O que o terrorismo palestino quer?

19/10/2015 | Conflito; Opinião; Política

O que o terrorismo palestino quer ?
Autor: Bassam Tawil
(traduzido por Marcelo Treistman – artigo originalmente publicado pelo Gatestone Institute, clique aqui)

Durante os últimos dias, tive a oportunidade de visitar as casas de alguns dos homens e mulheres palestinos envolvidos na onda contínua de terrorismo contra os israelenses – a violência que alguns estão chamando de uma “intifada”, ou levante.

O que eu observei – o que você ou qualquer um poderiam ter visto durante estas visitas – era que nenhum desses palestinos enfrentaram uma vida sofrida. Suas condições podiam ser qualquer coisa, exceto miserável. Na verdade, esses assassinos levavam uma vida confortável, com acesso ilimitado à educação e ao trabalho.

Quatro dos terroristas vieram de Jerusalém e, como residentes permanentes que não registraram-se para obter cidadania, portavam carteiras de identidade israelenses. Eles possuem todos os direitos de um cidadão israelense, com exceção do direito ao voto para a Knesset – mas não pense que os árabes de Jerusalém estão matando e morrendo porque querem votar nas eleições parlamentares.

Esses jovens aproveitaram-se de seu status de residentes permanentes em Israel para identificar e assassinar judeus. Todos eles tinham carteiras de identidade israelenses que lhes permitiam viajar livremente dentro de Israel, e até mesmo possuir e conduzir veículos com placas israelenses. Eles também tinham direitos sociais e serviços de saúde gratuitos concedidos a todos os cidadãos israelenses, independentemente de sua fé, cor ou etnia.

Nenhum dos jovens palestinos envolvidos nos recentes ataques terroristas viveu em uma casa de barro, uma tenda, ou até mesmo um apartamento alugado. Todos eles viviam em casas que eram propriedade de suas famílias, e tinham acesso ilimitado à internet. Todos eles portavam smartphones que lhes permitiram partilhar as suas visões de mundo no Facebook e Twitter e, entre outras coisas, a se envolverem em incitamento desenfreado contra Israel e os judeus.

Na casa de Muhannad Halabi, por exemplo, o palestino que matou dois judeus na Cidade Velha de Jerusalém na semana passada, você iria descobrir que seu pai é um homem de negócios que lida com sistemas de ar condicionado e tem o seu próprio negócio em Ramallah. A casa da família, na aldeia de Surda na periferia norte de Ramallah, parece que saiu de um filme gravado em San Diego.

Foto de Muhannad Halabi em sua casa.
Foto de Muhannad Halabi em sua casa.

Muhannad Halabi, como conta um de seus parentes, era um menino mimado que sempre teve tudo o que desejou. Ele foi estudante de Direito na Universidade Al-Quds, perto de Jerusalém, e podia trafegar livremente entre Ramallah e o campus. Mas a boa vida que Muhannad teve não o impediu de se juntar a Jihad Islâmica e assassinar dois judeus. Ele desejava matar os judeus, porque tinha sofrido uma lavagem cerebral de nossos líderes e da mídia, e foi impulsionado pelo ódio – ele não estava vivendo na miséria e com privações.

O caso de Shuruq Dweyat, uma aluna de 18 anos de idade, da aldeia Tsur Baher, em Jerusalém, não é realmente diferente da de Muhannad Halabi. Ela agora está recebendo tratamento gratuito em um hospital, depois de ter sido baleada e gravemente ferida pelo judeu que ela tentou assassinar dentro da cidade velha de Jerusalém. Ela estava estudando história e geografia na Universidade de Belém, para a qual ela viajava quatro vezes por semana a partir de sua casa, sem enfrentar qualquer obstáculo ou ser parada por soldados israelenses.

Fotos de Shuruq postadas em mídias sociais mostram uma mulher feliz, que nunca parou de sorrir e posar para “selfies”  Ela possuía seu próprio smartphone. Sua família, como a de todos os outros terroristas, possui sua própria casa e levam uma vida extremamente confortável. A identidade israelense que Shuruq possui lhe permitia ir a qualquer lugar dentro de Israel a qualquer momento. Ela escolheu aproveitar esse privilégio para tentar assassinar um judeu aleatóriamente na rua. A razão? Ela, também, aparentemente foi impulsionada pelo ódio, anti-semitismo e intolerância. Ela também foi vítima de uma máquina de propaganda maciça que, de forma incessante, demoniza Israel e os judeus.

Selfies da jovem Shuruq Dweyat postadas em redes sociais
Selfies da jovem Shuruq Dweyat postadas em redes sociais

Se você tivesse conhecido Fadi Alloun de apenas 19 anos, você teria visto possivelmente o homem mais bonito de Jerusalém. Fadi, que veio de Issawiyeh em Jerusalém, também tinha desfrutado de uma boa vida sob o governo de Israel. Ele também tinha uma identidade israelense e podia viajar livremente por todo o país. Sua família me disse que ele adorava ir aos shopping centers em Israel para comprar roupas em lojas como a Zara, Renuar, Castro. Com suas roupas bem cuidadas e óculos de sol, ele parecia mais como um modelo de moda italiana do que um terrorista. Ele também tinha acesso ilimitado à Internet e sua família possuía casa própria.

