A Tel Aviv de todos

Aprendi no Brasil que não é recomendável levar cachorros à praia. Muitas vezes, inclusive, é proibido. Existem as questões de higiene, saúde pública, transmissão de doenças.

Em Tel Aviv, há dois pontos na orla que resolvem esta situação. São as “praias de cachorro”, localizadas ao sul, Yafo, e ao norte, Porto. Nestas áreas, os “nossos melhores amigos” correm, brincam, nadam e se divertem entre eles. Costumamos levar o Albeneir, nosso buldogue francês.

A Prefeitura Municipal autorizou oficialmente faixas de areia aos cães em 2008. Antes, pessoas levavam para locais impróprios, mas estavam sujeitos a multas de até 500 Shekalim (em valores atuais, 500 Reais). Na verdade, a punição monetária ainda existe. Durante a alta temporada, os fiscais trabalham muito. No inverno, não cuidam tanto assim.

Como “pai de um filho de dois anos”, digo que existe a responsabilidade dos donos, além da preocupação com o bem estar do próximo. Quem vai às praias de cachorros, sabe o que vai encontrar. Os outros banhistas, nas suas partes, estão salvoguardados pela lei.

Acho importante ressaltar o contato cordial entre os donos. A preocupação com quem tem um animal pequeno, brincando com maiores. Assim como crianças no parquinho, entre os cães, podem acontecer brigas, discussões.

As preocupações “paternais” transformam-se em diplomacia, trocas de sinais cordiais entre os humanos. Frequentam o local também admiradores de animais que, por vários motivos, não tem um filhote de quatro patas.

O exemplo da praia se estende a outros lugares. Com focinheira, o cachorro pode entrar em transportes públicos como ônibus, municipais e intermunicipais, além do trem. Dependendo do taxista, viaja também. Vários bares e restaurantes permitem o acesso e ainda fornecem potinhos com água.

Na Universidade de Haifa, eu via muitos labradores acompanhantes de deficientes visuais, mas, neste caso, já trata-se de outro tema.

Foto: Ian Dana.

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