O Povo com o Golã

25/05/2015 | Conflito; Política

Israel aceitou devolver a Península do Sinai ao Egito ainda na década de 1970, mas diz que as Colinas do Golã são suas para sempre. Ambos foram conquistados na Guerra dos Seis Dias, e por motivos idênticos. Por que esta diferença?

A visão da principal corrente na política territorial israelense antes de 1967 era que o controle sobre estes territórios seria um ativo de segurança. O alto escalão de defesa acreditava que as fronteiras provisórias definidas pelos Acordos de Armistício de 1949 (a famosa Linha Verde) não eram defensáveis, uma vez que os países árabes desejavam exterminar o Estado de Israel. Eram necessárias fronteiras defensáveis.

Em termos práticos, a noção de que o controle sobre o Sinai conferia segurança baseava-se principalmente nos infinitos casos de infiltração, em que árabes cruzavam as fronteiras de Israel. Independentemente dos infiltradores serem terroristas mal-intencionados, dispostos a realizar disparos, esfaqueamentos ou sabotagens, ou meros pastores perdidos ao correrem atrás de suas cabras, havia uma ampla noção, durante as duas primeiras décadas da história do Estado, de que as comunidades do sul estavam expostas a estas ameaças. Mais ainda, o Mar Vermelho é um rota importante para navios mercantes israelenses, e o Egito já controlava o Canal de Suez, sua ligação com o Mar Mediterrâneo, enfatizando a relevância do controle sobre o Sinai para a navegabilidade da frota israelense – uma questão tão essencial que serviu de casus belli para os conflitos de 1956 e 1967.

O Golã, por sua vez, representava uma vantagem militar para a Síria, por sua elevada altitude em relação à região israelense adjacente, a Galileia, que compreende o Lago Kineret (Mar da Galileia) e várias pequenas comunidades, incluindo kibutzim com especial significado para os governos do Mapai (Partido dos Trabalhadores da Terra de Israel, antecessor do Partido Trabalhista Israelense – Avoda). Era comum que cidadãos israelenses naquelas localidades se encontrassem repentinamente sob fogo sírio vindo do Golã. Além disso, as Colinas do Golã representam uma fonte crucial de água e, após um acordo regional de compartilhamento sob mediação internacional não ter sido alcançado, Israel unilateralmente iniciou a construção do Aqueduto Nacional, um projeto que levou anos para ser finalizado e sofreu muitas tentativas de sabotagem por parte dos sírios.

Lendo esta descrição das respectivas situações, o leitor facilmente conclui que ambas as regiões carregavam importância similar por questões de segurança, uma vez que controlá-las garantiria tranquilidade aos povoados israelenses adjacentes e estabilidade a aspectos cruciais da economia nacional, como o comércio exterior e o acesso à água. Surge naturalmente a comparação entre a rápida devolução da Península do Sinai ao Egito e a contínua ocupação das Colinas do Golã, sob controle israelense há quase meio século. No entanto, ainda que se trate de questões similares, não são casos idênticos. Precisamos entender as realidades internas e externas encaradas pela sociedade israelense quando das negociações que levaram ao acordo de paz com o Egito, e compará-las à realidade no Golã e às relações entre Israel e a Síria.

Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970, muitos membros do gabinete israelense, como Moshe Dayan e Golda Meir, expressaram oposição à idéia da devolução da península como um todo. Negociações indiretas entre Israel e o Egito durante os primeiros anos após a Guerra dos Seis Dias, especialmente as supervisionadas pelo Secretário de Estado americano William P. Rogers, não resultaram em nenhum acordo entre as partes. Enquanto o Egito exigia a devolução completa da península, Israel não concordava em desocupar Sharm al-Sheikh, a cidade localizada em seu ponto meridional, e uma faixa de terra que a conectasse a Eilat e garantisse à frota israelense o acesso permanente às águas que a margeiam. Dayan, então ministro da Defesa, chegou a afirmar que “é preferível Sharm al-Sheikh sem a paz, do que a paz sem Sharm al-Sheikh”.

