O medroso, o dogmático e o complexo – Impressões de um encontro com Jean Wyllys

11/01/2016 | Opinião, Política.

Discordo de muitas das visões de Jean Wyllys. Não compartilho, por exemplo, do paternalismo que emerge de seu pensamento marxista determinista e de sua premissa de que há uma suposta alienação de classes da qual somente os “sábios comunistas” seriam capazes de conduzir à consciência. Não acho que o deputado seja capaz de transcender o uso de categorias sociais como tanto critica em outros. Não concordo que o conflito entre israelenses e palestinos tenha como base a desigualdade social, tampouco acredito em sua “intelectualização exacerbada”, que mais tende a relativizar do que condenar o terrorismo islâmico.

Ainda assim, concordo integralmente quando Jean Wyllys afirma que a ocupação é um dos maiores impedimentos para solução do conflito. Compartilho da visão de que boicotes a Israel mais fomentam os extremos e suprimem vozes moderadas do que estabelecem pontes para o diálogo. Como o deputado, acho que há em Israel uma democracia em constante transformação, buscando arduamente equilibrar-se em seus valores judaicos. Concordo também que os direitos individuais são melhor preservados em Israel do que em todos os países árabes.

Concordo e discordo de Jean Wyllys, sem receio do que cada uma dessas opiniões possa representar. Além disso, o admiro pela coragem e honestidade com que coloca suas análises, sempre preocupado em fazer o diagnóstico correto da realidade com que está lidando. Não tenho dúvidas de que a lucidez e o equilíbrio que demonstra – ao menos em relação ao conflito entre palestinos e israelenses – é algo raro na política brasileira.

No entanto, não pude deixar de perceber o distúrbio que sua vinda a Israel provocou. Não pude deixar de notar que para muitos é complicado descobrir ter algo em comum com aquele que até então era concebido como a materialização do mal. Essa percepção – que mais se assemelha a um momento de epifania –  de que se compartilha uma ideia ou um sentimento com aquele que se entendia como a absoluta antítese provoca uma dissonância cognitiva de difícil solução. Desde que chegou em Israel, Jean Wyllys tem provocado em muitos um verdadeiro conflito interno  – o que fazer quando a referência que se utilizava para definir o oposto se desfaz? Se a negação já não existe, como encontrar afirmação? Como lidar com a queda dos parâmetros ideológicos? Como reconstruir opiniões sem as “perversas visões” daquele com quem agora pareço concordar?

As “surpreendentes” posições moderadas que o deputado tem apresentado criaram em muitos uma rede interminável de perguntas paradoxais. Setores da esquerda brasileira encontram-se desnorteados pois seus dogmas não lhes permitem conceber a busca por entendimento empírico da realidade israelense. Da mesma forma, parte da comunidade judaica parece transtornada por ser impossível para esta compreender como um correligionário de alguém que queima bandeiras de Israel pode assumir uma postura tão lúcida e coerente em relação a esse país.

A pergunta é o que fazer com tamanhas contradições? Como colocar os padrões psicológicos de volta nos trilhos e retomar a estabilidade mental?

Não é simples encontrar uma resposta a essas questões e a tendência é deixar o medo consumir. Diante da ameaça que a instabilidade emocional e ideológica apresenta, o corpo se apavora. Nessa situação é razoável que muitos busquem incessantemente eliminar o objeto que lhes provoca medo. É natural que encontrem conforto em ataques pessoais ao deputado Jean Wyllys. Não pela representação política de sua visita a Israel ou por suas visões moderadas, mas pelo medo de que o anti-herói que servia como base de seus pensamentos se vá. A agressão que se nota é o resultado do receio de que em algum momento já não esteja lá aquele que preservava as suas “verdades absolutas”. É o desespero de que a alegoria se evapore. Chega a ser impressionante quão dependente de Jean Wyllys é parte da comunidade judaica brasileira. Sem ele, parece não haver “a abominável esquerda anti-Israel”.