Foto de Fadi Alloun - terrorista
Foto de Fadi Alloun – terrorista

A boa vida de Fadi em Israel, no entanto, não o impediu de esfaquear aleatoriamente o primeiro judeu que ele encontrou na rua. Isso aconteceu na semana passada, quando Fadi esfaqueou um judeu de apenas 15 anos de idade, fora da Cidade Velha de Jerusalém. Fadi foi baleado e morto por policiais israelenses que correram para o local do ataque. Fadi não partiu para assassinar judeus porque ele teve uma vida dura. Nem foi impulsionado pela miséria ou pobreza. Ele tinha quase tudo a que desejava, e sua família era relativamente rica. A vida que Fadi tinha, de fato, era muito melhor do que a vida de muitos de seus colegas palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Como um residente de Israel, Fadi era capaz de ir a qualquer lugar que desejasse em Israel e possuía livre acesso a restaurantes, shoppings e academias.

Os outros homens e mulheres jovens que realizaram a atual onda de ataques terroristas também estavam levando uma boa vida; alguns tinham empregos dentro de Israel, em parte graças às suas carteiras de identidade israelenses. Aqueles que vieram da Cisjordânia foram capazes de passar livremente por postos de controle e a barreira de segurança, assim como milhares de outros trabalhadores palestinos fazem, ao viajar para Israel todos os dias em busca de trabalho e uma vida melhor.

Para ser honesto, eu invejei estes terroristas por causa das vidas confortáveis que eles tinham. O mobiliário em suas casas é muito melhor do que meus móveis. Ainda assim, seus luxos não os impediram de de sair para matar judeus.

O que significa tudo isso? Isso mostra que os terroristas palestinos não são movidos pela pobreza e privação, como muitos tem afirmado. Os terroristas palestinos são movidos pelo ódio contra judeus, por conta do que os seus dirigentes, mídia e mesquitas estão dizendo a eles: que os judeus são o inimigo e que eles não têm o direito de estar nesta parte do mundo.

Isto demostra também que este conflito não é sobre locais sagrados islâmicos ou Jerusalém, estamos falando sobre assassinar judeus sempre que possível. Assassinar dois judeus dentro da Cidade Velha de Jerusalém, ou um casal de judeus na frente de seus quatro filhos nada tem a ver com a Mesquita Aqsa ou “ocupação”. É simplesmente sobre o desejo de matar tantos judeus quanto for possível. Os terroristas não estabelecem qualquer distinção entre um judeu vivendo em Jerusalém Oriental, a Cisjordânia, Tel Aviv ou Afula [norte de Israel]. Para os terroristas e seus patrocinadores, todos os judeus são “colonos” e Israel é um grande assentamento que precisa ser eliminado.

Nosso conflito com Israel não é sobre a “ocupação” ou Jerusalém ou locais sagrados ou fronteiras. Também não se trata de pobreza e más condições de vida ou muros e cercas e postos de controle. Este conflito é realmente sobre a própria existência de Israel nesta parte do mundo. A atual onda de terrorismo é apenas uma outra fase em nosso sonho de varrer Israel da face da terra. Esta não é uma intifada. É apenas mais uma onda de assassinatos destinada a aterrorizar os judeus e forçá-los a deixar esta parte do mundo. Ela já obteve êxito com os judeus no resto do Oriente Médio e agora o mesmo está sendo feito contra cristãos também.

Os terroristas e os que os apoiam não estão lutando contra um posto de controle ou um muro. Eles querem ver Israel destruída, judeus massacrados e sangue judaico escorrendo pelas ruas.


Bassam Tawil é palestino, pesquisador e escreve regularmente para a organização Gatestone Institute, um Think Thank americano, que define-se como uma instituição apartidária e sem fins lucrativos e que possui entre os integrantes de seu Conselho Consultivo indivíduos com o quilate de Elie Wisel.

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Comentários    ( 47 )

47 comentários para “O que o terrorismo palestino quer?”

  • Mario S Nusbaum

    19/10/2015 at 00:38

    Pois é Marcelo, enquanto um palestino dá dados e cita fatos para demonstrar o óbvio, existem judeus filosofando e tecendo teorias mirabolantes sobre a motivação destas bestas assassinas. Desse jeito logo, logo a síndrome de Estocolmo vai passar a ser conhecida como síndrome de Tel-Aviv. Posso estar enganado, mas acho que já coloquei links para outros artigos desse autor. Em todo caso, aí vão dois:

    http://www.gatestoneinstitute.org/6281/palestinians-israel-terror-shame
    http://www.gatestoneinstitute.org/6618/palestinian-leaders-liars

    Se um dia houver um debate entre ele e o Gideon Levy, eu chego uma semana antes para sentar na primeira fila.

    um abraço e uma ótima semana

    • Raul Gottlieb

      19/10/2015 at 17:20

      Guarda um lugar ao teu lado para mim, por favor 🙂

      Adorei a “sindrome de Tel Aviv”.

      E me parece que o problema é bem mais amplo. Certos ocidentais não se perdoam pelo seu capitalismo democrático ter dado muitas vezes mais certo do que o feudalismo totalitário que ainda é a norma em grande número de países.

      Daí ficam se culpando pela incompetência dos outros.

    • Mario S Nusbaum

      21/10/2015 at 15:22

      Guardo sim, pode deixar Raul. E bingo, sua crítica a certos ocidentais acertou no alvo. Faz algum tempo assisti um vídeo da palestra de um dos Gideons Levy da vida em uma universidade americana. Ele, como era de se esperar, culpava Israel pela permanência do conflito.
      Nunca vou esquecer o que um dos ouvintes, disse para ele: “você parece a mulher que apanha do marido e diz: deve ter sido algo que eu fiz”.
      um abraço

  • Fábio

    19/10/2015 at 13:20

    Caros, será que Bassam Tawil existe e é realmente quem diz ser? Os textos e conteúdos são convenientes demais, pró-Israel demais. Fiquei com a suspeita de que trata-se de pseudônimo de outra ou outras pessoas ou o autor não é exatamente o que diz ser.

