Que me desculpem os pacifistas

11/07/2014 | Conflito

Eu não sou pacifista.

Desejo profundamente a paz, o que é algo muito, mas muito diferente.

Para um pacifista, não há nada pior do que uma declaração de guerra. Eu discordo frontalmente. Há “males” muito piores dentre os quais eu destaco a agressão. Acredito que o uso da força é um instrumento legítimo para conter qualquer comportamento agressivo.

Para um pacifista, o conflito armado é uma escolha equivocada. Eu discordo novamente. Equivocado seria a opção de um governo que se omitisse perante o real perigo de sua destruição e do ataque indiscriminado aos seus cidadãos.

Não se enganem. No presente capítulo desta nova onda de violência entre palestinos e israelenses de nada vale tentar definir “quem inciou a agressão”. Para que se tenha um debate honesto sobre perspectivas de paz, não é necessário que as partes envolvidas no conflito concordem sobre o passado. “Quem iniciou a agressão contra quem”, não é necessariamente a pergunta correta a ser feita. Devemos – única e exclusivamente – compreender o agressor como aquele incapaz de imaginar a possibilidade de um futuro comum.

Para mim, não resta a menor dúvida. O agressor da vez – Hamas – apresenta-se comprometido a três objetivos descritos em sua plataforma ideológica, em seus discursos e em suas práticas: não à paz com Israel, sim à destruição do Estado Judeu e sim para à criação de uma república islâmica do Mediterrâneo ao Pacífico.

O Hamas não está agredindo apenas Israel neste momento. O Hamas é o maior agressor da “causa palestina”. O Hamas é o maior agressor do povo palestino. O terrorismo imposto a Israel, travestido em forma de reinvindicação política, é o mesmo terror que se abateu sobre a sociedade palestina em Gaza, que hoje vive sob duras leis religiosas em que são negados direitos humanos elementares e todas as liberdades individuais que tanto nos agradam.

– A agressão –

Nos últimos dias, perto de 400 mísseis foram lançados sobre zonas residencias em território israelense. Antes desta nova escalada de violência, somente em 2014 um pouco mais de 130 mísseis haviam sido lançados. Na operação “margem de defesa”, o exército israelense descobriu dezenas de túneis que seriam utilizados para o sequestro de israelenses, a mesma “estratégia política” que foi o estopim para a recente escalada de violência (sequestro e assassinato de três adolescentes em Hevron). Até o momento, felizmente, não houve nenhuma vítima fatal como consequência destes ataques. Não se esqueçam, no entanto, que houve – pelo menos – 400 tentativas.

– A retaliação –

Israel retaliou os ataques realizados contra a sua população com um maciço ataque áereo em Gaza. Objetiva-se o imediato interrompimento de lançamentos de misseis contra a população civil que há anos convive com sirenes ensurdecedoras, correria por abrigos anti-misseis e a ameaça constante a sua integridade física. Foi autorizado a convocação de 40 mil reservistas, tendo 10 mil sido chamados de forma efetiva e que aguardam a ordem para a invasão terrestre.

– O sonho e a realidade

Não se pode desejar um Estado Palestino clamando pela destruição do Estado de Israel. Desde que assumiu o controle da Faixa de Gaza (expulsando e assassinando os adversários políticos do Fatah), o Hamas não mencionou uma única vez qualquer palavra sobre a possibilidade de concessões, nem realizou nenhuma ação positiva que pudesse conduzir as partes a um processo para a criação de dois Estados nesta região. Até mesmo porque se o fizesse estaria indo de encontro as suas diretrizes e atuando contra os seus objetivos tantas vezes declarados publicamente. Se – de fato – o fizesse, já não seria mais o Hamas [ref]Estatuto do Hamas – Art. 13 As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica. O nacionalismo do Movimento de Resistência Islâmica é parte da fé (islâmica). É à luz desse princípio que seus membros são educados e lutam a jihad (Guerra Santa) a fim de erguer a bandeira de Alá sobre a pátria.[/ref] .

O sonho da paz terá seu início com a destruição do Hamas. A realidade nos indica que o sonho não está próximo. Afinal de contas, o que significa exatamente “acabar com o Hamas”?

Apesar do excelente trabalho da força aérea israelense que já destruiu diversas plataformas de lançamento de mísseis com o máximo de cuidado para evitar baixas civis de palestinos, não acabaremos com uma ideologia que ama o terror realizando ataques aéreos. Seus líderes estão escondidos em bunkers e não sairão de lá tão cedo. Será possível que conseguiremos destruir uma ideia – qualquer que seja ela – através de nossa força militar?

Resta-nos algumas opções imediatas e nenhuma delas é confortável. Existe a possibilidade de invasão por terra e a reconquista e reanexação da Faixa de Gaza. Com relação a primeira opção, há o temor inevitável de mortes e sequestros de soldados israelenses (entre eles colegas de trabalho e alguns amigos próximos), e quanto à segunda, existe uma grande pressão externa e interna contra uma nova ocupação israelense em território palestino. Ocupar Gaza novamente não agrada a muitos israelenses, tendo em vista os custos emocionais envolvidos com novas mortes e sequestros. Existe uma dúvida concreta do governo israelense se este é o passo correto a ser dado. Entrar é muito fácil. Difícil é o que fazer para sair de lá.

Minha percepção é de que Israel não escolherá nenhuma das opções acima e, consequentemente, estará garantida a sobrevivência daquela organização terrorista. 
Israel escolherá o óbvio que é aproveitar-se de sua capacidade militar e tecnológica com a manutenção de bombardeios aéreos que nos levará ao próximo cessar-fogo e garantirá o seu silêncio pelos próximos meses.