No entanto, é importante notar que nem todos sentem medo da crise de identidade provocada pela dissonância que a visita do deputado provoca. Muitos não o atacarão pessoalmente e não darão expressão a meros lampejos temperamentais –  suas respectivas posições intelectuais os colocam acima dessas manifestações mundanas. Esses não sentem medo da perda de parâmetros, mas têm urticárias ao pensar na possibilidade de perder o controle da narrativa socialista.

O fato é que muitos observam a vinda do deputado a Israel como uma afronta a luta pela causa palestina travada pela esquerda brasileira. Muitos começam a perceber que a visita pode levantar questionamentos acerca dos dogmas vigentes proferidos nos cultos realizados em seitas comunistas.  Nesse momento, parece estar em xeque a “ignorância intelectualizada” daqueles que construíram um discurso uníssono sobre o conflito árabe-israelense. Esses buscarão arduamente colocar Jean Wyllys em contradição, acusando-o de não pertencer ao “verdadeiro marxismo”. Sem escrúpulos, apresentarão Jean Wyllys como membro da direita, “parte dos inimigos sionistas”, um ícone da traição da causa, um ex-camarada. Esses não descansarão até que para todos esteja claro que para ser de esquerda tem que ser anti-Israel – esse é o paradigma; esse é o status quo.

Em resumo, a visita de Jean Wyllys provocou uma batalha midiática entre três exércitos – os medrosos, os dogmáticos e aqueles que acreditam na complexidade da realidade. Os medrosos realizam ataques pessoais – esses são suas armas. Os dogmáticos visam dominar a retórica utilizada no debate que procede os relatos de Jean Wyllys. Enquanto isso, nós, crentes da complexidade do mundo, seguiremos utilizando a nossa principal arma – a loucura de nossa estranha lucidez.  

 

Comentários    ( 26 )

26 Responses to “O medroso, o dogmático e o complexo – Impressões de um encontro com Jean Wyllys”

  • Raul Gottlieb

    17/01/2016 at 08:12

    Bruno

    Me parece que você fez uma leitura errada do meu comentário. Bem errada mesmo.

    Eu não disse que não há relação entre ocupação e o conflito. Claro que há, visto que uma é consequência da outra.

    O que eu disse é que a ocupação é consequência do conflito e que, portanto, terminar a ocupação não termina o conflito.

    Eu afirmo que terminar a ocupação não destrava o conflito, enquanto que você diz que terminar a ocupação pode ajudar a destrava-lo. É nisto que discordamos.

    Eu penso que para solucionar o conflito é preciso identificar suas razões, dentre as quais a ocupação não figura.

    Abraço, Raul

    • Bruno Lima

      17/01/2016 at 10:54

      Esse seu comentário apenas comprova que fiz a leitura precisa do seu argumento.
      Você afirma “a ocupação é consequência do conflito e que, portanto, terminar a ocupação não termina o conflito”.

      Coloco, retoricamente, as seguintes perguntas:
      1) Ao terminar o nazismo, termina o antissemitismo?
      2) Ao terminar a ditadura, terminam as perseguições?
      3) Ao terminar o tráfico de drogas, termina a violência?

      Obviamente, a resposta às três perguntas acima é não. Mas, isso significa que não tenhamos que acabar com o nazimo, com a ditadura e com o tráfico de drogas? Claro que temos que terminar com eles. Da mesma forma, é uma necessidade terminar a ocupação, independente se sua relação com o conflito é causal, correlacional ou consequencial.
      Imagine se – como você faz em relação a ocupação e o conflito – ficássemos discutindo se a relação entre nazismo e antissemitismo, ditadura e perseguição, ou tráfico e violência é de causa ou consequência. Imagine se chegássemos a conclusão que não devemos combater o nazismo, pois este não figura como a causa do antissemitismo. E que deveríamos – como você afirma – nos preocuparmos em “identificar suas razões”.

