No olho da rua em Israel

16/12/2015 | Cultura e Esporte

Foto de capa: esquina das ruas Dizengoff com Ben-Yehuda em Tel-Aviv. Em Israel, por vezes ruas paralelas se encontram.

Ao pisar pela primeira vez em Israel, com 18 anos, certa vez me dei conta de estar caminhando pela Rua A. D. Gordon, não me lembro em qual cidade. Aharon David Gordon foi um expoente do naturalismo, teórico do sionismo territorialista, uma das bases do sionismo socialista/trabalhista que motivou tantos pioneiros a criar e habitar os kibutzim na Terra de Israel, desde antes da criação do Estado de Israel. Aos 18 anos eu julgava que meu futuro seria em um kibutz, e Gordon era uma das minhas maiores referências ideológicas neste momento. Conhecido como “o velho da enxada”, ele saiu de sua casa no Império Russo, em 1904, aos 48 anos, para trabalhar como agricultor na Palestina, e seu exemplo pessoal e textos quase românticos me influenciam até hoje. De repente, vi-me de cara com uma das minhas principais referências ideológicas, homenageado, dando nome a uma rua no Estado judeu. Tal fato não deveria me impressionar; é comum que referências nacionalistas cedam nomes a localidades em todo o mundo. Mas me impressionou. De repente, em Israel, vi as minhas referências dando nome às ruas. E aos poucos, curioso como sou, fui aprendendo mais sobre o país, conhecendo o significado dos nomes das ruas. Parte do que aprendi é o que eu quero compartilhar com vocês aqui neste artigo.


ImageGenOs nomes das ruas servem em quase todo o mundo como uma ferramenta de fortalecimento da memória coletiva, em geral de forte cunho nacionalista. Eu cresci, por exemplo, na Rua Paissandu, no Rio de Janeiro, que homenageia a vitória do Império na Batalha de Paissandu (1865), na Guerra do Paraguai. Em Israel, minha última residência no povoado de Mevasseret Tzion foi na Rua Ha’Palmach (“O Palmach“), nome da unidade de elite do grupo de defesa sionista Hagana, responsável por diversas vitórias na Guerra de Independência (1947-49), quase na esquina com a Rua Operação Nachshon, em alusão à uma das operações mais bem-sucedidas da mesma guerra. Relembrar vitórias militares é uma estratégia para elevar o sentimento nacional. Outra delas é designar a ruas importantes nomes de personalidades nacionalistas. Minha residência anterior, em Tel-Aviv, situava-se na Rua Herzl, homenagem ao pai do
sionismo político, e próxima à esquina desta com o Boulevard Rotschild, uma das mais importantes vias da cidade, que reverencia um dos principais patronos financeiros do movimento sionista. Herzl e Rotschild dão nome a ruas na maioria das médias e grandes cidades do país. É quase impossível que um município com mais de 50 mil habitantes em Israel não tenha estes personagens nomeando parte de suas principais vias. É mais ou menos como Getúlio Vargas, Ruy Barbosa e Dom Pedro I no Brasil.

Os nomes das ruas em Israel são decididos por comissões municipais das distintas cidades e vilarejos, mas quase sempre obedecem a um padrão, que faz referência a seis fatores. Vejamos quais são.

 

1) Reverência à natureza

Como quase qualquer país, elementos naturais definem os nomes das ruas. Em Israel também existe Rua das Palmeiras, em alusão às árvores que enfeitam a paisagem. Em geral, são designados às ruas flora típica da região. Rua Oliveira (Zait), por exemplo, em 2006 era o nome mais popular de vias no país, segundo uma reportagem do diário Haaretz, em 124 oportunidades. O segundo era Guefen, com 105 aparições, em alusão à videira de cujas uvas se produz historicamente vinho em Israel. Depois vem Figueira (HaTeená), com 95, Romã (Rimon) com 89 e Tâmara (Tamar), com 70.