Já estamos vendo as cenas que são nossas tristes conhecidas. Palestinos inocentes morrendo nos ataques israelenses, fotos de cadáveres de crianças sob escombros sendo expostos com veemência na mídia e, é claro, a costumeira pressão sobre Israel pedindo-lhe contenção. Infelizmente não veremos nenhuma pressão sobre o Hamas, porque todos sabem (e acreditam que Israel já deveria saber) que eles não estão dispostos a ceder.

O Hamas já fez seus cálculos e o resultado mais uma vez lhe será positivo: se morrerem cidadãos israelenses, isso é bom; se morrerem cidadãos palestinos, isso é ainda melhor.

Do meu lado, afirmo que não há absolutamente nada o que comemorar quando há inocentes cívis entre as vítimas fatais da resposta israelense. Mas, se a opção única e imediata é uma escolha entre a proteção de vidas dos civis de nosso lado da fronteira e entre os civis do outro lado, espero que Israel escolha a nossa defesa. Israel tem o dever de se defender da agressão e dos mísseis jogados contra a sua população e tem o direito de defender a sua existência.  Os judeus já foram salvos uma vez da tentativa de sua aniquilação perpetrada pelos nazistas através de armas e bombas que mataram diversos civis alemães e não com cartazes em uma manifestação pacifista. 

Logo surgirão indivíduos imbuídos de um maniqueísmo míope e particular ávidos para decretar Israel como o responsável direto por toda a violência: judeu mau x palestino bom. Se Israel se defende, é culpado. Se ataca, é culpado. Quando morrem os cidadãos israelenses, morrem porque são culpados. Quando matam cidadãos palestinos, matam, e então são culpados. São pessoas que não se preocupam com o que representa uma organização terrorista como o Hamas justamente porque já possuem um preconceito definido e enxergam o conflito pelas lentes da “maldade” israelense.

Se para o Hamas, o significado de paz é a inexistência de Israel, espero que o meu país escolha a guerra. Se não for para destruí-los de uma vez por todas, que pelo menos me traga um certo silêncio pelos próximos anos.

E que me desculpem os pacifistas. Eu quero paz.

Comentários    ( 41 )

41 comentários para “Que me desculpem os pacifistas”

  • Ilan Fremder

    11/07/2014 at 15:03

    Parabéns pelo texto Marcelão!

  • silene balassiano

    11/07/2014 at 17:17

    Tá desculpado! era isso que alguns “mais velhos” sempre tentaram dizer para os mais jovens. Infelizmente. a gente bem que queria e sonhou diferente. abraços e parabéns. Dias melhores para todos.

  • Henry "Paulistão"

    11/07/2014 at 18:11

    Belo texto Marcelão. Muito bom.

  • Gabriel Spuch

    11/07/2014 at 18:35

    “Os judeus já foram salvos uma vez da tentativa de sua aniquilação perpetrada pelos nazistas através de armas e bombas que mataram diversos civis alemães e não com cartazes em uma manifestação pacifista. ”

    Marcelo, apesar de não ser esse o ponto central do seu argumento, essa comparação foi bem forçada, né! Acho tão inadequado quando usam do holocausto para criticar Israel, com um discurso de que uma essencializada “comunidade judaica” deveria ter aprendido com o Holocausto, ou que é pior que uma “comunidade” que tenha passado pelo Holocausto segregue uma etnia, etc. Isso sem mesmo entrar no mérito dos argumentos e das críticas que são usadas, apenas não acho eticamente nem historicamente correto fazer esse tipo de instrumentalização de um genocídio.

    Agora, do outro lado, também acho sua comparação bem complicada. Apesar do Holocausto ter de fato sido uma demonstração de que era necessária a autodeterminação do povo judeu enquanto nação, sem ser, contundo, o motivo único para tanto, comparar a situação de agora com a da Alemanha nazista é completamente impreciso.

    Israel é agora um Estado, e não se trata de uma minoria sofrendo terrorismo de um Estado com um discurso de limpeza racial. Obviamente, isso não minora a agressão que esse Estado sofre com o envio de misseis, mas convenhamos que é uma situação muito diferente. Israel é uma potencia militar, e está lidando com células terroristas no meio de uma população civil palestina, que é a que mais sofre com esse conflito, porque não tem nem um Estado democrático e desenvolvido que a proteja: é só comparar o número de mortes civis na Palestina e em Israel.

    Acho seus argumentos válidos, e se tiver tempo vou tentar comentar o mérito deles mais tarde, mas fiquei realmente incomodado com essa comparação. Gosto muito dos artigos do Conexão, principalmente pela proposta de ser uma alternativa à Hasbará acrítica, ou seja, por se propor a fazer uma análise racional da conjuntura israelense, mas achei essa comparação um deslize bem à Hasbará, um apelo emocional para um situação passada que não dá pra servir de justificativa ou de comparação para o atual conflito.

    • Bruno Gottlieb

      11/07/2014 at 20:59

      Caro Gabriel,

      Uma laranja só pode ser comparada a outra laranja? Podemos comparar uma laranja a uma pêra, porque frutas? E a uma abobrinha, porque ambos são comida? Em outras palavras, as comparações podem ser feitas sim se houverem base de sustentação razoável para tal. O Marcelo traz o nazismo pro debate para elucidar um argumento que me parece meio óbvio: muitas vezes manifestações pacíficas não são suficientes para evitar ou solucionar conflitos (e esse sim é o tema central do texto).

      Ao mesmo tempo que você argumenta que o holocausto é usado a torto e a direito pela hasbará acrítica, você comete o equívoco, na minha opinião, de achar que o holocausto não pode ser comparado a nada, porque a realidade da Alemanha nazista não existe mais. Eu não acho que é por aí. Muitas das táticas usadas por Hitler são repetidas hoje em dia em menores proporções. Lembrar a todos que Hitler as usava é compartilhar um aprendizado, o que é diferente de chamar o outro de nazista.