      Espero que o ponto esteja claro e que a desconstrução da lógica utilizada por você seja suficiente. Adiciono ainda um ponto – o fato da ocupação não ter sido a causa do conflito até certo ponto na história, não significa que este não seja sua causa agora. A relação de causa e consequência entre eventos históricos é sempre muito problemática. Por esse aspecto também poderia deduzir que seu argumento é muito problemático.

      Abraço.

  • Raul Gottlieb

    17/01/2016 at 12:39

    Você continua a ler errado, Bruno.

    Eu dei a entender no meu comentário que a ocupação é ruim e desnecessária.

    Não gosto dela também.

    E acho que é preciso sim se opor a ela contra ela.

    Mas se ela (ocupação) acabar o conflito não acaba.

    Já aconteceu no Líbano, já, aconteceu em Gaza.

    Ela está longe do principal entrave na solução do conflito. Foi isto que eu disse. Tudo o que você escreveu é uma tentativa de interpretar o meu comentário fora de seu contexto para então poder se opor.

    Vamos focar no que eu disse: me explique, por favor, porque o final da ocupação vai terminar o conflito, porque ela é o principal entrave na solução do conflito e aí estaremos conversando sobre o meu comentário.

    Abraço fraternal,
    Raul

    • Bruno Lima

      17/01/2016 at 15:06

      Fico feliz de perceber que você concorda que a ocupação é perversa e de que há a necessidade de acabarmos com ela, independente do seu impacto sobre o conflito.
      Essa posição não estava clara até então.

      Ainda assim, o seu principal argumento de que “havia conflito antes da ocupação, portanto a ocupação não é a causa do conflito” eu sigo contestando; não há verdade lógica nessa afirmação. O fato da ocupação não ter sido a causa do conflito até certo ponto na história, não significa que este não seja sua causa (ou grande parte da causa) agora.

      Além disso, não há como saber o que o fim da ocupação pode acarretar. A saída do Sinai promoveu a paz com o Egito e a do Líbano, apesar dos ataques que sofremos desde então, é considerada positiva para Israel. Já a saídade Gaza promoveu o caos. Cada um usa o exemplo que lhe convém.
      O ponto central é que, de fato, o fim da ocupação não promoverá o fim do conflito (esse nunca foi o meu argumento), mas acredito que avançaremos significativamente nessa direção.

      Grande abraço.

    • Mario S Nu sbaum

      18/01/2016 at 15:11

      Também sou contra a ocupação Bruno. É mesmo impossível saber o que fim da ocupação traria, mas pode-se e deve-se especular. Decisões são feitas baseadas em conhecimento prévio.Sobre Egito, Líbano e Gaza, perceba que dos três casos apenas um deles serve de indicativo do que o fim da ocupação pode acarretar.
      Se eu vendi para José, João e Maria e um deles deu calote, seria de bom senso pensar muito bem antes de vender para ele de novo.
      E repare no seguinte: o caloteiro de ontem nem ao menos está prometendo pagar dessa vez! A situação é tão surreal que as lideranças palestinas NUNCA disseram que aceitam Israel com fronteiras x ou y. Sim, aceitam, desde que povoado por palestinos, ou seja, um país de minoria judaica, como França, Brasil, EUA e tantos outros.

  • Raul Gottlieb

    18/01/2016 at 07:34

    Oi Bruno

    Fico feliz por você finalmente ter percebido. Estava subentendido no meu comentário e só não estava mais claro porque este não foi o foco do meu comentário.

    O que eu questionei foi a tua frase que diz ser a ocupação o maior entrave para a solução do conflito, mas você abandonou este tema em sua resposta, levantando a questão periférica ao meu questionamento da validade da ocupação.

    Então, focando no tema que provocou o meu comentário, a tua resposta é:

    Sim, a ocupação foi consequência, mas pode ser que hoje ela seja causa.

    E pode ser que o fim da ocupação destrave a solução do conflito porque não se sabe o que ele (o fim da ocupação) pode acarretar.