A folha de oliveira foi escolhida como um dos símbolos do Estado de Israel, circundando a Menorá (candelabro de sete braços) como você pode ver na foto abaixo.

Menora

2) Ruas com nome de “lugares”

Em geral, tais localidades se encontram no território israelense (incluíndo Faixa de Gaza e Cisjordânia), mas nem sempre. Há Rua Brasil em Tel-Aviv e Jerusalém, por exemplo. A localidade que mais dá nome a ruas em Israel é Jerusalém, em 59 ocasiões. Na maioria das vezes as localidades homenageadas são existentes desde a época bíblica, como Gaza (Aza), Betel (Beit-El) e Siloé (Shiló). Mas também há nomes modernos, como Eilat e Tel-Aviv.

Estrada para Jaffa
Estrada para Jaffa

Curiosidade: em geral os nomes das ruas em hebraico são “rechov” (rua) e a denominação eleita. Por exemplo: “Rechov Herzl” é “Rua Herzl”. Em algumas ocasiões, o termo anterior ao nome da rua é “derech” (caminho ou estrada). Quando o nome da rua é Derech + o nome de alguma localização (por exemplo, “Derech Hebron”), significa que esta rua existe há séculos, e que no passado foi uma rota com sentido a esta localidade. A “Derech Yaffo (Jaffa)” em Jerusalém (veja na foto acima) e a “Derech Yaffo” em Tel-Aviv são historicamente a mesma rua, que desde a época bíblica era a estrada que ligava Jerusalém a Jaffa, principal porto da região ao longo da história.

Curiosidade 2: Durante a última guerra em Gaza (Operação Margem de Proteção), o vice-prefeito de Jerusalém Meir Turjman, sugeriu mudar o nome da Rua Gaza para Rua Margem de Proteção. A câmara dos vereadores ignorou a sugestão.

 

3) Ruas com nomes de profissões

Profissões também dão nomes às ruas de Israel: açogueiro (katzav), operário (banai) e outras ocupações históricas podem ser encontradas em muitas localidades do país. Em geral são profissões de trabalho manual.

Curiosidade: Em Eilat encontra-se a Rua do Software (HaTochna). Isso demonstra simbolicamente como a alta tecnologia influencia a cultura nacional.

 

4) Ruas sem nome (números)

Quando passava por uma rua cujo nome era um número (em geral de quatro dígitos) pensava que era algo relacionado à Cabala. Ledo engano. Todas as ruas em Israel são numeradas pela prefeitura. Quando a denominação de uma rua é um número, quase sempre se deve a “falta de nome”. Normalmente a comissão municipal de nomes não se reuniu para batizar a rua, e assim ficou. Muitas vezes o que era para ser temporário, acaba por tornar-se permanente.

Curiosidade: em cidades e vilarejos árabes é comum que as ruas não recebam nomes, e sim números.

 

5) Ruas reverenciando acontecimentos históricos

Como já havia demonstrado na introdução deste artigo, nomes de acontecimentos historicos denominam diversas ruas no país. Estes podem ser divididos em três partes:

  1. Bíblicos: há capítulos bíblicos que nomeiam cidades no país, como por exemplo “Amud HaEsh” (Coluna de Fogo), “Galut Bavel” (Exílio à Babilônia), “Malchei Israel” (Reis de Israel), entre outros.
  2. Referentes à história do povo judeu: “Tanaim” (“Tanaítas”[ref]sábios que participaram da escrita do Talmud[/ref]), “Chachamei Sefarad” (Sábios da Espanha[ref]Em referência à Era de Ouro[/ref]), “Lochamei HaGuetaot” (Guerreiros dos Guetos), “Kehilat Vilna” (Comunidade de Vilna), entre outros. Vão desde o fim da época bíblica até quase os dias de hoje.
  3. Instituições sionistas: Nomes como “Segunda Alia“(“HaAlia HaShnia”[ref]Referente à segunda onda de emigração judaico-sionista à Palestina[/ref]), “Seis Dias” (“Sheshet HaYamim”[ref]Em referência à Guerra dos Seis Dias[/ref]), “Keren Kayemet LeIsrael“[ref]Em referência ao fundo de compra de terras para o assentamento judaico na Palestina, criado no início do século e existente até hoje[/ref], “Independência” (Ha’atzmaut”), “Lechi” [ref]Nome de um dos grupos paramilitares do movimento sionista revisionista[/ref], “Conquista do Trabalho” (“Kibush Ha’avoda”), [ref]Um dos lemas do sionismo socialista, de conquistar o direito à terra através do trabalho, como pregava o já citado A. D. Gordon[/ref], e outros.

