Os novos papéis no atentado de Beit Choron

15/02/2016 | Conflito; Política; Sionismo

Os brasileiros talvez não tenham ouvido falar sobre o assentamento de Beit Choron na Cisjordânia, que fica a uns 20 minutos de Jerusalém e que, consequentemente, é também montanhoso e com paisagens igualmente fenomenais. Os israelenses não tiveram a escolha de não ouvir falar: lá, onde vivem cerca de 300 famílias judias, aconteceu o atentado do dia 25 de janeiro, que resultou em uma vítima com ferimentos graves e na morte de uma jovem de 20 de poucos anos. Shlomit Krigman, se chamava.  

Esse evento terrorista teve todos os ingredientes de drama que o mundo adora, desde que seja na TV, seja em forma de novela ou, se não, bem longe de si. Da chegada de dois jovens palestinos (17 e 21 anos) com facas e explosivos (três lançados, nenhum funcionou) amarrados na cintura, passando pelo ataque fulminante que resulta na morte de uma mocinha loira e idealista (“colona” da Cisjordânia que vivia no local errado e na hora errada, como você já verá), até o confronto dos dois com o dono da única mercearia do vilarejo, que os impede de entrar no estabelecimento e atacar mães e crianças que estavam ali comprando às pressas alimentos antes da chegada da tempestade de neve prevista para aquela tarde. Veja o vídeo aqui.

A tempestade não chegou, os dois terroristas não conseguiram fazer mais vítimas, o dono da mercearia virou herói nacional. E Shlomit morreu poucas horas depois do ataque.

Beit Choron e a vista esplêndida das montanhas da Judeia – e a cerca dividindo os dois.
Beit Choron e a vista esplêndida das montanhas da Judeia – e a cerca dividindo os dois.

Ela havia há poucos meses finalizado o curso superior de Desenho Industrial e voltara a viver em Beit Choron na casa dos avós – antes disso, morava com os pais em outro assentamento. Assim decidiu porque recentemente havia começado a trabalhar como vendedora em uma livraria e viver ali facilitava seu transporte. Amava o trabalho, pois amava livros. Isso contou seu melhor amigo, Yoav Goldsmith, que ainda a citava em verbos no tempo presente.

Esse Yoav é, por sua vez, um outro jovem idealista, na altura de seus 25 anos. Assim como Shlomit (no passado), ele é líder do movimento Bnei Akiva de Beit Choron.[ref]Bnei Akiva é maior movimento sionista religioso do mundo.[/ref] Magricelo e alto, filho de sul-africanos, afirmou (mas não acreditei) que não se sente inseguro ali depois do ataque. “Tel Aviv, Jerusalém, Beit Choron são para mim todos parte do mesmo Estado de Israel. Assumir que tenho medo de circular aqui significaria assumir que tenho medo de circular em qualquer outra área do país”. Perguntei se não está na hora de admitir que é preciso sentar e encontrar uma solução. “Essa é a solução. Daqui eu não saio, e nem ninguém que eu conheço”, ele diz.

Ele faz parte da segunda geração pós-Guerra de 67. Ou seja, cresceu na Cisjordânia. Seus amigos são de lá, ali frequentou a escola e também ali estão, a seus olhos, seu presente e seu futuro. Ousei perguntar se algo havia mudado agora que ele sentira na pele o resultado da disputa entre os dois povos – Yoav se irritou, mas comedidamente. “Israel está descrito na Bíblia como a terra judaica, nossos ancestrais sempre viveram aqui” etc. etc. bradou o moço, num discurso que, aqui, todos conhecemos de cor.

O heroi Shalem em conversa com um dos soldados que agora passa a guardar a comunidade.
O heroi Shalem em conversa com um dos soldados que agora passa a guardar a comunidade.