Moshe Dayan
Moshe Dayan

Naqueles anos, marcados pela Guerra de Desgaste entre Israel e o Egito ao longo do Canal de Suez, as reivindicações de ambos os lados mantiveram-se intactas. Apenas após a Guerra de Yom Kipur, a liderança israelense começou a entender que alguma solução intermediária seria necessária para a questão do Sinai – o Egito havia provado que Israel teria de pagar um preço muito alto se desejasse manter seu controle militar sobre a península. Nos acordos assinados em 1974 e 1975 pelo governo trabalhista de Yitzhak Rabin, Israel desocupou a costa ocidental da Península do Sinai, permitindo a reabertura do Canal de Suez, que estava fechado desde 1967. No controle de ambas as margens do canal, o governo egípcio autorizou a passagem de navios israelenses.

Estes acordos, no entanto, não trataram do desmantelamento de nenhum assentamento israelense na Península do Sinai. A desocupação voluntária de assentamentos judaicos como política de governo nunca havia ocorrido até o momento e não era parte do debate público da época. Por outro lado, a jovem sociedade israelense não estava acostumada a protestos políticos de grande porte. A oposição ao Acordo de Reparações assinado com a Alemanha Ocidental em 1952 – cuja polêmica se devia à indiscutível gravidade do tema do Holocausto – e o movimentos dos Panteras Negras – extremamente relevante na década de 1970, mas exclusivamente focado em questões internas – são as exceções que confirmam esta regra. A realidade, no entanto, era que a população não tinha grande experiência em opor-se publicamente às políticas do governo através de manifestações.

Neste ambiente, o movimento Paz Agora (Shalom Achshaiv) foi criado em 1978 para impedir que o governo deixasse passar a histórica oportunidade criada pela visita de Anwar Sadat. As grandes multidões reunidas em suas manifestações o posicionaram no centro do diálogo nacional, conferindo-lhe imensurável vantagem em relação aos movimentos dos colonos, que ainda engatinhavam em sua campanha de opinião pública e lobby político.

Desta forma, a maioria do público israelense assistiu o governo, agora liderado por Menachem Begin e seu partido Likud, conduzir as negociações com o governo egípcio, sendo o ponto de destaque deste processo, naturalmente, a histórica visita do presidente Anwar Sadat e seu discurso na Knesset. Antes e depois da assinatura dos acordos, o público não engajou-se em amplos debates ideológicos, focando-se em questões mais pragmáticas, como o novo status de Israel na arena regional e a logística do desmantelamento dos assentamentos e das compensações a serem pagas aos colonos. A visita de Sadat também serviu para esclarecer alguns pontos, tanto para a população israelense em geral, como para o governo especificamente. As intenções pacíficas do Egito, já exemplificadas pela abertura do Canal de Suez para os navios israelenses, tornaram-se ainda mais claras com seu gesto máximo de boa vontade: discursar diante da Knesset, o legítimo corpo político do povo judeu.

Para ler a íntegra do discurso de Sadat em inglês no site da Knesset, clique aqui.

Anwar Sadat (esq.) discursa no plenário da Knesset ao lado de Yitzhak Shamir
Anwar Sadat (esq.) discursa no plenário da Knesset ao lado de Yitzhak Shamir

Nas negociações ocorridas durante a visita oficial, ficou claro até que ponto cada lado estava disposto a ceder para que se alcançasse o acordo. Sadat novamente rejeitou a possibilidade de uma desocupação parcial que mantivesse Sharm al-Sheikh e outros pontos estratégicos sob soberania israelense, além da presença dos assentamentos como áreas desmilitarizadas. O presidente egípcio chegou até a ameaçar interromper a visita e retornar ao Cairo caso estas condições não fossem encaradas com a devida seriedade. Begin, por sua vez, concordou com uma retirada completa, mas não abriu mão da desmilitarização da Península do Sinai – sendo estes os termos gerais do acordo final, que ainda incluiu o fornecimento constante a Israel de petróleo egípcio a preço reduzido.