    Quanto ao conteúdo, é chocante, muito triste e preocupante o engajamento de árabes israelenses em atos terroristas. Algo que sempre se temeu e demole convicções.

    Quanto aos questionamentos do texto em relação as motivações de jovens que não tem qualquer tipo de problema ou estão sofrendo. Nunca é justificável em hipótese alguma a adoção do terror como estratégia política. Não estou a fazê-lo. Mas qualquer jovem como esses listados irão explicar seus atos como praticados em solidariedade aos que sim sofrem e não tem meios de praticar o que eles praticam por possuírem os meios.

    É bastante interessante (embora deprimente) saber o perfil dos jovens terroristas. Mas o texto jornalistico parece tentar convencer o leitor de que os praticantes não tem qualquer razão para fazer o que fazem, não sabem o que estão fazendo ou o fazem em razão de lavagem cerebral. Trata-se de uma análise superficial demais do problema.

    A análise dos perfis é só o começo para tentar compreender as motivações. Mas é necessário mais aprofundamento.

    • Marcelo Treistman

      19/10/2015 at 14:38

      Prezado Fábio,

      Agradeço o comentário e as ponderações sempre relevantes. Antes de traduzir e publicar o texto eu passei pelos mesmos questionamentos que inauguram a sua mensagem: “será que Bassam Tawil existe e é realmente quem diz ser“?

      Escrevi um email ao Editorial do Gatetostone Institute. A minha mensagem e a resposta poderão ser visualizados abaixo:

      Clique aqui.

      A resposta foi concedida por Nina Rosenwald – para saber quem ela é, por favor clique aqui.

      Sobre a Insituição específica, leia mais sobre ela aqui e veja os indivíduos que fazem parte do Conselhos.

      O conteúdo me pareceu coerente, válido e passível de ser publicado. Bassam Tawil existe; Agora, se ele é quem ele diz ser, “In dubio pro reo“.

      Um grande abraço.

    • Heloisa

      19/10/2015 at 19:19

      Olá,
      Não compreendi bem a resposta dela. Ela não falou que conhece a pessoa, que checou se ela existe, etc., falou? Ela falou genericamente que tem lugar que é perigoso, é isso?
      H.

    • Raul Gottlieb

      20/10/2015 at 05:12

      Heloísa, ela disse que escrever contra o governo nos países árabes faz mal à saúde. E que quem quer preserva-la tem que se cuidar. Abraço, Raul

    • Mario S Nusbaum

      21/10/2015 at 15:49

      Entendo sua desconfiança Fabio, mas não compartilho dela. Você acredita que Gideon Levy é israelensee? Que Norman Filkelstein e Noam Chomsky são judeus? Pois é…

      Quanto aos jovens, sabem muito bem o que estão fazendo e se seus atos terroristas estivessem sendo praticados em solidariedade aos que sofrem, deveriam comete-los contra as próprias lideranças.

    • Fábio

      22/10/2015 at 06:05

      Caro Mário, me desculpe, mas a sua colocação me parece despropositada (para não dizer retórica). As pessoas que você menciona Levy, Filkelstein (“has ve halila!”) e Chomsky (ah, o que defendeu Pol Plot…) podem ser identificadas pois são acadêmicos, publicam, tem currículo etc. Concordemos ou não com esses sujeitos, que em alguns casos beiram (ou adentram) o auto-ódio e me parecem caso para psiquiatra, uma vez que não tem equilíbrio cobrando de maneira diferente, diferentes povos.

      Judeus criticam Israel e palestinos e árabes muçulmanos criticam Israel e palestinos. O ponto não é exatamente esse, mas outros detalhes do texto que me parecem deixar algo “de fora”. É apenas uma impressão, suspeita. Não questionei a precisão dos relatos, achei o conteúdo interessante e preocupante, embora o ponto de vista me pareça ser, conforme escrevi, um pouco superficial sob alguns aspectos.

      Talvez a ideia do autor seja associar subliminarmente esses jovens aos jovens europeus que tem se juntado com o EI, não sei. Será?

      Por muitos anos um sujeito de nome aparentemente judeu tinha um discurso bastante crítico em muitos textos que eram reproduzidos internet a fora. Depois, descobriu-se que tratava-se de um camarada com nome islâmico na verdade.

      Existe muitos outros casos de falsa identidade e creio que essa não seja uma estratégia legal, se isso realmente está ocorrendo no caso do camarada.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 12:54

      Caro Fabio, sei que são casos completamente diferentes e você tem razão quando diz que existem casos de perfis fakes. Também concordo em que isso não é correto. Meu post foi propositalmente exagerado, eu quis ressaltar que, assim como existem depoimentos falsos, existem os reais, como aquele do filho de um dos líderes do hamas.

      “Talvez a ideia do autor seja associar subliminarmente esses jovens aos jovens europeus que tem se juntado com o EI, não sei. Será?”
      Também não sei, mas parece que sim, o que não é um despropósito. Esses jovens estão sujeitos apenas a um discurso, o que os torna muito mais susceptíveis do que os europeus.

      um abraço, e não precisa se desculpar, são os questionamentos que nos levam a chegar a conclusões mais fundamentadas.

  • Fábio

    19/10/2015 at 15:05

    Caro Marcelo, obrigado por sua resposta. Os argumentos da Nina não me convenceram. Não há dúvida de que mesmo vivendo em Israel um autor árabe de texto com esse conteúdo corresse risco de vida. Ainda assim, detalhes desse texto e de outros atribuídos ao mesmo autor me parecem ser indicativos de que algo está fora do lugar.

