La Petite Riviere

O balneário de Eilat fica no extremo sul de Israel. A área de tríplice fronteira tem limites com Egito e Jordânia, países com os quais Jerusalém mantém relações diplomáticas.

Os 55 mil habitantes recebem mais de 200 mil turistas durante a alta temporada. Na verdade, mesmo com o frio do inverno, é possível mergulhar no Mar Vermelho, enquanto o Monte Hermon, na região norte, recebe quantidades enormes de neve.

As águas são tranquilas, perfeitas para o Stand Up Surf (ficar de pé na prancha, com remo de caiaque). As areias são pedrinhas, o que não é tão agradável. Nada que o uso de sandálias não resolva. Aliás, com 20 shekalim (equivalentes a 20 reais), pode-se comprar um par de Havaianas (As Legítimas mesmo, não falo das genéricas).

Eilat é zona franca de impostos. Não apenas os veranistas vão para lá. Os muambeiros, também.
madeineilat

A marina tem embarcações particulares e de aluguel. Passeios de iate são sempre ótimas pedidas para conhecer as belezas naturais. Inclusive, saindo bem cedo, para ver o nascer do sol, por detrás das montanhas jordanianas.

Nos últimos dez anos, cresceu o comércio, o número de shoppings centers, as opções de restaurantes. Há grande gama de hospedarias, de todos preços e gostos. Inclusive, o comércio e a rede hoteleira são o grande cabide de empregos.

Dentre os hotéis, destaco o King Salomon, cinco estrelas, com belos quartos, gostosas refeições e boa localização, entre a praia e a marina. O Hilton, quase ao lado, impressiona pela arquitetura.

Para comer, o Café Optima, entre o Shopping Center e o aeroporto, oferece muitas opções, desde cafés da manhã até deliciosa pizza de salmão defumado. Entretanto, eu me encantei com o Les Sardines, especializado em peixes. Atendimento nota 10, da garçonete ao gerente. Recomendo o robalo grelhado deles. O Cofix, cafeteria com tudo por 5 shekalim, é excelente oportunidade para tomar cerveja barata, de frente para o mar.

O calçadão (taielet, em hebraico) lembra muito a Riviera Francesa, por causa dos molhes, os barcos, o mar calmo, as pessoas circulando. Curiosamente, quando estive por lá no reveillon, ouvi muita gente falando francês. Muitos turistas, mas a maioria novos imigrantes. Além de Natânia e Ashdod, os franco-israelenses estão abrindo o olho para outra cidade praiana, pelo jeito.

Fui ao Bar de Gelo, estabelecimento que funciona a 18 graus abaixo de zero. É bem para turistas. Vale por conhecer, só para fazer mais um check na lista de atrações. Ainda sim, é interessante. Montado por um escultor alemão, reconheço a beleza do pitoresco local.

Escrevi sobre Naharyia em 2014, chamando-a de Eilat do Norte. Entretanto, não deixo de valorizar a original, onde comecei minha vida em Israel, há dez anos.

Banho de mar, o ano inteiro, é em Eilat. Vida tranquila, também, apesar do calor infernal durante oito meses do ano.

Voos saindo de Tel Aviv duram entre 35 a 45 minutos. De ônibus, saindo de Jerusalém, por volta de quatro horas, sem trânsito.

Não percam essa oportunidade para passear, investir e morar.

Links: Eilat do Norte http://www.conexaoisrael.org/eilat-norte/2014-08-20/nelson
Les Sardines https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g293980-d6518020-Reviews-Les_Sardines-Eilat_Southern_District.html
Site Oficial http://www.eilat.muni.il/

Fotos: Any Dana.

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Comentários    ( 2 )

2 Responses to “La Petite Riviere”

  • Marcelo Starec

    09/01/2016 at 19:34

    Oi Nelson,

    Já fui algumas vezes a Eilat – a última a muitos anos!…Que eu me lembre, a praia era deslumbrante, mas não havia nada de tão especial na cidade…Creio que precisarei apagar quase tudo o que me lembro da antiga Eilat e conhecer a cidade novamente como se eu nunca tivesse estado lá….Muito bom Nelson, o seu texto de fato deixa o leitor com muita vontade de conhecer Eilat !

    Um abraço,

    Marcelo.

    • Nelson Burd

      10/01/2016 at 01:38

      Eu fui a Eilat semana passada. Não ia desde 2005, quando passei 5 meses por lá. A cidade cresceu, tem muita coisa nova.
      Abraço.