      Marcelão, excelente artigo!

    • Mario S Nusbaum

      11/07/2014 at 22:27

      Não sou advogado e nem porta-voz do Marcelo, Gabriel, mas acho que ele está certo no que disse e NÃO comparou a situação dos judeus de hoje com os vítimas do nazismo.
      No meu modo de entender ele simplesmente quis dizer, e eu concordo, que se uma besta selvagem está correndo em sua direção, cartazes NÃO vão salva-lo, armas PODEM salva-lo.

  • Paulo Ming Azevedo

    11/07/2014 at 19:39

    Eu concordo que o Hamas é um enorme obstáculo para a paz. Outro é o Likud e os demais partidos de direita que se recusam a aceitar a criação de um Estado Palestino na Cisjordânia e que inclua Jerusalem Leste. O artigo cita o programa do Hamas. Para contraponto, cito o programa do Likud:

    “The Jordan river will be the permanent eastern border of the State of Israel.”

    “Jerusalem is the eternal, united capital of the State of Israel and only of Israel. The government will flatly reject Palestinian proposals to divide Jerusalem”

    “The Government of Israel flatly rejects the establishment of a Palestinian Arab state west of the Jordan river.”

    “The Jewish communities in Judea, Samaria and Gaza are the realization of Zionist values. Settlement of the land is a clear expression of the unassailable right of the Jewish people to the Land of Israel and constitutes an important asset in the defense of the vital interests of the State of Israel. The Likud will continue to strengthen and develop these communities and will prevent their uprooting.”

    Eu não digo que aqueles que defendem esse ponto de vista tem que ser “destruídos”, como faz o artigo. Porém, enquanto estiverem no poder políticos com o pensamento desse tipo, o “sonho de paz” continuará distante.

    • Mario S Nusbaum

      11/07/2014 at 22:43

      Você omite algo fundamental Paulo: quem se opõe a esse programa, vota contra o Likud, ajuda a eleger um partido com outro diferente.
      Quem se opõe, além de votar, pode se manifestar, em rádios, blogs, TVs, jornais e nas ruas, sem nenhum risco de ser assassinado e seu cadáver ser arrastado pelas ruas.
      Eu tenho uma convicção: no dia em que houver uma liderança palestina disposta a aceitar um acordo justo, de duas uma, ou quem estiver no poder em Israel assina ou é derrubado.
      O problema é que essa tal liderança palestina seria derrubada antes, e não através de um voto de desconfiança, mas da mesma forma que Anwar Sadat

  • Luiz

    11/07/2014 at 20:49

    O problema não é ser ou não ser pacifista, até porque, no teu texto voce mostra que é pacifista (quer a paz), o problema é a nefasta ditadura do politicamente correto, que acha que se eu colocar uma pombinha azul na minha foto do perfil o Hammas vai parar de jogar misseis na cabeça dos meus primos e amigos ou mesmo vai parar de sequestrar estudantes indo ou voltando da aula…

  • Raul Gottlieb

    11/07/2014 at 21:29

    Querido Marcelo

    Não deveria ser precisa pedir desculpas para expor o pensamento. Não deveria haver constrangimento em ter opinião divergente de outra pessoa ou até mesmo da esmagadora maioria das pessoas, não é mesmo?

    Entendo que o teu pedido de desculpas é um recurso retórico para dar mais força ao começo do texto e convidar o leitor a mergulhar nele, mas mesmo assim me parece ser um sinal dos tempos esta necessidade de pedir desculpas para discordar.

    A meu ver vivemos tempos de idiotice triunfante onde discordar se assemelha a um pecado. E isto é um sinal de enfraquecimento da sociedade. Apenas a divergência desafia o pensamento a encontrar as suas fraquezas e apenas encontrando-as se consegue aprimorá-lo.

    Contudo, outro aspecto, ainda mais importante, me chamou a atenção no teu ótimo texto:

    O que faz um pacifista quando é agredido? Permite pacificamente que o agressor o mate?

    Creio que não, creio que o pacifismo para no limite da autodefesa. Uma coisa é tentar resolver divergências por meio de guerra e outra é se engajar com valentia na guerra que te é imposta.

    Fiz uma breve e imperfeita pesquisa no Google sobre “pacifismo” e vi que existem os que admitem a autodefesa e os que a condenam.

    Sobre estes últimos penso ser óbvio que nunca foram atacados de verdade, pois caso contrário não estariam mais aí para opinar. Esta posição me pareceu utópica e não merecedora de ser levada em consideração. É mera hipocrisia.

    Então sobra a posição pacifista que permite a autodefesa. E aí eu acho que o teu texto não faz justiça aos acontecimentos.

    Israel não está agredindo ninguém agora e quase nunca agrediu em sua curta história (talvez 1956 e a parte final da guerra do Líbano tenham sido agressões, mas as demais ações militares de Israel foram todas para a autodefesa).

    Então, você pode muito bem ser um pacifista e defender tudo o que defende em teu texto. Israel não escolheu este conflito armado – ele lhe foi imposto. Logo a dolorosa guerra que travamos hoje é inevitável. A alternativa a ela é o suicídio.

    Israel é pacifista e você, a meu ver, também é.

    Em resumo: gostei muito do teu texto, apesar dele estar, a meu ver, errado tanto em seu fundamento como no estilo apologético que você escolheu (rsrsrs).

    Eu gostei muito porque apesar da confusão entre pacifismo e autodefesa ele aborda de forma correta a principal característica do conflito árabe israelense: Desde sempre Israel apenas reage contra quem quer destruí-lo. Denunciar isto é muito importante e você o fez muito bem.

    Shabat Shalom,
    Raul

  • Mario S Nusbaum

    11/07/2014 at 22:23

    Excelente Marcelo!