Curiosidade: Os Hasmoneus (Hashmonaim) foram uma dinastia judaica na Terra de Israel, que representaram o último período de soberania judaica na região. Tal qual Bar-Kochba (líder da terceira revolta judaica contra os romanos, em 132-135 da era comum), é difícil classificar a ambos nas categorias acima. Apesar de serem referentes da história judaica há dois milênios, são referências do movimento sionista desde o seu surgimento.

Rua da Redenção (conceito bíblico e sionista ao mesmo tempo).
Rua da Redenção (conceito bíblico e sionista ao mesmo tempo).

6) Personalidades

Tal qual o tópico anterior, estes personagens podem ser divididos em três grupos:

1)   Personagens judaicos ao longo da história: Patriarcas e matriarcas (Avraham Avinu), reis (Rei Shaul), raínhas (Raínha Esther), profetas (Profeta Samuel), Sábios (Baruch Espinoza), rabinos (Rabi Akiva),  entre outros.

2)   Personalidades sionistas: Políticos (Meir Dizengoff[ref]Primeiro prefeito de Tel-Aviv[/ref]), líderes sionistas (Berl Katznelson), militares (Igal Alon), intelectuais (Haim Brener), entre outros.

3)   Outros personagens: Cientistas (Thomas Edison), intelectuais (Emille Zola), presidentes estrangeiros (Kennedy) e personalidades britânicas da época do Mandato Britânico (Allenby, King George V, que em geral são ruas importantes, veja abaixo), entre outros.

allemby
Esquina entre os britânicos Allemby e Rei George V

Curiosidade: Ze’ev Jabotinsky, o criador do sionismo revisionista [ref]Do qual o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é herdeiro ideológico[/ref], é (ou ao menos era em 2006) o personagem que mais dá nome a ruas com 55 referências. O segundo é Benjamin Ze’ev (Theodor) Herzl, com 52. Em seguida estão David Ben-Gurion (48), Chaim Weizmann (47), Chaim Nachman Bialik (43), Menachem Beguin (42).IMG-20151210-WA0000

Curiosidade 2: Inimigos mortais, Ben-Gurion não deixou que os ossos de Jabotinsky (morto em 1940) fossem transferidos a Israel até deixar o poder pela primeira vez, em 1953. Em Ramat-Gan, as ruas Ben-Gurion e Jabotinsky fazem esquina (veja na foto à direita). Será que foi de propósito?

Curiosidade 3: Um brasileiro dá nome a ruas em Tel-Aviv e Beer-Sheva: Oswaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores do Estado Novo, e presidente da Segunda Assembleia Geral da ONU que votou pelo Plano de Partilha da Palestina em 1947. Um português também dá nome a ruas: o político judeu Isaac Abarbanel, que viveu nos séculos XV e XVI.

IMG-20151212-WA0002Curiosidade 4: A homenagem pessoal em geral é póstuma, mas nem sempre foi assim. As homenagens a oficiais e políticos britânicos foram feitas quando estes ainda encontravam-se em vida. Quando alguma personalidade morre, pode acontecer de que esta seja homenageada dando nome à rua onde vivia. Este foi o caso de Ben-Gurion, que morava na Rua Keren Kayemet LeIsrael em Tel-Aviv, rebatizada em reverência ao ex-primeiro ministro.