    Especialmente na internet, é bastante comum a existência de perfis cujo nome e a atribuída identidade expressa fazem parte da “composição do argumento de autoridade”. Não acho desonesto ou intelectualmente problemático um sujeito de sobrenome Cohen, ou Ahmed assinar Smith ou Silva. Mas o Cohen assinar Ahmed e vice versa, sim.

    Um sobrenome revelador explícito da origem étnica do interlocutor é alvo fácil de argumentos falaciosos desqualificativos. Então a adoção de um sobrenome “neutro” retira barreiras de possível comunicação e quem sabe entendimento.

    De qualquer maneira, o artigo que você traduziu vale muito a pena pelas importantes informações que revela. Talvez uma abordagem menos engajada do Tawil fosse politicamente mais eficiente. Me parece que a contundência e a estridência ideológica é que tornam estrategicamente o artigo vulnerável.

    Com um abraço, Fábio.

    • Raul Gottlieb

      19/10/2015 at 17:29

      Fábio, independente desta pessoa existir ou não, ser palestina ou búlgara ou israelense, o certo é que as informações que ele coloca são as mesmas que se encontram em toda a imprensa e que sua opinião é tão boa como qualquer outra.

      Se ele for um israelense querendo se passar de palestino a única coisa que muda é a intensidade dramática da mensagem, mas a análise continua válida.

      Uma pessoa amiga quando queria mandar alguma carta aos jornais no Brasil sobre Israel assinava com um pseudônimo árabe. A carta era sempre publicada. Já as cartas enviadas com o seu nome judaico eram desprezadas.

      Assim é o jornalismo.

      Temos que passar por cima disto e analisar apenas as mensagens.

      No caso do autor traduzido pelo Marcelo eu penso que o perfil que ele traça é muito bom. O Abbas diz que os judeus profanam as mesquitas como seus pés. O mundo finge que não escuta, mas isto é idêntico ao que Hitler falava dos judeus e foi assim que ele mobilizou os alemães ao massacre dos nossos avós.

  • Marcelo Starec

    19/10/2015 at 18:13

    Oi Marcelão,

    Parabéns!..Muito obrigado por nos trazer esse artigo, devidamente traduzido!…Entendo que o principal e óbvio problema que existe – é mesmo a crença no islã radical e extremista!…É esse o maior inimigo dos islâmicos e inclusive dos palestinos (e de Israel e do mundo também!)!…Nada disso é novidade…Quem estudou a fundo a história do Estado Cristão onde hoje é Israel e na reação árabe – islâmica a ele, pode perceber que nos 200 anos de luta para destruí-lo os muçulmanos sempre educavam os seus filhos com valores centrais – “ocupação” e “humilhação” – é exatamente a mesma estratégia que fazem hoje! e desde 1948!…Infelizmente, muitos ingênuos do mundo ocidental se conformam com essa teoria e tem certeza de que a culpa é da “ocupação” e da “humilhação” pela qual sofre o povo palestino…Muito bem, então porque em 1937 a justificativa das revoltas árabes assassinando em massa civis judeus era a tal “ocupação”?…Sim, a mesma justificativa!…Bom, termino aqui contando um fato verídico – uma amiga minha, não judia, foi a uma excursão em Israel e na Judeia e Samaria, em áreas da AP e o guia oficial do Abbas contou a ela o seguinte: A palestina era um país maravilhoso, onde os palestinos viviam em paz e produziam muito, inclusive novos inventos e tecnologias – até que os judeus chegaram e tomaram a nossa terra – todo mundo adorava a nossa linda praia de Tel Aviv, mais hoje ela é fechada para os judeus…Só seremos felizes quando recuperarmos toda a nossa terra, principalmente aquela linda cidade (Tel Aviv), que os judeus nos tomaram…Isso foi em 2013!!!…O ponto aqui é: está na hora das pessoas que se interessam em estudar essa questão que parem definitivamente com esses “chavões” superficiais de “ocupação” e “humilhação” e todo esse coitadismo ridículo e comecem a pensar “fora da caixa” e tentar entender essa questão de modo mais abrangente…Fácil provar isso – Por qual motivo os países árabes se esforçam na ONU para “fabricar e manter” um enorme contingente de “descendentes de refugiados” – cerca de 5 milhões, os quais não recebem direito a trabalhar e permanecem até hoje em campos onde, com dinheiro da ONU, são educados para o ódio contra os judeus…O que é isso, senão uma arma vergonhosa, que infelizmente poucos questionam???…Cadê as ONGs que se dizem “humanistas”?…Ah sim, elas estão discutindo hoje se o fato de um terrorista esfaquear 3 ou 4 judeus é motivo justo para o policial atirar no terrorista – “algo desproporcional” ou se o policial deveria ser obrigado, como um cavalheiro, a correr em direção do esfaqueador, dominá-lo e prendê-lo…ainda que outros dez civis sejam esfaqueados nesse interim, mas são “judeus ocupantes”, então tudo bem…Essa é a grande discussão hoje desses tais “humanistas”…Há que se parar e pensar “fora da caixa” e tentar entender por que se educa essas crianças para odiar e matar judeus?…Pensem!…Reflitam!….

    Mais uma vez, parabéns Marcelão!…

    Abraço,

    Marcelo.

  • Eloi Laufer

    19/10/2015 at 19:32

    Realmente muito esclarecedor o conteúdo do artigo, mas mais estarrecedor é o fato de jovens serem vítimas fáceis dessa lavagem cerebral e, depois de já estarem num pátamar econômico que lhes permitiria até viajarem para outros países e trabalharem, ganhando ao vida de forma correta, optarem por cometer crimes absurdos e que não levam a nada, a não ser ao sofrimento de famílias de vítimas e suas próprias.

