Telavivização do Rio

Cada metrópole tem suas manias, características. São Paulo, o “Virado a Paulista” sempre às segundas-feiras, no centro. Porto Alegre, Montevidéu e Buenos Aires, transeuntes com suas térmicas e cuias transportando o chimarrão, por todos os lados. Tel Aviv, por sua vez, o café da manhã, 24 horas por dia.

Por aqui, fazer o desdejum na rua significa consumir uma baita refeição. Trata-se de algo muito israelense. Salada de tomate e pepinos picados, ovo mexido ou omelete, pão de centeio com várias opções de molhos, além de uma bebida quente e outra fria.

Devorar esta quantidade de comida não se restringe à manhã. Na maioria dos lugares, rola também na hora do almoço e até do jantar. São vários estabelecimentos, espalhados por várias cidades de Israel. Porém, destaco um de Tel Aviv.

O Benedict tem dois endereços em áreas agitadas: rua Ben Yehuda, perto da praia, e avenida Rothschild, onde tudo acontece. Os restaurantes são 24 horas e oferecem tudo o que é tipo de café da manhã. Confiram o cardápio aqui.

Eu sempre peço ovo benedict com creme de espinafre. Agora, tem quem peça bife com bacon e ovos, acompanhados de molho picante. Recomendam também feijão e guacamole com chili, além de ovos mexidos com camarão. Há opções doces, salgadas, lights, típicas israelenses, modernas, etc. O ambiente é ótimo. Atendimento, melhor ainda.

Pois, encontrei um lugar que lembrou-me muito o Benedict, na minha última passagem pelo Rio de Janeiro. Fica no Jardim Botânico, rua Visconde da Graça, 51. O “Empório Jardim” é sensacional, porque une o ambiente israelense, com ingredientes brasileiros. Tem Shakshuka (ovos cozidos no molho de tomate) e salada de cuzcuz, por exemplo. Nada mais mediterrâneo do que isto.

Tapioca de presunto de parma com Catupiry. Bah…
Isto é sim algo gourmet. E tem muito mais. Eu comi omelete napolitano. Foi muito bom.

Outro lugar onde tomei café no Rio foi o “Apetite”, rua Rainha Elizabeth – Copacabana. Por dentro, é pequeno, mas enche a calçada de mesas. Eu me senti muito pelo centro de Tel Aviv, neste lado. Não tanto pelo meu pedido: pães de queijo e mate leão. Entretanto, o que eles chamam de “Combo” vai na onda do café da manhã israelense, mas sem contar com a nossa tradicional salada. O bolo Formigueiro deles é incrível.

O que eu chamo de “Telavivização do Rio” é essa moda de sair para tomar o desjejum a qualquer hora, fazer dele uma baita refeição. Poderia recomendar vários outros por onde passei, mas isso fica por vocês, tanto no Rio de Janeiro, quanto em Tel Aviv.

Foto da capa: Rosana Dana.

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Comentários    ( 6 )

6 comentários para “Telavivização do Rio”

  • Mario

    05/11/2014 at 15:24

    “a bife com bacon e ovos, acompanhados de molho picante. Recomendam também feijão e guacamole com chili, além de ovos mexidos com camarão.” E quem definiu isso como desjejum Nelson???? Seguindo esse critério pode-se fazer isso em qualquer grande cidade do mundo!

    • Nelson Burd

      05/11/2014 at 17:41

      Tratam-se das opcoes. Tem o cafe da manha americano, mexicano, etc…
      Sao Paulo, Nova Iorque e Tel Aviv sao cidades cosmopolitas tambem por darem opcoes variadas aos seus publicos.
      Abraco.

  • otavio Zalewski

    05/11/2014 at 21:53

    Não posso comentar porque não gosto de Tel Aviv, muito ocidental para o meu gosto. Prefiro Jerusalém, cidade com a cara de uma cidade judaica.

    • Nelson Burd

      05/11/2014 at 21:57

      Tens razao, Otavio. Tel Aviv assume o papel cosmopolita, ocidental. Jerusalem traz a tradicao. Ate porque a primeira fez 100 anos em 2009. A segunda, 3000 em 1995.

  • Raul Gottlieb

    09/11/2014 at 19:13

    Tudo muito certo, Nelson. Mas o melhor “café da manhã” do Rio é o do Empório Jardim. E os produtos da padaria deles são maravilhosos!

Você é humano? *