Refugiados Palestinos e a UNRWA

Comentários    ( 11 )

11 Responses to “Refugiados Palestinos e a UNRWA”

  • Raul Gottlieb

    18/06/2013 at 11:54

    Acrescento que a missão da UNHCR é realocar os refugiados em outros países. Mas o objetivo da UNRWA é outro – seu objetivo é prover alívio e trabalho para os Palestinos. O nome da agência diz isto (relief and work agency), assim como o seu estatuto.

    Por isto foi criada uma agência a parte. Seus objetivos não coincidem.

    Ou seja, conforme vocês disseram, os refugiados Palestinos são considerados (inclusive pela ONU) como refugiados eternos, pele menos até a destruição do Estado de Israel.

    Há uma interessante e esclarecedora entrevista sobre isto num jornal libanês onde o embaixador Palestino no Líbano diz que mesmo após a fundação do Estado Palestino na Cisjordânia os refugiados Palestinos continuarão a ser refugiados e não serão alocados na Cisjordânia.

    O Cláudio suspeita que estas alegações sejam meras cartas de barganha dos Palestinos. Mas para a suspeita dele ser fundamentada é preciso considerar que os Palestinos estão blefando bem demais. Eu não compartilho desta visão. Acho que eles falam exatamente o que pensam e que não estejam minimante dispostos a renunciar do objetivo de destruir Israel – como, aliás, a retirada de Israel de Gaza demonstrou. Um Estado Palestino na Cisjordânia seria apenas mais um passo em sua caminhada.

    Sobre o hangout, na minha opinião ele tem que ter no máximo 10 minutos. A qualidade dos debatedores é excelente!

    • Mario Silvio

      18/06/2013 at 14:24

      ” Acho que eles falam exatamente o que pensam e que não estejam minimante dispostos a renunciar do objetivo de destruir Israel – como, aliás, a retirada de Israel de Gaza demonstrou. Um Estado Palestino na Cisjordânia seria apenas mais um passo em sua caminhada.”
      E só não enxerga isso quem acredita em Papai Noel.

  • Renata

    18/06/2013 at 15:14

    Adorei a nova proposta!

    Queria comentar sobre a Hasbará: concordo que não é boa quando considera que Israel faz “menos pior” do que outros governos/países… por outro lado, quando se trata de defender o país de propaganda enganosa, ou pela metade, a Hasbará tem papel fundamental e não perdeu sentido. O direito de defesa, quando exercido por Israel (a exemplo do Marmara) também requer uma forte força de “diplomacia explicativa” e relações públicas.

    Continuem com os debates… Parabéns!

  • Mario Silvio

    18/06/2013 at 22:14

    “concordo que não é boa quando considera que Israel faz “menos pior” do que outros governos/países…”
    Ou seja, dizer que os outros são (muito) piores.
    Na minha opinião depende. Quando o enfoque é mostrar quem são os vizinhos com o objetivo de justificar certas ações acho não só necessário como positivo.

  • Mario Silvio

    18/06/2013 at 22:15

    Ops. cliquei errado e parei no meio.
    Equivale à polícia ser criticada por prender um inocente e mostrar que trata-se de um criminoso,.

  • Raul Gottlieb

    18/06/2013 at 23:16

    Sim Renata, mas não se trata de provar que Israel faz “menos pior” e sim de avaliar como se saem os demais países quando confrontados com situações semelhantes.

    Israel é seguidamente medido por padrões celestiais e não humanos, Além de ser vítima de falsificações grosseiras, apesar de convincentes.

    Acho que este deve ser o foco de uma boa hazbará.

    Abraço, Raul

    • Mario Silvio

      19/06/2013 at 16:19

      Perfeito Raul, não considero anti-semita quem critica Israel, mas quem critica por motivos pelos quais não critica outros países é sim.

  • Gabriel Levy

    21/06/2013 at 05:25

    Parabéns pela iniciativa! Excelente debate! O Gustavo Chacra afirmou em alguns posts que na Jordânia a coisa é um pouco melhor, onde tem alguns direitos civis, tanto que a rainha Rania é de origem palestina. Mas certamente é uma situação de apartheid dentro do próprio mundo árabe.

    O mais preocupante no avanço dos assentamentos é que nos igualamos justamente aos nossos vizinhos, perpetuando uma situação de precariedade de um povo e deslegitimando Israel, que precisa tanto de um vizinho palestino estruturado. Como o Cláudio diz em seu artigo anterior, o status quo traz um quadro inhasbarável…

  • Raul Gottlieb

    21/06/2013 at 12:58

    Ah sim, Israel precisa de vizinhos estáveis – não há a menor dúvida disso.

    Mas pelo que observamos (em ordem horária) no Líbano, Síria, Jordânia, Egito e Gaza, podemos esperar sentados pela estabilidade deles. Como diz o Abraracourcix, amanhã não será a véspera.

    A meu ver, inhasbarável é a atitude de uma considerável parte dos partidos e pensadores de esquerda do mundo que glorificam e justificam ditaduras.

    O status quo não é bom, mas parece-me melhor do que as alternativas disponíveis.

  • Mario Silvio

    21/06/2013 at 16:13

    “deslegitimando Israel, que precisa tanto de um vizinho palestino estruturado.”
    E eu preciso 10 milhões de dólares Gabriel, só que não vejo como conseguir.
    “Como o Cláudio diz em seu artigo anterior, o status quo traz um quadro inhasbarável”
    Discordo totalmente, mas mesmo que seja verdade, qual é a opção?

  • Ricardo Arcanjo

    23/06/2013 at 20:56

    Prezados. Muito bom o debate! No entanto a Jordânia ofereceu cidadania aos refugiados palestinos e lá eles podem trabalhar, “votar” e têm todos os direitos dos jordanianos nativos.