    “O Hamas não está agredindo apenas Israel neste momento. O Hamas é o maior agressor da “causa palestina”. O Hamas é o maior agressor do povo palestino. O terrorismo imposto a Israel, travestido em forma de reinvindicação política, é o mesmo terror que se abateu sobre a sociedade palestina em Gaza, que hoje vive sob duras leis religiosas em que são negad” Canso de dizer isso, as bestas selvagens do hamas prejudicam muito mais os palestinos que os israelenses, mas não podemos esquecer de que foram eleitos.

    “Resta-nos algumas opções imediatas e nenhuma delas é confortável. Existe a possibilidade de invasão por terra e a reconquista e reanexação da Faixa de Gaza.”
    Tenho uma dúvida técnica e peço que quem souber responda por favor: Israel não pode sufocar Gaza sem dar um só tiro? Não sei se é verdade, mas ouço falar que tanto a água quanto a eletricidade de lá estão nas mãos de Israel.

    • Gabriel Guzovsky

      11/07/2014 at 23:19

      Acredito que o Hamas foi eleito na primeira vez apenas – tudo depois é GOLPE. Se é que não foi golpe a primeira vez também – eliminando a oposição através de força e coerção terrorista, fazendo bullying com AK47 e utilizando imagens e propaganda para calar e assustar a população. Pior que o coronelismo ou a ditadura brasileira.

      Não consigo entender quem defende o Hamas – pra mim quem acha que é normal o que eles fazem lá em Gaza é um belo de um racista que acredita que os árabes são animais e que é normal que se matem e atuem assim. Realmente lamentável… O pior é que se o mundo se juntasse para destruir o Hamas de vez, realmente se abriria um caminho para a paz.

      E com relação a água e eletricidade – tirar esses de Gaza é uma punição coletiva que viola os direitos humanos daqueles que não estão envolvidos com o conflito. Israel está tentando ao máximo focar suas investidas naqueles envolvidos realmente com atividades terroristas. A população de Gaza ia ter que sofrer em silêncio sem água e eletricidade, o Hamas deixaria muita gente morrer para depois apontar o dedo para Israel. Os fanáticos e as novas gerações doutrinadas por eles estão dispostos a morrer pela causa, a ser mártires, eles acreditam que este mundo é apenas uma passagem e que o objetivo deles neste mundo é a eliminação de Israel através da morte deles mesmos. É um dos movimentos mais obscuros que já existiu na história da humanidade e espero que dentro de 5 anos sejam vistos pelo mundo pelo que realmente são, sem que haja sido tarde demais para os 6 milhões de judeus que vivem em Israel.

      Este vídeo tem uma opinião interessante sobre regimes como o do Hamas:

    • Raul Gottlieb

      12/07/2014 at 12:38

      Oi Gabriel,

      Perfeitas as tuas colocações.

      É oportuno bom notar que há meros dois dias, enquanto os palestinos em Gaza disparavam mísseis e mais mísseis contra Israel, este abriu a fronteira para a passagem de cerca 200 caminhões com todo o tipo de mercadoria.

      Veja em: http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4541153,00.html

      Ou seja, Israel ainda é de longe o país com o mais formidável histórico de humanidade na guerra. Digam os opositores o que bem entenderem.

      Eles falam de boicote e de cerco. Ou são idiotas mal informados ou são idiotas mal intencionados.

      Suspeito que em moatzei shabat deva começar a invasão terrestre em Gaza. Vamos ver como o exército vai se comportar. O que terá ele aprendido desde a última.

      Shabat Shalom,
      Raul

    • Mario S Nusbaum

      12/07/2014 at 18:35

      “E com relação a água e eletricidade – tirar esses de Gaza é uma punição coletiva que viola os direitos humanos daqueles que não estão envolvidos com o conflito”
      Aí é que está Gabriel, não seria uma ação, mas sim omissão. Não sou especialista, mas duvido que qualquer lei de guerra proíba deixar de COOPERAR com o inimigo.
      Não consigo sequer imaginar a Inglaterra fornecendo recursos para a Alemanha na II Guerra, e nem nunca ouvi falar em uma situação sequer parecida com essa
      “A população de Gaza ia ter que sofrer em silêncio sem água e eletricidade, o Hamas deixaria muita gente morrer para depois apontar o dedo para Israel”
      OU o hamas seria derrubado
      “Os fanáticos e as novas gerações doutrinadas por eles estão dispostos a morrer pela causa,”
      Que tal satisfazer o desejo deles?
      “É um dos movimentos mais obscuros que já existiu na história da humanidade e espero que dentro de 5 anos sejam vistos pelo mundo pelo que realmente são, sem que haja sido tarde demais para os 6 milhões de judeus que vivem em Israel.”
      Amém, Inshallah! Como se diz em hebraico? Força e coragem pessoal

    • Mario S Nusbaum

      12/07/2014 at 18:43

      Sensacional o vídeo Gabriel, mas repare que ele não fala só de “hamases”. CLARO que os fundamentalistas são minoria, mas não tão pequena assim.

    • Raul Gottlieb

      12/07/2014 at 23:57

      Mario, existem 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo. Qualquer minoria num universo destes é muita gente. 15% já é mais que a população do Brasil e pouco mais que 1% é igual ao número de judeus no mundo. Abraço, Raul

  • Marcelo Starec

    11/07/2014 at 22:25

    Marcelão,parabéns!