Antes dele, a simpática americana Yehudit Tayar, responsável por eventos de emergência da comunidade – nos territórios, cada comunidade tem o seu –, enchia os olhos de lágrimas para dizer que “o ataque foi cuidadosamente planejado”. Ela há de ter razão. Dia 25 de janeiro comemorou-se Tu Bishvat, uma festividade judaica que também é chamada de Ano Novo das Árvores, na qual se tem o costume de plantar. O terreno que há em frente ao jardim de infância da comunidade, a 20 metros da mercearia em que Shlomit foi atacada, estava com a terra preparada para que algumas dezenas de crianças pudessem realizar essa mitsvá[ref]Mitsvá: palavra hebraica que significa mandamento e conexão.[/ref], no fim do dia.

Os terroristas não contavam com a precaução da população que, com medo da tempestade de neve anunciada, foi alertada a buscar a criançada às 16h30, e não às 17h. Chegaram às 16h45 e só viram, à frente, uma moradora indo em direção à mercearia e Shlomit no sentido contrário, voltando do dia de trabalho na livraria.

Já há drama suficiente até aqui? Tem mais.

Shoval, um menino de 9 ou 10 anos que vive nessa comunidade, estava nessa hora na porta da mercearia. Viu o primeiro ataque e, quase que simultaneamente, o segundo. Gritou. O proprietário, o simpatissíssimo Mordechai Shalem, correu para a porta levando uma arma improvisada: um carrinho de supermercado.

O simpático Mordechai Shalem, um dos “novos heróis do povo de Israel”.
O simpático Mordechai Shalem, um dos “novos heróis do povo de Israel”.

“Não me pergunte porque levei o carrinho comigo. Por isso tenho certeza absoluta que foi Deus quem agiu, e não eu”, ele conta, arrumando a grande kipá de crochê sem parar. Ele não só impediu a entrada dos dois jovens palestinos como, em seguida, aos gritos, saiu correndo atrás deles, agora sem o carrinho e sem nada nas mãos. Isso alertou o segurança que guarda a entrada da comunidade, que conseguiu atingi-los à bala antes que pudessem voltar pelo mesmo caminho de onde vieram: a cerca de arame que separa a comunidade da plantação de oliveiras e que, um dia depois do ataque, foi substituída pelo exército por uma de ferro.

Assim, nem as criancinhas do jardim de infância nem os clientes da mercearia foram atingidos, Shoval vai precisar de atendimento psiquiátrico a vida inteira e os dois jovens palestinos se transformaram em mártires. Será que de novo encontraram Shlomit passando na direção oposta?

Agora é a hora em que os leitores que não gostam de ironia começam a escrever mensagens para mim. Mas já aviso: só faço ironia porque não há palavras para descrever o drama em que se vive aqui, em que os dois lados têm toda razão e absolutamente nenhuma razão  – e deixo claro que discordo absolutamente de como ambos vêm atuando frente à essa onda da violência que às vezes se chama de Intifada das Facas. Não lembro de nenhuma sensação mais aflitiva na vida do que acompanhar ao vivo dramas como esse, em que pessoas comuns – Mordechai, Shlomit, os jovens palestinos, Shoval, Tamar e Yoav – de repente ganham outros papéis nunca antes sonhados, de heróis, vítimas, terroristas, testemunhas.

Corta meu coração em pedaços.

Cartaz em homenagem à jovem e idealista Shlomit, no local onde foi atacada.
Cartaz em homenagem à jovem e idealista Shlomit, no local onde foi atacada.

Comentários    ( 13 )

13 Responses to “Os novos papéis no atentado de Beit Choron”

  • Mario S Nusbaum

    15/02/2016 at 16:50

    “Perguntei se não está na hora de admitir que é preciso sentar e encontrar uma solução”
    Com quem Miriam?

