Rotina também é bom

03/08/2014 | Conflito; Sociedade

O objetivo maior do terror não é numérico. Para o Hamas, não faz diferença se morrem zero, três, cinco ou quinze israelenses a cada ataque. O terror tem, literalmente, o objetivo de nos aterrorizar. E, enquanto não nos dobrarmos, enquanto mantivermos nossas vidas dentro da maior regularidade possível, eles não venceram.

Umas das respostas mais comuns que a sociedade israelense dá ao terrorismo é bater o pé e não deixar-se abater. Faz-se um esforço enorme para que a rotina do país se altere ao mínimo. Tocou a sirene mais cedo? Tivemos que parar o que estávamos fazendo e correr pros abrigos em menos de um minuto? O som das explosões e das janelas tremendo é assustador? Não tem problema, vamos então sair pra jantar à noite. Em um bar a céu aberto. Em alguma rua bem movimentada. É o nosso #chupagalvão.

Em localidades do sul do país, como Sderot, onde os foguetes do Hamas são uma realidade semanal, quase diária, e já quase não há a diferenciação entre “vida normal” e “escalada da violência na região”, há um investimento gigantesco do governo para que as pessoas consigam levar vidas quotidianas normais. Até pontos de ônibus recebem blindagem anti-bomba.

Durante a operação Pilar Defensivo, em novembro de 2012, foi fácil manter minha rotina: estudando de domingo a quinta, sem aulas suspensas ou qualquer chance disso acontecer. Você simplesmente aprende onde está o “quarto seguro” em cada local que precisa freqüentar, repassa mentalmente os passos a serem seguidos e bola pra frente.

Desta vez, a operação Margem de Proteção ocorre no verão. Eu não tenho aulas, preciso ficar em casa estudando, com algumas provas no horizonte e tentando me concentrar para escrever uns trabalhos que preciso entregar. Além do meu trabalho, que também faço de casa, não tenho uma rotina à qual me apegar.

A cobertura dispensada à operação pela imprensa israelense se assemelha à cobertura dispensada à Copa do Mundo pela imprensa brasileira. É realmente sufocante. São uns quatro ou cinco canais transmitindo muitas horas diárias a partir do sul do país, intercaladas com mesas redondas de especialistas militares e “achistas” políticos.

Se você tem muito tempo livre, pode passar o dia assistindo às inúmeras análises e interpretações disponíveis sobre os poucos fatos que ocorrem a cada dia. É de enlouquecer. Por isso, eu desliguei a televisão e parei de seguir as notícias pelo celular. Tento informar-me apenas ao final do dia, lendo os principais jornais pela internet.

Fazer aliá[ref]Lit. Elevação. O processo de imigração de um judeu para Israel.[/ref] no século XXI, entretanto, não é como fazer aliá na época dos pioneiros. Os heróicos imigrantes que construíram este país não tinham redes sociais e smartphones, podiam comunicar-se com os entes queridos que deixaram na Diáspora apenas no lento ritmo dos correios. Eu não passo um dia inteiro sem receber ao menos três “como tá tudo aí?”.

Não reclamo da preocupação das pessoas. São grandes amigos e queridos familiares, com os quais eu também estaria preocupado. Mas passar o dia narrando um confronto militar acaba com a minha sanidade mental. Especialmente para pessoas que já internalizaram a violência ao seu redor, mas não entendem que eu tenha feito o mesmo.

Acima de tudo, Gaza não é aqui. Estou a cerca de 80 quilômetros de distância, acompanhando as notícias pela imprensa, nas condições que mencionei acima. E a imprensa mainstream israelense está toda disponível em inglês. Muitas vezes me via apenas copiando as mesmas notícias de um lado para o outro. E o pior, atualizando placares de números de mortos.

Até que começou a incursão terrestre e eu parei.

Decidi que meus amigos todos poderiam acompanhar as notícias por conta própria, se realmente quisessem. E comecei a coletar histórias bonitas que vêm acontecendo por aqui, nestes dias de aperto. A cada “e aí, o que tá rolando?”, eu respondo contando que as pessoas estão tão mobilizadas que os bancos de sangue lotaram e a Estrela de David Vermelha[ref]A mitológica maguen david adom, a nossa Cruz Vermelha.[/ref] está recusando doadores no momento.