Curiosidade 5: Herzl pode não ser a figura que mais dá nome a ruas no país, mas é um figurão tão importante que dá nome a duas ruas na mesma esquina: também em Ramat-Gan a Rua Herzl faz esquina com a Rua…  Herzl! Não acredita? Veja ao lado esquerdo.

 

Aprendendo com as ruas

Sempre que caminho por qualquer cidade no mundo, tento compreender um pouco da cultura local e como se sustenta a memória coletiva a partir dos nomes das ruas. Aprendo sobre o lugar e também sobre algumas pessoas, eventos e instituições. Em geral, quando passo muitas vezes por uma rua e não sei quem ou o que está sendo homenageado, faço uma pequena pesquisa. Neste artigo procurei mostrar para vocês um pouco do resultado. Espero que tenham gostado.

E se você conhecer alguma curiosidade sobre alguma rua não mencionada, comente abaixo.

Comentários    ( 14 )

14 comentários para “No olho da rua em Israel”

  • Rita Burd

    16/12/2015 at 14:00

    Parabéns pela aula, tri interessante.
    Rita

  • Alex Strum

    16/12/2015 at 14:37

    João, muito interessante o seu texto.
    Parabéns.
    Alex

  • Roberto Camara Jr.

    16/12/2015 at 17:30

    Em Salvador, assim como em outras cidades pelo país (incluindo uma no interior longínquo da Bahia) temos a Rua Yitzhak Rabin, além da Rua Estado de Israel. Além disso, existe a Rua da Sinagoga, que por sinal é paralela à Rua Galileia e a Rua Palestina.

  • Marisa Averbuch

    16/12/2015 at 17:38

    Eu morei na Rechov Raul Wallemberg em Holon. Se não me falha a memória, foi um industrial sueco não judeu que ajudou os judeus na época da Segunda Guerra. Nunca tinha ouvido falar dele até me mudar para lá.

    Muito interessante o seu artigo e a pesquisa. Mas notei um detalhe peculiar. Não tem nome de rua homenageando nenhuma mulher? Não existe Rechov Golda Meir em nenhuma cidade de Israel? Nenhuma das matriarcas ou personagens bíblicas?

    • João K. Miragaya

      16/12/2015 at 18:42

      Hola Marisa!

      Sim, claro que há mulheres homenageadas. Foi falha minha não citá-las. A raínha Esther, a profetiza Debora, a poetiza Rachel e a primeira-ministra Golda Meir, e outras várias mulheres são sim honenageadas. A memória coletiva sobre Golda Meir será em breve tema de um artigo meu. A ex-primeira ministra dá nome a não mais que 10 cidades/vilarejos em Isrel, quase nunca relevantes. Discutiremos isso em outra oportunidade.

      Obrigado pelo comentário!

  • Raul Gottlieb

    16/12/2015 at 18:05

    Gostei sim, obrigado.

    E sugiro criar uma nova classificação: nomes de poetas e escritores. No bairro Neot Afeka B em Tel Aviv todas as ruas tem nomes de intelectuais: Alterman, Leah Goldberg, Anochi, Lamdan, Gliksberg e Avigdor Hameiri.

    Claro que eles poderiam ser classificados como “personalidades”. Mas me parece que fica de bom tom criar uma categoria especial para os intelectuais.

    Enquanto isto no Rio temos nomes como Constante Ramos, Figueiredo Magalhães e outras figuras que não representam nada a não ser pessoas com dinheiro. O meu avô quando chegou no Brasil da Itália achava que “Cosme Velho” fosse uma homenagem ao senador romano “Cosimo, il Vecchio”. Ele ficou desapontado ao saber que a homenagem era ao historicamente irrelevante seu Cosme, que tinha há muitos anos uma casinha no alto daquele morro. Já o irmão dele chegou a pedir uma audiência com o prefeito pedindo para trocarem o nome da Figueiredo Magalhães para São Francisco de Assis, visto que assim a rua faria par com a paralela Santa Clara, criando um paralelismo nas ruas igual a da vida dos santos. Tolinho… o pessoal da prefeitura riu muito dele.

