Operação Margem de Proteção – 8 de julho

08/07/2014 | Conflito

Israel, 16:20 / Brasil, 10:20


Na madrugada desta terça-feira, o que era uma tensão tornou-se efetivamente uma guerra: o governo israelense decidiu lançar a Operação Margem de Protenção (Mivtza Tzuk Eitan) a fim de conter os ataques de foguetes vindos da Faixa de Gaza em direção ao território israelense. Só nesta segunda-feira (07 de julho), entre às 20h às 21h, 65 foguetes foram disparados pelo Hamas e outros grupos contra solo israelense. Tanto nas grandes cidades de Ashdod, Beer-Sheva e Ashkelon, nas pequenas Sderot e Kiriat Malachi, e nas pequenas regiões que envolvem povoados e kibutzim, como Eshkol e Chof Ashkelon, escutou-se o som das sirenes recomendando a rápida procura por abrigo. Não só a região próxima a Gaza entrou em alerta: na cidade de Rechovot, pertencente à região metropolitana de Tel-Aviv, também soou a sirene.

Em resposta, Israel atacou a mais de 100 alvos em Gaza. Segundo o exército, foram “bombardeios cirúrgicos” da força aérea, visando destruir a estrutura militar do Hamas. À noite o governo e o exército anunciaram a operação, junto à convocação de 1500 reservistas. Moshé Ya’alon declarou: “isso não vai terminar dentro de uns dias”

O gabinete de Netanyahu reuniu-se pela manhã, paralelamente a ataques dos dois lados. As sirenes não cessaram em quase todas as localidades situadas a um raio de 40 quilômetros de Gaza, que, por sua vez, foi atacada pela força aérea novamente em 100 pontos. Doze palestinos morreram, entre eles, segundo o exército, um dos comandantes militares do Hamas, Muhammed Shaban e outros três militantes do grupo. Há dezenas de feridos. Existe também a suspeita de outras sete pessoas estarem presentes na residência bombardeada, que, caso confirmada, resultará na primeira morte de civis resultante da operação.

A reunião de gabinete encerrou-se com a convocação de 40 mil reservistas. Estima-se que a maioria seja de combatentes (que executariam o trabalho dos soldados regulares) e soldados encarregados em defesa civil. Há fortes rumores de que desta vez, de forma distinta da Operação Pilar Defensivo (Mivtza Amud Anan) em 2012, a infantaria entrará na Faixa de Gaza, assim como na Operação Chumbo Fundido (Mivtza Oferet Yetzuka), em 2008-09. Tal medida não é um consenso na opinião pública no país, que em geral apoia as ações militares da força aérea contra o Hamas a fim de conter os disparos de foguetes.

Segundo o diário Haaretz, o governo lida com a certeza de que Tel-Aviv, localizada a 80 quilômetros da Faixa de Gaza, será atacada. A prefeitura já ordenou a abertura dos abrigos públicos.

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Fontes: haaretz.co.il, ynet.co.il e mako.co.il