A cada “cara, manda notícias”, eu conto que os estudantes de Jerusalém abriram um grupo no Facebook para disponibilizarem seus quartos de visitas, seus sofás-camas ou até mesmo seus colchonetes para habitantes do sul do país que queiram vir à capital tirar um ou dois dias de folga do estresse das sirenes e dos foguetes.

A cada “como tá a situação?”, eu conto que estava no escritório trabalhando numa tarde de quinta (o último dia útil da semana israelense) e fui surpreendido por uma caixa de chalot[ref]O pão que exerce papel central na refeição judaica de sexta-feira à noite.[/ref], uma para cada funcionário, porque a empresa havia feito uma encomenda gigante para uma padaria de Beer-Sheva, a maior cidade do sul país, cuja economia está sendo bastante afetada. Na semana seguinte foram chocolates de Ashdod e na última quinta-feira, vários pequenos negócios do sul foram convidados a participar de uma feira no terraço do edifício.

A cada “você tá se cuidando?”, eu conto que a união dos estudantes da Universidade Hebraica de Jerusalém fretou um ônibus numa sexta de manhã, para que as pessoas pudessem ir fazer compras em supermercados de Sderot, a cidade israelense mais próxima da Faixa de Gaza, que já recebeu milhares de foguetes ao longo da última década e meia.

A cada “Gaza é perto de você?”, eu conto que morreu um soldado nascido no Texas, Estados Unidos, que fez aliá sem a família e que os amigos ficaram com medo do enterro estar muito vazio e escreveram uma carta pro jornal pedindo que quem pudesse comparecer, que fizesse o esforço. E apareceram 20 mil pessoas no cemitério de Haifa. Incluindo toda a torcida do Maccabi Haifa.

A cada “algum amigo teu tá em Gaza?”, que me dói como um corte profundo, pois a resposta é positiva, eu conto que o mesmo aconteceu no dia seguinte em Ashkelon, quando 6 mil pessoas foram prestar seus respeitos ao soldado nascido na França. Mesmo sem conhecê-lo. E, apenas um dia depois, 30 mil estavam no Cemitério Nacional do Monte Herzl, em Jerusalém, homenageando o soldado nascido em Los Angeles.

Após dois mil anos vivendo como minoria, muitas vezes como minoria perseguida, em terras estrangeiras, o movimento sionista surgiu para conduzir o renascimento nacional do povo judeu. Mais que uma mera transferência física do judeu da Diáspora de volta a Israel, os pensadores sionistas, e a liderança do movimento, defendiam a idéia do “novo judeu”, não mais a figura sofrida do judeu diaspórico, mas o israelense, senhor de seu próprio destino.

Em Israel, a História Judaica não é contada de perseguição em perseguição, da Inquisição ao Holocausto; mas de feito em feito e de glória em glória. São enfatizados os heróis bíblicos e os episódios de resistência ao Holocausto. A maior tragédia de nosso povo, inclusive, é ensinada como a catástrofe que foi, mas com um foco positivo em figuras que não se deixaram levar facilmente à morte, como Mordechai Anilewicz, ou que sobreviveram ao nazismo, ajudaram na imigração dos refugiados para Israel e aqui fundaram kibutzim, como Yitzhak Zukerman.

Estes esforços são o mais claro exemplo da concretização deste sonho: sendo um povo livre em nossa terra, jamais nos deixamos abater. Reagimos às mais severas dificuldades de forma positiva, como povo, como cidadãos orgulhosos.

Deixo vocês com a foto da Ilana, minha colega de turma na universidade, e seu noivo Itai, no momento em que ele pediu sua mão em casamento, enquanto prestavam serviço de reserva numa praia do sul do país, próxima à Faixa de Gaza.

