Israel está ferida

31/07/2014 | Conflito; Sociedade

por Miriam Christen

Tem tempo que eu quero escrever este artigo, e com o passar dos dias e o avanço (ou regresso) da guerra, vários acontecimentos me provocaram a necessidade de expressar-me. Um deles em especial inunda a minha cabeça com muito mais frequência que os outros. O mais urgente problema para a nossa sociedade é a ferida social e individual decorrente da operação Margem de Proteção, e como nós podemos influenciá-la.

Eu tive a oportunidade de dirigir nos últimos quatro anos um projeto de diálogo e pós- trauma (individual e coletivo) para jovens israelenses e palestinos. Durante o projeto se formam dois grupos, um israelense e o outro palestino. Os dois passam pelo um proceso de preparação para um encontro longo e intensivo com o outro grupo, em um seminário de duas semanas que é levado a cabo na Alemanha. O projeto resultou, para mim e para os outros, em muitas amizades sem barreiras e na compreensão verdadeira da complexidade desse conflito (além de histórica e política), das realidades que cada um vive, e as feridas sociais e pessoais que ele deixa. Mas o mais significativo que ele deixou em mim foi a capacidade de personalizar o “outro lado”: quando eu penso nos palestinos, consigo ver o Hani, a Nancy, o Mohanad e o Moayad  (sem pretender que eles representem todo o povo palestino). Por participar deste projeto e ter amigos palestinos, eu ja fui chamada de “esquerdista maluca,  Telavivit [ref] Provenente de Tel Aviv [/ref] que faz sexo com palestinos”, mas na verdade eu moro em Israel há mais de 12 anos por escolha própria, dos quais quatro e meio servi o exército, e passei a maior parte da minha vida em Israel na cidade de Beer-Sheva, tendo vivido assim por alguns períodos de tensão, bem antes que o Hamas começasse a lançar foguetes contra Tel Aviv.

Nas últimas semanas, desde o sequestro dos três meninos israelenses seguido da invasão das Forças de Defesade Israel na Cisjordânia, eu participo de uma outra guerra, além desta que vocês vêem nas notícias: a guerra por um discurso justo e moral nas sociedades israelense e palestina. Tem gente extremista que não tem nenhum problema em publicar coisas completamentes racistas sobre palestinos, israelenses, esquerdistas, direitistas, qualquer um que pense distinto. Mas não é sobre eles que eu quero falar, pois para mim, o fato de que sempre nos foquemos nestes radicais faz com que não lidemos com as pessoas que não são extremistas, mas que com cada um de estes episódios do conflito, modificam seu discurso, tornando-o menos moral, menos justo, menos democrático. Este é, para mim, o maior problema.

Eu me refiro a pessoas que todos os dias do ano são a favor dos direitos humanos e civis. Até que foguetes caiam em Tel Aviv: então a matança de civis em Gaza (não como objetivo, mas como uma consequência da situação) pelo lado de Israel passa a ser legítima, até necessária. Eu me refiro a pessoas que afirmam nestas crises que, lamentavelmente, enquanto houver ocupação, lançar foguetes ou fazer atentados seguirá sendo uma forma legítima de lutar pela libertação da Palestina. Me refiro a pessoas normais, inteligentes e até mesmo intelectuais, que nestes momentos podem publicar fotos de Benjamin Netanyahu ou de Khaled Mashal vestidos de nazistas, como eu mesma vi. Eu me refiro a pessoas com as quais eu convivo diariamente, pessoas de quem eu gosto, que com certeza não são extremistas (nem de direita, nem de esquerda, israelenses ou palestinos) que em dias de guerra, abandonam seus valores, as coisas nas quais acreditam, seu humanismo, e começam a atuar como se fossem os porta-vozes de algum lado nesta guerra. E nenhum deles realmente é. Lamentavelmente, esse é um fenômeno que existe nas sociedades israelense e palestina, e eu o conheço muito bem, ja que ele provém de um “conflito interno” que eu também sinto. Estes episódios nos fazem sentir uma grande dissonância cognitiva. Quando você sente medo por ter que fugir pra um abrigo anti-bombas, é muito difícil não se magoar e nao ter raiva de quem é responsável pelo seu perigo. A pergunta é: como isto nos afeta depois, quando nos sentamos a conversar com amigos sobre a situação, e o que nós esperamos dela? E é neste momento que eu penso que nós, como pessoas com consciência desenvolvida, podemos manter este diálogo interno entre o nosso instinto e a nossa consciência; o instinto nos manda falar e ter a opinão de que há de ser duro com eles, tem que se proteger a qualquer preço, mas nossa consciência nos lembra daquilo em que acreditamos ser o jeito correto de se comportar como país,  e seres humanos, nos outros dias do ano – nos quais não sentimos o conflito de um jeito tao ameaçador. Este conflito interno, pelo qual cada um de nós passa nesta situação, tem suas bases na guerra existencial do Hobbes, na qual todos têm direito a tudo, e por isso qualquer atitude do outro é percebida por nós como uma tentativa de se impor – situação na qual qualquer um tem a legitimidade de fazer tudo pra se proteger. Só que nossa realidade não é a guerra existencial de Hobbes; nós temos Estados, sociedades civis, e de fato somos seres com uma consciência bem desenvolvida. Tem que ser a nossa decisão, deixar que a consciência ganhe do instinto nessa guerra interna.