  • Fábio

    19/10/2015 at 20:25

    Caros, acabo de ler um artigo de um camarada de nome islâmico (Maajid Nawaz), também a respeito da situação em Israel. Me fez lembrar desse do Bassam Tawil, mais pelas diferenças do que pelas semelhanças:

    http://www.thedailybeast.com/articles/2015/10/18/inside-the-head-of-israel-palestine.html

    Com um abraço, Fábio.

    • Raul Gottlieb

      20/10/2015 at 05:20

      Engraçadinho, mas falso.

      Gaza é uma prisão?

      Porque Israel tem que abrir uma fronteira com um país inimigo (que nem se declara ser um país)?

      Israel tem o direito de bloquear o acesso a territórios que estão em guerra declarada contra ele.

      E, a propósito, o que Israel tem a ver com a fronteira entre Gaza e o Egito?

      Fora todo o resto.

    • Fábio

      20/10/2015 at 13:52

      Ele reflete o ponto de vista do autor. Ao menos é crível como autêntica e real expressão intelectual de um muçulmano e sabemos que o personagem que existe de fato. Do mesmo modo, por exemplo, não explica de maneira excessivamente simplificada a ação terrorista de jovens como fruto de lavagem cerebral…

      Quanto ao “Bassam Tawil”, ele vive em “países árabes”? E viaja em Israel para ir ver in loco, como, diz as casas dos terroristas?

      O que condeno naqueles que critico, eu não reproduzo.

    • Raul Gottlieb

      21/10/2015 at 00:13

      Fabio,

      Porque você acha crível um árabe falar mentiras sobre Israel, mas não acha crível um árabe falar verdades sobre a Autoridade Palestina?

      Eu penso que tal como em todos os grupos, existem árabes que conseguem olhar além da cultura na qual foram educados e se elevar acima da propaganda da imprensa de cabresto.

      E também penso que quem vive sob ditaduras precisa se defender. O anonimato é uma defesa razoável neste caso.

      Um abraço grande e fraternal.
      Raul

    • Fábio

      22/10/2015 at 06:29

      Caro Raul, eu acho que isso é possível sim. Outro dia recebi um filme de um egípcio falando na TV local e defendendo Israel etc. Se não me engano, isso ocorreu em maio desse ano. O ponto não é bem esse. Não tenho como afirmar que o camarada não é que quem afirma que é. Mas alguns detalhes me deixaram um uma pulga atrás da orelha…Com um abraço, Fábio.

    • Mario S Nusbaum

      21/10/2015 at 16:10

      Desculpe dizer Fabio, mas esse artigo não faz nenhuma sentido. Alguns exemplos:
      “we could easily grant them Palestinian citizenship just as you have done with Israeli Arabs. ”
      We quem cara-pálida? O autor, até onde sei, não tem nenhuma autoridade sobre os palestinos, mas Abbas, que tem, já disse que nenhum judeu vai poder morar em seu país.
      “Ours are a people who have known nothing but the yoke of an army boot since 1948” 48???? Se ele tivesse dito 67, até daria para conversar, mas, devido a um ato falho, ele abriu o jogo: a existência de Israel é inaceitável.
      Sobre a retirada de Gaza:
      “Milhares de palestinos com bandeiras nacionais e da cor verde do Islã festejam desde as primeiras horas desta segunda-feira a retirada do Exército israelense, e alguns demoliram a marteladas as sinagogas vazias.
      O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou que as 19 sinagogas deixadas de pé por decisão do governo de Ariel Sharon serão destruídas.”
      Não poderiam ser mais claros sobre quais são seus sentimentos e intenções.

    • Fábio

      22/10/2015 at 05:46

      Mário, não endosso o conteúdo do artigo. Apenas o trouxe aqui como exemplo de um texto escrito por alguém “do outro lado”, em contraste com o texto que produz esse nosso debate.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 12:56

      Bom saber que você não endossa, e entendi agora sua intenção.

  • Sergio

    19/10/2015 at 22:59

    Boa Tarde

    Gostei muito do artigo e da discussão. Assim , gostaria de acrescentar uma pergunta para a reflexão:
    O que faz um jovem europeu de família bem sucedida, ou pós adolescente com escolaridade ; trocar seus valores e se alistar no EI?

    Lavagem cerebral nas mesquitas?

    E sei que o corão tem passagem que prega o extermínio dos Judeus. Imagino a profundidade do discurso de ódio pregado contra Israel e os Judeus no mundo

    • Marcelo Starec

      20/10/2015 at 04:15

      Sergio,

      Excelente questão!…Só acrescento aqui…O que faz o Osama Bin Laden, um multimilionário saudita, que na sua juventude “brincava” de pegar um carro Mercedes Benz novo, na concessionária, só para correr na estrada e bater (com cinto e toda a proteção) – depois ia lá e pegava outro…Ele e outros milionários, que tinham tudo do bom e do melhor, foram até os Estados Unidos explodir o WTC…Por que?….Certamente nada tem a ver com pobreza, “ocupação” ou “humilhação”…pois eles eram EXATAMENTE o oposto disso tudo…porém, ainda assim, sentiam-se “humilhados” em termos de sua fé – o islã, interpretado de modo radical – e isso para eles justificava fazer tudo aquilo que fizeram…Para nós não faz sentido, mas para pessoas educadas desse modo, infelizmente faz!!!…..

      Abraço,

      Marcelo.

    • Raul Gottlieb

      20/10/2015 at 05:22

      Talvez tenha sido educado com valores iguais ao do EI.

      Nem todo mundo educado num mesmo lugar recebe a mesma educação e absorve os mesmos valores.

    • Fábio

      20/10/2015 at 13:56

      Sérgio, todos os chamados “textos sagrados” das 3 religiões monoteístas possuem passagens que se prestam ao discurso da intolerância. Isso não é exclusividade do islã.