 

Ilana e Itai

Comentários    ( 13 )

13 comentários para “Rotina também é bom”

  • Raul Gottlieb

    03/08/2014 at 15:08

    Excelente, Cláudio! Muito bom mesmo.
    Parabéns e obrigado pela análise..

  • Alex

    03/08/2014 at 16:52

    Obrigado Claudio.
    Estavamos precisando de um depoimento como o seu.
    Vou divulgar para levantar um pouco o astral dos deprimidos do lado de cá.

  • Mario S Nusbaum

    03/08/2014 at 21:26

    Emocionante e inspirador o seu depoimento Claudio. Eu também estava precisando dele.
    Tudo de bom e tenho certeza absoluta de que, apesar da cobertura dispensada à operação pela imprensa israelense se assemelhar à cobertura dispensada à Copa do Mundo pela imprensa brasileira, o final será muito melhor para Israel do que foi para a Seleção.
    Fico aqui torcendo para uma derrota do hamas por 7×0

  • Mario S Nusbaum

    03/08/2014 at 21:31

    Esqueci de dizer: mazel-tov para a Ilana e o Itai

  • Marcelo Starec

    03/08/2014 at 23:20

    Oi Claudio,
    O artigo é realmente emocionante! Acho que o que você conta serve também como lição para todo o povo judeu e até mesmo para o mundo como um todo!…
    Abraço,
    Marcelo.

  • Rebeca Daylac

    04/08/2014 at 06:13

    Querido,

    Encerro o meu dia lendo o seu artigo e com certeza vou dormir um pouco mais “tranquila” e bastante “segura” de que você está aonde você sempre quis estar.
    Mais uma vez você me passa uma serenidade que me alimenta dia a dia.
    beijos
    Rebeca

  • Ricky

    04/08/2014 at 10:39

    Boa, Claudio! Estive pensando muito sobre isso esses dias.

    Uma amiga do trabalho foi visitar o namorado no sul durante um dia livre (ele está dentro de Gaza) e disse que a estrutura montada para os soldados do lado de fora está impressionante. Restaurantes e açougues passam o dia responsaveis por churrasqueiras acesas e cheias de carne, docerias tradicionais com seus balcões cheios de sobremesa, entre outros. Além disso, ela contou que trouxe 2 malas dele de volta para Tel Aviv, que por conta das doações de roupa ele não tem nem mais espaço para guardar suas cuecas!

    O mais incrivel para mim foi a declaração (de alguem que eu esqueci) de que era para as Idishe mames do sul pararem de levar doces para os soldados porque não queriamos ter um exercito com a taxa de glicose acima do normal.

    Enfim… Isso tudo aí dá um orgulho do cacete. Parabens pelo texto.

  • Vitor

    04/08/2014 at 22:04

    Não da para fechar os olhos!
    Sionistas extremistas conservadores no poder em Israel não agem com interesses democráticos!
    Israel é para mim um anão democrático, autoproclamado soberano em meio a criação e origem do terrorismo que vem se revelando de maneira paradoxal uma nação racista, de potencial e força extraordinária, que exerce influência política internacional capaz de sustentar um acordo de paz infrutífero sob os olhos de quem quiser por décadas a fio.