Em nível social, e com respeto a como as pessoas se sentem, acho que nós deveríamos ao menos avaliar a possibilidade de que muitas vezes podemos adotar posturas pelo mesmo “estado natural” e sensação de insegurança, e esforçar-nos para mantermos as posturas que nós mantemos quando não nos sentimos ameaçados. Pois, de fato, eu não vi nenhuma dessas pessoas citadas (as não extremistas), expressando-se de forma imoral, injusta ou desumana em épocas nas quais o conflito não se expressa em eventos de violência.

Esta situação, na qual pessoas equilibradas, justas e morais deixam de atuar desta forma devido a um episódio (a mais) dentro do contexto do conflito palestino-israeli, é a verdadeira ameaça para nossas sociedades, e é exatamente o que nos distancia de uma possível futura solução, não só em nível poíitico, como também em nível social. Como civis em nossas sociedades, temos a obrigação de evitar sua decadência em relação à moral, à justiça e ao humanismo.

Eu proponho que sejamos fieis aos nossos valores, não deixemos de recordar que este conflito envolve pessoas principalmente, envolve os nossos amigos que são reservistas, são feridos e mortos, e envolve tambem o Hani, a Nancy, o Mohanad, o Moayad e a suas famílias. Não nos permitamos pensar que o conflito é só sobre as entidades políticas, forças de defesa e forças de ataque. Desafiem suas memórias a recordarem-se de que as nossas feridas, medos, sensações e perdas são as mesmas das pessoas que estão do outro lado, e que não possuem nem mas nem menos valor. E provoquem esta reflexão nas pessoas que perdem a razão pelo medo ou pelo ódio. O que importa no final não é a quantidade de pessoas que morreu, mas sim cada um deles.

Vamos juntos reavaliar se nossas atitudes e opiniões sobre as possíveis formas de acabar com este triste episódio (que já tem por volta de 1300 mortos) são baseadas nos valores que sustentamos durante os 365 dias do ano, com ou sem guerra. E questionemos se as ideias que estamos espalhando por aí neste momento realmente ajudarão de alguma forma na resolução final deste conflito em seu aspecto social, ou qualquer outro aspecto.

mMiriam Christen é argentina, formada em Políticas e Governo e Oriente Médio pela Universidade Ben-Gurion, além de mestre em Políticas Públicas pela Universidade de Tel-Aviv.

 

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Foto de capa retirada do site: http://digital-art-gallery.com/picture/9331

Comentários    ( 12 )

12 Responses to “Israel está ferida”

  • Kolling

    31/07/2014 at 00:41

    Olá Miriam!