    Excelente artigo!…Concordo inteiramente. Aproveito ainda para comentar algo sobre o que disse o Sr. Spuch acima. Marcelão, você não comentou o artigo 7 do Hamas, que diz claramente, por escrito, sem titubear: “morte aos judeus!”. Isso é muito mais do que aniquilar Israel (também objetivo declarado do Hamas) ou mesmo “jogar os judeus ao mar” (objetivo declarado e já revogado, da antiga OLP). Na verdade, a intolerância do Hamas abrange sim Israel e os judeus, mas também cristãos, homossexuais e até mesmo qualquer muçulmano que tenha um pensamento diferente, acerca do islã. Não se pode julgar esse grupo terrorista sanguinário por o que ele “consegue hoje fazer”, mas sim por o que ele, de forma clara, inequívoca e indiscutível, TENTA fazer. E se ele puder, fará tudo isso! O Hamas é diferente da Alemanha Nazista, é claro, mas seus objetivos são basicamente os mesmos e sua intolerância ao diferente também. Só alguém fora da realidade acreditaria em “baixar as armas e fazer o amor e não a guerra, seja com nazistas, seja com esse grupo terrorista (Hamas), cujas principais vítimas acabam, ao menos por ora, sendo os próprios árabes palestinos!”
    Abraço,
    Marcelo.

    • Mario S Nusbaum

      12/07/2014 at 18:51

      “baixar as armas e fazer o amor e não a guerra, seja com nazistas, seja com esse grupo terrorista (Hamas), cujas principais vítimas acabam, ao menos por ora, sendo os próprios árabes palestinos!” Como vocês devem saber, no Brasil as esquerdas em geral, petralhas em particular, são 100% anti-Israel e dizem que ele deveria “dialogar” com os palestinos. Sempre que falam isso, eu pergunto porque não dialogaram com os militares no Brasil, Argentina e Chile.

  • Mario S Nusbaum

    11/07/2014 at 22:29

    “: muitas vezes manifestações pacíficas não são suficientes para evitar ou solucionar conflitos (e esse sim é o tema central do texto).”
    Claro, e com certeza não são quando o objetivo de um dos lados envolvidos no conflito é a morte do outro.

  • Gabriel Spuch

    11/07/2014 at 23:00

    Bruno, vou esclarecer minha crítica.

    Você diz “as comparações podem ser feitas sim se houverem base de sustentação razoável para tal “, e concordo plenamente com você. A questão que trouxe não foi de que o Holocausto não pode ser comparado a nada, e em nenhum momento afirmei que a realidade nazista não poderia mais se realizar, mas sim a de que a comparacao que é feita, tanto do lado que critica quando do lado que defende Israel é inadequada. Deixei isso muito claro no meu comentário, pelos fatos que expus, é só lê-los com atenção.

    Ora, o que levantei é que o Marcelo fez esse texto para defender a resposta de Israel diante de uma ofensiva do Hamas, e não que ” muitas vezes manifestações pacíficas não são suficientes para evitar ou solucionar conflitos” assim no abstrato, e ele apresentou argumentos fortíssimos para isso. Só não acho que o exemplo histórico que ele deu não possa ser usado como argumento, por se tratar de uma situação completamente diferente daquela.

    Como eu disse no meu comentário anterior, lá se tratava de um Estado promovendo o extermínio em massa daqueles que ele considerava de raças inferiores. Agora se trata de células terroristas que atacam um Estado infinitamente melhor protegido que as minorias atacadas na Alemanha nazista. Foi um deslize histórico, que não prejudica os outros argumentos apresentados, e só achei relevante apontá-lo.

    • Raul Gottlieb

      12/07/2014 at 12:26

      É verdade Gabriel,

      A guerra da Alemanha nazista contra os judeus alemães não pode ser comparada à guerra do Hamas contra Israel.

      Mas não foi nisto que o Marcelo focou.

      Ele disse que para destruir a Alemanha nazista foi necessário ir à guerra, ou seja, que a guerra não pode ser evitada em alguns casos.

      Ele poderia ter usado qualquer outro exemplo de uma guerra em defesa contra um agressor. A natureza da Alemanha nazista (certamente única e irreproduzível) é irrelevante no contexto que ele a usa.

      Abraço, Raul

  • Gabriel Spuch

    11/07/2014 at 23:02

    Opa, corrigindo do meu comentário anterior, em que disse “Só não acho que o exemplo histórico que ele deu não possa ser usado como argumento […]”, exclua um desses “não”

  • Simon Salama

    12/07/2014 at 01:48

    Ótimo texto Marcelo. Pode explorar em outra matéria o vácuo em que os autointitulados “palestinos” emergiram desde 1948 e, de lá para cá, não foram aceitos por nenhum país árabe vizinho nem, tampouco, construiram uma nação nos territórios que lhes restaram (no mínimo no Líbano, Cisjordânia e Gaza). Nem um sopro de nação, como conseguem os Curdos no Iraque e Síria, NADA. Só discurso coitadista, marketing (alimentado pelo Socialismo Global e por antissemitas de várias origens) e destruição de Israel. Quantas gerações “palestinas” foram geradas sob o pensamento único de destruição de Israel e não da reconstrução de sua nação (se é que ela alguma vez existiu)

  • Amanda

    12/07/2014 at 16:57

    Olha, eu sempre fui muito pró-Palestina, mas de uns tempos pra cá tenho simpatizado com Israel, principalmente depois que comecei a pensar sobre o que seria do mundo com grupos islâmicos radicais poderosos demais. Na minha opinião, a criação de Israel foi um erro, mas agora que está lá, não tem como voltar atrás. Os descendentes não podem ser punidos pelas decisões equivocadas de seus avós.

    Acho o Estado de Israel um exemplo em diversas esferas, como a tecnológica – como conseguiram fazer um país no meio do deserto prosperar tanto? É também um oásis na luta da igualdade de gêneros (ignorando os judeus ortodoxos, claro), imaginem a vida das mulheres muçulmanas? E também está cheio de ateu por aí, não? Essa é a parte de Israel que admiro. Se eu tivesse que escolher entre viver entre israelenses ou palestinos, sem levar em consideração insegurança ou pobreza, com certeza escolheria os israelenses.