A questão da devolução das Colinas do Golã, por outro lado, não pode ser analisada como um único episódio, como o Sinai, por não ter sido resolvida em poucos anos. Pelo contrário, quase meio século se passou desde que as Forças de Defesa de Israel tomaram o controle da região, durante o qual as relações entre Israel e a Síria oscilaram bastante – ainda que nunca tenham sido amigáveis como as relações com o Egito, mesmo antes dos acordos de paz. A realidade interna de Israel também passou por significativas alterações desde o final da década de 1970, assim como a disposição do público em debater temas polêmicos e em protestar decisões governamentais.

A situação nas Colinas do Golã antes da Guerra dos Seis Dias poderia ser comparada à da fronteira entre Israel e o Sinai no mesmo período. No âmbito da segurança, o uso da artilharia síria contra povoados do lado israelense da fronteira seria um paralelo às infiltrações no sul. Os conflitos pelas fontes de água equivaleriam ao bloqueio aos navios israelense, sob o ponto de vista econômico. Mais ainda, a colonização das Colinas do Golã foi levada mais a sério pelos governos trabalhistas do final da década de 1960, sendo a primeira comunidade, o kibutz Merom Golã, fundada apenas um mês apos a Guerra dos Seis Dias.

Além disso, são relevantes as relações com o governo sírio, liderado por Hafez al-Assad que, ao contrário do egípcio Sadat, nunca demonstrou disposição para alcançar um acordo permanente com Israel, antes ou depois da Guerra de Yom Kipur. Além das Colinas do Golã, Israel e Síria também encontravam-se em lados opostos na Guerra Civil Libanesa, entre 1975 e 1990. Desta maneira, apenas na década de 1990, após a Conferência de Madrid e no espírito da paz entre Israel e a Jordânia e dos acordos com os palestinos, Israel e Síria realizaram as primeiras negociações concretas sobre um possível acordo de paz que levaria à devolução, completa ou parcial, do Golã à Síria.

Hafez al-Assad
Hafez al-Assad

Estas realidades diferentes na agenda doméstica e na arena diplomática impediram que a questão das Colinas do Golã fosse resolvida nos primeiros anos após a Guerra dos Seis Dias, como ocorrido com a Península do Sinai. O alongamento da questão permitiu que ambos os lados entricheirassem-se por trás de suas prioridades e narrativas, contribuindo para a solidificação do atual estado de coisas, em que diferentes rodadas de negociações durante as décadas de 1990 e 2000 aparentemente fracassaram justamente em suas fases finais, quando um acordo mostrava-se quase concretizado.

Em Israel, este processo de entrincheiramento começou ainda durante a guerra, quando os habitantes dos povoados adjacentes às Colinas do Golã tiveram de deixar suas casas por motivos de segurança. Suas alegações de que, caso o governo não fosse capaz de defendê-los e às suas comunidades, não deveriam mais considerar-se membros da sociedade israelense e poderiam simplesmente deixar o país, afetaram a liderança do Mapai. Composta majoritariamente por kibutzim, este setor da população estava ideologicamente aliado com o partido governista, mas também ao Mapam (Partido Unificado dos Trabalhadores, antecessor do Meretz), localizado à sua esquerda no espectro político.

Do lado sírio, o Golã ocupa uma posição de relevância intermediária. O governo não lhe confere tamanha importância a ponto de cobrar de Israel um alto preço por sua ocupação, como fez o Egito com o Sinai. Mesmo assim, seu uso como motivo para o constante estado de guerra com Israel serviu muito bem ao mecanismo de criação da coesão nacional que durante décadas sustentou o regime do Partido Ba’ath e da família al-Assad até as vésperas da atual Guerra Civil.