    Parabéns pelas idéias, você me fez pensar também no pós guerra, esta dor poderá multiplicar o òdio que já existe e criar “outros” inimigos pra se vingarem de quem lhes fez mal e novos “Hammas” poderão surgir – a dor leva ao òdio e este a vingança e a trite “rotina” se repete! SDS

  • Ana

    31/07/2014 at 01:17

    Miriam, gostei muito do seu texto e gostaria de compartilhar. Porém o título me parece um tanto mal pensado, chega até a ser um tanto de mau gosto, tendo em vista que, a despeito de todo o sofrimento que Israel esteja passando, é Gaza que está banhada em sangue neste momento. Pela leitura do seu texto, tenho certeza de que não foi esta a sua intenção, apenas a de apresentar a visão de uma pessoa que mora em Israel, logo, por mais que se solidarize, não pode falar em nome dos palestinos. E nem deseja ser porta-voz de tampouco dos israelenses, seu esforço no texto é justamente para que façamos o exercício de visualizar além dos representantes: há pessoas, com nomes e histórias de vida.

    Gostaria de sugerir, me arriscando a parecer palpiteira, que pensasse em outro título para seu post. Infelizmente, muitas pessoas – mesmo aquelas que são justas e equilibradas nos outros dias do ano – pré-julgam um artigo pelo título e acabam já discordando antes mesmo de ler o conteúdo. Acho que seu texto precisa alcançar e ser lido muita gente, compartilhado, reproduzido, viralizado, interiorizado. Penso que um título mais abrangente, que sugerisse não apenas a dor de Israel, já poderia ser o começo para abrir corações e mentes para suas palavras, tá sensatas, tão necessárias.

    • Miriam Christen

      06/08/2014 at 22:40

      Ana,

      Obrigado pelos elogios, eu entendo seu ponto.

      O titulo nao e para comparar o sofrimento israelense com o palestino, e apenas uma metafora.
      Lamentavelmente acho que tem pessoas que justamente estao procurando esse tipo de titulo, e quando se depararem com o conteudo do texto, terao uma surpresa. Estas sao as pessoa que justamente devem ler esse texto.

      Espero que a minha resposta a deixe mais confortavel.

  • Luisa Koatz

    31/07/2014 at 01:17

    Oi Miriam,
    Muito bom. Vou divulgar.
    Bjs

  • Ana

    31/07/2014 at 01:21

    Miriam, gostei muito do seu texto e gostaria de compartilhar. Porém o título me parece um tanto mal pensado, chega até a ser um tanto de mau gosto, tendo em vista que, a despeito de todo o sofrimento que Israel esteja passando, é Gaza que está banhada em sangue neste momento. Pela leitura do seu texto, tenho certeza de que não foi esta a sua intenção, apenas a de apresentar a visão de uma pessoa que mora em Israel, logo, por mais que se solidarize, não pode falar em nome dos palestinos. E nem deseja ser porta-voz tampouco dos israelenses; seu esforço no texto é justamente para que façamos o exercício de visualizar além dos representantes: há pessoas, com rostos, nomes e histórias de vida.

    Gostaria de sugerir, me arriscando a parecer palpiteira, que pensasse em outro título para seu post. Infelizmente, muitas pessoas – mesmo aquelas que são justas e equilibradas nos outros dias do ano – pré-julgam um artigo pelo título e acabam já discordando antes mesmo de ler o conteúdo. Acho que seu texto precisa alcançar e ser lido por muita gente, compartilhado, reproduzido, viralizado, interiorizado. Penso que um título mais abrangente, que sugerisse não apenas a dor de Israel, já poderia ser o começo para abrir corações e mentes para suas palavras, tão sensatas, tão necessárias.

