Israel Beiteynu

20/12/2012 | Eleições; Política

ישראל ביתנו

Fundado em 1999 por parlamentares insatisfeitos do Likud, o Israel Beiteynu (Israel Nossa Casa) elegeu em 2009 a maior bancada desde a sua fundação, com 15 assentos e dois chefes de comissão na Knesset, mais cinco ministros.

O partido se define como nacionalista (sionista) e seguidor do caminho do teórico sionista revisionista Ze’ev Jabotinsky. Sua propaganda, no entanto, é caracterizada por ser feita principalmente na língua russa e a maioria de seus eleitores são imigrantes da ex-URSS.

É recorrente ao Israel Beiteynu ser acusado de racismo devido ao seu discurso anti-árabe. Nas eleições de 2009, um dos lemas do partido era “Sem lealdade, sem cidadania”, direcionado aos árabes. O Beiteynu, no entanto, não se opõe à criação de um Estado palestino, e recentemente divulgou seu plano de intercâmbio de territórios.

O partido tem 6 assentos na Knesset.

Figuras em destaque

Fundador, número 1 na lista e responsável pela maioria das decisões do partido, Avigdor Lieberman é o grande nome do Israel Beiteynu. Atual chanceler, assumiu diversos ministérios desde 2000. Libermann recentemente afirmou que exigirá a pasta da Defesa como pré-condição para integrar a coalizão.

Número dois do partido, a ex-modelo Orly Levy-Abekasis é parlamentar e filha do ex-chanceler Daniel Levy. Número cinco, o jornalista Sharon Gal é a nova cara do partido para angariar votos.

Como a lista é decidida?

Avigdor Lieberman decide a lista junto a uma comissão, nomeada por si próprio.

Posições do partido

Religião e Estado

Não consta de sua plataforma posição oficial sobre o tema.**

Política econômica

Incentivo às pequenas e médias empresas, através de aumento do crédito e redução dos obstáculos burocráticos. Políticas de atração de investimentos estrangeiros através de facilitação de autorizações e redução da burocracia e da taxação para a entrada de capital externo. Investimento no turismo.

Política social

Incentivo à construção de unidades de moradia, aumentando a oferta e reduzindo o custo da moradia no país. Facilitação do crédito para compra de imóveis por deficientes, casais jovens e famílias com pais divorciados/solteiros. Incentivos fiscais para instalação de negócios e fábricas nas regiões periféricas do país e em Jerusalém. Aumento do números de leitos em hospitais.

Territórios e processo de paz

O conflito entre Israel e os palestinos é apenas mais um dentre os conflitos do mundo islâmico e não se trata de um mero desentendimento sobre terras. A busca pelo estado palestino não passa de uma desculpa para expulsar os judeus da Terra de Israel. Israel deve encarar Gaza e a Cisjordânia como duas entidades separadas, negociar seu futuro separadamente e não facilitar a circulação de pessoas entre ambas as regiões. Israel deve libertar-se da idéia de “terras por paz”, buscar a paz pela paz, visando a total separação das populações, como já ocorre em outras regiões do mundo (Bélgica e Canadá, por exemplo). Não devem haver negociações sobre Jerusalém, a capital eterna e excluvisa do povo judeu.

A sua nova proposta é o plano “Uhm al-Fahm para Palestina, Ariel para Israel”, que significa um intercâmbio de territórios e populações. O objetivo seria deixar o maior número de judeus em Israel e mais árabes na Palestina, sem precisar que ninguém saia de suas casas, ao fim das negociações de paz.

Educação

Educação judaico-sionista, de qualidade, independentemente da origem sócio-econômica ou local de moradia da família, visando a diminuição do abismo entre as classes sociais na próxima geração. Maior qualificação e remunaração dos professores, com premiação por bem desempenho. Combate à violência nas escolas. Aumento do orçamento para pesquisa e desenvolvimento.

Segurança e exército

Esforço dentro da comunidade internacional pelo isolamento do Irã, o que contribuiria para o enfraquecimento de inimigos locais de Israel: a Síria, a Hizbalá no Líbano e o Hamas em Gaza. Qualquer processo de paz com a Síria deve ser baseado no conceito de “paz por paz”, descartando qualquer devolução territorial das Colinas de Golã, parte integral e histórica da Terra de Israel. Mudança radical nas relações com a Rússia. Não apenas nas relações bilaterais, como também no contexto das relações russo-americanas. Israel tem todas as condições de colocar-se como mediadora do diálogo entre as super potências.

Outras posições

Combate à assimilação das comunidades judaicas na Diáspora e à presença abundante de ativistas antissionistas nas organizações judaicas. Reposicionamento de Israel como uma força de união entre as comunidades judaicas do mundo. Incentivo à aliá (imigração dos judeus para Israel) e facilitação de seu processo de adaptação. Medidas que facilitem a governabilidade e aumentem a estabilidade política: aumento da cláusula de barreira para pequenos partidos se elegerem, número limitado de pedidos de votos de não-confiança em cada legislatura e limitação da influência do Poder Judiciário sobre as políticas de governo.

** Desde que existe, o Israel Beiteynu vêm propondo leis que limitariam a influência do rabinato sobre a vida quotidiana em Israel, como a possibilidade de transporte coletivo aos sábados, o estabelecimento da instituição do casamento civil no país e um projeto de lei que não permitiria mais aos ultraortodoxos a isenção do serviço militar.

Fontes

Site oficial do partido
Portal Walla
Portal Mako

Foto de capa retirada do site: http://nashpia.co.il/stories/54cb39d8cc9235372900059e

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