Nas décadas seguintes, os colonos do Golã se organizaram em um forte lobby, angariando apoio de todos os partidos do espectro político sionista. Ao contrário da população judaica da Cisjordânia, notoriamente religiosos-nacionalistas, os colonos do Golã são em sua maioria laicos e conseguiram semear apoio à sua causa por toda a sociedade israelense com grandes campanhas de opinião pública, ainda que representem uma reduzida parcela da população. Em 1981, sem usar o termo “anexação” a Knesset aprovou a Lei das Colinas do Golã, que estende “o direito, a jurisdição e a administração israelenses” para a região. Entre os territórios ocupados em 1967, apenas Jerusalém Oriental também goza de tal status. Mais recentemente, em março de 2014, foi aprovada a Lei Básica: Referendo, que tem valor constitucional e determina que terras sob “o direito, a jurisdição e a administração israelenses” poderão ser transferidas através de acordos à soberania de outro país somente após a aprovação de 80 parlamentares (dois terços da Knesset) ou de um referendo nacional.

O adesivo "O Povo com o Golã" era facilmente encontrado nos carros israelenses nos anos 1990 e 2000.
O adesivo “O Povo com o Golã” era facilmente encontrado nos carros israelenses nos anos 1990 e 2000.

Por mais que o gabinete israelense tenha sinalizado suas intenções de desocupar as Colinas do Golã imediatamente após a Guerra dos Seis Dias em troca da normalização das relações com a Síria, até que as negociações realmente ocorressem, três décadas mais tarde, durante os governos Rabin e Barak, a devolução não era mais aceitável aos olhos do público, mesmo que as garantias de segurança oferecidas pelo regime sírio fossem similares às concedidas pelos egípcios na década de 1970.

Uma série de fatores levou à disposição israelense em retirar-se da Península do Sinai, mas não das Colinas do Golã, ainda que ambas as regiões tivessem sido ocupadas originalmente pelos mesmos motivos. Na arena diplomática, as ações militares egípcias na Guerra do Desgaste e na Guerra de Yom Kipur demonstraram a Israel o alto preço a ser pago caso optasse por manter o controle sobre a península, assim como a disposição de Sadat em assinar um acordo de paz permitiu que se construísse uma confiança mútua. Por outro lado, o fato de Assad apenas concordar em negociar nos anos 1990, e a realidade em que as Colinas do Golã têm se mantido em um estado inercial de relativa calma desde a Guerra de Yom Kipur, conferiram à ocupação deste território um baixo preço – ou mesmo nenhum preço – a ser pago, ao mesmo tempo em que não havia com quem negociar naquele front.

Cartaz da campanha "Paz com o Golã" diz "Sem o Golã, não há paz - Rabin não tem autoridade para fazer concessões no Golã"
Cartaz da campanha “Paz com o Golã” diz “Sem o Golã, não há paz – Rabin não tem autoridade para fazer concessões no Golã”

Na agenda doméstica, havendo a questão do Sinai sido resolvida de maneira relativamente rápida, não sobrou à opinião pública israelense muito tempo para reagir e o movimento Paz Agora tomou a dianteira e trouxe a opinião pública para o seu lado. O indecisão sobre tema das Colinas do Golã, entretanto, permitiu que a semente plantada pelo Paz Agora florescesse e a população aprendesse a abandonar sua indiferença e fazer escutar suas críticas a políticas de governo e, à medida que as décadas passavam, entrincheirar-se por trás da oposição à simples idéia do debate sobre uma possível retirada.

Comentários    ( 8 )

8 Responses to “O Povo com o Golã”

  • Marcelo Starec

    27/05/2015 at 00:39

    Oi Claudio,

    Muito bom o artigo!…Interessante essa relação entre o Sinai e as Colinas de Golan. Em meu entender, desde 1967, os Trabalhistas perceberam uma diferença entre esses dois Territórios (Golan e Sinai). Basta ir ao Golan e verificar como é simples, a tiros de canhão ou armas similares, ter uma visão ampla do norte de Israel e os Sírios usaram e abusaram (ou deixaram isso ser feito por outros – tendo sido coniventes) de tiros de canhão atingindo alvos civis em Israel. Isso sem contar com a questão da água, que os sírios planejavam e começaram a por em prática o desviar o fluxo de água para “secar Israel”…Hoje Israel depende muito menos da água vinda daquela fonte, mas de fato até o presente momento, em meu entender, não apareceu um negociador sério e confiável para uma paz…Aliás, nesse aspecto Israel até que teve sorte, pois não se sabe hoje o que será do futuro da Síria e se o “rei presidente” Assad conseguirá manter-se no poder. Assim, ao contrário do Egito, infelizmente não há de fato com quem negociar ali naquelas bandas…