    Me parece que ambos os argumentos são muito fracos, que requerem uma bela ginástica mental (principalmente na transmutação da consequência em causa), e, principalmente, muita fé.

    Eu reservo a minha fé a Deus. Aqui na terra me pauto pelo raciocínio e pela observação.

    Não vejo uma predisposição por parte dos Palestinos para encerrar o conflito. Ao contrário, nos últimos anos o mundo islâmico (os palestinos são parte dele) vem se tornando mais e mais sectário (menos tolerante com os diferentes) e violento. Parte do mundo islâmico está em guerra aberta – militar e cultural – com o Ocidente (os israelenses são parte dele).

    Então neste contexto, eu não vejo como os palestinos vão conseguir fazer um acordo. Lembrando que em muitas declarações dos palestinos a ocupação começou em 1948.

    Ao mesmo tempo, veja que os palestinos são profundamente antissemitas. Veja o que se transmite nas TVs palestinas, o que se publica, o que se fala nas mesquitas (a minha fonte é o MEMRI – que também divulga as poucas falas pró ocidente do mundo islâmico, ou seja não é um B’Tselem, uma organização dedicada a focar em apenas uma parte do cenário).

    E finalmente, com 100% de apoio do mundo e com uma montanha de recursos colocados à sua disposição, os palestinos não formaram seu estado até hoje! Só pode ser porque eles não querem (esta é a parte irracional do meu raciocínio).

    Esta história de ocupação é balela, a meu ver. Em Gaza não há ocupação, então inventaram a questão do bloqueio. E o bloqueio também é consequência da guerra do Hamas contra Israel e não causa.

    Bruno, tem muita mistificação no discurso palestino. Esta mistificação tem método e propósito.

    O que não quer dizer que os palestinos não estejam sofrendo. Estão sim e é lamentável. Mas eles tem que culpar suas lideranças (desde 1920) por isto. Não Israel, não o sionismo.

    O fim do conflito depende dos palestinos elegeram lideranças que aceitem Israel como estado judaico, soberano e parceiro. O resto é balela.

    Abraço,
    Raul

    • Bruno Lima

      18/01/2016 at 14:57

      Raul,

      Não abandonei o tema em nenhum dos meus comentários. Ao que parece, você não entendeu a analogia apresentada. Esse seu deus deve estar pregando peças em sua capacidade de pensar logicamente.
      Repito – a ocupação é um grande entrave para a solução do conflito. Assim como o nazismo era/é um grande entrave para solução do antissemitismo, a ditadura das perseguições e o tráfico de drogas da violência urbana.

      A pergunta que procede dessa lógica – talvez eu tenha superestimado ao acelerar o desenvolvimento do meu pensamento – é: o fim da ocupação acarretará no fim do conflito? A essa pergunta respondo categoricamente “não”. Da mesma forma que o fim do nazimo, da ditadura e do tráfico não nos conduziram/conduzirão ao fim do antissemitismo, perseguição e violência, respectivamente.

      A pergunta seguinte é (estou indo com calma): Se o fim da ocupação não nos conduzirá diretamente ao fim do conflito, devemos, então, mantê-la? (Perceba que sigo explorando o mesmo tema – o fim da ocupação e o fim do conflito). Obviamente, não devemos mantê-la pois sabemos que o fim da ocupação nos aproximará do fim do conflito enquanto o status quo apenas nos distancia.
      O problema em seus comentários é em determinados momentos concordar com o fim da ocupação e em outros não tanto. Pergunto com base em seus prévios comentários – por que a ocupação é ruim? Por que é desnecessária? Por que você não gosta dela?
      Imagino que seja pelo mesmo motivo que eu vejo dessa forma – porque ela é um grande entrave na resolução do conflito.

      Você pensa exatamente como eu. O problema é que não percebe suas contradições e fica dando voltas em argumentos clichês levantados pela extrema-direita israelense. É uma espécie de “concordo, mas não aceito que concordo”.

