O massacre nas redes sociais

26/11/2014 | Conflito

Na manhã de 18 de novembro, cinco israelenses foram mortos e oito feridos em um massacre terrorista durante as preces matutinas, em uma sinagoga em Har Nof, Jerusalém. Este ataque selvagem é o mais recente na última onda de violência e terrorismo em Israel. No mês passado, dez israelenses foram assassinados em ataques terroristas, e o Hamas tem elogiado os perpetradores. Na mesma manhã do massacre, membros da organização louvaram os terroristas, chamando-os de herois.

Sami Abu Zuhri, um porta-voz do Hamas, é um entre muitos que elogiaram o ataque, que em suas próprias palavras é uma reação natural à ocupação. Em um post no facebook, ele clamou para que se continue este tipo de ataque contra civis e soldados israelenses.
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Mushir al-Masri, também porta-voz do Hamas, chamou o ataque de “uma ação heróica”.
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Masri também publicou uma foto dos terroristas, chamando-os de herois.
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Além disso, ele postou uma charge grotesca para promover o ataque nas redes sociais. Esta charge foi primeiramente lançada pelo Twitter da agência Ajnad News, da Cisjordânia, às 7:19 (horário de Jerusalém), poucos minutos após o ataque, acorrido às 7:00.
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Husam Badran, responsável pelas relações exteriores do Hamas, descreveu o ataque como uma “ação de qualidade”. Em outro post, escreveu: “Uma mensagem a todos os membros da segurança nacional na Cisjordânia. Vocês estão treinados e e vocês tem as armas e a habilidade de agir. Não há dúvida que há muitos patriotas entre vocês. Agora, vocês podem ver os jovens da Cisjordânia lutando lem armas. Alguns de vocês podem fazer uma mudança significativa na resistência. Virem suas armas contra seus inimigos e contra os nossos. Escrevam seus nomes na verdadeira lista da honra.”
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Outras imagens pedindo pelo assassinato de israelenses estão sendo espalhadas nas mídias sociais. Um exemplo é o seguinte poster, que diz “Jerusalém está sedenta, e esta sede será saciada com sangue.”

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A Shehab News Agency, agência de notícias online ligada ao Hamas, postou a seguinte imagem em sua página no facebook.
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As brigadas Abu Ali Mustapha, braço armado da Frente Popular de Liberação da Palestina, divulgaram em sua página no facebook a imagem dos dois terroristas com um machado, e uma mensagem que diz: “Oh sionistas, em todos os lugares e de todos os jeitos, nós colheremos as suas almas”.

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Por que mostrar todos estes exemplos acima? Simples. Isto evidencia que o Hamas ainda está comprometido em matar israelenses e judeus inocentes para liberar a Palestina, conforme podemos ler em sua carta de fundação de 1988. Quem diz o contrário está muito mal informado, ou simplesmente mente.

 

Fontes:
Texto baseado no artigo do site do IDF: 4 Killed in Jerusalem Synagogue Terror Attack
Anti-Defamation League: Axe Imagery Proliferates Following Synagogue Attack In Jerusalem

Comentários    ( 6 )

6 comentários para “O massacre nas redes sociais”

  • SylvioADickJ

    26/11/2014 at 20:05

    É óbvio que é um ato bárbaro, como qualquer ato terrorista. Com o que estudei de história e com o que leio na imprensa de melhor qualidade que consigo encontrar, acabo fazendo tantas operações mentais quanto à conflituosa realidade Israel-Hamas, que infelizmente só me levam a becos sem saída. Não há dúvida quanto ao caráter terrorista do Hamas. Imagino que pessoas razoáveis do mundo inteiro que se informam sobre o assunto chegariam a essa conclusão. Mas e os “formadores de opinião”? E os estadistas, os detentores de poder econômico e político, que comandam, ou pensam comandar, a vida de milhares e milhões de pessoas, o que pensam disso? Por outro lado é difícil acreditar (além de intrigante, de inquietante, e de um monte de outras coisas) que as habilidades políticas israelenses não tenham conseguido um melhor equacionamento da questão, até hoje, e Israel como um todo tenha que enfrentar uma guerra pseudo-declarada a cada dia. Isso é difícil de acreditar na medida em que autopropaganda de Israel, como um estado-enclave de primeiro mundo no Oriente Médio, mostra-o como um estado competente de solucionar o problema, o que não seria de se esperar da outra parte beligerante, considerando seu primitivismo e outros ismos. Portanto, a cada triste notícia de mortes (“casualties”, como dizem os ingleses) nesse conflito, é possível imaginar dois extremos: um, é que deve haver muito mais questões solúveis e insolúveis em jogo, bem como interesses, que não aparecem, dada intransparência das mídias e dos próprios governos; o outro extremo é que deve se tratar fenômeno da banalidade da vida humana em áreas beligerantes, onde terroristas e vítimas seriam “normais”. Então aí meu cérebro se esgota. A verdade, doa a quem doer, certamente deve estar no meio, para quem pensa que possa haver alguma solução intermediada. Se a verdade e as soluções para o conflito não dependerem das variáveis do conflito e nem de uma mudança de mentalidade para abordá-lo, será possível imaginar, como já ouvi de algumas pessoas, que a solução do conflito entre Israel e o Hamas, e outros interesses na região, estaria na queda de um meteorito radioativo, “bíblico”, naquele ponto do planeta Terra. Afinal, Israel não tem desde leis, força pública, serviço de inteligência, negociadores e políticos suficientes, para deixar que esses trágicos acontecimentos se perpetuem, pelo visto indefinidamente? Israel foi criada num lugar semelhante a um ambiente infectado por colônias de vespas. É a melhor metáfora que conheço, no momento. Com animais desse tipo, é difícil, mas não impossível, conciliar soluções “ou” com soluções “e”. Vamos ver o que Israel vai fazer, pois a probalidade de que os encaminhamentos e soluções do conflito possam e devam partir de Israel deve ser próxima de 100%.

