Operação Margem de Proteção – 13 de julho

13/07/2014 | Conflito; Sociedade

Israel, 16:45 / Brasil, 10:45


A Operação Margem de Proteção chega ao sexto dia, com 800 foguetes e mísseis lançados contra Israel, contra mais de 1200 pontos atacados em Gaza e 167 palestinos mortos. Seguimos sem nenhuma expectativa de cessar-fogo, mas a iminente operação terrestre ganha cada vez mais força.

O sábado à noite foi surpreendente por uma declaração do Hamas nas suas redes social e de televisão: “Uma chuva de mísseis cairá sobre Tel-Aviv às 21h. Lançaremos um novo tipo de míssil, imparável até mesmo pelo Domo de Ferro”. O prometido ocorreu pela metade: foram lançados a partir das 21:08 alguns mísseis contra a metrópole, mas sem causar danos. A maioria, justamente, foi interceptada pelo Domo de Ferro. Durante o sábado foram disparados contra Israel cerca de 95 foguetes.

Este sábado também ficou marcado por outros dois fatos inusitados: o primeiro foram os alarmes na cidade de Naharia, a extremo noroeste do país. A cidade foi bombardeada por foguetes, segundo as FDI, disparados do Líbano, que tampouco causaram danos nem feridos. O governo israelense acredita que não tenha sido obra do Hezbollah, e evitou criar outro foco de tensão. O outro acontecimento foi o enfrentamento entre manifestantes na Praça Rabin, em Tel-Aviv. Um grupo de pacifistas protestavam exigindo um cessar-fogo, e foram surpreendidos por militantes de direita. A tensão transformou-se em violência e a polícia teve dificuldade de conter a briga. (Veja o vídeo abaixo)

Diversos pontos em Gaza foram atacados nestas sexta-feira, sábado e domingo. Os habitantes da região norte da Faixa de Gaza foram orientados pelas FDI a abandonarem suas casas hoje até às 12h15. O Ministério do Interior palestino em Gaza pediu aos moradores do local para não deixarem suas casas, alegando esta ser uma estratégia israelense de guerra psicológica. Não está, contudo, descartada uma invasão terrestre israelense. O gabinete de Netanyahu se reunirá hoje às 18h30 para avaliar a situação.

Fontes: Haaretz, Ynet e Canal 2 de Televisão.