Vão às favas!

Retornem ao lar, queridos judeus portugueses

Mais de 500 anos depois de massacres e extorsões a torto e a direito, o governo de Portugal aprova uma lei que restitui a cidadania a descendentes de judeus. Nem a pau, Juvenal.

Achei muito engraçadinha a notícia de que Portugal aprovou uma lei que permite restituir a cidadania aos descendentes dos judeus portugueses expulsos no século XV e XVI. Estou ainda esperando o adendo que garantirá a eles a devolução da riqueza de suas famílias, confiscada antes mesmo de sua fuga desesperada pela sobrevivência. Ressarcimento por danos morais também seria bacana, além de indenização pela morte de milhares de judeus por motivos nada nobres – como o antissemitismo puro e simples, coloquemos assim.

Em um notícia que li no portal IG, o governo português “reconheceu que os judeus viveram na região muito antes do reino português ter sido fundado, no século 12”. “Não é possível mudar o que já foi feito”, teria declarado a sagaz ministra da Justiça portuguesa, Paula Teixeira da Cruz. Essa é uma “atribuição de direito”, disse ela. A boa nova, claro, teve um superdestaque em Israel. Achei bonitinhas as palavras. Mas faltou o resto. Senão, esse pedido de desculpa fica fácil demais.

Com essa lei, Portugal iguala-se a Israel em um aspecto: são os dois únicos países do mundo a contar com uma “lei de direito judaico ao retorno”, segundo o jornal Times of Israel.

Umas palavrinhas sobre a história dos judeus em terras lusitanas. Em Portugal, no século XIV, os judeus estavam entre os maiores proprietários de terras, uma regalia que era proibida em praticamente toda a Europa. Para garantir seus direitos, a coroa cobrava dos judeus impostos exorbitantes. Foram criadas as judiarias – bairros judaicos – para o “bem” da comunidade judaica mas, também, para evitar sua “influência” sobre os cristãos.

Com a expulsão dos judeus da Espanha em 1492, muitos “hermanos” hebreus (o número mais citado é 93 mil, mas alguns historiadores afirmam que ele alcançou a marca de 120 mil) chegaram a Portugal. Uma parte navegou até lá, mas a maioria chegou ali por terra. Encontraram um país aberto e, mais ainda, aparentemente amigável: bastava o pagamento de uma taxa para entrar. Essa comunidade somou-se à portuguesa, e ali viveram poucos anos sob um clima tolerante. But… o rei Dom Manuel resolveu pedir a mão da princesa espanhola em casamento. Fernando e Isabel, os reis espanhois católicos-de-carteirinha, aceitaram-no como genro, sob uma condição: que o portuga adotasse o seu exemplo no que tange a perseguição dos não cristãos. Menos de um mês depois da celebração do casamento, em 1496, D. Manuel decretou que judeus e mouros em solo português teriam as opções de aceitar a fé católica ou deixar o país. Sinagogas e escolas foram fechadas, os judeus, proibidos de reunirem-se em casas de oração, todos os bens imóveis e móveis foram apreendidos.

Os judeus ganharam o prazo de 10 meses para partir. Nesse meio tempo, ofereceu-se um sem-número de vantagens – o governo tinha a esperança de que seus ricos e letrados súditos adotassem o cristianismo e permanecessem no reinado. But… não. A maioria dos judeus demonstrou-se determinada a sair.

Em abril de 1497, o rei ordenou o batismo de todas as crianças judias de até 14 anos de idade. Em seguida, enviou-os para serem criadas em mosteiros, conventos e famílias cristãs. Milhares de outros judeus foram enviados como escravos para a Ilha de São Tomé, na costa da África, e para outras colônias portuguesas. Para dificultar ao máximo as tentativas de livre emigração, Dom Manuel protelou a definição dos portos que poderiam ser utilizados pelos judeus em sua fuga. Quando finalmente determinou que seria o de Lisboa, mais de 20 mil judeus se deslocaram para lá, apenas para serem batizados em pé, à força, à beira-mar. Uma cena linda. Assim nasceu a famosa classe dos “cristãos-novos”. Poucos judeus se safaram desse evento – dos cerca de 100 mil judeus que ainda viviam em Portugal, apenas 7 mil conseguiram partir.