    Decididamente a atual liderança de Israel não deseja encontrar a paz imediata.
    Não existe nem de longe um ponto final satisfatório ao qual os atuais governantes de Israel, dentro de uma negociação diplomática, avalizem a soberania da autoridade palestina na Cisjordânia e em Gaza de forma justa.
    Afirmo isto porque não é difícil perceber que Israel hoje tem se mostrado irredutível nas questões mais fundamentais de negociações em que detêm efetivamente a autoridade da decisão.
    Vejamos o comportamento de Israel frente a Jerusalém Oriental, que pelo fato de ter-lhe anexado e alargado as fronteiras tornando-a capital do seu Estado, sequer anseia por uma mudança em seu estatuto do ponto de vista da legalidade internacional. Na verdade simplesmente se impõe de maneira irrevogável passando por cima não somente do que fora previamente acordado, mas também de valores que transcendem o âmbito político para algo de caráter ainda maior, ligado à fé de povos distintos, fervorosos e fiéis.
    Vejamos também a manutenção e incentivo às colonias nas áreas secundárias da Cisjordânia e Gaza.
    Não consigo ver outra resposta senão a de que os israelenses querem usar a segurança como uma desculpa para justificar suas ambições de expansão. Em paralelo, também não há como negar seu interesse na manutenção do controle das estâncias de tratamento de água potável no entorno do Jordão, e terrenos com potencial hídrico e fértil.
    Antes de mais nada, é para mim inconcebível (independente das atribuições aplicadas a este fato pelo governo de Israel) que uma a nação co-responsável por destinar uma população que hoje soma quase 6 milhões de palestinos refugiados assentados em regiões vizinhas há quase 50 anos, queira de alguma forma, estabelecer e expandir seus colonos nas áreas pertencentes e destinadas a este povo.
    Vejo também que as lideranças israelenses não se mostram dispostas a encontrar uma solução para os refugiados e acredito que abster-se da parcial (se não total) responsabilidade de tê-los expulsado de sua terra, ao realizarem uma verdadeira limpeza étnica (por mais incrível que possa parecer) após sua autoproclamação de soberania é inaceitável. No entanto esta é a postura adotada pelo Estado de Israel quando, mesmo sendo esta uma questão fundamental na resolução do conflito e consequentemente um ponto onde a flexibilidade e dialogo deveriam estar presentes.
    E é neste impasse que a força prevalece com sua negação da responsabilidade da existência do problema em questão. Aliás, associa-se ainda constantes investidas de povoamento de colonos israelenses nas terras destinadas aos palestinos, o que não somente fomenta a revolta dos locais (levando-os a novas intifadas) como tornam estáticos quaisquer avanços em relação uma acordo de convivência pacífica aceitável.
    Vejam que o cerne desta questão não deve se habitar na adoção de uma medida punitiva ao predito responsável pela existência do problema como receia o povo de Israel (mesmo porque, definitivamente, a existência desta massa de refugiados é reflexo de um conjunto de fatores que não poderia ser atribuído em seus registros como causa única e individual do Estado de Isarel). Deveria sim consistir em uma postura cooperativa em torno de uma resolução viável. E digo viável porque é obvio que esta massa populacional árabe refugiada não se comporta nas terras do povo Judeu (que não vai comprometer a prevalência de seu próprio povo), mas que em contrapartida tem o direito de se afirmar sob um estado que lhe confira seus direitos e tratamento igualitário.