    Por outro lado, acho a estratégia militar israelense totalmente estúpida e equivocada. Só serve para deixar o mundo todo contra vocês. Também não sou pacifista, mas neste caso é claro que a guerra não resolve. É o mito do Golias: entre uma batalha de forças desiguais, todo mundo acaba torcendo para o mais fraco! 400 foguetes, mas nenhuma morte! Sim, deve ser chato interromper o clube do livro pra se esconder num abrigo de segurança, mas as crianças palestinas não têm sequer essa opção. E mesmo se for uma armadilha do Hamas fazer as crianças de escudo humano para conseguir a simpatia da opinião pública, bem, parece que Israel sai correndo destrambelhado e cai direitinho nela, né? E funciona. Podiam ser um pouquinho mais inteligentes!

    Preservar a vida de civis palestinos não é apenas importante do ponto de vista humanitário, mas estratégico tbm. Até porque é aquela velha história de matar um e criar cinco outros potenciais guerrilheiros vingadores. Israel comete tanta injustiça com os Palestinos que acaba sendo inevitável não se rebelar.

    Dito isso, adorei o site, voltarei mais vezes.

    • Raul Gottlieb

      13/07/2014 at 20:03

      Cara Amanda,

      Sem entrar no mérito da escolha dos avós dos israelenses de origem europeia, metade dos quais, caso tivessem escolhido diferente do que fizeram teriam sido exterminados pelos nazistas, sob a indiferença das nações do mundo (que trancou suas portas para a grande maioria dos que tentaram imigrar na iminência do massacre) e também sem entrar no mérito de que um grande percentual dos israelenses são descendentes de judeus que viviam no mundo árabe e que foram espoliados e expulsos em 1948 e 1956, cumpre dizer que:

      a) Esperar que o mundo fique a nosso favor é um exercício interessante a ser tentado e com certeza será feito depois que tenhamos a sobrevivência garantida. É preferível ser antipático vivo que simpático morto é uma das lições que aprendemos ao longo da história.

      b) As crianças palestinas não têm refúgios porque seus pais não se preocupam em fazê-los. Os refúgios de Israel são sofisticados e são fruto da preocupação dos sucessivos governos com o bem estar da população. A maior preocupação dos governos palestinos (escolhidos pelos pais das crianças) é disseminar o antissemitismo (dê uma olhada em seu currículo escolar) e construir mísseis para aniquilar Israel. Os Palestinos foram mantidos despossuídos e doutrinados pelos diversos governos árabes para servir de eterno espinho nas costas de Israel e para desviar o olhar dos árabes da podridão dos governos. Minha família chegou no Brasil em 1939 e se integrou rapidamente, pois o Brasil incentivou isto. Pesquise sobre o tratamento dos imigrantes palestinos no Líbano, na Síria, no Kuwait, no Egito e na Jordânia (Gaza e Margem Ocidental até1967).

      c) Quem cai direitinho no conto do vigário do Hamas são os observadores isentos (governos, opinião pública, etc.) que ainda não atinaram para o jogo deles – provocar, provocar, provocar e sair gritando por socorro quando vem a necessária reação. O dia que os observadores isentos entender isto o Hamas perderá os dentes e as crianças palestinas terão uma vida normal. Os Palestinos se colocaram numa situação de depender do dinheiro da simpatia do mundo para sobreviver e agem de forma que esta fonte nunca seque. A qualidade da observação dos observadores isentos vem garantindo a sobrevivência política dos grupos que governam os palestinos e também, infelizmente, matando muita gente.

      d) A tua observação sobre interromper o clube do livro para se esconder num bunker é muito infeliz, permita-me dizer. Deus queira que você nunca tenha que correr para a rua, recolher o teu filho e leva-lo para um bunker quando a sirene soar no meio do banho. Mas a tua observação infeliz me parece ser mais fruto de inocente ignorância do que de maldade. Peço apenas que reflita para o fato de que os mísseis do Hamas não tem direção e caem majoritariamente em áreas despovoadas, mas os que caem em cima de pessoas matam de verdade, não são de brinquedo não. Tem gente que gosta de “roleta russa”, mas a esmagadora maioria das pessoas acha esta brincadeira muito sem graça, muito mesmo!

      Um abraço e continue acessando o Conexão. É um blog muito bom!
      Raul

    • Amanda

      14/07/2014 at 16:22

      Raul, infelizmente já vivi várias vezes a experiência de ser impedida de ir e vir por medo de ataques. Venho do complexo do alemão, no Rio.

    • Raul Gottlieb

      15/07/2014 at 15:54

      Amanda,

      Isto quer dizer que a menção a “ser chato interromper a reunião do clube do livro” não é depreciativa quanto ao perigo que os israelenses correm com os mísseis palestinos?

      Você coloca a frase de uma forma que parece que os mísseis palestinos são pequenos brinquedos não letais e isto me parece ser uma declaração muito infeliz, permita-me repetir.

      Abraço, Raul

    • Amanda

      17/07/2014 at 23:24

      Nossa, Raul, vc só pode estar brincando comigo. É claro que minha frase foi depreciativa, porque não há o menor cabimento comparar os ataques de Israel com os ataques palestinos. É EXATAMENTE isso que eu quis dizer: enquanto os israelenses são obrigados a interromper o clube do livro pra se esconderem em bunkers, os palestinos de 5 anos são mortos na praia enquanto fazem castelinhos de areia. É igual pra vc??????

      Repito, com essa tática, Israel só consegue deixar o mundo todo contra ele. Até quem simpatiza com o país, como eu, passa para o outro lado sem pensar duas vezes. Não entendo como vcs não conseguem enxergar isso.