Em abril de 1506, um novo evento pouco enobrecedor aconteceu. O número de vítimas do que ficou conhecido como Massacre de Lisboa é incerto, mas sabe-se que mais de 300 convertidos foram queimados em praça pública. Segundo alguns historiadores, o número de assassinados pode ter chegado a 4 mil. A violência explodiu em 19 de abril, um domingo de véspera da Páscoa cristã, depois que um marrano alegou ter visto um clarão iluminar o altar da igreja. Imediatamente se acendeu contra o “herege” a indignação dos crentes, e ele foi espancado até a morte por uma massa enfurecida.

Rabi Shlomo ibn Verga, em seu livro Shevet Yehudá, escreveu que o suposto milagre nada mais fora além de um truque planejado pelos dominicanos, com o objetivo de atiçar a fúria do povo contra os conversos. Três dias de massacre se seguiram. As tripulações dos navios do Tejo se juntaram à multidão nos saques à cidade.

Os conversos foram espancados até a morte ou arrastados até fogueiras construídas nos bairros da Ribeira e do Róssio. Para os assassinos dos “hereges”, os frades prometiam a absolvição pelos pecados dos últimos 100 dias. Nas primeiras 24 horas, mais de 500 foram mortos. Só no terceiro dia a violência diminuiu, porque o número de vítimas escasseou.

O massacre de Lisboa e, 30 anos depois, o estabelecimento da Inquisição, não permitiram dúvidas aos milhares de conversos de que a melhor saída era o porto.

Esse é um resumão pouco detalhado desse período do qual Portugal deseja se desculpar. Oferecer a cidadania é um ato nobre, de evidente humildade. But… não. Posso estar ficando neurótica, mas defendo a tese que a história se repete. Na crise econômica em que se encontra o país e todo o continente europeu, acho que viria muito a calhar reinserir ali a comunidade judaica, seus bens e aptidões. Porque não creio que seja por amor à justiça. Não mesmo.

Pra mim, não faz a menor diferença qual seja o motivo. Eu não tenho direito à cidadania portuguesa e nem precisaria – o governo alemão já devolveu à minha família a cidadania germânica, e meu passaporte de capinha vermelha da triste Comunidade Europeia está guardado bonitinho no meu armário (certamente vencido). Não critico quem tenha ido viver na Europa e nem quem deseja ir. Mas eu não vou, não agora, não num futuro próximo (porque o longínquo a Deus pertence, diz o refrão). Nem a pau, Juvenal. Fico aqui por Israel mesmo, obrigada.

Comentários    ( 15 )

15 comentários para “Vão às favas!”

  • Dov

    09/02/2015 at 17:46

    Concordo… tbém acho polemico a qtdade de judeus oriundos da Polonia que faz questão da cidadania polonesa hoje em dia.

  • Heloisa

    09/02/2015 at 20:00

    Não entendi a ironia diante de um gesto bacana do governo português. Como judia lusófona, aplaudo sem ressalvas a bela iniciativa!

    • Miriam Sanger

      11/02/2015 at 10:48

      Olá, Heloisa. Respeito sua opinião. A minha está expressa na resposta ao Raul, logo aqui. Concordo com você e, como escrevi no texto (copio aqui), “oferecer a cidadania é um ato nobre, de evidente humildade.” Mas não posso bater palmas sem ressalvas quando vejo claramente que há interesses que estão longe de ser humanitários. Oferecer cidadania como reparação não é, na minha tosca opinião, suficiente — e o artigo trata do porquê penso dessa forma.
      Obrigada pela participação!
      Miriam

  • Raul Gottlieb

    09/02/2015 at 20:19

    Miriam

    Eu entendo a tua irritação com relação a Portugal, que suponho se estenda que aos demais países que expulsaram os nossos avós, que espoliaram o seu patrimônio e que amarguraram as suas vidas.

