia”
      Não existe situação mais cômoda que ser contra as negociações em Israel, existem toneladas de argumentos, todos dados pelas lideranças palestinas.
      http://www.political-humor.org/the-palestinian-answer-to-isreals-peace-offers.shtml

      Sem recorrer ao passado, ficando apenas no HOJE:

      “The Palestinian leadership rejected Thursday a layout for a peace plan presented to Palestinian Authority President Mahmoud Abbas by US Secretary of State John Kerry, an official in Ramallah told Reuters.”

      “Wide gaps make a peace deal between Israel and thePalestinians impossible, former Palestinian negotiatorMohammed Ishtayeh said Wednesday, hours ahead of US Secretary of State John Kerry’s arrival in Israel for yet another round of talks aimed at moving negotiations forward.
      Ishtayeh, a senior aide to Palestinian Authority President Mahmoud Abbas who QUIT the Palestinian negotiating team a month ago over Israeli settlement construction, said he believed US mediation was “unbalanced” in favor of Israel”.

  • Raul Gottlieb

    06/12/2013 at 12:05

    Eu concordo integralmente com as observações dos autores citados no texto. É muito claro para mim que o terrorismo é uma estratégia política adotada conscientemente e que demanda preparação e sangue frio, não sendo produto do desespero de oprimidos ou de famélicos.

    Lembro que a opção dos Palestinos pelo terror como instrumento de ação política nasceu muito antes do Estado de Israel existir e muito antes do movimento sionista ter tomado a decisão de que o território do Mandato Britânico comportava dois estados para dois povos (que é a essência da decisão da ONU de 1947, apoiada pelo Movimento Sionista e repudiada pelos Palestinos).

    A opção dos Palestinos pelo terror é de 1929, quando entre 23 e 29 de agosto foi lançada uma onda de ataques contra judeus, principalmente contra os judeus que viviam há séculos na região, o que colore a ação política dos Palestinos com fortes tons racistas.

    De lá para cá já se vão quase 100 anos e os Palestinos ainda não conseguiram reverter completamente a decisão de recorrer ao terrorismo como instrumento político, ameaçando recorrer à ferramenta sempre que sentem a necessidade de pressionar por ganhos políticos.

    Isto não quer dizer que os Palestinos só recorram ao terrorismo, pois existem os Palestinos que não endossam esta ferramenta e existem não poucas situações onde os Palestinos recorreram a instrumentos políticos não violentos.

    O que eu quero dizer é que o terrorismo é uma ferramenta política endossada pelos Palestinos há quase 100 anos, que eles ainda não a abandonaram, não obstante a óbvia constatação de seu fracasso como instrumento de pressão política.

    O Conexão está de parabéns por publicar este texto do David, que só falha, a meu ver, ao dizer que o Estado de Israel (ou o Movimento Sionista antes dele) tem influência na escolha da estratégia do terror pelos Palestinos.

    Sem dúvida que sem o movimento sionista não haveria terror antijudaico na região, pelo simples fato que os judeus antes do sionismo aceitavam passivamente sua condição de cidadãos de segunda classe na sociedade árabe da Palestina.

    Mas é um erro afirmar que o movimento sionista é o responsável ou tem influência pela escolha da via terrorista adotada pelos Palestinos. Esta escolha foi – e continua sendo – uma escolha deles não provocada pelo Sionismo. Eles poderiam ter escolhido outras ferramentas para fazer valer as suas posições políticas.

    Mandela faleceu ontem. Ele não escolheu a via terrorista em sua luta e por isto foi um dos grandes estadistas do século 20. Infelizmente muitos Palestinos continuam apostando nela.

    • Mario S Nusbaum

      07/12/2013 at 15:34

      “não sendo produto do desespero de oprimidos ou de famélicos.”
      Exemplos: Bin Laden, Arafat, Carlos o Chacal e….. Dilma

      “A opção dos Palestinos pelo terror é de 1929”
      Fato

      “Isto não quer dizer que os Palestinos só recorram ao terrorismo, pois existem os Palestinos que não endossam esta ferramenta e existem não poucas situações onde os Palestinos recorreram a instrumentos políticos não violentos.”
      O grande problema Raul é que estes são silenciados.
      http://images.smh.com.au/2012/11/21/3811221/dh_mob3-20121121064310920615-620×349.jpg

      “O Conexão está de parabéns por publicar este texto do David, que só falha, a meu ver, ao dizer que o Estado de Israel (ou o Movimento Sionista antes dele) tem influência na escolha da estratégia do terror pelos Palestinos.”
      Concordo

      “Sem dúvida que sem o movimento sionista não haveria terror antijudaico na região, pelo simples fato que os judeus antes do sionismo aceitavam passivamente sua condição de cidadãos de segunda classe na sociedade árabe da Palestina.”
      Sem judeus não haveria anti-semitismo Raul.

    • David Gruberger

      10/12/2013 at 16:34

      Raul,
      obrigado pelo elogio.

      É importante lembrar que não citei Israel como o causador do uso do terrorismo por palestinos. A fonte do uso do terrorismo realmente não está relacionada a Israel ou ao Sionismo, nem hoje, nem ontem. No entanto, há de se levar em conta que a estratégia israelense tem influência no fato de que o terrorismo é a estratégia principal dos palestinos, principalmente pela falta de mobilização da população palestina nos territórios ocupados. Isto é, pelo potencial enfraquecimento ou falta de crença da população e de organizações que não estejam engajadas com o terrorismo.

      Por outro lado, e vou reforçar tal ponto em uma próxima oportunidade, fica claro que os objetivos estratégicos do terrorismo não levam a nenhum caminho de consenso ou de paz.

