Para quê mais assentamentos?

29/04/2015 | Conflito; Opinião; Política

Em 12 de junho de 2014, Naftali Fraenkel, Gilad Shaar e Eyal Yifrach, três adolescentes israelenses, foram sequestrados enquanto procuravam por caronas para suas casas, em uma estrada perto de Alon Shvut, no bloco de assentamentos israelenses de Etzion, na Cisjordânia. Em 30 de junho, após uma minuciosa operação de busca que durou vários dias, incluindo a prisão de mais de 300 palestinos e a consequente identificação dos dois principais suspeitos, os corpos dos três jovens foram encontrados nos arredores da cidade vizinha de Hebron.

Naftali Fraenkel, Gilad Shaar e Eyal Yifrach
Naftali Fraenkel, Gilad Shaar e Eyal Yifrach

Na noite do mesmo dia 30, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reuniu o gabinete para discutir o assunto e analisar possíveis respostas políticas e militares. De acordo com relatos publicados na imprensa local, a maior parte da discussão girou em torno de uma reação militar: uma operação compacta-porém-precisa, como proposto pela então ministra da Justiça, a centrista Tzipi Livni, e até mesmo pelo ministro da Defesa, o direitista Moshe Ya’alon; ou uma guerra ampla e drástica, proposta pelo ministro da Economia (Indústria, Comércio e Emprego), o nacionalista-religioso Naftali Bennett. Adicionalmente, Ya’alon propôs a expansão da construção das colônias, incluindo a criação de um novo assentamento em memória de Fraenkel, Shaar and Yifrach.

Em seu artigo no jornal Haaretz, o jornalista Barak Ravid critica a proposta de Ya’alon, afirmando que a fundação de um novo assentamento está em “conflito com os compromissos que o governo israelense assumiu para com o governo americano, com ambos os presidentes, Bush e Obama”. O artigo também cita a declaração de Livni: “apresentar a construção nos assentamentos como sanções ou punições em resposta ao assassinato prejudicará a pouca legitimidade que Israel tem na comunidade internacional para reter estes mesmos assentamentos em qualquer acordo futuro com os palestinos”. A então ministra da Justiça ainda adicionou que esta questão pode “dividir a nação ideologicamente” e “prejudicar nossa legitimidade internacional para uma operação militar contra o Hamas”. O artigo então segue com a análise das diferentes possibilidades existentes para uma operação militar.

Barak Ravid
Barak Ravid

O artigo de Herb Keinon no jornal The Jerusalem Post, por outro lado, tem seu foco nos cenários de guerra discutidos durante a reunião do gabinete. Ainda que cite a preocupação de Livni de que a fundação de um novo assentamento “possa transformar os sequestros e os assassinatos de uma tragédia nacional em um tema político” que custará a Israel “o amplo apoio internacional que vem recebendo em função dos assassinatos”, o tema é apresentado de maneira mais marginal. A construção nos assentamentos não parece ser uma fonte central de conflito para o autor. O espaço dedicado por cada autor à proposta do novo assentamento, e a própria localização do tema dentro da estrutura de seus artigos, refletem como os diferentes setores da sociedade israelense abordam o tema dos assentamentos.

A comparação entre os artigos de Ravid e Keinon serve de microcosmo das interpretações que os diferentes setores da sociedade israelense dão aos assentamentos em particular, e ao controle israelense sobre a Cisjordânia e sua população, de uma maneira geral. Ainda que ambos os jornais tragam colunistas de diferentes correntes ideológicas, HaAretz identifica-se com a esquerda sionista, enquanto que The Jerusalem Post oscila recentemente entre a direita e o centro do espectro político nacional. Estas interpretações, no entanto, variam não apenas da direita à esquerda, mas também ao longo do tempo, incluindo mudanças radicais nas opiniões acerca do assunto entre os diversos setores da população israelenses.

Herb Keinon
Herb Keinon

Foi o Partido Trabalhista (Avoda) – ou seu antecessor, o Mapai, para ser mais preciso – que definiu a visão de política externa nacional que enxerga as fronteiras estabelecidas no Acordo do Armistício de 1949 como incapazes de garantir a existência segura do país. Mais ainda, foi sob a liderança trabalhista que Israel ocupou a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias em junho de 1967 e deu início ao projeto dos assentamentos, a partir da década seguinte.

Como defendeu Yigal Allon em seu artigo na revista Foreign Policy, a opinião dominante na década de 1970 era de que, ainda que Israel não tivesse objetivos expansionistas per se, o país deveria buscar fronteira defensáveis. Ministro das Relações Exteriores quando o artigo foi publicado, Allon menciona o debate acerca da Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 1967, que tornou-se um clássico ponto de discordância sobre o tema da ocupação. O autor alega que o fraseamento adotado na versão final da resolução, exigindo a “retirada das forças armadas israelenses de territórios ocupados no recente conflito”, sem indicar se todos os territórios, ou sequer de quais territórios, Israel deveria retirar-se, é o reconhecimento internacional de que as linhas de 1949, que nunca foram traçadas para serem definitivas, exigem ajustes em um acerto justo e definitivo a ser alcançado entre as partes.

