Yachad Ha’am Itanu

24/02/2015 | Eleições; Política

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As eleições de 2015 apresentaram dois novos partidos. O Kulanu do ex-ministro da comunicações Moshe Kahlon, e o Yachad Ha’am Itanu (Juntos o Povo Está Conosco), do ex-ministro do Interior, Eli Ishay (foto), recém saído do partido religioso Shas.

Biometric DB panelEli Ishay foi líder do tradicional partido político israelense Shas de 2000 até 2013. Sua nomeação só se deu por conta de uma condenação do antigo líder, Arieh Deri, por corrupção e desvio de verba pública. Deri foi preso durante três anos e impedido de voltar a política por outros dez. Exatamente os treze anos que formam o período de liderança de Eli Ishay.

A partir do momento em que pode voltar a política, o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas, determinou o retorno de Deri a liderança do partido.

Após um ano como número dois, desavenças políticas fizeram com que Ishay decidisse formar seu próprio partido político – o Yachad Ha’am Itanu.

O Yachad Ha’am Itanu não tem site oficial. O único site que apresenta as propostas do partido está no nome do próprio líder, http://www.elieyshay.com/.

Nele, podemos ver que não há muitas diferenças entre o novo partido e o Shas. Segundo a visão do partido, os princípios da Tora devem prevalecer no estado de Israel, a educação judaica e a defesa dos direitos dos jovens religiosos de não terem que servir o exército, e poderem seguir seus estudos nas academias rabínicas (yeshivot).

E somado a isso, uma atenção especial a justiça social, também justificada pelos princípios judaicos de Maimônides, que serve como uma forma de buscar os eleitores mizrahim que se encontram nas camadas menos favorecidas da sociedade.

O partido se associou ao Otzma Yehudit (Força Judaica), partido ultra-direitista, para montar uma lista conjunta de candidatos para as últimas próximas eleições.

Eli Ishay, vale lembrar, serviu o exercito de Israel e tem uma posição consideravelmente mais a direita do que seus antigos colegas do Shas. Muitas vezes, como durante a Segunda Guerra do Líbano em 2006, Ishay gerou muita polêmica ao dizer que os maus resultados da guerra eram causados por um afastamento da religião por parte dos soldados israelenses.

Alem disso, Eli Ishay foi um polêmico ministro do Interior. Nosso autor, Amir Szuster, teve um trabalho publicado sobre “Considerações políticas na distribuição de transferências públicas do governo para as cidades e municípios entre 2002-2010”, onde encontrou indícios de que, no período em que Eli Ishay esteve no poder, as transferências de verba para municípios politicamente alinhados com o Shas foram significativamente maiores do que para outras cidades. Outra polêmica envolvendo sua atuação foi a expulsão de imigrantes africanos. Mas o que o deixou conhecido internacionalmente foi a declaração, durante a Operação Pilar Defensivo (2012), afirmando que Israel deveria devolver Gaza à Idade Média.

O Yachad Ha’am Itanu não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e não tem representantes na Knesset.

Foto de capa retirada do site: http://www.haaretz.co.il/news/elections/.premium-1.2514575

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