    Eu mesmo durante muitos anos me impus uma proibição de pisar na Alemanha e na Espanha.
    Depois apareceu uma passagem para Israel via Madrid muito conveniente e eu resolvi que para ir a Israel era lícito levantar o boicote. Passei umas horas no aeroporto de Madrid e não me senti mal. Na volta parei um dia em Madrid e foi agradável.

    Depois apareceu um seminário importante para mim na Alemanha. Me debati por semanas, mas o seminário era mesmo muito relevante e eu acabei decidindo ir. Fiquei muito impressionado com a forma como os alemães tratam a Shoá, vi que para ir da Filarmônica ao Parlamento você passa pela Ben Gurion Strasse, coloquei na balança o apoio diplomático da Alemanha a Israel e a barreira caiu de vez.

    Tudo isto para dizer que não foram os portugueses de hoje que expulsaram os judeus do país e os assassinaram e sim os portugueses de 15 a 20 gerações para trás (assim como os alemães da Shoá não estão mais aí).

    Os portugueses de hoje votaram esta lei, que é meio estapafúrdia, concordo contigo, mas que não nos prejudica de forma alguma, podendo até mesmo beneficiar um ou outro.

    Um tema central da nossa religião é a possibilidade de tshuvá. Não temos pecados capitais. Tudo pode ser remediado, conforme repetimos a cada Iom Kipur.

    Então se é assim, porque não apreciar que Portugal está fazendo uma tshuvá, mesmo que tardia? Principalmente considerando que os portugueses de hoje não podem ser considerados culpados pelos crimes de seus antepassados.

    Já pensou como seria um mundo sem tshuvá e onde os pecados dos pais passam para os filhos? Seríamos com certeza todos irremediavelmente enjaulados desde o desmame até a morte. Todo mundo tem um criminoso em algum ponto da ascendência. Alguns tem até mesmo parentes petistas!

    Ou seja, eu não digo “nem a pau, Juvenal”. Acho que o gesto é simpático, apesar de acreditar que pode haver algum interesse oculto por trás dele. E se for simples vou até mesmo pedir um passaporte para a minha atual esposa, cujo sobrenome é Ventura, ora pois.

    Abraço, Raul

    PS é verdade que a Espanha também votou uma lei deste mesmo teor?

    • Miriam Sanger

      11/02/2015 at 10:42

      Oi, Raul!
      Não tenho certeza quanto à Espanha, precisaria pesquisar. Em alguns lugares li que a lei de Portugal incentiva a da Espanha, ainda em aprovação. Em outros, que foi o inverso. Desculpe não ter essa informação assim de bate-pronto. Acredito em teshuvá e, claro, receber um pedido de desculpa é sempre bom. Por isso não critico quem o aceita, como coloquei no fim do meu texto. Mas acredito mais ainda na repetição da história. Trabalho na edição de uma coleção da Maayanot chamada A Epopeia do Povo Judeu, dividida em três volumes por ordem geográfica. É de ficar besta: os países europeus dispuseram de “seus judeus” movidos única e exclusivamente por interesse, com algumas raras exceções. A Igreja pressiona, toca os caras pra cá. Falta grana pra guerra, traz os caras de volta. A peste negra está incontrolável, toca esses judeus porcos e culpados daqui (fomos culpados pela peste negra, vc sabe, né?). A peste negra acabou com nossa população e dizimou nossa economia, traz a judeuzada de volta pra cá. É assim que funciona. Daí vejo Portugal, a bárbara e cruel Portugal, pedindo desculpas e convidando para voltar… e não acredito. De novo isso? Enfim, me irrita. Me irrita sim. Acho que é legítimo. De resto, faça sim seu passaporte. Não que você vá morar lá um dia, mas pelo menos não vai pegar fila na imigração. Se bem que, do jeito que está a Europa, acho que logo mais não há de haver filas pra entrar, mas sim pra sair. Abração!