    Uma observação: o primeiro endereço da minha filha em Israel foi perto da Ben Gurion com a Jabotinski. Eu disse a ela: “você mora numa região de muita polêmica – isto é bom, vai fazer você crescer com qualidade!”.

    Uma segunda observação: os ramos de oliveira ao lado da Menorá no símbolo do país remete a Zacarias 4:2-3, uma das passagens do Tanach que mais atraiu os sionistas, a ponto de terem inscrito na Menorá na frente da Knesset a frase “lo be chail, ve lo be coach …” que fica uns poucos versos adiante no livro do profeta.

    Abraço!
    Raul

  • Rafael Ellis Reuben

    17/12/2015 at 04:15

    Bem legal o artigo!

    Acho interessante também olhar para o simbolismo dos nomes das ruas em relação a onde estão – por exemplo, há bairros temáticos.
    No meu bairro de Katamon, em Jerusalém, a parte de baixo do bairro tem nomes de personagens do Talmud (Rabi Yohanan Ben Zakai, Rabi Meir, Bruria…), enquanto a parte de cima lembra a Guerra de Independência e a batalha que ocorreu lá (HaPalmach, HaLamed-Hei, Kovshei Katamon, Mivtza Kadesh…).

    Outra curiosidade nesse sentido: a rua Hillel corre paralela à Shamai (pertinho da Ben Yehuda, no centro de Jerusalém).
    Será intencional? Não seria bonito se justamente os dois sábios que em nada concordavam se cruzassem em algum lugar?

    • Raul Gottlieb

      17/12/2015 at 17:05

      Oi Rafael,

      Me parece claro que o curso paralelo das ruas Hilel e Shamai é proposital. Os paralelos se encontram no infinito, assim como Hilel e Shamai se encontram na eternidade dos seus ensinamentos. Suspeito que esta seja a mensagem em Katamon.

      Em outra dimensão religiosa é o que o meu tio Umberto Cohen z’l propôs à prefeitura do Rio no tocante à colocar a Rua Santa Clara paralela a Rua Francisco de Assis (lembrando que ser judeu não significa se interessar apenas por judaísmo).

      Noto que Mivtzá Kadesh é o nome da operação de 1956 contra a nacionalização do Canal de Suez e o fechamento dos estreitos de Tiran. Não é uma operação da guerra de independência.

      Abraço,
      Raul

  • Rafael Stern

    18/12/2015 at 02:58

    Adorei o texto, João. Realmente, Manhatan, com suas ruas numeradas na ordem, é um paraíso para se localizar com facilidade, principalmente para quem é de fora, mas tem menos graça.
    Vi uma rua uma vez, acho que em Nes Tziona, chamada “tashach”. Demorei para atinar que isso era a representação hebraica (que não possui algarismos) do número 5708, correspondente ao ano de 1948 no calendário civil. Acho muito bonito o fato de que os números em hebraico podem ser “pronunciados”, porque são expressos com letras que possuem valores numéricos. O mesmo acontece na música “Yoel Moishe Salomon”, cantada por Arik Einstein (“Boker lach, be shnat tarlach…”). É por isso também que o número 15 vira “tu”, como eu tu bshvat, ao invés de seguir a lógica dos outros números entre 11 e 20 (yud + o número correspondente). Se fosse seguir essa lógica, 15 seria yud + hei, uma parte do nome impronunciável de Deus.

  • Marcelo Starec

    25/12/2015 at 21:42

    Oi João,

    Muito bom o artigo!..Eu também gosto de entender um pouco da história e da cultura de cada local que visito, a partir do nome das ruas, cidades…Israel é uma nação muito rica em história – em cada lugar que você visita, há muita história ali…e inclusive comprovada via escavações e estudos similares. Um país muito pequeno em termos de território, mas com uma história que realmente impressiona….

    Abraço,

    Marcelo.

Você é humano? *