    • Rodrigo

      21/10/2015 at 08:17

      A questão é mais complexa do que passagens pregando a violência ou o uso da força (algo que, por si só, não é bom nem ruim). Há diversas questões que devem ser levadas em conta antes de partirmos para equivalência moral:
      Os trechos em questão devem ser entendidos de forma literal? A violência contida nos Livros é descritiva ou prescritiva? Há interpretações e tradições que expliquem ou complementem as passagens, caso elas sejam prescrições?

      Independente da nossa opinião sobre cada Livro/religião ou até sobre a aceitação do uso da força, algo que não dá pra negar é que a violência no Corão é algo muito mais comum do que no Velho Testamento e nos Evangelhos. E não só isso, a tradição oral que acompanha o Corão, ao contrário do que acontece com o judaísmo, é ainda mais violenta do que o próprio Livro sagrado. Isso sem falar que a Sunna e as coleções de Hadith são um guia, prescrições que mostram como cada muçulmano deve se portar usando as ações e ditos do próprio profeta.

    • Fábio

      22/10/2015 at 06:22

      Caro Rodrigo, a resposta que acabei de postar também serve para responder, dentro do que penso, o que você postou. Comparativamente, islâmicos com Corão e cristãos com os Evangelhos ao longo de muitos séculos, os judeus ficarem em situação bem melhor entre os primos maometanos do que os primos cristãos. Isso só começou a mudar com a Revolução Francesa, com Napoleão. Ainda assim, se olharmos para a Europa Oriental, entramos bem no século XX com muita “interpretação literal” das passagens “que o sangue desse inocente recaia sobre nós e todos os nossos descendentes” etc…

    • Mario S Nusbaum

      21/10/2015 at 16:12

      Verdade, mas só 33% delas as põem em prática, e ESSE é o problema.

    • Fábio

      22/10/2015 at 06:15

      Bem, suponho que você esteja querendo dizer que só os islâmicos ponham em prática, o que eu discordo. Entre outros argumentos, você está desconsiderando 1800 anos (ou mais) de história do cristianismo. Isso porque a maioria das nações de maioria cristã fez “o que devia”: separou o Estado da religião. Quando essas duas coisas se confunde é uma praga na humanidade. Os problemas dos Estados islâmicos que não separam o Estado da religião, são os mesmos que teriam quaisquer Estados cristãos ou judaicos (ou qualquer religião) que não o fazem. Israel tem (será?) a religião separada do Estado mas nos últimos anos muitos tem colocado “mangas (ou franjas) de fora” e isso é muito perigoso. Sempre perigoso.

      As guerras e conflitos nunca tem realmente razões religiosas. As religiões são apropriadas, por várias razões.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 13:03

      Não estou desconsiderando, é que eu estou falando do presente. Lembre de uma discussão que tive com alguns ingleses em um fórum/blog da BBC. Eles usaram um argumento parecido com o seu, o passado do cristianismo. Eu disse o seguinte: desculpem, mas se formos voltar 400, 500 anos atrás eu vou ter que discutir o canibalismo, que era praticado no meu país. Nem por isso vou acha-lo aceitável hoje em dia.
      Você tem toda razão, os problemas dos Estados islâmicos que não separam o Estado da religião, são os mesmos que teriam quaisquer Estados cristãos ou judaicos (ou qualquer religião) que não o fazem, e a palavra-chave aqui é TERIAM. Sobre Israel eu costumo dizer que em qualquer outra região do mundo ele seria um exemplo de país que deixa a religião interferir na política, no OM e um exemplo oposto.

    • Fábio

      23/10/2015 at 21:01

      Caro Mário, não acompanhei o seu debate no forum da BBC. Mas esse problema, em menor ou maior grau, vai e volta em todas as sociedades. A nossa no Brasil, por exemplo, tem sofrido uma investida intensa de certos grupos religiosos que estão bastante representados no Congresso, de conduzir o nosso Estado laico por caminhos perigosos. Como outras tentações autoritárias, a religiosa está sempre a espreita esperando a oportunidade de instaurar um Estado autoritário baseado nos preceitos que esses camaradas consideram religiosos.

      Como a humanidade assiste nos últimos anos, décadas e séculos um ir e vir em relação a tolerância e aos modelos políticos de governo, um tempo robusto de práticas é argumento razoável para dizer quais religiões ou grupos religiosos produziram Estados mais ou menos tolerantes em relação as minorias ou em relação especificamente aos judeus.

      Faz com que as últimas décadas sejam contextualizadas e de maneira um pouco mais clara, evidencia que as motivações nem sempre acompanham de maneira rígida os discursos.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 13:05

      Ops, esqueci de dizer, é realmente perigosa essa tendência que se percebe em Israel,

    • Mario S Nusbaum

      24/10/2015 at 14:55

      Minha conversa não teve nada de especial, alguém citou as barbaridades cometidas pelos muçulmanos, um outro falou que os cristão também tinham feito coisas parecidas SÉCULOS atrás e eu escrevi aquilo.

      ” Mas esse problema, em menor ou maior grau, vai e volta em todas as sociedades.”
      Perfeito, em menor ou maior grau, e isso é a única coisa que importa. Posso não concordar com a presença de crucifixos em repartições públicas, mas nunca me incomodaram. Ser decapitado me incomodaria.

      “. Como outras tentações autoritárias, a religiosa está sempre a espreita esperando a oportunidade de instaurar um Estado autoritário baseado nos preceitos que esses camaradas consideram religiosos.