    • Gabriel Guzovsky

      11/08/2014 at 22:59

      Oi Amanda,

      Vi recentemente a reportagem do CQC em Gaza, onde o Ronald Rios vai ver o local onde os meninos que foram mortos na praia estavam. De acordo com o guia dele, eles não podiam se aproximar do local.

      Isso me faz tirar duas conclusões:
      1. Certamente existe ali operações de militantes do Hamas.
      2. Se uma equipe da imprensa não pode estar nesse local, com certeza meninos não poderiam estar nesse local também.

      Infelizmente o Hamas se utiliza de escudos humanos, essa é a triste realidade.

      Aqui o link para o trecho do vídeo ao qual estou me referindo, tire suas próprias conclusões:
      http://youtu.be/1m130xRYVfA?t=10m10s

      Shalom,
      Gabriel

    • Raul Gottlieb

      18/07/2014 at 19:25

      Amanda,

      Os ataques partem dos Palestinos. Israel se defende. O ato de se defender não implica em ser passivo. A defesa pode tomar vários formatos e auto defesa contra uma ameaça à existência é sempre justificada.

      O Hamas pretende destruir Israel, como está mais do que claro em sua carta e nas suas demais declarações ao longo do tempo.

      A meu ver Israel não tem que esperar eles ficarem fortes para começar a se defender. E é curioso, também a meu ver, que uma grande parte dos observadores pense o contrário. Me parece ser semelhante a dar uma chance para que o bandido que invade a tua casa para matar o teu filho adquira capacidade de reação antes de ataca-lo.

      Não, sem dúvida que Israel não é igual ao Hamas e nisso você está certa. Israel constrói abrigos, sistemas de defesa, etc. O Hamas tem abrigos apenas para os líderes e investe todos os seus recursos em mísseis, dezenas de milhares de mísseis. Claro que isto não me parece igual e claro que isto tem consequências.

      O que me parece curioso é que Israel é criticado por tomar mais conta de seus cidadãos do que o Hamas, que, deixando bem claro, é o provocador desta guerra.

      E continuo achando a tua comparação com o clube do livro de muito mau gosto. Honestamente, Amanda, não é nada bonito ter que correr para o bunker. Sem dúvida que não ter bunker para correr nem sirene para avisar é pior. Porém cada um dos lados escolheu as suas prioridades e a tua ironia condena Israel por ter escolhido defender seus cidadãos em vez de expo-los. Faz sentido isto?

      Veja um pequeno exemplo do que estou falando:

      Ontem a ONU achou 20 mísseis escondidos numa escola que mantém na Faixa de Gaza. Os mísseis seriam lançados a partir de lançadores localizados em túneis ao lado da escola. Os mísseis não nasceram dentro da escola, eles foram levados para lá. Os mísseis não estavam ficam no pátio da escola. Eles ficam num bunker embaixo dela. O bunker também não nasceu lá, ele foi construído. Quem o construiu não se preocupou em construir um abrigo para as crianças, mesmo sabendo que estava preparando a escola para ser uma base militar. Os pais da escola não viram nada disso acontecer? Se viram ficaram passivos porque? E, principalmente, porque Israel tem que ser condenado por isto?

      Veja, a escola não foi construída em cima de uma instalação militar. A instalação militar foi construída dentro da escola. E isto só foi descoberto e divulgado porque a administração da escola foi entregue à ONU. Se não houvesse a ONU por lá, Deus sabe qual historia os Palestinos inventariam quando (e se) o exército de defesa de Israel atacasse os lançadores de mísseis, destruindo a escola em consequência.

      Realmente as coisas não são iguais. Mas por conta das escolhas de cada lado. A meu ver, elas precisam ser analisadas junto com as consequências.

      Um abraço,
      Raul

    • Mario S Nusbaum

      14/07/2014 at 19:30

      “Olha, eu sempre fui muito pró-Palestina, mas de uns tempos pra cá tenho simpatizado com Israel, principalmente depois que comecei a pensar sobre o que seria do mundo com grupos islâmicos radicais poderosos demais. “! Antes tarde do que nunca Amanda. Tenho a mesma dúvida do Bruno: qual é a solução.
      Enquanto os próprios palestinos não se livrarem de suas lideranças, cujo ÚLTIMO objetivo é o bem do seu povo, nada de bom vai acontecer.
      Israel avisa os habitantes de Gaza antes de bombardear a região para que tenham tempo de escapar. Sabe o que as bestas selvagens que mandam lá fazem? Dizem para ficar!!!!!!!

    • Mario S Nusbaum

      14/07/2014 at 19:31

      O Egito daria graças a Deus se Israel destruísse o hamas.

  • Bruno

    13/07/2014 at 00:19

    Amanda, faltou apontar a solução.

  • Mauricio Peres Pencak

    13/07/2014 at 12:18

    Venho expressar meu apoio ao conteúdo de seu artigo. Também costumo dizer que sou uma pessoa PACÍFICA, mas não PACIFISTA.
    A inação do Mundo Livre quando da ascensão do nazifascismo ocasionou a tragédia que bem sabemos. Considero minha existência e de meus entes queridos -irmãos, filhos, sobrinhos- um milagre, dado que 95% de nossos familiares foram assassinados pelas hostes hitleristas.
    Eu não me iludo. O fundamentalismo islâmico e suas organizações terroristas são o NAZISMO de nossa geração e, como tal, devem ser RISCADOS DO MAPA.
    É bom que o serviço seja feito o mais rapidamente possível antes que as consequências sejam ainda mais funestas.

    • Amanda

      14/07/2014 at 16:18

      Nossa, Bruno, quem dera eu tivesse a solução para um problema que nenhum líder mundial conseguiu resolver ao longo das décadas!

