Levam a Kiriat HaYovel…

25/02/2017 | Cultura e Esporte

Imaginem que vocês estão na Universidade Hebraica de Jerusalém, Campus Har HaTzofim (Monte Scopus). Pegam o ônibus 19, atravessam a cidade, passam a região central, na direção sudoeste. Ou entram pela Estrada 1, em frente à rodoviária, dobram à direita e seguem pela Avenida Herzl “toda vida”. Terceira opção: chegam à capital de trem.

Em todas hipóteses, o destino é o mesmo. Os caminhos nos levam ao bairro Kiriat HaYovel. Os limites geográficos incluem o Museu do Holocausto Yad Vashem e o estádio de futebol Teddy Kolek.

Constituído na década de 1950, recebeu de diplomatas a estudantes, além de traficantes de drogas e ultraortodoxos. O lado residencial não impede o próspero comércio. Pelo contrário. Os moradores sustentam a estrutura.

A Rua Stern, com seus vizinhos prédios iguais, era o destino de imigrantes. Nas décadas de 1970 e 1980, consumidores de entorpecentes batiam ponto por lá. Deviam ter suas próprias razões. Hoje, dizem que não há mais este público na “bocada”.

A principal, onde fica o “centrinho”, chama-se Uruguay. Inclusive, tem um monumento, de 1986, registrando a visita de seu presidente. Vários países latinos dão nome para vias públicas na localidade. O motivo é especial: Agradecimento pelos votos favoráveis para divisão da Terra Santa em dois Estados, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas (1947). A Brasil fica na baixada, com vista para o Bosque Jerusalém (Yaar Yerushalaim).

Morei três meses na Golomb, avenida que começa em frente ao Teddy e vai até a esquina da Uruguay, à esquerda. Pela direita, havia a clínica médica-dentária Clalit da Rua Borochov, onde sempre fui bem atendido. O edifício da Casa de Estudante ainda encontra-se de pé. Porém, em vez de acadêmicos, hospeda gurias religiosas. Do lado, uma pizzaria boa e barata. Descendo 300 metros, outra pouquinho melhor, mas muito mais cara.

Outro lugar legal para comer é a hamburgueria, cujo garoto propaganda era o próprio dono. Um sujeito gordo, careca, vestido de chef de cozinha. Via-se o “artista” comandando a chapa, no mesmo visual do cartaz na entrada. Ao lado, loja de balas e guloseimas, que podemos encontrar também em outras áreas.

Há o zoológico de Jerusalém, com animais bíblicos e uma Arca de Noé, visitado por crianças de todas as regiões. Postos de gasolina, com lojinhas de conveniência abertas 24 horas incluindo o Shabat. Ar puro do bosque e das montanhas. As sinagogas do Chabad e a Ortodoxa Moderna. Enfim, mil e uma vantagens para seus moradores.

No entanto, o ponto mais famoso de Kiriat HaYovel é a Mifletzet (Monstro) – ver foto da capa. Em Jerusalém, todo mundo conhece e sabe onde é. Trata-se de um brinquedo (escorregador) para crianças, dentro de um parquinho. Uma obra de arte assinada pela francesa Nikki de Saint Phalle, em 1972.

Os finais de tarde da Rua Chile têm dezenas de crianças subindo e descendo do “monstro”, sendo elas religiosas ou laicas, pobres ou ricas. Há dez anos, aproximadamente, um rabino “ultraortodoxo” deu autorização para seus fiéis começarem a povoar este bairro, relativamente, barato e de fácil acesso. A população local mudou um pouco, mas enriqueceu. Mais uma tribo que aproveita as suas maravilhas.

Dedico o texto ao meu amigo David Falk, que residiu dez anos em Kiriat HaYovel.

Links:
Mifletzet http://www.sabresim.co.il/he/node/707/%D7%92%D7%9F-%D7%94%D7%9E%D7%A4%D7%9C%D7%A6%D7%AA-%D7%91%D7%99%D7%A8%D7%95%D7%A9%D7%9C%D7%99%D7%9D-%D7%92%D7%9F-%D7%A8%D7%91%D7%99%D7%A0%D7%95%D7%91%D7%99%D7%A5
Site Oficial
https://www.jerusalem.muni.il/en/SitesMuni/Sites/Neighborhood/Pages/PageSite_2267.aspx
Foto da Capa
http://www.jerusalemshots.com/b/misc/Meflezet2.jpg
Google Maps
https://www.google.co.il/maps/place/Kiryat+HaYovel,+Jerusal%C3%A9m/@31.76272,35.1724853,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x1502d79c238c75b7:0xf8dd5fac8f00428a!8m2!3d31.76272!4d35.174674?hl=pt-BR

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