Yigal Allon
Yigal Allon

Ainda que não seja sua posição ideológica original quanto este assunto, a abordagem mais utilitarista da ocupação dos territórios que Israel conquistou das nações árabes em 1967 permitiu ao Partido Trabalhista, e a todo o bloco da esquerda sionista a que lidera, mudar de opinião com o passar dos anos. O sistema regional de relações internacionais também passou por mudanças nas décadas que seguiram à ocupação, sendo o estabelecimento de relações com o Egito e a Jordânia as mais dramáticas. A estas mudanças, somam-se os novos ideais adotados pela opinião pública internacional dominante – que não se mostra mais indiferente às condições de vida vivenciadas pelos palestinos. Estas novidades levaram a uma nova realidade. Estrategicamente, a ocupação da Cisjordânia deixou de ser um ativo militar e passou a ser vista como um fardo diplomático. E a fundação de novos assentamentos não é mais a política ideal.

Os partidos políticos à direita, por sua vez, partiram de uma abordagem do significado histórico da Cisjordânia, que não diferia em essência do que defendiam os trabalhistas originalmente, em direção a uma narrativa mais baseada em pilares religiosos, jamais abandonando a preocupação com a segurança. Desde que o Likud conquistou o poder, em 1977, seus governos contaram com o apoio de coalizões que sempre incluíram o Partido Nacional Religioso (e seu sucessor, A Casa Judia – HaBait HaYehudi) e os representantes do lobby dos colonos. Presentes tanto nas fileiras do Likud como entre deputados do partido A Casa Judia, mas às vezes também representados na Knesset por suas próprias listas, os colonos lograram inclinar os temas de segurança e significado histórico presentes na narrativa da direita sobre a Cisjordânia em direção à sua interpretação religiosa, que inclui elementos de redenção messiânica. Esta posição, ainda que pareça a mais radical no espectro político sionista, já é uma concessão à visão anterior do Sionismo Revisionista, que desejava estabelecer um Estado judeu em ambas as margens do Rio Jordão, no território completo do Mandato Britânico para a Palestina – incluindo regiões da Jordânia que jamais foram parte de qualquer entidade política judaica histórica.

Naftali Bennett
Naftali Bennett, líder do partido HaBait HaYehudi

Em seu artigo no periódico Israel Studies, o historiador David Ohana, descreve o processo de transformação sofrido pela narrativa dos colonos do bloco de assentamentos de Etzion. De uma experiência pessoal e familiar, a história da queda dos quatro assentamentos durante a Guerra da Independência e a saudade do estilo de vida levado por seus habitantes cresceram e tornaram-se uma narrativa coletiva. Esta narrativa serviu de justificativa para o re-estabelecimento daquelas comunidades pelos descendentes dos antigos colonos logo após a Guerra dos Seis Dias.

Conforme se passaram os anos, a narrativa de Gush Eztion, da nostalgia por terras localizadas na Cisjordânia, tornou-se a narrativa dominante dentro do movimento dos colonos como um todo, e de uma parte significativa da direita israelense. A narrativa foi adotada como argumento complementar à questão da segurança na defesa do controle israelense de longo-prazo sobre terras que estes grupos insistem em chamar de Judeia e Samária, numa clara preferência por termos bíblicos que trazem de volta seus laços emocionais e messiânicos para com o povo judeu, ainda que não sejam precisamente equivalentes à área geográfica ocupada pelas regiões atualmente.

David Ohana
David Ohana

O caso da proposta de fundação do novo assentamento na Cisjordânia em memória de Fraenkel, Shaar and Yifrach é um exemplo da tensão entre estas duas visões presentes na sociedade israelense no que tange o tema da ocupação da Cisjordânia e dos assentamentos. Enquanto os partidos de esquerda – ou centro-esquerda, no jargão contemporâneo – estão dispostos a compromissos envolvendo troca de terras que permitam a manutenção dos principais blocos de assentamento sob soberania israelense, já não encaram a Cisjordânia como um ativo e acreditam que deva ser devolvida aos palestinos como parte de seu futuro Estado independente – não vendo, desta maneira, razão, para a expansão dos atuais assentamentos. Por outro lado, os partidos da direita adotam a analogia entre o projeto dos assentamentos e o próprio sionismo e, ainda que estejam dispostos a um compromisso no que toca uma autonomia para os palestinos – ou mesmo um Estado independente com poderes limitados – ainda acreditam que a expansão dos assentamentos é uma missão nacional, tão importante quanto a segurança do país e de sua população.