    • Mario S Nusbaum

      26/11/2014 at 21:17

      Se entendi o seu post Sylvio, o que tenho dúvidas. você tem certeza de que existe uma solução razoável (absurdas existem algumas) e que ela depende de Israel.
      Se for isso mesmo, discordo totalmente.
      “Israel foi criada num lugar semelhante a um ambiente infectado por colônias de vespas. É a melhor metáfora que conheço, no momento. Com animais desse tipo, é difícil, mas não impossível, conciliar soluções “ou” com soluções “e”.
      Partindo da sua metáfora que achei boa (apesar de preferir ninho de cascavéis) qual é a solução? Sempre que alguém se depara com um ninho de vespas tenta destruí-lo, ou não?
      ” Vamos ver o que Israel vai fazer, pois a probalidade de que os encaminhamentos e soluções do conflito possam e devam partir de Israel deve ser próxima de 100%.” Por que? Já lhe ocorreu que a ÚLTIMA coisa que as lideranças palestinas querem é um acordo justo?Você já tentou negociar com vespas?

  • Marcelo Starec

    26/11/2014 at 20:52

    Oi Yair,
    Muito bom o seu artigo!…Infelizmente, ele apresenta fatos, os quais no Brasil e no mundo ninguém ou quase ninguém quer ver!…Por fim, lembro que para essa desculpa do Hamas, de “ocupação” cabe dois pequenos comentários: 1) Nada justifica o objetivo declarado de matar civis inocentes; e 2)O Hamas considera “ocupação” todo o Estado de Israel e declara querer a morte de todos os judeus e demais infiéis, mas o mundo ocidental interpreta com viés o uso dessa palavra “ocupação”…
    Abraço,
    Marcelo.

  • Raul Gottlieb

    26/11/2014 at 23:32

    Yair, importante acrescentar ao teu texto a informação que para o Hamas os “territórios ocupados” abrangem todo o Estado de Israel. Ou seja, que a eventual retirada de Israel da Cisjordânia não vai mudar em nada a atividade do Hamas.

  • Natan R.

    27/11/2014 at 00:24

    O mais triste é que grande parte dos Israelenses pensa que somente o Hamas é assim – e que com a A.P. nós temos chance chegar em uma paz através do diálogo.

    Infelizmente, a atual liderança da Autoridade Palestina segue o legado de Arafat: externamente, condenar estes atos; internamente, fazer apologia ao terror:

    https://www.facebook.com/video.php?v=10152516693742689

    E não, não comparem isso com a “dupla personalidade” de Bibi ao querer negociar a paz e ao mesmo tempo construir assentamentos. É extremamente diferente chamar assassinos de heróis de construir assentamentos – por mais terríveis e “assassinos da paz” que eles e os terríveis “colonos” sejam aos vossos olhos…

    Abbas é a liderança moderada e a chance de uma paz?

  • Mario S Nusbaum

    28/11/2014 at 01:34

    1) Sou totalmente contra os assentamentos
    2) Entendo perfeitamente porque alguns políticos israelenses (não os que os são a favor por ideologia) os apoiam
    3) Lamento que tantos israelenses pensam como algumas mulheres que apanham dos maridos e pensam: deve ter sido algo que eu fiz

Você é humano? *