    • Miriam Sanger

      16/02/2016 at 09:35

      Olá de novo, Mário.
      Vejo que de fato se incomodou com o que eu penso.
      Radicalismo leva a radicalismo. Os dois lados são culpados. Os dois lados têm e não têm razão (e esse é o tema do meu artigo). Um não reconhece o outro, o outro não reconhece o um. Dessa forma, o drama se perpetua. Foi isso o que eu quis dizer.
      Abraço,
      Miriam

  • Mario S Nusbaum

    15/02/2016 at 16:55

    “A pair of twins born in the Deheishe refugee camp just south of Bethlehem recently, were named after the terrorists who committed the massacre at the Har Nof synagogue in Jerusalem, Divuakh Rishoni reported Sunday morning.”

    Pois é, e ainda acham que dá para conversar

    • Miriam Sanger

      16/02/2016 at 09:34

      Olá, Mário.
      O que diz o livro deles não é da minha conta, apesar de eu achar um absurdo. Palestinos chamam de mártires ou guerreiros da paz aqueles que chamamos de terroristas e assassinos. Mas é preciso resolver essa questão. Temos inteligência para isso. Como? Não sei dizer. Mas no momento em que ambos os lados pensarem como eu penso — que é preciso dialogar –, a possibilidade de chegarmos a alguma solução fica mais próxima. E talvez só pela proximidade de uma solução os ânimos se apaziguem. Os israelenses, mais do que quaisquer outros, precisam disso nesse momento. Sabe o que eu vi outro dia, na minha esquina? Uma mãe empurrando um bebê no carrinho e, ao ver uma moça árabe procurando pela placa com o nome da rua (e por isso passeando meio a esmo, sem ver quem estava por perto), saiu correndo. Não dá para viver dessa forma.
      Obrigada pela mensagem.
      Abraço,
      Miriam

  • Mauricio Peres Pencak

    16/02/2016 at 11:08

    Igualar vítimas e algozes?! Colocar no mesmo saco civis com terroristas de alma apodrecida por veneno antissemita?! VERGONHA!
    Assistimos ao POGROM em sua versão do século XXI e os judeus não podemos nos defender?!

    • Miriam Sanger

      16/02/2016 at 12:05

      Olá, Mauricio.
      Não igualei ninguém.
      Também não vejo um pogrom acontecendo.
      E não acredito que ocupar teimosamente a Cisjordânia seja uma forma de defesa. Mas esse é o meu pensamento. E respeito o seu.
      Obrigada pela mensagem.
      Miriam

  • Raul Gottlieb

    16/02/2016 at 14:45

    Olá Miriam.

    Gostei muito do teu texto e eu penso muito parecido contigo. Antes de tudo há mesmo uma tristeza enorme.

    Estou passando algum tempo em Tel Aviv, fazendo baby sitting para ajudar a família da minha filha nas primeiras semanas depois do nascimento do meu neto mais novinho (quem em seis meses vai ficar lindo, apesar da avó garantir que ele já é).

    Então, lá estava eu há uns dias passeando com o bebê de um mês no carrinho por uma vizinhança muito bonita, casas bem arrumadas, parquinhos em abundância, calçadas razoavelmente limpas e niveladas, carros que param assim que você ameaça atravessar a rua, tudo muito diferente do Rio de Janeiro onde as malditas pedrinhas portuguesas das calçadas são inspiradas nas crateras lunares, os meio fios não tem rampas para atravessar a rua e os carros só param nos cruzamentos com sinall vermelho e assim mesmo apenas das 06:30 as 22:00.

    E eu fico conversando com o Yonathan, mesmo sabendo que ele não está escutando nada. Descrevo as árvores, as casas, as crianças brincando, o decote das moças que passam, etc. De repente tem uma placa “Miklat Tziburi”. Gelei. Aquilo me tirou do mundo idílico que eu descrevia para a realidade do local e para a possibilidade muitíssimo real dele estar em 18 anos no exército defendendo Beit Choron ou qualquer outro lugar destes que Deus nos deu, mas se esqueceu de entregar a escritura. E o Rafael (que eu tenho que pegar no gan as 16:00) em 15! Muito triste mesmo. Aquela plaquinha quase escondida atrás de uma árvore matou a fantasia de mundo perfeito que você tem logo depois de uma grande alegria na família.