      “Como outras tentações autoritárias, a religiosa está sempre a espreita esperando a oportunidade de instaurar um Estado autoritário baseado nos preceitos que esses camaradas consideram religiosos.”
      E por isso devemos estar sempre atentos para que não aconteça, mas o que isso tem a ver com o FATO de que em alguns países, TODOS muçulmanos, ela já chegou ao poder?

      .

    • Fábio

      25/10/2015 at 05:00

      Caro Mario, não sei se entendi a frase “E por isso devemos estar sempre atentos para que não aconteça, mas o que isso tem a ver com o FATO de que em alguns países, TODOS muçulmanos, ela já chegou ao poder?”

      Me parece que a situação política (aplicação da Sharia etc) em alguns países islâmicos tenha relação com uma série de questões. Regimes ditatoriais controladores e reacionários, como também problemas com a posição que essas nações ocupam na sociedade de um modo geral. Além dos choques culturais, problemas econômicos e toda a sorte de mazelas que estão presentes em muitas nações pobres ou subdesenvolvidas no mundo, existem sentimentos contraditórios em relação ao modelo capitalista e as sociedades chamadas ocidentais.

      Sem querer me estender muito no assunto, boa parte dos islâmicos amam, invejam e ao mesmo tempo odeiam que seus jovens queiram imitar os modos de vida ocidentais. Tenho algumas teorias a respeito disso, relacionada a frustração e a busca da religião como elemento identitário e de força.

      Não existe formula mágica para contornar o que ocorre nessas sociedades que estão situadas no entorno de Israel. Mas tenho impressão de que amplo desenvolvimento econômico seja o melhor caminho para apaziguar todos os ânimos.

      Discursos de força e a violência em si tem sido ineficiente. Claro que nada é fácil e a teoria nem sempre encontra na prática terreno viável para sua implementação.

  • Renato

    20/10/2015 at 00:56

    Será que este Fábio existe?

  • Mauricio Peres Pencak

    20/10/2015 at 01:30

    Facho de luz em meio às trevas.

  • Eduardo Silva

    20/10/2015 at 04:02

    Senhores,

    O maior problema é que enquanto muitos pensam, os terroristas matam mais. Vamos ser mais práticos então? Os judeus estão sendo de novo alvo de atos sem precedentes e que a mídia tem fechado os olhos. Quando grupos terroristas bombardeiam Israel a mídia se cala, mas quando Israel reage os terroristas viram coitados. Se não fossem as defesas de Israel, os mais de 3000 misseis teriam matado muitos civis em Israel que ainda é acusado de força desproporcional, quando reage protegendo seu povo. Mesmo os terroristas colocando lançadores de misséis em escolas, hospitais, áreas residenciais, para quando Israel reagisse matasse civis e fazer o cortejo com a mídia hipócrita ir seguindo, xingando Israel. Estou realmente cansado de tanto hipocrisia da ONU, humanistas, etc…o que desencadeia essa guerra são homens gananciosos que incitam jovens inocentes e ninguém diz nada. Me mostre um judeu terrorista, mesmo com todas as atrocidades que sempre sofreu desde que nasceu como nação, na saída do Egito…sabe porque não vai achar, porque o povo judeu sempre se preocupou com o próximo e com a justiça. Quantos Prêmios Nobel ganhou ajudando a humanidade a desenvolver a ciência principalmente…e se a nação judia chegou até aqui, superando desde os egípcios até os alemães e mesmo depois deles, as demais guerras que venceu sem recursos, até o pior dos incrédulos atribui isso ao poder Divino pois outra explicação não existe. Todos os povos do tempo do Egito passaram (o Egito de hoje é totalmente diferente do Egito daquela época). Resumindo, em minha visão, Israel vai continuar lutando para sobreviver, mas com certeza se fosse em qualquer outro país e com a tecnologia que tem hoje Israel, não estaria sobrando nem Hamas, nem Hesbolah, nem ninguém naquela região. Mas ao contrário Israel apenas se defende e faz apenas o necessário para se manter seguro. E ainda, NÃO há desculpas para atos de terrorismo contra seres humanos inocentes a despeito de qualquer disputa, a vida humana vale mais. No tempo do Império Otamano, judeus e arábes viviam com relativa paz e porque mudou de repente…alguém pode se responder? Claro com o início da partilha das terras no final do domínio inglês. Mesmo Israel tratando refugiados que os ataca, enviando comida e roupas para as famílias palestinas que sofrem (e o hamas não deixa entregar e pergunte a essas famílias o que o hamas faz), ajuda a humanidade, empregando e sustentando árabes, cristãos, etc…nunca vai servir para o mundo e a mídia se cala até Israel reagir. Se isso acontecesse em qualquer país, talvez acontecesse diferente. Mesmo assim eu continuarei repetindo que sempre suportarei e estarei do lado de Israel, pois detesto injustiça, mentira e hipocrisia. Finalizo pedindo: se ponha no lugar de Israel, de eu judeu…e pense depois de tudo que escrevi, o que faria? Seria um judeu terrorista, abriria mão de sua casa e deixaria que a tomassem mesmo tendo a escritura da possa dela ou simplesmente se defenderia…sem hipocrisia por favor. A assistam o depoimento do filho do xeique Hassan Yousef, Mosab Hassam Yousef, ele viveu, foi criado vendo toda a operação do hamas…leia o livro o “filho do hamas”, depois escrevam aqui. A maioria aqui tem teorias, ele tem prática, experiência de quem cresceu como um terrorista e vai abrir os olhos de alguns de voces que querem enxergar, pois quem não quer…vai querer continuar atacando Israel e aí não tem jeito.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 13:12