Tendo a concordar com o bloco da esquerda, por acreditar que os palestinos têm o direito inalienável ao seu Estado soberano, ao mesmo tempo em que entendo que a conjectura internacional não possui mais espaço para o modelo de controle que Israel mantém sobre a terra e a população palestinas. A expansão dos assentamentos deve ser interrompida, pois Israel não deve gastar mais seu capital financeiro ou político em áreas que não terminarão sob sua soberania após o vindouro acerto diplomático de toda esta questão.

No curso “A política territorial israelense: entre segurança e identidade”, o professor nos propôs um exercício: analisar um debate contemporâneo da política territorial de Israel, baseando-se em dois artigos publicados em jornais que trouxessem opiniões contrárias, e dois artigos da bibliografia do curso. Deveríamos apresentar o tema, explicar porque trata-se de um assunto polêmico, opinar sobre o assunto e fazer um apanhado histórico da questão em meio à opinião pública israelense. Tudo isso em até quatro páginas. O artigo acima é uma adaptação da minha resposta.

Referências:

Allon, Y. “Israel: The Case for Defensible Borders,” Foreign Affairs (October 1976): 38-53

David Ohana, “Kfar Etzion: The Community of Memory and the Myth of Return.” Israel Studies 7, no. 2 (Summer 2002): 145-74

Keinon, H. (2014, July 1). After teens’ funeral, Netanyahu warns of further Israeli actions against Hamas. The Jerusalem Post. http://www.jpost.com/Operation-Brothers-Keeper/After-teens-funeral-Netanyahu-warns-of-further-Israeli-actions-against-Hamas-361184

Ravid, B. (2014, July 1). Ya’alon proposes new settlement in memory of murdered teens. Haaretz. http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/.premium-1.602334

Comentários    ( 8 )

8 comentários para “Para quê mais assentamentos?”

  • Mario S Nusbaum

    29/04/2015 at 15:57

    “os palestinos têm o direito inalienável ao seu Estado soberano, ao mesmo tempo em que entendo que a conjectura internacional não possui mais espaço para o modelo de controle que Israel mantém sobre a terra e a população palestinas” “Israel não deve gastar mais seu capital financeiro ou político em áreas que não terminarão sob sua soberania após o vindouro acerto diplomático de toda esta questão.” Nada a contestar, muito pelo contrário, acrescento que os assentamentos foram um erro desde o princípio.
    Isto dito, acho que o motivo pelo qual eles continuam se expandindo é político, no sentido eleitoreiro da palavra. Com ou sem eles, não haveria paz, e sem, provavelmente a situação em relação à segurança seria pior ainda.
    Sendo assim imagino que o raciocínio dos que estão/estiveram no poder foi: atendo uma parcela da população que é a favor e nada muda quanto a um possível acordo com os palestinos.

    • Claudio Daylac

      30/04/2015 at 00:08

      Oi, Mario.

      Obrigado por mais uma participação.

      Porque você acredita que os assentamentos são qualquer garantia de segurança atualmente? Eu acho que são apenas a exposição de centenas de mlilhares de israelenses e alguns milhões de palestinos à vida junto a uma população hostil.

      Na forma como a “guerra” é travada hoje em dia, o controle sobre os territórios já não representa um grande ativo de segurança.

      Grande abraço!

    • Mario S Nusbaum

      01/05/2015 at 17:24

      Oi Claudio, é um prazer participar. Como eu disse, sempre fui contra os assentamentos, eles são insustentáveis, alguma coisa vai ter que acontecer, e espero que não seja uma guerra.

      Quanto à segurança, posso estar errado, tanto que escrevi provavelmente.

      um abraço e Shabat Shalom

  • Alex Strum

    29/04/2015 at 16:00

    Claudio, também tendo a concordar com a esquerda, sou contra a criação de novos assentamentos por todos os motivos apresentados.
    Mesmo sendo a favor de um Estado Palestino, gostaria de entender como a esquerda israelense enxerga os riscos de segurança se a Cisjordania se tornar autônoma com os líderes Palestinos atuais.
    Não corre o risco de se tornar mais uma Gaza?
    abs
    Alex

    • Claudio Daylac

      30/04/2015 at 00:05

      Oi, Alex.

      Obrigado por mais uma visita e por seu comentário.

      É difícil falar em uma “esquerda israelense”, ou “centro-esquerda israelense” como o bloco costuma ser rotulado atualmente, pois são vários partidos com diferenças em suas respectivas visões.

      Em linhas gerais, há um consenso de que um acordo definitivo deve incluir garantias para a segurança de Israel (presença de forças militares no Vale do Jordão, por exemplo, entre outras questões). Há também um consenso de que a política dos governos do Likud apenas enfraquece o Fatah (nacionalistas laicos, considerados mais moderados) e dá mais motivos para o povo acreditar no que promete o Hamas (nacionalistas religiosos, filhos da Irmandade Muçulmana), de maneira que a liderança da Autoridade Palestina deveria ser mais prestigiada.