  • Antônio Henrique

    14/07/2014 at 04:30

    O primeiro ponto do texto já começou errado. Disseram que perguntar “quem começou a agressão primeiro” não é importante. De jeito nenhum! Definir quem está iniciando as agressões é um indicativo dos reais objetivos de cada parte. E foi Israel quem começou os bombardeios com o pretexto de um crime do qual não houve o mínimo de investigação. Isso prova a sua intenção em não deixar a qualquer custo que, através de longos períodos de paz, a resistência possa se fortalecer. Pode até ser fato que o Hamas seja um grupo fundamentalista. Mas o que vocês propositalmente deturpam é que a resistência palestina à Ocupação não se resume só ao Hamas, enquanto que fazem tudo para deixar a ideia de que Israel não tem nada contra os palestinos mas apenas contra o “terrorismo”. Cinismo isso tudo! Israel ataca o Hamas não por eles quererem a Sharia, serem cruéis, homofóbicos ou outras contrariedades aos direitos humanos do tipo. Nada disso importa para o Estado Sionista. A única questão é que eles resistem militarmente à ocupação, aos muros, à segregação, às limpezas étnicas e aos assentamentos, por isso Israel lhes faz guerra. Se o Hamas fosse um “greenpeace” em pessoa, o humanismo encarnado na terra, defendesse um mundo em flores de arco-íris e, ainda assim resistisse, Israel estaria fazendo do mesmo jeito, lançando as mesmas bombas e tocando o mesmo terror, com o mesmo “humanitarismo” em ligar para as famílias saírem depressa porque em um minuto suas casas vão ir pelos ares.

    • Mario S Nusbaum

      15/07/2014 at 00:16

      Você esta falando sério Antônio?????????? Se estiver é porque não sabe absolutamente NADA sobre o que está acontecendo em Gaza.

      “. E foi Israel quem começou os bombardeios com o pretexto de um crime do qual não houve o mínimo de investigação”
      Os bombardeios são por causa dos foguetes lançados DIARIAMENTE sobre Israel, há muitos anos.
      “. Pode até ser fato que o Hamas seja um grupo fundamentalista.”
      Pode até ser ? Pode até ser??????? Isso é piada certo?
      “a resistência palestina à Ocupação não se resume só ao Hamas,”
      “Israel ataca o Hamas não por eles quererem a Sharia, serem cruéis, homofóbicos ou outras contrariedades aos direitos humanos do tipo”!
      Verdade, ataca por causa……… de milhares de foguetes lançados contra sua população.
      Quem deveria atacar e derrubar o hamas por tudo isso que você cita (quer dizer então que o pode ser era mesmo piada) são os palestinos e seus defensores como você

      ” com o mesmo “humanitarismo” em ligar para as famílias saírem depressa porque em um minuto suas casas vão ir pelos ares.”
      E porque as bestas selvagens do hamas não fazem a mesma coisa?

  • Solis Pedro

    21/07/2014 at 14:02

    Marcelo,
    Concordo com você, até o ponto que defende o direito de Israel em defender o povo judeu e sobre o radicalismo e a absoluta falta de vontade do Hamas em tomar atitudes positivas para alcançar a paz, começando por reconhecer o direito à existência do Estado de Israel.

    Concordo que o melhor caminho para a paz é preparar-se e, se necessário, partir para a guerra.

    Também acho que o fim do Hamas, com seus atuais objetivos, é primordial para a paz.

    Mas não concordo que para atingir este objetivo Israel tenha de praticar a violência e cometer as atrocidades de que temos notícia pelos jornais – com um exército altamente capacitado, com um serviço secreto altamente eficiente, o governo Israelense deveria ser capaz de defender seu povo sem tamanho derramamento de sangue, com ações de inteligência militar e ações militares com objetivos específicos (e não sair jogando bomba na cabeça de civis inocentes, como parece acontecer … desculpem-se se esta minha impressão está incorreta! Não sou militar, não sou especialista no assunto, não conheço pessoalmente a região e o povo que ali vive nem como ele vive, é apenas minha opinião, de longe, talvez vocês que conhecem melhor a questão estejam certos e eu errado, mas é assim que eu penso (atualmente). Obrigado.

    • Marcelo Treistman

      21/07/2014 at 14:41

      Olá Solis,

      Agradeço a sua visita e comentário.

      A sua visão está incorreta: Israel não está jogando indiscriminadamente “bombas em civis inocentes”. Para uma leitura melhor da questão peço que você verifique a resposta do Raul acima (na réplica dele para a leitora Amanda) e peço também que se você tiver tempo e interesse, que você veja os videos a seguir:

      1 – Entrevista do porta-voz do Hamas – recomenda que a população sirva como escudos humanos (https://www.youtube.com/watch?v=a3oDtB7Bmgw).

      2 – Exército de Israel aborta missão para impedri danos a crianças em Gaza (https://www.youtube.com/watch?v=50IpK7909_A)

      3 – Video con explicação sobre como funciona a técnica “Golpe no teto”. Video filmado por um cidadão de Gaza (https://www.youtube.com/watch?v=H0PgMCpydIo)

      4 – Freira que trabalha em Gaza em entrevista a JovemPan (http://m.jovempan.uol.com.br/noticias/mundo/com-medo-populacao-espera-que-israel-desarme-hamas-diz-brasileira-em-gaza.html)

      Um grande abraço,

      Marcelo

    • Solis Pedro

      22/07/2014 at 01:39

      Obrigado por sua atenção e pelo material para leitura. Já li a resposta do Raul e vou ver e ler o restante do material. Realmente, uma questão deveras complexa, mas realmente muito importante o seu trabalho e dos demais colaboradores deste sítio eletrônico, trazendo-nos todas estas importantes informações, pois sei que há muito além do que vemos na mídia, nem tudo pode ser o que parece, à primeira vista. Obrigado. Abraços. Solis

    • Marcelo Treistman

      22/07/2014 at 13:13

      Sempre um prazer Solis.

      Um grande abraço

Você é humano? *