    Outra coisa muito importante é que destrinchar a legislação internacional para justificar e expor que a conduta militar israelense está em conformidade não exime o fato de que civis, combatentes, militares, mulheres, crianças, terroristas, anciões estão perdendo a vida sob condição realmente desproporcional, independente do objetivo do uso da força de ambas as partes.
    Ademais acho que cabe ao lado com maior força e poder de negociação a iniciativa da proposta de cessar fogo e da retomada das negociações.
    É claro para mim, que o cessar fogo somente virá por iniciativa de Israel. Basta olhar puramente o desespero daqueles que tem muito menos a perder e que hoje vivem dominados por um estado de ódio, opressão e privação geral.
    Israel tem o dever de se abdicar da dominação do povo palestino e ao mesmo garantir a continuidade de sua nação com segurança. Se não se mostrarem favoráveis a uma negociação justa, o cessar fogo só vai parar a quando os palestinos forem todos massacrados e exterminados. Porém, em suma o massacre vem acontecendo, mas não está nem perto de causar um enfraquecimento definitivo das forças palestinas. Afinal, este povo não consiste na população presente hoje na Cisjordânia ou em Gaza, mas mobilizados somariam milhões de pessoas capazes de resistir incansavelmente.
    Note que possuir uma resistência incansável não significa anular o massacre deste povo, mas pelo contrário, revela quão duradouro este caos pode ser.
    Diante deste cenário onde de um lado tem-se a “resistência” Palestina incansável e sem propriedade efetiva para negociar, e de outro lado um governo extremista nacionalista sionista que se diz favorável a criação de um Estado Palestino, mas com clara opinião contraria a desocupação das terras palestinas, há de se convir que não se pode esperar uma resolução imediata. Em outras palavras, o conflito esta muito longe de acabar! Independente do numero de mortos de ontem, de hoje e de amanhã, e é por isso que quero clamar pelo cessar fogo!
    Me admira ainda observar a justificativa israelense ao comportamento da FDI ao traduzir a conotação do uso das palavras “genocídio”, “proporção”, “civis ou combatentes” dentro do contexto da legalidade internacional.
    A meu ver, esta interpretação e sua questionável legitimidade para o caso, não reduz o dano das ações de guerra aplicadas hoje sob palestinos árabes em Gaza e nem tão pouco pode servir de base mantenedora para garantir a sua continuidade moralmente indiscriminada pela autoridade israelense, que sem se valer das conseqüências no âmbito humanitário, perpetuam e sustentam esse massacre contra a vida. Também não estou a dizer na sua contrapartida que é isenta a responsabilidade do próprio Hammas ao constante massacre. Aliás, entendo que adotar a prática de escudos humanos como uma estratégia de guerra para dificultar a ação militar do oponente e com isso ater a população internacional de maneira comovente à sua causa é puro terrorismo.
    Eu, Vitor,brasileiro, de acordo uma com uma visão de chancelaria multilateral de cunho cooperativo, não vejo os palestinos com os olhos realistas israelenses sendo hipócrita acerca da questão do terrorismo presente no conflito. Na verdade em essência, enxergo hoje neste conflito, a herança viva da Haganah (Irgun, Lehi, Stern) quando em condição de luta por seus ideais de soberania, fora constituído sem precedentes com uma causa e comportamento que hoje poderia ser chamado Grupo Terrorista Sionista, mas que contemplando seu resultado histórico positivo, é denominado legítimo FDI.
    O que está acontecendo na Terra Santa é muito triste e eu sinto muito por todo este povo, Palestino e Judeu.
    Espero que o Brasil mantenha sua opinião contraria ao uso desproporcional da força em Israel e faça o que for necessário como membro co-fundador da ONU para sustentar sua opinião buscando uma real mudança de comportamento do Estado de Israel e sua influente e incondicional base aliada internacional.

    • Alex Strum

      05/08/2014 at 22:40

      Vitor, concordo com você.
      Também desejo paz, amor e felicidade para todos.
      Só que eu não sei como chegar lá quando chovem bombas na cabeça dos meus amigos e parentes.
      Não conheço nenhum exército que enfrentou um inimigo que valoriza a sua morte e a de seus filhos.
      Por isto, pelo que sei, não existe ainda uma estratégia militar que reduza baixas civis, e nem uma legislação específica para esta situação.
      Como a única forma concreta de tornar as baixas mais proporcionais é abrir mão, pelo menos parcialmente, da defesa, ou seja, na prática o que voce, e todos os críticos sugerem é que o governo de Israel, sujeite a sua população a ter mais baixas em troca de provocar menos baixas do lado do seu adversário.
      Acho pouco provável que você, ou quem quer que seja, consiga convencer eleitores que esta é a melhor estratégia. Aliás duvido até que todos os “humanistas” que fazem esta proposta se sujeitem a correr os riscos das consequencias do que propõe.
      Negociações e acordos pressupõe confiança mútua. Terroristas fundamentalistas com objetivos expressos de destruição, não são confiáveis. Simples assim.
      Em tempo, concordo que a direita de Israel também não ajuda, mas considerando que Israel é uma democracia não vejo comparação entre os dois.
      Saudações humanistas.