  • Marcelo Starec

    31/07/2014 at 07:39

    Oi Miriam,

    Desculpe-me por ser franco, mas o fato é que os dois lados são muito diferentes. Claro que não estou me referindo aos árabes palestinos e aos israelenses. Todos são seres humanos, que sofrem com esse conflito. Na verdade,estou avaliando as lideranças, as sociedades em que cada um dos povos vive e aí existe uma diferença gritante!…Imagine se seria possível uma outra Miriam estar trabalhando em Gaza, com palestinos e israelenses, discutindo os problemas de cada povo. Imagina se os palestinos pudessem fazer uma manifestação nos moldes da que a Mila participou, mas em Gaza, com o aval do Grupo Terrorista Hamas. Assim, enquanto esse Grupo Terrorista não for devidamente desarmado e não modificar os seus objetivos e ser minimamente tolerante, aceitando o diferente (Veja: 1,5 milhão de árabes podem coexistir dentro de Israel – mas quantos judeus vivem em Gaza? Quantos cristãos? Sim, ainda há alguns cristãos, mas o número já é quase zero também!…). No final, todo mundo é gente dos dois lados! Todos são seres humanos (e o Abbas, da Autoridade Palestina, recentemente reconheceu isso também, no que diz respeito aos judeus, mas não o Hamas, que continua explicitamente clamando pela morte de todos os judeus e infiéis!). Assim, o processo não é simples e ainda vai ser longo, infelizmente, mas espero que consigamos dar os passos certos para sobrevivermos nesse mar de intolerância e em algum momento chegarmos a uma paz verdadeira!
    Abraço,
    Marcelo.

  • Mir Dardik

    31/07/2014 at 14:39

    Nosso discurso passa aser menos etico e menos moral a medida que passamos a nos preocupar com nossa sobrevivencia. Ai passamos a atuar mais instintivamente, e com razao. Ainda assim, nao escutei nenhum dos meus amigos justificando a matanca de cidadoes na faixa de gaza. Ha que ter cuidado com o que se escreve e com tanta critica a Israel, realmente os de fora nao nos poupam………..

    • Raul Gottlieb

      31/07/2014 at 16:33

      Caro Mir,

      Você só consegue ser ético se estiver vivo.

      Assim sendo, a tua frase “Nosso discurso passa a ser menos ético e menos moral a medida que passamos a nos preocupar com nossa sobrevivência.” me parece ser uma tremenda contradição em termos.

      Os mortos não tem ética. Ou melhor, eles não precisam dela. Ou melhor ainda, eles não “eles”, pois não existem mais.

      A preocupação com a sobrevivência é a ética maior, da qual todas as demais derivam. Hilel resumiu isto de forma brilhante há uns 18-19 séculos: “Se eu não for por mim, quem será? Mas se eu for só por mim, quem sou eu? E se não agora, quando?”, disse ele. E não precisava ter dito mais nada.

      Hilel não me contou, mas eu suponho que ele pensou um bocado antes de fazer esta frase. Então eu suponho que tudo ali foi bem pensado. Resulta que:

      1) Se eu não for por mim,quem será? – quer dizer que primeiro você tem que ser.

      2) Se eu for só por mim, quem sou eu? – aí entra o discurso ético que a Miriam Christen advoga de forma muito apropriada e que, suponho eu, todos nós compartilhamos.

      3) E se não agora, quando? – ou seja, não espere a comunidade internacional vir te socorrer, sobreviva. Não espere para ver se a bomba vai cair na tua cabeça, destrua os lançadores de bombas. Não espere que o outro seja ético ou fale coisas bonitas a teu respeito, Defenda-se e seja ético aos teus olhos, a despeito deles.

      Você concorda com isto, Mir?

      Abraço,
      Raul

  • Rebeca Daylac

    31/07/2014 at 16:32

    Miriam,

    Belo texto!!!
    bjs
    Rebeca

  • Alexandre

    01/08/2014 at 05:05

    Boa noite Miriam,

    Compartilho de muitos dos sentimentos e visões que você colocou no seu texto. Acredito que o caminho para a Paz é no reconhecimento de que as pessoas do outro lado do conflito são pessoas, seres humanos, que também sentem dor e que a maioria também só quer viver uma vida normal. Acho que trabalhos como esse que você descreveu precisam ser replicados de forma muito abrangente, pois formar laços entre as crianças judias e árabes muçulmanas é o jeito de tornar as sociedades mutuamente tolerantes e se respeitarem, no mínimo. Sem isso, qualquer acordo político de paz seria muito instável. A Paz mais profunda tem que vir de dentro das pessoas.

    Fico extremamente preocupado quando vejo cada vez mais frases de ódio de ambos os lados, generalizando e caracterizando um povo inteiro como “o outro, hostil, perigoso, não confiável e portanto tem que ser destruído” — e isto vindo de pessoas que são maravilhosas, éticas e justas “em todos os outros dias do ano”. Nessas últimas semanas essas declarações têm aumentado muito, e me dói ver pessoas queridas enxergando o conflito desta maneira.