  • Marcelo Starec

    09/02/2015 at 21:39

    Oi Miriam,
    Muito bom o seu texto, parabéns!….Eu acho nobre o governo português,após mais de 500 anos, reconhecer algum direito aos judeus que lá viviam, por cerca de 2000 anos ou mais, quando os primeiros lá chegaram (considerando hoje como referencia, na época seriam cerca de 1500 anos ou mais). Infelizmente, a lei é bem incompleta em vários aspectos mas, ainda assim, não deixa de ter algum valor. Entretanto, como você coloca muito bem, sim, a cultura judaica foi a força motriz de Portugal em seus tempos áureos, transformando o País em uma potência econômica, tolerante e onde todos viviam em paz, judeus, cristãos e muçulmanos. A inquisição, que embora tenha muitas vertentes, teve claramente um forte objetivo de sobretudo pilhar os judeus, roubar e humilhar àqueles que contribuíram decisivamente para transformar Portugal em uma grande potência. O resultado desse ato vergonhoso (a Inquisição), foi transformar Portugal em um País que tornou-se atrasado, com uma cultura intolerante e avessa à educação…e a ex-potência econômica transformou-se em tudo aquilo que os fatos históricos estão aí para provar…os descendentes dos judeus, os cristãos novos que foram obrigados a se desligar da sua religião, sua cultura e seu povo continuam por aí, em Portugal e no Brasil, dentre outros locais e hoje há muitos querendo ter o direito de retornar ao povo que genuinamente pertenciam….Algo muito relevante e no meu entender merecedor de muita discussão a respeito….Por fim, acho que a Inquisição e mais recentemente o Shoá tem muito o que ensinar a Europa….
    Um abraço,
    Marcelo.

    • Miriam Sanger

      11/02/2015 at 10:32

      Marcelo, há quanto tempo!
      Para responder na sua ordem, primeiramente obrigada pelo elogio. Sempre gentil 🙂 Concordo com você: onde a Inquisição tocou, atrasou. A tal Idade das Trevas. E olha que Portugal já tinha seus próprios defeitos antes de aceitar esse. O que não concordo é que os os judeus portugueses possam “retornar ao povo a que genuinamente pertenciam”. Judeu está sempre de passagem por qualquer país do globo (menos Israel, óbvio)– e não por opção própria. Espero não errar em muito aqui nos números, mas me parece que Portugal tinha, no século XIV, uma população de 30 mil judeus. Com a inquisição na Espanha, recebeu 90 mil judeus espanhois. E todos esses tiveram que se converter, morrer ou se pirulitar de lá. Ou seja, mesmo os judeus chamados de portugueses não são tão portugueses assim. Tudo isso pra dizer que judeu não tem parada, e a essa altura convidá-los para voltar — na minha tosca opinião — é irônico e interesseiro. E político. Essa Europa é uma loucura. Num canto, o povo tocando judeu pra fora. Em outro, convidando pra voltar. Mais uma vez, a história se repete, pq foi por isso que o povo judeu durante toda, toda, todaaaaaa a última galut, que já dura 2 mil anos. Brigads pela mensagem. Abraço!

  • Daniel Israel

    11/02/2015 at 07:15

    Prezada Miriam,

    Viajei para Espanha e Portugal, com um grupo de jovens, entre o Natal e a primeira semana de janeiro. O objetivo era que passássemos pelas juderías e judiarias, tivéssemos contato com o legado da “Idade de Ouro”, conhecêssemos algo ainda intransponível para tantos judeus em todo o mundo, por ser uma viagem razoavelmente custosa.

    Mas foi incrível, inesquecível, ainda mais para alguém como eu: tenho mais origem sefaradí do que ashquenazi, considerando até meus quatro avós, e concordo com você a respeito do “mea” culpa ser pela metade. Ou até menos. Mas a Espanha despontou, ainda em 2014, com esta proposta de “repatriação”. Com óbvios interesses econômicos, nada por motivações afetivas e de reconhecimento pleno. Boa sorte para quem o fizer, eu tenho minhas dúvidas se pediria cidadania portuguesa ou espanhola.