    • Mario S Nusbaum

      06/08/2014 at 00:42

      Vitor,
      Sendo otimista, entendi uns 20% do que você escreveu. Exemplos dos 80%:
      “Israel é para mim um anão democrático, autoproclamado soberano em meio a criação e origem do terrorismo que vem se revelando de maneira paradoxal uma nação racista, de potencial e força extraordinária, que exerce influência política internacional capaz de sustentar um acordo de paz infrutífero sob os olhos de quem quiser por décadas a fio.”
      ” acredito que abster-se da parcial (se não total) responsabilidade de tê-los expulsado de sua terra, ao realizarem uma verdadeira limpeza étnica (por mais incrível que possa parecer) após sua autoproclamação de soberania é inaceitável.”
      “Me admira ainda observar a justificativa israelense ao comportamento da FDI ao traduzir a conotação do uso das palavras “genocídio”, “proporção”, “civis ou combatentes” dentro do contexto da legalidade internacional.”
      “, não reduz o dano das ações de guerra aplicadas hoje sob palestinos árabes em Gaza e nem tão pouco pode servir de base mantenedora para garantir a sua continuidade moralmente indiscriminada pela autoridade israelense,”
      “não vejo os palestinos com os olhos realistas israelenses sendo hipócrita acerca da questão do terrorismo presente no conflito. ”
      Vamos aos 20%:
      “Ademais acho que cabe ao lado com maior força e poder de negociação a iniciativa da proposta de cessar fogo e da retomada das negociações.”
      OK e foi exatamente o que Israel fez, propôs e aceitou VÁRIOS cessar-fogos e o hamas ou não aceitou ou os violou.
      ” e é por isso que quero clamar pelo cessar fogo!”
      Leia o que eu escrevi acima. Será possível que você não saiba que no começo do conflito o Egito propôs um aceito por Israel e rejeitado pelo hamas?

    • Mario S Nusbaum

      06/08/2014 at 00:47

      ” eu sinto muito por todo este povo, Palestino e Judeu.”
      Sou obrigado a duvidar Vitor. SE fosse verdade, seu último parágrafo seria:

      “Espero que o Brasil mantenha sua opinião contraria ao uso desproporcional da força em Israel E o terrorismo do hamas e faça o que for necessário como membro co-fundador da ONU para sustentar sua opinião buscando uma real mudança de comportamento do Estado de Israel E do terrorismo palestino e sua influente e incondicional base aliada internacional.”

      Mas fique tranquilo, enquanto o PT estiver no poder nosso governo fará exatamente o que você quer, condenará Israel por se DEFENDER.

  • Gabi Geller

    05/08/2014 at 22:47

    Claudio, estou absolutamente encantada com o seu texto, gostei muito! Obrigada por compartilhar!! Bjs

  • Marcelo Starec

    06/08/2014 at 02:03

    Vitor,

    Talvez você não saiba, mas 20% da população de Israel é composta por árabes, cristãos e muçulmanos que, é certo, tem mais direitos do que em qualquer outro País do Oriente Médio!…Recomendo também que você leia a íntegra dos Estatutos do Hamas, o que eles declaradamente pregam e agem nesse sentido, só não completam o trabalho por não ter poder suficiente. Por outro lado, Israel teria plenas condições de fazer o contrário, mas não faz! É lamentável a perda de vidas humanas, seja de quem for, em uma guerra, mas é óbvio que esse não é e nunca foi o objetivo de Israel, pois não faltou oportunidade para isso, não é verdade?…Por fim, recomendo que você leia devidamente os Estatutos do Hamas e seus objetivos declarados e veja se isso condiz com os seus ideais “humanistas”. Você poderia viver em Israel e falar o que você quiser, mas tente fazer o mesmo num regime de terror, como o implantado pelo Hamas em Gaza, onde árabes são a todo tempo executados por divergir, ainda que um pouco, da ideologia totalitária e terrorista do Hamas. Se após você ler e conhecer os Estatutos do Hamas e de outros grupos islâmicos radicais similares, como o ISIS, o Boko Haram e outros, você ainda assim entender que eles estão de acordo com a sua visão “humanista”, tudo o que eu posso te dizer é que eu sinceramente lamento o seu modo de pensar, que nada tem a ver com “humanismo”, “direitos humanos” ou qualquer outro valor decente. Em tempo, Israel e os judeus são seres humanos e não são perfeitos e entendo que os árabes no final são vítimas desses grupos terroristas, que nada fazem para buscar alternativas construtivas.
    Abraço,
    Marcelo.

Você é humano? *