O terror voltou a Tel Aviv

11/01/2016 | Conflito; Política; Sociedade

Sexta-feira, 01 de Janeiro de 2016 – O ataque e a falta de informações

O ataque

Era um dia tranquilo e começava o fim de semana. Como de costume, as ruas de Tel Aviv estavam cheias, assim como seus cafés e bares. Naquela tarde, um homem não reconhecido entrou em um supermercado, fingiu pegar algumas castanhas e as devolveu. Foi à porta, retirou uma metralhadora da mochila e atirou em direção a um grupo de pessoas que estavam sentados. Em sua maioria jovens, eles comemoravam o aniversário de um amigo no bar Simta. O resultado do ataque: dois mortos e cinco feridos. Alon Bakal e Shimon Ruimi eram seus nomes.

Nos filmes abaixo pode-se ver o ataque de duas câmeras. Momentos antes, vendo a atuação do terrorista, e o ataque em si, através da câmera do bar.

A fuga

Ainda não sabemos seu nome. Algumas horas depois já se podia ter detalhes em vídeo do ataque, através de câmeras de segurança. Com a revelação do nome do terrorista por sua própria família, a caçada se inicia. Ele trabalhava em uma reforma no norte da cidade e já tinha feito entregas para mercados. A pםlícia começa a invadir casas na região da Dizengoff em Tel Aviv.

Aparentemente, pessoas o viram durante sua fuga da cena do crime. Ele foi andando, calmo. Aos que ouviam os gritos e viam que algo estava errado, chegou a dizer que ouviu tiros na direção do ataque. Frio e calculista, falou com pessoas em seu caminho, que parecia milimetricamente planejado.

Testemunhas viram pessoas tentando seguí-lo. Ainda não está claro como, mas o terrorista identificado como Nashat Melhem entrou em um táxi.

A terceira vítima

Amin Shaaban deixou 11 filhos. Beduíno e israelense, o taxista foi a terceira vítima de Melhem. O terrorista matou o taxista no norte da cidade e deixou seu carro alí. Foi visto pela última vez na Avenida Namir. Desapareceu.

 

Sábado, 02 de Janeiro de 2016 – Uma semana de espera

Onde Melhem se esconde?

No dia seguinte abri os jornais com esperança de que veria um desfecho. Novamente, as ruas de Tel Aviv amanhece mais triste e desconfiada. Não há informações sobre o terrorista que supostamente era identificado com o Estado Islâmico. Sua família é interrogada pela polícia na tentativa de obter qualquer informação relevante.

No domingo, residentes de Ramat Aviv, bairro no norte de Tel Aviv, dizem ter encontrado o celular do terrorista jogado. Eles haviam guardado o celular antes do sábado para tentar encontrar o dono na semana seguinte. Pais se recusavam a mandar seus filhos a escolas com medo de um novo ataque.

Ao contrário do esperado, a polícia, o serviço secreto e órgãos de segurança começam a declarar que estão esperando pelo primeiro erro de Melhem para pegá-lo. Eles não tem pistas de onde está o terrorista, mas tem suas suspeitas.

 

Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2016

Na tarde desse dia, sai a notícia de que a polícia atirou em Melhem, que morreu em tiroteio contra a polícia. O terrorista estava em sua cidade natal, Arara, escondido no bairro onde morava. Fontes de jornais israelenses dizem que ele foi encontrado devido ao uso do telefone do taxista que matou no seu caminho de fuga.

As dúvidas que ficam

Ainda não está claro quem ajudou o terrorista a chegar ao norte e como ele conseguiu entrar em Arara sem ser visto, e a polícia continua trabalhando nesse sentido. As autoridades estão seguras de que alguém o ajudou, mas não sabem se o ato terrorista foi planejado apenas por Melhem e pairam muitas dúvidas sobre sua atuação. Provavelmente muitas das respostas se foram com sua morte.

O ataque em Tel Aviv levanta o temor da população israelense de que ataques como esse se tornem parte do cotidiano, mas evidências mostram que foi um ataque isolado, de um homem frio e radical. O mesmo Nashat Melhem foi preso ao tentar roubar a arma de um soldado anos atrás, o que revela que seu passado é parte do desenvolvimento que o levou a praticar um ataque terrorista.

Enquanto a família espera para receber o corpo do terrorista para sepultamento, a polícia continua a montar as circunstancias para evitar novos ataques. Os tiros em Tel Aviv trazem um novo prisma para a suposta Terceira Intifada palestina.

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Comentários    ( )

Um comentário para “O terror voltou a Tel Aviv”

  • Mario S Nusbaum

    11/01/2016 at 15:58

    A Europa nao combater energicamente esses animais nao me surpreende, o EUA sim, esperava muito mais determinacao. agora Israel eh inacreditavel, nao da para entender

Você é humano? *