O Julgamento de Deus

“O Holocausto é um assunto sagrado. Devemos retirar os sapatos ao entrar neste domínio, devemos estremecer cada vez que pronunciamos esta palavra”. O que vai acima é uma das muitas frases elaboradas por Elie Wiesel, judeu sobrevivente do holocausto e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1986.

Toda vez que entro no domínio dos livros de Elie Wiesel, sinto como se eu estivesse entrando em um local sagrado. E então, retiro os meus sapatos. Cada vez que termino de ler as suas frases, curiosamente sinto que é possível tocar um sentimento. Então, estremeço ao ver o invisível e me arrepio ao tocar o intangível. 

Hoje, em Israel e na diáspora, cumprimos mais uma vez o dever de exercitar a lembrança do Holocausto. Os judeus lembram a tentativa de sua aniquilação. Cumprimos, com louvor, a tarefa de lembrar o mundo que o Holocausto não foi um problema que se abateu exclusivamente sobre o nosso povo. O massacre foi um crime contra a humanidade. Fomos nós que vimos à destruição de famílias inteiras. Mas a tragédia – reitero – é humana.

Gostaria de compartilhar com os leitores do ConexãoIsrael um filme produzido pela BBC chamado “God On Trial” (Deus no banco dos réus).  O filme é baseado na peça teatral de Wiesel chamada originalmente de “O julgamento de Deus”. Retrata um diálogo fictício entre prisioneiros judeus em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. Os prisioneiros julgam Deus por ter abandonado o povo judeu à revelia.

Através de diálogos impactantes, Elie Wiesel questiona a natureza e existência de Deus, a necessidade da fé, o papel que os seres humanos ocupam no universo e, o mais importante, como podemos conciliar a idéia de uma divindade amorosa em um ambiente de tragédia e genocídio.

Convido os leitores a entrarem neste local sagrado.  

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