      Acredito haver uma grande confusão: a centro-esquerda israelense (principalmente o Partido Trabalhista) não se encaixaria na definição ocidental de “pacifistas”. Há uma série de deputados (inclusive o líder do partido), com passado de oficiais do exército e grande experiência na área de segurança. Apenas trata-se de um approach diferente ao conflito.

      Um abraço.

  • Adeilton Ferreira

    30/04/2015 at 01:46

    Claudio Daylac, seu artigo é muito interessante e rico. Gostaria de ter mais informações sobre a questão de terras e, além disto, saber como funciona a percepção social acerca da diplomacia que Tel Aviv faz para conter o isolamento.

    Obs.: Colocar referências, assim como futuras bibliografias, é um presente aqueles que querem se aprofundar no assunto. Obrigado!

  • Marcelo Starec

    30/04/2015 at 05:20

    Oi Claudio,
    O seu artigo é interessante e traz à baila a análise de um ponto muito relevante, mas em meu entender a análise é infelizmente bem mais complexa….Senão vejamos: as fronteiras pré-1967 (ou seja, as do armistício de 1948) são de fato indefensáveis…Eu me lembro a respeito de depoimentos que li e ouvi de árabes que atiravam em civis judeus que estavam trafegando nas estradas de Israel e muitas outras coisas do gênero – com o tempo tendemos a esquecer…). O pensamento, traduzido no Plano Alon, não veio por acaso…Foi o Mapai (Avodá) que lançou a política dos assentamentos e fez as devidas referências à nossa terra ancestral…Tudo isso teve um contexto lógico – nada foi por motivos outros que não a transformação de Israel em um País com fronteiras defensáveis – o problema hoje não mudou tanto assim….Veja os morteiros, mísseis que, de Jerusalém, poderiam atingir e matar muita gente, com facilidade!!!….Isto posto, me desculpe, mas vou abandonar o “politicamente correto” para colocar um ponto: não sei por qual motivo judeus não poderiam viver na Cisjordânia, ainda que sob soberania política da Autoridade Palestina…Por qual motivo eles seriam “colonos” e não simples moradores…Nós aceitamos de bom grado que 20% da população de Israel seja de árabes (muçulmanos, em sua maioria). Por outro lado, por que 20% da população do Estado Palestino não poderia ser de judeus?…Não é coexistência o que todos que pregam a paz dizem querer?,,,Então, seria esse um problema tão grande assim? Impeditivo da paz?…E quem estiver lá e não aceitar a paz, havendo um acordo, tem de ser retirados à força por Israel, como já ocorreu outras vezes (há precedentes)!…mas quem só quer viver lá deve poder e isso precisa ficar claro, em meu entender, em qualquer negociação de paz…Por fim Claudio, peço desculpas por ter sido um pouco forte aqui na defesa de certas posições mas meu objetivo também é chegar a uma paz justa, onde judeus e árabes possam viver em paz, em todo o Oriente Médio, com tolerância de ambos os lados!….
    Um abraço,
    Marcelo.

  • Raul Gottlieb

    02/05/2015 at 23:49

    Olá Cláudio,

    Gostei da tua análise e concordo com a tua posição.

    Lembro, contudo, que:

    É imposível devolver os territórios aos Palestinos,visto que eles nunca tiveram posse deles.O termo correto é “entregar” e não “devolver”. A meu ver, o termo “devolver” é largamente empregado para dar legitimidade a (mais) uma mentira nefasta para a imagem de Israel e nós deveríamos evitar usar o termo.

    Um traço no chão pode ser uma fronteira segura, como sabem todos que trafegam pela Europa, e/ou os que já foram de carro para o Uruguay passando por Chuí. A fronteira de 1949 não era segura porque os árabes não permitiram que ela fosse e em virtude disso alimentaram a derrota de 1967 e a ocupação. Ou seja, os árabes criaram o problema dos assentamentose cabe a eles resolver. O que aconrecerá graciosamente quando a cultura islâmica fnalmente aceitar o diferente como irmão.

    Mas, conforme Abraracourcix (o chefe da aldeia de Asterix) e pelo que se vê no mundo árabe em 2015, amanhã não é a véspera da conversão do Islã às regras de convivência entre os diferentes. Lembrando que não é necessário que todo o Islã se converta à Idade Moderna, basta “apenas” que as forças políticas dominantes o façam.

    Finalmente, eu também defendo o direito inalienável da auto determinação dos Palestinos. Contudo isto não significa que um Estado, no sentido moderno do termo, emergirá deste direito. A escolha deles até hoje não foi esta.

    Abraço,
    Raul

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