    Todo mundo sofre muito com este conflito e realmente é imperativo achar logo uma forma de acabar com ele.

    E é claro que os assentamentos em Yehudá e Shomron atrapalham muito achar esta fórmula.

    Mas eu acho que os assentamentos são a questão mais solúvel da equação. Vai ser doloroso para quem mora lá. Vai ser doloroso para o país, mas a erradicação deles é menos complexa que os demais itens. Se houver uma chance concreta de paz a sociedade israelense vai reagir positivamente.

    Ou seja, creio que vai ser mais simples (mesmo sendo complexo) erradicar Beit Choron do que fazer os palestinos que tem o mesmo sentimento “ocidental” que o nosso prevalecer em sua sociedade. A “normalização” com Israel é vista como um crime e muitos tem medo de cobrar de seus líderes uma posição assertiva na direção de um acordo que ponha fim ao sofrimento mútuo.

    Vai ser muito complexo reeducar os palestinos e os árabes em geral a abominar o racismo, extirpar o tribalismo, execrar os crimes de honra, entender e adotar a democracia, permitir a liberdade de expressão, respeitar as religiões dos terceiros e criar uma economia de mercado.

    Há poucos dias li no jornal o relato de um menino de 19 anos que matou a irmã de 17 a marteladas para limpar a honra da família. Isto porque a irmã era reincidente no crime inafiançável de vestir roupas “inadequadas” e sair de casa sozinha. Onde aconteceu isto? Ora, numa cidade árabe ao norte de Israel.

    A questão cultural está muito acima de todas as demais considerações neste conflito. E o maior perigo para nós judeus do mundo todo é que com a preservação do conflito por muito tempo, a sociedade israelense perca a sua bússola moral. Como disse Nietzche: “não se esqueça de que quando você olha para o abismo, ele olha de volta para você”.

    O Bibi talvez tenha razão quando diz que não há com quem negociar. Mas ao mesmo tempo ficar esperando que apareça alguém pode ser muito ruim para a nossa moral. O perigo que corremos por conta disso é imenso. Mas a verdade é que ninguém sabe o que fazer, mesmo reconhecendo este perigo.

    É muito triste mesmo. Principalmente por não haver neste momento luz no final do túnel.

    Mas como disse Ben Gurion: “em Israel, quem não acredita em milagres, não é realista”.

    Então, quem sabe?

    Abraço e obrigado pelo texto delicado e interessante.

    Raul

    • Miriam Sanger

      16/02/2016 at 15:11

      Olá, Raul.
      Já vi fotos do novo rebento da família e lhe cabe aqui um grande Mazal Tov! Que ele cresça em um mundo melhor e continue laranjinha como é 🙂 (adorei as cores desse bebê!).
      Acredito em milagres. Acredito em mudanças. Acredito que, virando a “foto” um pouco de lado, colocando o foco aqui ou ali, tipo Photoshop, faz com que a realidade seja vista diferente e permite que ela se faça diferente. Meu marido, que apesar de coração de ouro é durão no que diz respeito a esse assunto, diz que é suicídio abrir mão da Cisjordânia por questões de segurança. Eu defendo que é suicídio permanecer com a Cisjordânia. Mas continuamos casados, porque é possível conviver com a diferença, até mesmo no mundo animal.
      Não discuto mais a quem pertence a terra, mas com esses anos por aqui entendi que isso não importa muito. Tuuuudo retórica. Como já se fez muitas outras vezes na história, um país terá que abrir mão de algo para receber outra coisa em troca: no caso, territórios por paz. Por mais criatividade que eu tenha, não consigo imaginar algo diferente. Principalmente porque os dois povos não querem viver juntos.
      A verdade é aquela visão que cada um enxerga com seus olhos. Assim, essa é a minha.
      Abraço, vovô!

    • Mario S Nusbaum

      19/02/2016 at 22:43

      “é possível conviver com a diferença, até mesmo no mundo animal.”
      Para alguns não é Miriam. Exemplos? ISIS, hamas, Taliban, Al Qaeda…..