      ” não estaria sobrando nem Hamas, nem Hesbolah, nem ninguém naquela região. ” Vamos por partes Eduardo. Nem ninguém é inconcebível. hezbolah, além de muito difícil, teria consequências gravíssimas, mas o hamas deveria ter sido destruído há muito tempo. Claro que haveria manifestações e reações no mundo inteiro, mas não seriam não diferentes assim das que já existem

  • Alex Strum

    20/10/2015 at 15:27

    Metáforas podem ajudar a enxergar certos fenômenos sob um ponto de vista diferente. No caso do conflito Israel x Palestina gosto de uma metáfora médica: um transplante. Ela oferece uma visão orgânica, em vez de explicações históricas políticas ou religiosas.
    A criação do Estado de Israel, com a imigração de milhões de judeus num espaço de tempo relativamente curto pode ser vista como o transplante de um “órgão” judaico para dentro de um “corpo” árabe.
    As razões de o transplante ser necessário e justificado são por demais conhecidos.
    A rejeição do órgão transplantado pelo corpo receptor é um processo natural e, frequentemente demorado, que para ser controlado e superado requer cuidados especiais, a administração de remédios e o apoio de amigos e familiares.
    As agressões do corpo receptor ao órgão transplantado procurando expulsá-lo, e os efeitos colaterais da medicação necessária, mas nem sempre aplicada na dosagem adequada, acabam vitimando células sadias de ambos os lados o que acaba dificultando a cura do paciente.
    Alem disto, independentemente do transplante, o corpo receptor já sofria de diversas doenças, dentre elas um certo déficit de amadurecimento, e o órgão transplantado também se ressente de numerosos traumas sofridos no passado.
    A solução do conflito, ou melhor, o sucesso do transplante, depende muito da habilidade de médicos corajosos como foram os Drs. Sadat e Begin, e como foi também o Dr. Ehud Barak que infelizmente não contou com a devida colaboração do Dr. Arafat num dos procedimentos mais críticos da cirurgia.
    Melhorar a saúde geral do corpo receptor, apaziguar as tensões internas ao órgão transplantado, alem da ajuda de alguns amigos poderosos mais próximos, certamente facilitaria a cura do paciente.
    A esperança é que células sadias de ambos os lados consigam se multiplicar e se combinar numa velocidade tal que produzam tecidos sadios que auxiliem na assimilação do órgão transplantado.

    • Mario S Nusbaum

      22/10/2015 at 13:15

      Interessante sua metáfora Alex, tenho uma pergunta: já que o dr. Arafat não só era incompetente como, principalmente mal intencionado, por que não foi afastado da junta médica? Tudo indica que a doença do corpo receptor é incurável.

    • Alex Strum

      22/10/2015 at 20:00

      Olá Mario, com a metáfora eu quis apenas destacar que estamos diante de um processo natural e mais demorado que a nossa ansiedade tolera, já que, gostemos ou não, Israel foi criado artificialmente num ambiente estranho e hostil.
      Encaro todos estes episódios de conflito como parte de uma luta organica que infelizmente faz vítimas entre o que chamei de células sadias.
      Respondendo à sua pergunta entendo que Arafat foi sim afastado pela junta médica. Ele era o “médico responsável pelo corpo receptor” e como não deu continuidade ao procedimento proposto, acabou se tornando irrelevante daí em diante.
      Não defendo o Arafat, longe disto, mas é bem possível que se ele seguisse em frente estaria assinando a sua sentença de morte. Pela ótica da metáfora o médico achou a operação arriscada demais para o seu paciente naquela ocasião e poderia ficar com sequelas inaceitáveis.

    • Mario S Nusbaum

      23/10/2015 at 00:27

      Oi Alex, posso não ter demonstrado mas gostei muito da sua metáfora, mas do meu ponto de vista (e do que os fatos mostram) os médicos responsáveis pelo órgão transplantado vem indagando, há mais de 6 décadas, o que seus colegas do “outro lado” propõe, e a ÚNICA resposta que tiveram até hoje foi não fazer o transplante e destruir o órgão transplantado.
      “As razões de o transplante ser necessário e justificado são por demais conhecido”
      Sim, pela maioria absoluta dos judeus e dos israelenses e por uma minoria de palestinos. Infelizmente essa minoria não tem poder nenhum

    • Alex Strum

      23/10/2015 at 20:30

      Mario, na minha opinião é exatamente esta a raíz do problema.
      Saindo da metáfora, a única justificativa racional para explicar a aceitação tácita, pela imprensa e opinião pública, das agressões dos palestinos e as criticas às reações de Israel, é que estes consideram a existência de Israel ilegítima e portanto agredi-lo é perfeitamente aceitável mas Israel não “tem o direito de se defender” porque na origem nem deveria existir.
      Por isto é que acho estas discussões sobre o varejo do conflito meio sem sentido porque enquanto a raíz não for claramente exposta e resolvida (apesar das leis internacionais, na realidade não está resolvida) não vai haver progresso no sucesso do transplante.
      abs

  • Alex Strum

    24/10/2015 at 00:40

    Mario, complementando o comentário anterior, e mantendo o contexto da metáfora, eu responderia à sua pergunta dizendo que os médicos do corpo receptor procuraram boicotar o tratamento exatamente porque acham que ele é desnecessário e nocivo para seu paciente.
    Porém os médicos do órgão transplantado, em muitas ocasiões, não se esforçaram para diminuir as dores e sofrimento do paciente (corpo receptor) dificultando ainda mais a colaboração do outro lado.
    abs

  • Fábio

    19/11/2015 at 04:30

    Caros, outro artigo do Tawil:

    http://pt.gatestoneinstitute.org/6917/ataques-paris-licao#.VkzU7Pm-1vE.gmail

    Acho difícil de acreditar que esse camarada é quem diz ser ou o perfil descreve.

Você é humano? *