O Muro das Lamentações e a quebra do acordo

Em junho de 1967, Jerusalém tornou-se a capital unida do povo judeu em todo o mundo. Cinquenta anos depois, o atual governo israelense vem conseguindo destruir esta unidade.  Através de uma estratégia política sorrateira que objetiva a manutenção do poder a qualquer custo, nosso governo falhou em sua sagrada responsabilidade de preservar o princípio fundamental de Israel como pátria do povo judeu.

A decisão do governo de suspender o acordo do Kotel foi percebida por muitos como um ״tapa na cara״ diante do judaísmo na diáspora. Nós testemunhamos imediatamente um debate público em toda as mídias sobre o direito dos judeus de todas as correntes de reivindicar a sua influência dentro da sociedade e da política israelense.

Para muitos israelenses, a questão é simples. Houve um choque entre dois interesses e o governo escolheu preservar espúrias alianças em Israel em detrimento da aliança com os  judeus em todo o mudo.

Jerusalém e o Muro das Lamentações não são uma grande sinagoga, nem a única herança de um grupo ideológico. Jerusalém é um símbolo, que liga todos os judeus ao seu passado e ao seu futuro. Jerusalém, quando tratada adequadamente, é um catalisador para a unidade de todos os judeus do mundo.

A suspensão do acordo do Muro das Lamentações não é apenas uma afronta aos judeus em todo o mundo. É muito mais do que isso: trata-se de uma afronta ao sionismo, seus sonhos e aspirações. É uma afronta ao compromisso de Israel em ser uma democracia judaica. A quebra do acordo ameaça o núcleo da identidade e o futuro de Israel.

Certamente há dois lados nesta história. Mas os lados não estão empatados. A maior diferença é que aqueles indivíduos a favor do acordo do Muro das lamentações aceitam o estado democrático – onde “o outro” – não apenas é tolerado como também é parte. Já aqueles que são contra defendem um regime onde os primeiros não podem existir, a não ser que aceitem um estilo de vida medieval.

Os judeus a favor do acordo não possuem mais méritos do que os que são contra. A verdade é que eles se encontram em um estágio distinto de civilização.

Vídeo original criado pela página ״מה אכפת לי״ (ma echpat li) no Facebook
Tradução: ConexãoIsrael.org

 

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