Eurovision – A Copa da Música

25/01/2013 | Cultura e Esporte

Israel participa anualmente da competição musical Eurovision, desde 1973. As vitórias no festival ocorreram em 78, 79 e 98. Izhar Cohen e Alphabeta levaram o primeiro título israelense com a canção “A-Ba-Ni-Bi”. No ano seguinte, a aclamação veio com “Halleluiah”, interpretada por Gali Atari e a banda Milk and Honey. Dezenove anos depois, veio o último triunfo, com “Diva”, de Dana Internacional.

O sistema competitivo do Eurovision funciona da seguinte forma: Existe transmissão ao vivo para todos os países participantes, com escolha do público pelo telefone, permitindo apenas votar em músicas estrangeiras. Assim, vão ocorrendo as fases preliminares, até a grande final. Muitos representantes optam por cantar em inglês, língua oficial do festival, preterindo os idiomas pátrios. Em Israel, isso raramente acontece. O canal 1 israelense tem os direitos de exibição desde o início. Os telespectadores costumam alavancar grandes índices de audiência à emissora estatal.

Mesmo vencendo apenas três vezes, Israel consagrou sucessos em anos em que não foi campeão. Por exemplo, em 82, “Hora”, de Avi Toledano. No ano seguinte, “Chai”, com Ofra Haza. Em 85, “Ole Ole”, com Izhar Cohen, além de 2005, com “HaSheket SheNishar”, de Shiri Maimon. O último destaque é de 2009, com as cantoras Achinoam Nini e Miri Awad, judia e árabe, respectivamente, que interpretaram “Inianech”, traduzida ao inglês como “There must be another way”, em português, “Deve haver outro caminho”, referindo à paz entre os povos.

 

“Hora” – 1982

“Abanibi” – 1978

 

Comentários    ( 6 )

6 Responses to “Eurovision – A Copa da Música”

  • Raul Gottlieb

    25/01/2013 at 21:05

    Uma pessoa pode ser ao mesmo tempo judia e árabe.

    Seria mais correto seria dizer que a Noam e a Miri são duas israelenses, sendo a primeira judia e a segunda muçulmana (ou cristã, não estou bem certo).

    E que as músicas delas são lindas…

    • Gabriel Guzovsky

      26/01/2013 at 10:56

      É verdade Nelson, árabe não é religião…

      Temos muitos árabes judeus em Israel, refugiados da intolerânica muçulmana, como os árabes cristãos que vivem na América Latina.

      A própria Achinoam Nini (Noa) é nascida em Tel Aviv, israelense 100%, mas descendente de Iemenitas, ou seja uma árabe judia.

    • Nelson Burd

      26/01/2013 at 17:23

      Caros Raul e Gabriel, a informacao de voces esta correta. Ocorre que elas se identificam desta forma, um dupla arabe-judaica. Abracos.

  • Lauro Cohen

    26/01/2013 at 21:32

    Identificação errada. Deveriam ser avisadas que essa identificação incorreta “árabe-judaica” causa confusão entre seus admiradores. Ambas são israelenses, ambas descendentes de árabes, uma de religião judaica e outra de religião muçulmana (ou cristã). Na minha opinião, o blog deveria tentar corrigir a falha de identificação ao invés de endossar o erro das duas.

    • Nelson Burd

      27/01/2013 at 01:11

      A Achinoam Nini tem origem judia-iemenita. O pai da Mira é árabe da Galiléia. A mãe é búlgara, quase certeza que não era árabe. Como falei antes, caro Lauro, errado ou não, respeitei o modo delas se apresentarem. A Mira Awad até já se identificou como palestina, mas nunca renegou sua identidade israelense. É uma pessoa que demonstra adorar o país, a cidade onde vive (Tel Aviv) e, além de cantora, é uma excelente atriz.

  • Claudio Daylac

    26/01/2013 at 23:15

    Amigos,

    Eu sou um judeu árabe. Meu pai nasceu em Beirut. Minha família fala árabe em casa.

    Essa obrigatoriedade de escolha entre as duas culturas me incomoda profundamente e vai de encontro com o que aprendi em casa: kibe de matzá na mesa de Pessach, desejar que alguém viva até mea-wa-asrin.

    Esta oposição “‘étnica” entre árabes e judeus é fruto do sionismo moderno que, ashkenazi e laico em sua essência, enfatizou o caráter étnico da questão “quem é judeu”.

    Acho que ambas as visões compartilham da realidade, cada uma à sua maneira e, de qualquer maneira, acho que o Nelson está correto em sua descrição e também quando diz que “elas se identificam desta forma”.

    Sociologicamente, a divisão existe exatamente assim. A sociedade árabe (cristã e muçulmana, de maneira até bastante homogênea) é paralela à sociedade judaica em Israel.

    Mesmo demograficamente há a distinção: o Censo israelense considera étnica e religiosamente “Judeu” todo aquele que tem a mãe judia, independentemente de sua origem geográfica, e etnicamente “Árabe”, todos os árabes, independentemente de religião, exceto os judeus.

    Um abraço.