    Quando estava no Shnat, em 2006, me lembro de uma informação bastante interessante: o governo alemão pagara US$ 7 bilhões a Israel, no início dos anos ’50, em decorrência de tudo o que aconteceu durante a II Guerra. Reparações por genocídios são sempre discutíveis, no final das contas mais parece um acordo de cavalheiros do que uma questão de interesse (do) público.

    Se ainda não conhecer, recomendo a leitura deste texto. Foi produzido em 1495, por um judeu de origem italiana, que me parece ter corrido atrás do máximo de informações para ser o mais fiel possível aos fatos:

    http://legacy.fordham.edu/halsall/jewish/1492-jews-spain1.asp.

    Um abraço,

    • Miriam Sanger

      11/02/2015 at 10:23

      Oi, Daniel.
      Pela sua mensagem, parece que estamos no mesmo barco. Nunca gostei da afirmação “quer saber os motivos, procure onde está a grana”, mas acho que se aplica aqui. Não acredito nesse pedido de perdão. Vamos deixar os anos correrem para ver no que isso pode dar. Abraço e obrigada pela mensagem!

  • Aimar Labaki

    11/02/2015 at 15:13

    Miriam, muito bem escrito. Vou virar freguês. Apenas uma pequena contribuição brasileira. Minha filha, 7 anos, não diz mais só “Nem a pau, Juvenal”. Mas, “nem a pau, Juvenal, horizontal, fenomenal, vertical, etc.”:-))) beijo, Aimar

    • Miriam Sanger

      24/02/2015 at 17:43

      Fico felicíssima em te ter como leitor, meu talentosíssimo colega de letras. Adorei a frase. Vou adotar na próxima vez que precisar ser didaticamente enfática, se a pimentinha permitir. Beijo!

  • Eduardo Londres Pinha

    17/02/2015 at 16:31

    Achei deprimente ler o seu texto cheio de ironias. Ao menos tem o mérito de recontar a história dos judeus em Portugal, oportunidade dada agora pela naçao portuguesa ao aprovar essa lei que voce considera interesseira e cínica. Portugal está dando um reconhecimento simbólico e isso tem muito valor. Acho pouco provável que mais do que algumas dezenas de pessoas de fato venham a exercer seu direito à nacionalidade lusitana. É muito difícil provar uma ascendëncia judaica depois de tantos séculos.

    • Miriam Sanger

      19/02/2015 at 11:46

      Olá, Eduardo. O texto é irônico de fato e expressa tão somente o meu ponto de vista. Também segundo ele, o meu texto, esse convite é uma resposta insuficiente ao martírio imposto ao povo judeu — ela deveria ser seguida por algum tipo de restituição não apenas cívica, mas financeira. Milhares de pessoas abandonaram no país suas posses e propriedades, e um convite de retorno não repõe essa perda (isso para não citar o roubo de crianças e os assassinatos). Se esse é um convite efetivo, que se pesquise o que foi surrupiado dessa população e se proponha a indenização. Quanto ao interesse, mantenho minha posição. A história é clara: os judeus foram usados pelos governos europeus durante toda a Idade Média como moeda. Alguns países os denominavam de “meus judeus” e senhores feudais emprestavam-nos uns aos outros em momentos de crise financeira. Isso não é opinião, é história. Caso apenas alguns poucos consigam “recuperar” sua nacionalidade, vou achar ainda mais irônico, pois isso provará que é, além de tudo, um convite pouco sincero. Que o país abra seus arquivos e facilite o processo, caso essa seja a intenção. Obrigada pela sua participação.

  • Mario S Nusbaum

    21/02/2015 at 19:57

    Imaginar que judeus em número suficiente para alavancar a economia portuguesa irão se mudar para lá só em piada de português.

    • Miriam Sanger

      24/02/2015 at 17:45

      Oi, Mario. Mas quem disse que é possível para dar crédito à sapiência do humor português?

Você é humano? *