    Portanto, desejo intensamente que as pessoas consigam refletir e manter-se humanas, e que o conflito termine rapidamente.

    Porém, um outro fator tem me perturbado de forma exponencial nos últimos dias, à medida que mais informações sobre ele são reveladas pouco a pouco: a complexidade e gigantesca proporção do sistema de túneis do Hamas, permitindo-lhes “brotar do chão” dentro de Israel em locais longe da fronteira com Gaza, em Kibbutzim, assentamentos e cidades. Há pouca dúvida de que o objetivo desses túneis é matar e raptar o maior número possível de israelenses civis inocentes. Há relatos de um ataque massivo do Hamas que estava sendo planejado para Rosh Hashaná. (http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4550733,00.html e http://www.nrg.co.il/online/1/ART2/600/825.html?hp=1&cat=875&loc=1) Que os relatos sejam verdadeiros ou não, o fato é que os túneis possibilitam horrores dessa natureza.

    Ao mesmo tempo em que quero que essa guerra acabe o mais rapidamente possível, e que não quero que mais nenhuma pessoa inocente morra de nenhuma lado, também acho que essa ameaça é grande e assustadora demais para ignorar. Como ficar tranquilo com um cessar-fogo, mesmo que o Hamas “prometa” parar com essas atividades, sem que os túneis estejam totalmente destruídos? Como confiar que num acordo de Paz, esse grupo mortal não continuará silenciosamente planejado ataques contra a população israelense? Como terminar essa guerra o mais rapidamente possível, sem colocar em grave risco essas vidas, e de forma que não exploda mais uma guerra novamente daqui a um ou dois anos pelos mesmos motivos? Como destruir os túneis e evitar novos, sem fazer a população inocente de Gaza sofrer mais? Não tenho a pretensão de saber as respostas… Mas as perguntas não param de martelar na minha cabeça, e imagino que não sejam somente na minha.

    Gostei muito do seu artigo e por pensar de forma parecida em muitos pontos, gostaria de ouvir sua opinião, como uma pessoa que parece ter mente bastante aberta, que vive em Israel e que conhece bem a vida no sul do país. Agradeço se puder responder para meu email.

    Obrigado, e Shalom,
    Alexandre

    • Miriam Christen

      06/08/2014 at 22:59

      Oi Alexandre,

      Concordo com voce que os tuneis e em geral “as formas de resistencia” do Hamas sao uma ameaça pra Israel em geral e para quem mora no sul em particular. E eu nao pretendo ter a soluçao politica ou estrategica imediata pra essa ameaça.

      Eu nao acho que um acordo politica e o establecimento do pais palestino eliminarao imediatamente essas ameaças, mas acho que ele var tirar a legitimidade interna dos proprios grupos (a longo prazo) de seguir fazendo esse tipo de coisas. Acho que para os palestinos de Gaza, no momento que eles vejam as condiçoes nas quais o proprio povo vive na Cisjordania, vai ser muito mais logico enfrentar o Hamas.

      Tenho certeza que os primeiros anos que prossigam o acordo final serao dificeis a nivel de segurança para os dois lados, mas acho que nunca o dia depois sera pacifico. Por isso e que eu acho, que esse dia tem que chegar o antes possivel, ja que quanto mais ele demore a chegar, mais dificil ele vai ser. Recomendo o proximo artigo que responde algumas das suas perguntas:

      http://www.dw.de/oz-lose-lose-situation-for-israel/a-17822511

      Obrigado pelo comentario e pelos elogios.

  • Gabriel Guzovsky

    01/08/2014 at 23:36

    Pessoalmente, a única forma de não envenenar minha alma é confiar no meu governo e no meu exército e deixar de ler qualquer opinião sobre o assunto. Sair da rede social. Sair do jornal. Seguir vivendo minha vida normalmente, tentando me concentrar na minha rotina e no futuro.

    Há gente morrendo em Gaza para garantir essa segurança e essa liberdade. Deixar me envenenar por pessoas que vivem no mundo das ideias, do extremo que sejam – direita ou esquerda – nunca mais!