    Abraço,
    Marcelo.

  • Mario S Nusbaum

    27/05/2015 at 17:38

    Em um dos grupos virtuais dos quais participo, faço parte da maioria que considera o Assad o menor dos males. O que vocês acham? E o povo israelense em geral?

    • Claudio Daylac

      27/05/2015 at 19:47

      Oi, Mario.

      Um dos fenômenos da recente Primavera Árabe foi a deposição de ditadores que governavam desde a Guerra Fria, conduzidos ao poder pelos EUA e pela URSS.

      Sendo a Tunísia a exceção honrosa, por ter elegido democraticamente um governo laico, até agora temos visto eleições aparentemente democráticas que levaram ao poder partidos radicais (Irmandade Muçulmana, no Egito, por exemplo), ou países em guerra civil, como a Síria e o Iêmen.

      No caso do Egito, podemos ver que a população urbana (que é quem protesta na Praça Tahrir do Cairo, apesar de não ser maioria), preferiu voltar de braços abertos à ditadura de Mubarak (agora sob a liderança de Sisi), pois esta lhe permitia liberdades que a “democracia-islâmica” havia cortado.

      É o menor dos males.

      Assad parece ser a mesma coisa: se as alternativas são a al-Qaeda e o Daesh, quem não prefere o bigodudo?

      Um abraço!

    • Raul Gottlieb

      28/05/2015 at 11:26

      Claudio,

      Você acha MESMO que foram os USA e os URSS que disseminaram as ditaduras no mundo árabe?

      Como se explica que nos 1.323 anos de 622 a 1945 (da hégira ao começo da guerra fria) não houve um pequeno, mínimo, breve, fugaz experimento democrático no mundo árabe?

      Abraço,
      Raul

    • Claudio Daylac

      28/05/2015 at 12:16

      Não foi isso que eu disse.

    • Mario S Nusbaum

      03/06/2015 at 17:05

      Obrigado Claudio, parece mesmo uma situação de se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.
      um abraço.

  • Ricardo Arcanjo

    31/05/2015 at 17:34

    Prezado Claudio. Texto muito interessante! No entanto gostaria de saber qual a posição da população árabe do Golã? Desejam retornar a soberania Síria?

    • Claudio Daylac

      03/06/2015 at 13:02

      Oi, Ricardo.

      Obrigado pela visita e pela elogio.

      A população muçulmana no Golã é majoritariamente da etnia drusa, que tem o costume de lealdade ao país onde vivem (Israel, Líbano, Síria).

      Esta tradição os coloca em uma situação delicada: devem permanecer fieis aos sírios que historicamente controlavam a região, ou automaticamente aliar-se aos novos governantes israelenses?

      Atualmente, há drusos no Golã que se identificam mais com Israel (muitos solicitam a cidadania, um direito que têm mas não são obrigados a exercerem) e há drusos que mantém mais laços com a Síria. E há também os laços familiares com os drusos que ficaram no outro lado da (nova) fronteira, e Israel e a Síria coordenam comércio e (veja você) troca de noivas/esposas entre as partes.

      É importante diferenciá-los dos drusos que vivem dentro de Israel desde 1948 e são (de acordo com sua milenar tradição) bravamente leais ao Estado. Recentemente, o exército anunciou a extinção das unidades militares drusas, diante da demanda desta população em servir nas unidades regulares e integrar-se mais facilmente na sociedades.

      Um abraço.