      Ficou claro?

  • Mario S Nu sbaum

    18/01/2016 at 15:19

    ” por que a ocupação é ruim? Por que é desnecessária? Por que você não gosta dela?
    Imagino que seja pelo mesmo motivo que eu vejo dessa forma – porque ela é um grande entrave na resolução do conflito.”
    É óbvio que não sei as razões do Raul, mas as minhas para ser contra não é essa, entrave na resolução.
    1) é muito cara
    2) prejudica, muito, a imagem de Israel no mundo. Sei que 90% dos que a usam para criticar o país no dia seguinte iriam arrumar outro motivo, mas mesmo assim
    3) divide a sociedade israelense e as colônias pelo mundo

    Tudo isso eu aplico aos assentamentos, ocupação militar, além de legítima, ainda é necessária.

    • Bruno Lima

      18/01/2016 at 15:39

      Olá Mario,

      Assim como disse para o Raul, fico feliz por saber que você se opõe a ocupação. Pensemos agora porque as suas razões para o fim da ocupação tem direta relação com o fim do conflito – apesar de você tentar se convencer do contrário.

      1) “é muito cara” – quanto mais investimento financeiro em settlements e outposts menor será o interesse em desocupar. Esses investimentos criam uma dinâmica econômica que torna os setores privado e público (além da própria população palestina) dependentes da ocupação. Quanto menor o interesse em desocupar, mais distante fica a resolução do conflito.
      2) “prejudica, muito, a imagem de Israel no mundo” – sabe-se que quanto maior a campanha contra Israel no exterior, maior o apoio aos partidos de extrema-direita em geral e aos territórios ocupados em particular. É uma espécie de reação nacionalista a um ataque direto a soberania do Estado. Esse apoio aos territórios e aos partidos de extrema direita deixa a resolução do conflito ainda mais distante.
      3) “divide a sociedade israelense e as colônias pelo mundo” – quanto mais dividida a sociedade israelense mais dificil será criar maioria para realizar a desocupação e amenizar o crescente ódio em relação aos arabes. Considere também que a taxa de natalidade é maior entre eleitores de partidos de extrema-direita o que, no longo prazo, significa tornar a ideia da desocupação algo impossível (para muitos já é). A resolução do conflito fica, definitivamente, mais distante.

      Recomendo a vocês pararem de dar voltas utilizando desculpas que mais confortam emocionalmente do que preenchem cognitivamente a argumentação.

      Grande abraço.

  • Raul Gottlieb

    21/01/2016 at 16:50

    Bruno,

    Nós evidentemente não pensamos igual na questão da ocupação ser um dos maiores entrave para a solução do conflito. Até podemos pensar igual em muitas outras coisas, mas nesta não.

    Apesar das muitas voltas que você deu (na minha opinião), num certo momento você foi bem objetivo.

    Você disse (copiando): “O fato da ocupação não ter sido a causa do conflito até certo ponto na história, não significa que este não seja sua causa (ou grande parte da causa) agora. / Além disso, não há como saber o que o fim da ocupação pode acarretar.”

    Eu penso que esta reviravolta de causa e consequência é muito problemática. Muito improvável. Mas aceito o teu segundo ponto: “não há como saber”.

    Com a ajuda deste segundo ponto, pode realmente ser que você tenha razão.

    Mas … ops … pode ser também que não tenha, visto que se não há como saber o que vem depois, pode ser que a ocupação não seja o maior impedimento para a resolução do conflito.

    Tivemos uma boa conversa. Fiquei uns dias fora do ar por alegrias na família. Mas a conversa foi boa.

    Sobre porque a ocupação é ruim, vou resumir muito brevemente a minha posição: porque ela embrutece a população de Israel. Ela é muito ruim para a nossa democracia. Guerras nunca são boas. Mas ficar vivo é preciso. Se defender é preciso. Mortos não tem ética.

    Abraço, Raul

Você é humano? *