Tel Aviv na Onda Musical

Os grandes destinos para grupos brasileiros em Israel estão nos marcos religiosos do país. Jerusalém ganha alguns dias, o norte do Mar da Galiléia mais um par. Alguns grupos acabam passando por Massada e Mar Morto. Já Tel Aviv, a capital financeira do país, ganha um pequeno passeio e no máximo um par de noites depois de um dia cheio de atividades.

Tel Aviv, com todo o seu charme, é alvo de outro tipo de turismo, ligado ao entreterimento. Sua praia e programações culturais são seus pontos fortes, e é possível entender que brasileiros não procurem isso por aqui. Afinal, praias e diversão é uma especialidade brasileira. Por outro lado, Tel Aviv tem ganhado foco no mundo do turismo, principalmente de turistas europeus.

Decidi morar na cidade há um ano, depois de dois anos na sua periferia. Saí de Givatayim, cidade que mais parece um bairro de uma grande metrópole brasileira. Decisão acertada. Tel Aviv encanta pelos sorrisos na cara dos que andam em suas boulevards, além da vantagem de aproximar-se da praia e de sua vida cultural única. Para o turista, são inúmeras as opções de restaurantes, vistas, parques, praças, praias, hotéis. Para os habitantes, são as vantagens de viver em uma cidade relativamente pequena e bem administrada.

Primeiramente, em Tel Aviv não há violência aparente. Isto é, é baixo ou nulo o risco de ser abordado por alguém que possa ameaçar diretamente seu bem estar. Outro ponto importante é o transporte. A troca da bicicleta pelo carro no cotidiano é uma realidade. As distâncias pequenas possibilitam uma vida em raios limitados onde você encontra tudo o que precisa. O trânsito está mais presente na vida de quem precisa entrar ou sair da cidade, enquanto quem trabalha e vive na cidade pode conseguir logísticas de transporte que permitam uma vida livre da palavra ‘pkakim’ (trânsito, em hebraico).

Não para por aí. As bandas locais se multiplicam e a cidade inclui no seu repertório várias casas de shows. Entre elas, existem aquelas que lançam bandas novas, em que um show pode ser grátis ou bem acessível. Boas opções para qualquer dia da semana. Confira algumas abaixo (e cliquem nos hiperlinks dos títulos se quiser ver mais).

Levontin 7

Essa casa de shows é para os amantes de música alternativa. Já fui em shows de rock pesado, indie rock, reggae e música experimental. Para ir aos shows, você entra e desce as escadas, onde encontrará um ambiente escuro e underground. Pessoalmente, gosto muito do bar, que fica no andar da entrada. Além dos drinks, você pode beber chopps da Stella Artois, Weihenstephaner ou Tuborg. Bela pedida.

Obs: shows são pagos e custam entre NIS 40 e 100. Se quiser comer, esse não é o lugar.

Hoodna Bar

Hoodna Bar é um lugar especial. De um lado da rua, mesas e cadeiras se espalham pela rua e parecem mais um boteco. Para quem é de Belo Horizonte, é uma grande vantagem ter um bar que parece ser propriedade do próprio bairro. Do outro lado da rua, você pode entrar para ver o que está rolando na roda musical. Todo tipo de música e influência, em sua maioria tocadas por bandas locais.

Obs: Belíssima opção para sentar e tomar uma com os amigos mesmo quanto os shows não estão rolando. Há uma pizzaria baratinha em frente e petiscos do bar incluem opções muito comuns em bares de Tel Aviv: prato de verduras, edamame ou nachos. Definitivamente mais saudáveis que os petiscos brasileiros. O bar em geral oferece shows grátis e regularmente promove festivais com artistas locais.

Rotschild 12

O nome diz sua localização charmosa. Sobre a linda Rotschild Boulevard, o Rotschild 12 é um lugar bem único. Seu toque é mais sofisticado e você poderá encontrar um cardápio com opções interessantes para comer. O preço pode ser um pouco salgado. O local é dividido em dois. Aberto também durante o dia, você pode sentar nas mesas externas para ver o movimento, tomar um café ou um solzinho. Já à noite, as portas da parte interior se abrem para shows que acontecem quase todos os dias. Vale a pena conferir.

Obs: esse é um lugar para comer, com cardápio vasto e pães especiais. Seu bar é mais caro que outros, mas os shows são abertos em geral. Tem uma entrada pela Rotschild e outra pela parte de trás, levando diretamente o bar e às mesas ao ar livre.

Pasáž

Esse é um lugar para se divertir. Shows são regulares, mas menos frequentes que a música eletrônica predominante do lugar. Definitivamente único, você pode descer pelas escadas da entrada, na Rua Allenby, e entrar no que parece uma galeria com um palco no centro. Como em uma galeria, os  bares são espalhados e, ao que parece, oferecem opções diferentes (nunca tomei mais que cerveja). Já a música, eletrônica ou não, foge do mainstream e traz um pouco do gosto musical eclético dos ‘telavivim’, além de trazer bandas interessantes. Promovem DJ’s renomados e dão palco a bandas com formações menos usuais.

Obs: combina com uma noite com disposição para dançar. Nunca custou mais de NIS 50 para entrar, mesmo em dia de show. Não conheço o cardápio, mas seguramente tem algo interessante além da bebida pela aparência dos bares. Enche bastante no fim de semana e vale se inscrever nos eventos do Facebook para pagar menos na entrada.

Espero encontrar vocês por aí!

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