    • Miriam Sanger

      21/02/2016 at 17:39

      A convivência pode pressupor regras, como se fez por tanto tempo com o Irã e com Cuba (e não estou dizendo aqui que concordo ou discordo). Há formas, na minha opinião.
      Abraço, Mario!

    • Mario S Nusbaum

      19/02/2016 at 22:41

      Antes de mais nada parabéns pelo neto Raul! Mazel-tov! Assino embaixo o seu post. Resumindo: o fim dos assentamentos (com alguns acertos/trocas territoriais) é condição necessária para um acordo, mas não suficiente.

      Sim, os assentamentos são a questão mais solúvel da equação, como se viu em Gaza.

      Você usou um argumento que eu cansei de usar em discussões com anti-semitas (eles se declaram anti-política-israelense). Quando eles dizem que o Netanyahu não que um acordo, eu digo: se houver uma chance concreta de paz a sociedade israelense vai obriga-lo a aceitar.

      O ódio da maioria dos palestinos (e os que não odeiam ou se calam ou são assassinados) é um obstáculo praticamente intransponível. Se não fosse tão arraigado, teriam percebido, a muito tempo, que o Egito fez o melhor negócio da sua História fazendo a paz com Israel.

  • Mario S Nusbaum

    19/02/2016 at 22:30

    Pode não parecer Miriam, mas eu concordo com você em muita coisa. Por exemplo: no momento em que ambos os lados pensarem que é preciso dialogar a possibilidade de chegarmos a alguma solução fica mais próxima.
    O problema é convencer o outro lado disso.
    Não acho que os israelenses, precisam mais disso nesse momento do que os palestinos. A problema é que eles foram convencidos de que é preferível sofrer muito do que fazer um acordo. Digamos que os dois povos poderiam viver uma vida boa. Hoje os israelenses tem uma regular e os palestinos uma muito ruim. Mas como suas lideranças tem uma ótima, enquanto não forem derrubadas nada vai mudar.

    “Sabe o que eu vi outro dia, na minha esquina? Uma mãe empurrando um bebê no carrinho e, ao ver uma moça árabe procurando pela placa com o nome da rua (e por isso passeando meio a esmo, sem ver quem estava por perto), saiu correndo. Não dá para viver dessa forma”
    Dá sim Miriam, tanto que se vive. Mantidas as devidas proporções isso seria “normal” no Rio e em São Paulo (não por causa de uma árabe, mas acho que deu para entender).

    ” Um não reconhece o outro, o outro não reconhece o um. ”
    A superioridade moral de Israel é gigantesca e inegável. Entre outras coisas, mais de um milhão de árabes vivem no país.

    Sou contra os assentamentos, mas a ocupação MILITAR da Cisjordânia é sim uma forma de defesa. Os aliados ocuparam a Alemanha após a II Guerra. O que você acha que teria acontecido se os alemães continuassem atacando a França e a Inglaterra? Se esfaqueassem, atropelassem e explodissem americanos e russos? E se vivessem dizendo que seu objetivo era destruir os 4 países?

    • Miriam Sanger

      21/02/2016 at 17:07

      Olá, Mario.
      Também concordo com você em vários aspectos. É preciso haver uma mentalidade de paz antes que haja o acordo em si. Por aqui, não se acredita que seja algo que vá acontecer nessa geração. Já eu acho que as próximas gerações estarão mais propensas ao ódio do que as atuais. Hoje existem, ao menos, pais e avós que se lembram da época em que não haviam muros e a convivência era possível (mesmo que por vezes conturbada).
      De qq forma, a ocupação na Europa foi curta. Aqui está durando demais, criando uma situação sem precedentes. Sem querer parecer poética demais, mas já parecendo, isso vai requerer uma solução tb sem precedentes.
      Obrigada pela mensagem.
      Um abraço!
      Miriam

Você é humano? *