      Abraço,
      David

  • Raul Gottlieb

    08/12/2013 at 00:38

    “Nós ocupamos as terras deles e estamos fazendo limpeza étnica”, diz a Ana, numa afirmação que me parece estar completamente afastada da realidade.

    Começando pelo fim, pela “limpeza étnica”. Israel é um país em que 20% da população é árabe e que se sente tão bem no Estado que não procura emigrar. Tampouco há notícia de expulsão dos árabes de Iehudá e de Shomron (usando os nomes bíblicos na falta de nomes melhores) ou em Gaza (quando Israel a dominava).

    Então cadê o efeito prático desta falaciosa “limpeza étnica”? Há cada vez mais árabes tanto em Israel como em Iehudá, Shomron e Gaza. Que limpeza é esta que produz um efeito contrário ao suposto objetivo? Parece muito com a limpeza fajuta promovida pela atual presidente do Brasil, que quanto mais elimina a corrupção de seu governo, mais corrupto ele fica.

    Considerem que Israel teve 65 anos para “limpar” o Estado de sua população não judaica e mais 40 anos para fazer o mesmo em Gaza, Iehudá e Shomron. Se fosse para “limpar” mesmo, não haveria mais nenhum árabe por lá. Ou seja, todos os sinais objetivos apontam para o fato que não houve e não há “limpeza” étnica alguma. Afirmar o contrário é faltar com a verdade.

    Quanto à primeira parte: os territórios conquistados por Israel na guerra de defesa de 1967 não eram parte de Estado algum. Nem Iehudá e Shomron eram parte da Jordânia, nem Gaza era parte do Egito e nem estes territórios eram parte de um estado Palestino,

    Estas terras não tinham e ainda não tem definição política, pois os árabes se recusaram a fundar nela o Estado que a ONU lhes franqueou. Não quero me desviar comentando porque os árabes recusaram o Estado Palestino em 1947. O foco é a declaração feita no comentário da Ana de que aqueles territórios são “ocupados”. E eles não são, pois a definição de território ocupado se aplica a territórios de um estado ocupados por outro estado.

    Os territórios tem status indefinido e sua conquista por Israel não muda esta indefinição. Percebam o caso de Gaza, se houvesse mesmo um território ocupado, no momento em que Israel se retirasse o Estado original passaria a ser o mandatário na região. Contudo, como não havia um Estado original, o território continuou a ter status indefinido após 2005, agora com outro mandatário.

    Comparem o caso de Gaza com o Sul do Líbano, No momento em que Israel desocupou o território, ele voltou a ser Líbano. Aquilo sim era um território ocupado.

    Fica claro então que “nós” não ocupamos as “terras deles”, porque “eles” se recusaram desde sempre a estabelecer um Estado naquelas terras. Logo as terras não são “deles”. Poderiam ser, mas não são. Tudo o que Israel mais quer é que “eles” resolvam estabelecer um Estado e que este Estado seja democrático e próspero. Mas “eles” preferem (ou não conseguem) dar este passo. E a coisa vai se arrastando.

    O que nos leva ao último e mais equivocado ponto do comentário da Ana. “Que opção tem os Palestinos a não ser o terror?”.

    Ora, eles tem a opção de criar um Estado, de formar uma aliança com Jordânia e Israel e desenvolver a sua sociedade num caminho democrático de respeito aos vizinhos, de respeito às mulheres, de respeito às liberdades individuais e de abertura econômica.

    O terrorismo é a escolha dos que não querem nada disso e preferem se eternizar como vítimas para auferir as vantagens da ajuda internacional e da solidariedade árabe. E também para impor um regime totalitário sobre o seu povo,

    O terrorismo não é a única escolha dos Palestinos – é apenas a pior delas. E a única contribuição de Israel nesta escolha é o fato dele existir.

    • Mario S Nusbaum

      08/12/2013 at 03:02

      Falar em limpeza étnica só pode ser piada Raul, e a ARITMÉTICA prova isso.

      “Comparem o caso de Gaza com o Sul do Líbano, No momento em que Israel desocupou o território, ele voltou a ser Líbano. Aquilo sim era um território ocupado.”
      Nada a acrescentar, vamos aguardar as contestações, se aparecer alguma

      “O terrorismo não é a única escolha dos Palestinos – é apenas a pior delas. E a única contribuição de Israel nesta escolha é o fato dele existir.”
      MEUS PARABÉNS!

  • Raul Gottlieb

    08/12/2013 at 13:08

    Mais um texto interessante, se bem que a temática é meia batida:
    http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4462317,00.html

    E, respondendo ao Mario: sem os judeus não haveria antissemitismo, é claro, mas haveria algum outro antialgumacoisa. O racismo não precisa de argumentos.

  • Raul Gottlieb

    08/12/2013 at 15:10

    Respondendo a pergunta da Ana:

    Qualquer reação violenta deles é terror?

    Não, só é terror o ataque indiscriminado contra civis, conforme aprendemos na definição de Goodwin, citada pelo David: “O terrorismo é o uso estratégico de violência e ameaças de violência por parte de um grupo de oposição política contra civis ou não-combatentes, e geralmente tem a intenção de influenciar públicos diversos.”

    Ações violentas contra combatentes se chama de guerra. Claro que estamos em guerra contra o Líbano, a Síria e o governo de Gaza. Uma guerra formal e declarada, cujos respectivos armistícios são meras tréguas. Logo, com relação a estes países e territórios valem as regras da guerra. Mas mesmo dentro destas regras ações contra não combatentes são classificadas como terror.

    Disparar foguetes contra áreas habitadas por não combatentes, sem objetivo de alcançar instalações militares é terror. Simples (e triste) assim.

Você é humano? *